Qual o período ideal de cocho para gado confinado?

No último episódio do quadro “A conta do Boi”, do Giro do Boi, o pecuarista Sandro Dias buscava saber o tempo exato para manter o rebanho no sistema intensivo. O zootecnista Gustavo Sartorello, coordenador do ICBC (Índice de Custos de Bovinos Confinados) da USP, trouxe uma análise técnica fundamental sobre o tema.
Sartorello afirma que, com o preço dos insumos em alta, o período de cocho para o gado não pode ser uma estimativa visual, mas sim uma decisão baseada em eficiência biológica e viabilidade econômica. Ele explica que o período de cocho deve respeitar a fisiologia do animal, e menos de noventa dias é um prazo arriscado que pode comprometer o investimento.
Confira:
A importância do ajuste intestinal
De acordo com Sartorello, o animal precisa de tempo para que sua flora intestinal se ajuste à troca do capim pela dieta rica em grãos (concentrado). A deposição de gordura ocorre após o ganho de peso muscular. Para garantir que o frigorífico não penalize o lote por falta de acabamento, os primeiros noventa dias são considerados o “piso” de segurança.
A definição exata do tempo de permanência do gado no cocho depende de três fatores variáveis que o pecuarista deve monitorar diariamente. Sartorello alerta que passar dos cento e vinte ou cento e trinta dias pode ser perigoso para o fechamento do caixa, uma vez que, após atingir o auge do acabamento, o consumo do gado cai.
Riscos do excesso de permanência no cocho
Ele ressalta que, nesse estágio, o gado começa a gastar mais energia para manter o peso do que para ganhar novas arrobas. Isso resulta em um cenário em que o pecuarista começa a “pagar para o boi morar na fazenda”, pois o custo da diária supera o valor do ganho de peso diário, gerando prejuízo.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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