Arroba do boi gordo: preços têm alta após notícia de febre aftosa na China

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com elevação dos preços no decorrer desta quinta-feira (2). A dificuldade na aquisição de boiadas segue presente no mercado, mantendo escalas de abate encurtadas. O fator China, com a descoberta de focos de febre aftosa em centenas de animais do país, também ajudou a elevar patamares.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, alguns frigoríficos já sinalizam para redução de processamento diante de uma oferta ainda anêmica.
“Quando se trata da demanda, as exportações seguem aceleradas, em especial com destino à China, na mesma dinâmica já estabelecida em relação às cotas”, diz.
De acordo com ele, o foco de aftosa no gigante asiático é um ponto de atenção. “Se for apenas um caso isolado não haverá grandes alterações em relação a dinâmica já estabelecida em torno das exportações. A China pode se tornar mais presente no contexto da importação se a doença se alastrar pelo país a ponto de prejudicar de maneira mais incisiva o rebanho, o que por enquanto não parece ser o caso”, destacou.
Preços médios do boi gordo
- São Paulo: R$ 363,67 — ontem: R$ 361,83
- Goiás: R$ 346,61 — ontem: R$ 341,96
- Minas Gerais: R$ 351,76 — ontem: R$ 350,29
- Mato Grosso do Sul: R$ 356,36 — ontem: R$ 351,93
- Mato Grosso: R$ 360,14 — ontem: R$ 358,51
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta alta em seus preços no decorrer da quinta-feira, em especial nos cortes do dianteiro bovino.
Iglesias ressalta que o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços no curtíssimo prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.
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“Cortes de maior valor agregado, como a picanha, mignon, entre outros, acabaram apresentando recuos ao longo do dia. Por sua vez, a maior competitividade das proteínas concorrentes ainda é um limitador para altas mais consistentes no curtíssimo prazo”, disse o analista.
- Quarto traseiro: segue a R$ 27,50 por quilo;
- Quarto dianteiro: se mantém a R$ 22,00 por quilo;
- Ponta de agulha: estabilizou a R$ 20,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,01%, sendo negociado a R$ 5,1584 para venda e a R$ 5,1564 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1398 e a máxima de R$ 5,1943. Na semana, a moeda recuou 1,52%.
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