terça-feira, abril 21, 2026

Agro

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Brasil amplia exportações de frutas e movimenta US$ 11,2 milhões em evento internacional


Fruit Atraction São Paulo 2025
Evento reuniu centenas de pessoas em São Paulo Foto: divulgação/ Fruit Atraction

A segunda edição do Exporta Mais Brasil – Frutas Frescas reforçou o avanço do Brasil no mercado internacional ao gerar US$ 11,2 milhões (R$ 60,4 milhões) em negócios durante a Fruit Attraction São Paulo, considerada a maior feira do setor no Hemisfério Sul e que foi realizada entre os dias 24 e 26 de março em São Paulo.

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A iniciativa reuniu 47 empresas brasileiras em uma agenda de promoção comercial com 17 compradores internacionais de 16 países, incluindo China, Estados Unidos, Índia, Itália e Reino Unido. Ao todo, foram realizadas 282 reuniões de negócios com representantes da Europa, Ásia, Américas e África.

O volume negociado representa um crescimento de 81% em relação à primeira edição do evento, realizada em 2025, no Rio Grande do Norte.

Exportações em alta

O desempenho acompanha o avanço das exportações brasileiras de frutas frescas. Em 2025, o país registrou US$ 1,45 bilhão em vendas externas, alta de 12% na comparação anual. O Brasil ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor mundial de frutas.

A expectativa do setor é de continuidade desse crescimento, impulsionado principalmente pelo acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que deve ampliar o acesso a mercados e elevar a competitividade dos produtos brasileiros.

Entre os destaques, está a uva, que deve ter tarifa de importação zerada com a entrada em vigor do acordo.

Apoio institucional e novos mercados

Promovido pela ApexBrasil, o projeto foi realizado em parceria com a Abrafrutas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e o Sebrae.

Segundo a coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, Paula Simões, o momento é estratégico para ampliar a presença internacional das frutas brasileiras.

De acordo com a executiva, o início do acordo entre Mercosul e União Europeia cria uma “janela de oportunidades” ao reduzir tarifas e facilitar o acesso a mercados, permitindo que produtores e exportadores ampliem negócios com mais competitividade.

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Moagem de cana cai 4,1% no Norte e Nordeste na safra 2025/26; produção de etanol avança


cana-de-açúcar
Foto: Pixabay

A moagem de cana-de-açúcar na safra 2025/26 nas regiões Norte e Nordeste somou 52,8 milhões de toneladas até o fim de fevereiro, uma queda de 4,1% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Os dados são da NovaBio, com base em informações do Ministério da Agricultura e Pecuária.

O recuo foi puxado por ambas as regiões. No Norte, a moagem atingiu 6,9 milhões de toneladas, baixa de 5,3% na comparação anual. Já no Nordeste, o volume processado chegou a 45,8 milhões de toneladas, queda de 4%.

Com menor oferta de matéria-prima e mudança no perfil produtivo, a fabricação de açúcar caiu de forma mais acentuada. A produção totalizou 2,99 milhões de toneladas no período, retração de 13,8% em relação à safra passada.

Etanol ganha espaço

Em contrapartida, o etanol avançou. A produção total do biocombustível, considerando cana e milho — chegou a 2,79 milhões de metros cúbicos até 28 de fevereiro, acima dos 2,15 milhões registrados um ano antes.

No etanol de cana, a produção de anidro somou 852,8 mil metros cúbicos, alta de 3,4%, enquanto o hidratado atingiu 1,289 milhão de metros cúbicos, com leve recuo de 3,2%. Já o etanol de milho respondeu por 648,5 mil metros cúbicos, com destaque para o anidro.

Segundo o presidente executivo da NovaBio, Renato Cunha, o direcionamento maior para o etanol reflete tanto fatores climáticos quanto o cenário internacional.

De acordo com o executivo, a safra tem sido marcada por chuvas irregulares e maior variabilidade climática. Além disso, a volatilidade dos preços do açúcar no mercado externo e fatores geopolíticos influenciaram o mix produtivo.

Cunha também destacou impactos das políticas comerciais dos Estados Unidos, especialmente após medidas adotadas pelo presidente Donald Trump, que afetaram embarques brasileiros de açúcar — principalmente do Norte e Nordeste, regiões que tradicionalmente atendem cotas preferenciais ao mercado norte-americano.

Qualidade da cana recua

Os indicadores de qualidade também pioraram. O Açúcar Total Recuperável (ATR) apresentou queda de 7% no acumulado, enquanto o índice por tonelada de cana recuou 3% na comparação anual.

Apesar disso, a execução da safra segue próxima do esperado. Até fevereiro, o setor alcançou 89,5% da moagem projetada. O Norte já praticamente encerrou os trabalhos, com 97% da previsão cumprida, enquanto o Nordeste atingiu 88,5%.

Estoques menores

Os estoques de etanol também recuaram. Ao fim de fevereiro, o volume total armazenado somava 343,7 mil metros cúbicos, queda de 10,25% em relação ao ano anterior.

Desse total, 322,6 mil metros cúbicos eram de etanol de cana e 21 mil de etanol de milho. Tanto o etanol anidro quanto o hidratado registraram retração nos estoques, de 9,05% e 11,83%, respectivamente.

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Guerra sem freio: a fatura está chegando para os países do planeta


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Foto: Reprodução/Redes Sociais

O mundo voltou os olhos para o Oriente Médio, mas o foco agora transcende a política: o problema é econômico. Falamos de infraestrutura atingida, rotas de transporte sob ameaça e um risco real sobre o fluxo de petróleo. A regra é clara: se o barril oscila, o impacto global é imediato.

O que alterou o ritmo do jogo foi a entrada ativa de Pequim e Moscou no apoio a Teerã. Isso dá fôlego ao embate, sustenta a tensão e, consequentemente, mantém os preços da energia no topo por muito mais tempo do que o previsto. Nesse cenário de guerra energética, o primeiro boleto chega para quem produz.

Não se trata “apenas” do diesel. É o efeito cascata em todo o pacote tecnológico: fertilizantes, defensivos, peças e maquinários. O frete sobe, a logística pesa e a margem do produtor, já castigada pelo crédito caro e pelas incertezas climáticas, é espremida ainda mais.

Enquanto isso, os Estados Unidos tentam reafirmar sua hegemonia, mas a conta começa a ser cobrada internamente. Energia cara gera inflação, e inflação gera desgaste político. No fim das contas, demonstração de força sem estratégia resulta em crise.

O sinal de que este cenário é estrutural aparece nas estratégias de longo prazo. A intenção de Donald Trump de direcionar cerca de US$ 1,5 trilhão para gastos militares a partir de 2027 é alarmante. Falamos de aproximadamente 70% de todo o PIB brasileiro. Isso prova que não vivemos um “soluço” passageiro, mas uma mudança de patamar.

Para o agro brasileiro, o recado é inequívoco: a fatura da vaidade global já está sendo cobrada. Não é mais uma ameaça distante; o custo de produção saltou, a logística encareceu e a incerteza trava investimentos. Produzir hoje exige muito mais do que competência técnica no campo; exige uma leitura de guerra.

Nesse ambiente hostil, tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais para virar sobrevivência. Quem não ganhar eficiência e não tiver o controle rigoroso dos custos ficará pelo caminho. O fôlego será de quem souber se proteger.

O grande problema não é o conflito em si, mas as decisões políticas que o alimentam. Quando o ego de líderes mundiais se sobrepõe à economia, o prejuízo não fica restrito aos gabinetes.

Essa crise atravessou o oceano e avança com força total no Brasil. Ela já bateu à nossa porteira, e o impacto no setor agropecuário será profundo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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EUA e Irã podem fechar acordo de cessar-fogo ainda nesta segunda-feira, diz agência


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Irã e Estados Unidos avaliam um plano de cessar-fogo que pode entrar em vigor ainda nesta segunda-feira (6), em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. As informações são da agência Reuters, que aponta a possibilidade de um acordo imediato seguido de negociações mais amplas para encerrar o conflito.

Segundo a Reuters, a proposta foi elaborada pelo Paquistão e compartilhada com os dois países durante a noite. O plano prevê duas etapas: um cessar-fogo imediato, que poderia abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o mercado global de petróleo e, em seguida, um prazo de 15 a 20 dias para a construção de um acordo definitivo.

O Estreito de Ormuz está fechado há mais de um mês por decisão de Teerã, o que tem gerado preocupação internacional devido ao impacto potencial sobre o fluxo de petróleo e os preços da energia.

Uma fonte ouvida pela Reuters afirmou que “todos os elementos precisam ser acordados hoje” e que o entendimento inicial pode ser formalizado por meio de um memorando eletrônico, com mediação paquistanesa. O plano, chamado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, também pode incluir reuniões presenciais na capital do Paquistão para definição dos termos finais.

Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que o país já preparou uma resposta diplomática, que será anunciada “no momento oportuno”. Apesar disso, uma autoridade iraniana indicou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo apenas temporário.

Até o momento, os Estados Unidos não divulgaram uma posição oficial sobre a proposta. Ainda assim, o presidente Donald Trump afirmou que há expectativa de avanço nas negociações.

Em entrevista por telefone à emissora Fox News no domingo (5), Trump disse que acredita na possibilidade de um acordo já nesta segunda-feira e declarou que o Irã “está negociando”. O republicano também mencionou que, caso não haja entendimento, os EUA consideram medidas mais duras, incluindo ataques à infraestrutura iraniana e ações voltadas ao controle de recursos energéticos.

O eventual acordo, segundo a Reuters, pode incluir compromissos do Irã relacionados ao seu programa nuclear em troca de alívio de sanções econômicas e liberação de ativos congelados.

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Semana começa com chuva forte e alerta de temporais em várias regiões do Brasil


trovoadas - pixabay - trovões - temporais
Foto: Pixabay

A semana começa com mudanças no tempo em boa parte do país. A combinação entre um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai, cavados em níveis médios da atmosfera e a influência marítima favorece o aumento das chuvas, especialmente no Sul e em áreas do Sudeste.

Sul

A instabilidade se intensifica ao longo do dia. A manhã ainda começa com tempo mais firme em grande parte dos estados, mas áreas de chuva avançam pelo sul e litoral do Rio Grande do Sul.

Com o passar das horas, a chuva ganha força no território gaúcho, com pancadas de moderada a forte intensidade atingindo regiões como o sul, sudeste, sudoeste, centro e litoral sul do estado. Há risco de temporais isolados. No norte gaúcho, a chuva é mais fraca.

Em Santa Catarina e no Paraná, a influência marítima mantém chuva fraca a moderada no litoral e no leste, com pontos de maior intensidade no sul catarinense. No interior, a chuva ocorre de forma mais isolada.

As temperaturas sobem mais na metade oeste da região e no norte do Paraná, enquanto o tempo fica mais ameno no sul gaúcho. O mar segue agitado em toda a costa sul.

Sudeste

O dia começa com tempo firme na maior parte do Sudeste, mas há previsão de chuva fraca em pontos isolados do leste e nordeste de Minas Gerais, além do Espírito Santo, litoral norte do Rio de Janeiro e áreas do sul e oeste de São Paulo.

Ao longo do dia, a influência marítima mantém as pancadas no Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e no litoral e leste paulista. Já no interior, incluindo o Triângulo Mineiro e o centro-sul de Minas, além de áreas do interior de São Paulo, a combinação de calor e umidade favorece chuvas de moderada a forte intensidade.

Por outro lado, o tempo segue mais firme no norte e leste de Minas Gerais e em partes do Espírito Santo. As temperaturas continuam elevadas na maior parte da região, com alívio no litoral e áreas do sul de Minas. O mar também fica mais agitado no litoral paulista e fluminense.

Região Centro-Oeste

A chuva aparece desde cedo no norte de Goiás e em áreas do leste e nordeste de Mato Grosso, com intensidade moderada a forte.

Ao longo do dia, as pancadas se espalham, principalmente em Mato Grosso e na metade sul de Goiás, impulsionadas pelo calor e pela umidade. Em Mato Grosso do Sul, a influência da baixa pressão aumenta as instabilidades no norte e leste do estado.

Já no oeste sul-mato-grossense e no interior de Goiás, a chuva é mais fraca. Em partes do norte de Mato Grosso, o tempo permanece mais firme. As temperaturas seguem em elevação em toda a região.

Nordeste

A influência marítima mantém a chuva no litoral leste, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça as instabilidades no litoral norte.

Ao longo do dia, a chuva se intensifica na faixa norte da região, atingindo áreas do Maranhão, Piauí e Ceará. Também há previsão de chuva entre o Rio Grande do Norte e o litoral da Bahia.

No interior da Bahia e em áreas do leste do estado, as pancadas podem ser mais intensas. Já em Pernambuco, Alagoas e Sergipe, a chuva ocorre de forma mais fraca. As temperaturas seguem elevadas, com sensação de calor.

Norte

A alta umidade mantém o tempo instável. Há previsão de chuva desde cedo em estados como Tocantins, Roraima, Amazonas e Pará.

A ZCIT reforça as pancadas no Amapá e no norte do Pará. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força em grande parte da região, com chuvas de moderada a forte intensidade e risco de temporais isolados, especialmente no Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia e no norte do Pará.

No sudoeste do Tocantins, a chuva pode ser mais intensa. Já em áreas do oeste do Pará e partes do Tocantins, o tempo segue mais firme, com pancadas isoladas.

As temperaturas continuam elevadas, com sensação de abafamento em toda a região.

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Escala na guerra no Oriente Médio pressiona petróleo e eleva riscos


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (6), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a reprecificação do risco geopolítico com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou o petróleo e elevou os prêmios de risco. Dados nos EUA indicaram desaceleração gradual, com consumo resiliente e acomodação no mercado de trabalho.

No Brasil, o Ibovespa subiu 3,58% na semana, o dólar caiu 1,56% a R$ 5,16 e a produção industrial de fevereiro avançou 0,9%. A semana traz balança comercial, IPCA e inflação nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações decepcionam e soja recua no exterior



Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul


Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul
Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul – Foto: Alabama Extension

O mercado da soja apresentou leve recuo nas negociações internacionais, refletindo um cenário de menor dinamismo nas exportações e cautela dos agentes diante de sinais mistos de demanda. Dados analisados pela TF Agroeconômica indicam que os contratos em Chicago encerraram o dia em baixa, enquanto o óleo de soja destoou e registrou valorização.

No Brasil, o avanço da colheita e as condições regionais seguem influenciando diretamente a formação de preços e o ritmo dos negócios. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 23% da área, com produtividade bastante irregular devido aos efeitos da estiagem, especialmente em regiões do Norte. Mesmo com perdas, a média estadual de preços apresentou alta na semana, sustentada pela retenção dos produtores e pela oferta mais restrita.

Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul, impulsionado pela demanda consistente da agroindústria de proteína animal, o que garantiu maior liquidez em comparação a outras regiões do Sul. Já no Paraná, o mercado permaneceu travado pelo segundo dia consecutivo, sem variações relevantes nas principais praças, refletindo um ambiente de espera por sinais mais claros do cenário externo.

No Mato Grosso do Sul, a colheita se aproxima do fim, atingindo 86,6% da área, enquanto o plantio do milho safrinha avança dentro da janela ideal. Apesar disso, os preços de balcão mostram recuo em parte das regiões, pressionados pela logística e pelo escoamento acelerado. Em Mato Grosso, com a colheita praticamente concluída, o foco se volta ao gargalo de armazenagem, que limita a capacidade de retenção e pressiona a comercialização, mesmo com altas pontuais nas cotações.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Sindiveg define nova diretoria e reforça uso responsável de defensivos agrícolas


O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) oficializou a formação de sua nova diretoria para o triênio 2026-2029. Segundo informações divulgadas pela entidade, a nova composição terá como uma de suas prioridades consolidar a representação institucional do setor e ampliar a defesa de práticas seguras e responsáveis no uso de defensivos agrícolas.

No Conselho de Administração, a presidência ficará com Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa. A vice-presidência será exercida por Júlio Borges Garcia, da Ihara. Também passam a integrar o grupo Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química, como 4ª conselheira.

A estrutura contará ainda com Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo, na condição de suplentes.

Além das funções no conselho, a diretoria executiva da entidade será composta em conjunto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agrícolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.

Na área de fiscalização, o Sindiveg terá Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, como integrantes do Conselho Fiscal. Na suplência, ficam Sergio Watanabe, da Ihara, e Carlos Henrique Zago, da Adama.

A entidade também definiu seus representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). João Sereno Lammel, da Ihara, será o delegado titular, enquanto Imero Padula, da Oxiquímica, atuará como suplente.

De acordo com o Sindiveg, a gestão que inicia agora pretende sustentar sua atuação em informações estatísticas e respaldo científico, ao mesmo tempo em que busca estimular boas práticas relacionadas à aplicação e ao manejo de defensivos agrícolas. A sinalização da entidade é de reforço técnico e institucional em temas considerados estratégicos para a indústria de produtos para defesa vegetal.





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AgroNewsPolítica & Agro

O que Ozempic tem a ver com a soja?



No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO


No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO
No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO – Foto: Divulgação

O Ozempic, medicamento conhecido no tratamento de diabetes e obesidade, tornou-se um símbolo de um debate que ultrapassa a saúde e alcança diretamente o agronegócio. A expiração da patente da semaglutida, seu princípio ativo, trouxe à tona a discussão sobre o equilíbrio entre inovação e acesso a tecnologias, tema que hoje também mobiliza o setor de soja no Brasil.

Com o fim da exclusividade, outras empresas passam a produzir versões concorrentes, o que tende a reduzir preços e ampliar o acesso ao tratamento. O caso envolveu tentativas de prorrogação judicial e ganhou novo capítulo com o Projeto de Lei 5810/2025, que propõe estender prazos de patentes devido à demora na análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO, presente em cerca de 80% das lavouras de soja. Produtores pagam royalties pelo uso da biotecnologia, mas questionam a continuidade dessas cobranças após a expiração de parte das patentes associadas.

Levantamentos indicam que os valores pagos chegam a R$ 280 por hectare, enquanto a rentabilidade média gira em torno de R$ 85,50, sendo que parcela relevante estaria ligada a patentes já vencidas. Decisões judiciais em Mato Grosso reconheceram a cobrança indevida e determinaram devoluções bilionárias, enquanto disputas seguem em outros estados e no Superior Tribunal de Justiça.

Entidades alertam que mudanças na legislação podem prolongar a vigência de patentes, manter cobranças e adiar a entrada de tecnologias em domínio público, com impacto direto sobre os custos de produção.

 





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Demanda para a China fortaleceu preços da arroba do boi em março; o que esperar de abril?


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo no Brasil registrou um cenário de ambientes distintos ao longo de março.

Conforme o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a primeira quinzena do mês foi marcada pela eclosão do conflito no Oriente Médio, o que estabeleceu dificuldades logísticas e levou a indústria frigorífica a pressionar o mercado, derrubando os preços da arroba.

Já na segunda quinzena, em meio ao quadro de oferta limitado, por conta das boas condições das pastagens no Centro-Norte do Brasil, o mercado passou a trabalhar com um foco maior na China, de modo a buscar preencher a cota de embarques destinada ao Brasil neste ano, de 1,1 milhão de toneladas.

“Assim, houve uma aceleração nos embarques de carne bovina, o que permitiu com que as negociações de compra da arroba acontecessem em patamares mais altos, estabelecendo novos pontos de máxima em quase todo o país”.

O que esperar de abril?

Apesar do cenário de retomada nos preços da arroba, Iglesias ressalva que se esse ritmo de embarques acelerado for mantido, a tendência é de que a cota destinada ao Brasil possa se esgotar entre os meses de maio e julho.

“Isso pode vir a esvaziar as exportações no terceiro trimestre, causando uma forte derrubada nos preços da arroba, justamente em um período importante de entrada de animais provenientes dos confinamentos”, alerta.

Porém, o analista ressalta que o foco de aftosa no gigante asiático, divulgado na quinta-feira (2), é um ponto de atenção. “Se for apenas um caso isolado não haverá grandes alterações em relação a dinâmica já estabelecida em torno das exportações. No entanto, a China pode se tornar mais presente no contexto da importação se a doença se alastrar pelo país a ponto de prejudicar de maneira mais incisiva o rebanho, o que por enquanto não parece ser o caso”, destacou.

Variação de preços da arroba

Diante das baixas iniciais e das altas na segunda metade do mês, os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 31 de março:

  • São Paulo (Capital): R$ 360, estável em relação aos valores praticados no final de fevereiro;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340, inalterado frente ao encerramento de fevereiro;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 345, avanço de 1,47% ante os R$ 340 registrados no fechamento de fevereiro;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, avanço de 2,94% ante os R$ 340 praticados no final do mês retrasado;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 355, aumento de 4,41% frente aos R$ 340 praticados no fechamento de fevereiro;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 320, alta de 3,13% perante os R$ 310 registrados no final de fevereiro.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, conforme Iglesias, o destaque ficou com a forte resiliência de preços ao longo de março, explicada pelo quadro de oferta restrita de carne bovina no cenário doméstico devido à forte demanda voltada a exportação para a China.

Como ponto de atenção, Iglesias alerta que a demanda para a carne de frango segue aquecida, cenário que deve se repetir ao longo de todo o ano, favorecendo o consumo de proteínas mais acessíveis por grande parte da população, como ovos e embutidos.

  • Quarto do dianteiro: foi precificado a R$ 21,80 por quilo em março, aumento de 3,81% frente aos R$ 21,00 por quilo praticados no final de fevereiro;
  • Cortes do traseiro bovino: foram cotados a R$ 27,50 por quilo, avanço de 1,85% ante os R$ 27,00 por quilo registrados no encerramento de fevereiro.

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