quarta-feira, abril 22, 2026

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Prévia da carga tributária sobe para 32,4% do PIB em 2025


A prévia da carga tributária (peso dos impostos e demais tributos sobre a economia) subiu para 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, divulgou nesta sexta-feira (10) o Tesouro Nacional. Em 2024, o mesmo indicador tinha atingido 32,22%, diferença de 0,18 ponto percentual.

Esse foi o maior valor da série histórica, que começou em 2010. Segundo o Tesouro, vários fatores pesaram para o aumento da carga tributária. O principal foi o crescimento da economia e do emprego formal, que aumentou a arrecadação de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) em 0,23 ponto percentual do PIB e a arrecadação da Previdência Social em 0,12 ponto percentual.

A elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) também fez a prévia da carga tributária subir 0,1 ponto percentual. No ano passado, o governo elevou o IOF sobre operações cambiais e de crédito e sobre a saída de moeda estrangeira. A medida chegou a ser derrubada pelo Congresso, mas foi parcialmente mantida pelo Supremo Tribunal Federal.

Em contrapartida, a participação dos impostos sobre bens e serviços federais, que incide sobre o consumo, caiu 0,02 ponto percentual em 2025. Embora o valor nominal tenha subido, a participação no PIB recuou.

Em âmbito estadual, a receita do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo que mais arrecada no país e também está relacionado ao consumo, caiu 0,09 ponto percentual do PIB em 2025, mesmo com o aumento nominal da arrecadação. Segundo o Tesouro Nacional, esse movimento reflete a composição do crescimento econômico em 2025, concentrado em setores sobre os quais não há incidência do ICMS ou a incidência é reduzida.

Na esfera municipal, a receita do Imposto sobre Serviços (ISS) subiu 0,02 ponto percentual do PIB, impulsionada pelo crescimento de 2,9% no volume de serviços em 2025.

A carga tributária do governo federal subiu 0,26 ponto percentual em 2025, de 21,34% para 21,6% do PIB. O peso dos impostos estaduais recuou 0,1 ponto, de 8,48% para 8,38% do PIB. Nos governos municipais, a arrecadação de impostos subiu 0,03 ponto percentual, de 2,39% para 2,42% do PIB, puxada por aumentos no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e pelo ISS.

Ao somar as três esferas de governo (federal, estadual e municipal), os Impostos sobre bens e serviços caíram 0,09 ponto percentual do PIB em relação a 2024, passando de 13,87% para 13,78%. No entanto, os Impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital subiram de 9,04% para 9,16% do PIB, alta de 0,12 ponto em relação ao ano anterior.

A arrecadação dos impostos sobre a propriedade subiu 0,02 ponto, de 1,71% para 1,73% do PIB. A receita dos impostos sobre a folha de pagamento e a mão de obra subiu 0,01 ponto, de 0,3% para 0,31% do PIB. Por causa do crescimento das importações, os impostos sobre o comércio externo e as transações internacionais avançaram 0,05 ponto, de 0,66% para 0,71% do PIB.

O peso das contribuições sociais sobre o PIB subiu de 6,63% para 6,72% do PIB. A alta de 0,09 ponto percentual foi motivada principalmente pela arrecadação da contribuição para a Previdência Social, que subiu de 5,28% para 5,4% do PIB, puxada pela recuperação do mercado de trabalho.

Em março ou abril, o Tesouro divulga uma estimativa própria da carga tributária do ano anterior. Segundo o Ministério da Fazenda, a elaboração de uma prévia da carga tributária é necessária porque os dados são incluídos na prestação de contas da Presidência da República. O número oficial, divulgado pela Receita Federal, só sai ao longo do segundo semestre.





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Conab entrega alimentos e máquinas para agricultores em Goiás


Entre terça (07) e quinta-feira (09) desta semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da Superintendência Regional de Goiás (Sureg/GO), fez a entrega de um kit de maquinários e a doação de cerca de 30 toneladas de alimentos, no Território da Cidadania Norte, em Porangatu/GO, durante os Mutirões da Documentação da Trabalhadora Rural em Goiás, iniciativa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A atuação integrada e estratégica para o atendimento à população rural é uma ação do Governo Federal para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao combate à fome, à erradicação da pobreza e à promoção da inclusão produtiva no campo.

No evento, a Companhia realizou a 1ª distribuição do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), entregues pela Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte Goiano (COOPERMEL), os quais foram produzidos por 27 agricultores familiares. Com o investimento total de quase R$ 270 mil, em torno de 30 toneladas de alimentos foram recebidas pelo Centro de Referência de Assistência Social de Porangatu, beneficiando 4 mil pessoas assistidas pela unidade.

Também houve, na ocasião, a entrega de kit de maquinário do Programa Mecaniza+ para a COOPERMEL, a fim de reforçar diretamente a capacidade produtiva dos agricultores familiares que fazem parte da entidade. Composto por oito equipamentos – motocultivador, carreta agrícola, sulcador, encanteirador, semeadora, roçadeira, rodas de ferro, colheitadeira de milho -, essa cessão representa um avanço significativo na modernização, diminuição da penosidade laboral e no aumento da produtividade no campo, contribuindo para a inclusão produtiva dos pequenos agricultores e para o desenvolvimento sustentável das regiões atendidas.

A Conab ainda participou de palestra sobre o PAA, evidenciando como a política pública conecta a produção da agricultura familiar ao atendimento de populações em situação de vulnerabilidade socioambiental.

A ação reuniu diversos órgãos e instituições públicas – federais, estaduais e municipais -, em um esforço coordenado para levar cidadania, acesso a direitos e oportunidades diretamente às comunidades, em uma articulação interinstitucional demonstra a capacidade do Estado brasileiro de atuar de forma integrada, oferecendo soluções completas à população. Nesse contexto, a participação da Conab comprova o papel central da Companhia nas políticas de soberania e segurança alimentar e nutricional, produção local, geração de renda no meio rural e desenvolvimento social.

Com início previsto em Porangatu, atendendo também a população do municípios de Mutunópolis, Montividiu do Norte, Amaralina e Novo Planalto, e expansão para diversos territórios ao longo do ano, os mutirões consolidam uma estratégia territorial que aproxima o Governo Federal da população e amplia o acesso direto às políticas públicas. A iniciativa, conduzida de forma integrada por MDA, Incra e Conab, reforça o compromisso do Estado com uma gestão eficiente, solidária e orientada por resultados concretos, especialmente no enfrentamento da fome e na promoção da dignidade das famílias rurais brasileiras.

O mutirão integra uma ação itinerante e interinstitucional coordenada pelo Incra, por meio do Programa Nacional de Cidadania e Bem Viver para Mulheres Rurais, do MDA, em parceria com prefeituras, órgãos públicos e movimentos sociais, com oferta gratuita de todos os serviços. A iniciativa é voltada ao atendimento de mulheres da agricultura familiar, acampadas, assentadas da reforma agrária, integrantes de comunidades tradicionais, atingidas por barragens, quilombolas, pescadoras artesanais, extrativistas, indígenas e ribeirinhas, sendo necessária a apresentação de documentos pessoais para participação. O objetivo é promover o pleno exercício da cidadania pelas trabalhadoras rurais, assegurando o acesso à documentação civil e trabalhista essencial e às políticas públicas, especialmente nas áreas de agricultura familiar e reforma agrária, garantindo condições para sua inclusão social e produtiva, além de fortalecer a articulação entre órgãos das esferas federal, estadual e municipal para a implementação de ações coordenadas no campo.





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Queda da ureia acompanha alívio geopolítico



Apesar do recuo, o cenário ainda não configura uma tendência consolidada de baixa


Apesar do recuo, o cenário ainda não configura uma tendência consolidada de baixa
Apesar do recuo, o cenário ainda não configura uma tendência consolidada de baixa – Foto: Canva

A recente redução das tensões no Oriente Médio já começa a refletir nos preços internacionais de fertilizantes, indicando um movimento de alívio no mercado global. As informações são de Alê Delara, estrategista do agronegócio.

As negociações envolvendo Estados Unidos e Irã contribuíram para a retirada de parte do prêmio de risco que vinha sendo incorporado às cotações, com impacto quase imediato nos contratos futuros. Nos últimos dias, a ureia apresentou recuos relevantes em diferentes regiões, com queda de 40 dólares por tonelada no Brasil, 35 dólares no Oriente Médio e 33 dólares nos Estados Unidos.

Dados da curva de futuros da ureia nos Estados Unidos reforçam esse movimento de ajuste. Os contratos mais recentes mostram queda consistente ao longo dos meses, com valores saindo da faixa próxima a 780 dólares por tonelada em abril para cerca de 656 dólares projetados para setembro. O comportamento indica uma reprecificação após um período de forte pressão altista, acompanhando a diminuição das incertezas no cenário internacional.

O movimento evidencia que, embora o Estreito de Ormuz continue no radar dos agentes de mercado, houve uma reavaliação do risco logístico e geopolítico no curto prazo. Esse reposicionamento levou à redução dos preços após um período em que as incertezas haviam elevado as cotações de forma significativa.

Apesar do recuo, o cenário ainda não configura uma tendência consolidada de baixa. Trata-se, neste momento, de uma correção rápida, motivada pela retirada parcial do prêmio de guerra que havia sido incorporado aos preços diante das tensões recentes.

A atenção do mercado agora se volta para o desdobramento das negociações internacionais. O comportamento dos preços dependerá do avanço efetivo dessas tratativas e da capacidade de manutenção de um ambiente mais estável, que possa reduzir de forma mais consistente os riscos associados à logística e à geopolítica.

 





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Mercado da soja reage a guerra no Oriente Médio


Sob influência do cenário geopolítico no Oriente Médio e da expectativa pelo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o mercado internacional da soja apresentou estabilidade ao longo da semana, segundo análise divulgada nesta quinta-feira (9) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário.

De acordo com a Ceema, as cotações do grão na Bolsa de Chicago registraram variação limitada durante o período analisado. O primeiro contrato cotado encerrou o pregão desta quinta-feira (9) em US$ 11,65 por bushel, frente aos US$ 11,63 registrados uma semana antes. “Sob influência da guerra no Oriente Médio e na expectativa de novo relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado em 09/04, o mercado da soja, em Chicago, se comportou bastante estável nesta semana”, apontou a Ceema.

Ainda segundo a análise, o anúncio de uma trégua de duas semanas no conflito durante a semana, mesmo sem garantias concretas, influenciou o mercado de derivados. “O anúncio de uma trégua de duas semanas na guerra, feito durante a semana, mesmo que sem garantias concretas, derrubou a cotação do óleo de soja em Chicago”, informou a entidade. Conforme o levantamento, o preço do óleo recuou 3,3% entre os dias 7 e 8 de abril, após ter se aproximado de 70 centavos de dólar por libra-peso no dia 7.

O relatório mensal divulgado pelo USDA em abril não apresentou mudanças relevantes em relação aos números divulgados em março. “O relatório de abril não trouxe grandes novidades, indicando os mesmos volumes de produção e estoques finais, para os EUA, anunciados em março”, registrou a Ceema. A análise aponta que o mesmo ocorreu em relação às estimativas globais de produção e estoques finais.

As projeções para a produção na Brasil e na Argentina foram mantidas em 180 milhões e 48 milhões de toneladas, respectivamente. Já as importações da China seguem projetadas em 112 milhões de toneladas para o ano comercial 2025/26. A Ceema destaca que o relatório considerado mais relevante para o mercado será o de maio. “Vale destacar que o mais importante relatório é o de maio, o qual trará a primeira estimativa de produção nos EUA e mundo para o ano comercial 2026/27”, informou a entidade.

Nos Estados Unidos, o plantio da nova safra de soja também começou. Segundo a Ceema, até o dia 5 de abril o plantio havia alcançado 3% da área prevista, acima da média histórica de 2% para o período.

Em relação ao comércio exterior, os embarques norte-americanos de soja somaram 779.352 toneladas na semana encerrada em 2 de abril, superando as expectativas do mercado. Com isso, o volume exportado pelos Estados Unidos no atual ano comercial chegou a 30,7 milhões de toneladas, o que representa queda de 26% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior.





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Cotação do milho perde força em Chicago


A cotação internacional do milho registrou recuo ao longo da semana, segundo análise divulgada nesta quinta-feira (9) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, referente ao período de 3 a 9 de abril. Na Bolsa de Chicago, o primeiro contrato do cereal encerrou o pregão de quinta-feira cotado a US$ 4,44 por bushel, ante US$ 4,52 registrados uma semana antes.

De acordo com a Ceema, o relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em 9 de abril manteve inalteradas as estimativas de produção e estoques finais para os Estados Unidos em relação aos números apresentados em março. “O relatório de oferta e demanda, anunciado no dia 09/04, apontou manteve os números de março para a produção e estoques finais dos EUA”, informou a entidade.

No cenário global, o relatório apresentou ajuste para cima na produção mundial do cereal. Segundo a Ceema, a estimativa atual indica produção de 1,301 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais mundiais foram projetados em 294,8 milhões de toneladas.

As projeções para a produção na Argentina foram fixadas em 52 milhões de toneladas, volume considerado inferior às estimativas da Bolsa de Comércio de Rosário. Para o Brasil, o USDA manteve a projeção de 132 milhões de toneladas para a safra 2025/26. No ciclo anterior, a colheita brasileira foi estimada em 136 milhões de toneladas.

No comércio exterior, os embarques de milho dos Estados Unidos na semana encerrada em 2 de abril somaram 2 milhões de toneladas, superando as expectativas do mercado. Com isso, o volume exportado no atual ano comercial alcança 48,5 milhões de toneladas, o que representa aumento de 36% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Enquanto isso, a colheita de milho na Argentina para a safra 2025/26 deverá alcançar 67 milhões de toneladas, segundo a análise da Ceema, volume que pode representar um recorde histórico para o país.





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USDA traz novos números da soja brasileira; saiba o que mudou e o que mantém o mercado travado


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou mais uma semana de pouca movimentação, refletindo um cenário de preços pressionados e negócios travados. A combinação de oscilações na Bolsa de Chicago, influenciadas por fatores externos como o conflito no Oriente Médio e a volatilidade do petróleo, com a queda do dólar no Brasil, reduziu o apetite tanto de produtores quanto de compradores.

USDA

O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe um panorama de relativa estabilidade para a safra norte-americana 2025/26. A produção foi mantida em 4,262 bilhões de bushels (116 milhões de toneladas), com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo os números de março e indicando ausência de novos fatores altistas relevantes.

Os estoques finais dos Estados Unidos também vieram praticamente em linha com as expectativas do mercado, estimados em 350 milhões de bushels (9,53 milhões de toneladas). Apesar de levemente acima do esperado, o número não trouxe impacto significativo nas cotações.

No quadro de oferta e demanda, o USDA elevou o esmagamento para 2,610 bilhões de bushels, enquanto reduziu as exportações para 1,540 bilhão, sinalizando ajustes pontuais, mas sem alterar de forma expressiva o balanço global.

Em nível mundial, a safra de soja 2025/26 foi projetada em 427,41 milhões de toneladas, com leve aumento frente ao relatório anterior. Já os estoques finais globais foram reduzidos para 124,79 milhões de toneladas, ficando abaixo das expectativas do mercado, um dos poucos pontos com viés mais positivo.

Brasil

Para a América do Sul, o USDA manteve a projeção da safra brasileira em 180 milhões de toneladas para 2025/26, enquanto elevou a estimativa da safra 2024/25 para 172,5 milhões. A produção da Argentina permaneceu estável, reforçando a percepção de ampla oferta global.

A demanda chinesa, principal motor do mercado, também não trouxe novidades, com importações mantidas em 112 milhões de toneladas para 2025/26, indicando um cenário de estabilidade no consumo.

No Brasil, o ritmo de comercialização da safra 2025/26 avançou para 48,1% da produção estimada, segundo a Safras & Mercado. Apesar da evolução frente ao mês anterior, o índice segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também da média histórica, reforçando a cautela dos produtores diante dos preços.

A comercialização antecipada também mostra avanço tímido, atingindo 3,9% da safra projetada, ainda distante da média de cinco anos, o que evidencia a postura defensiva do produtor em um ambiente de margens pressionadas e incertezas externas.

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O que as lojas de conveniência dizem sobre a dieta japonesa e o consumo de proteínas


O que as lojas de conveniência dizem sobre a dieta japonesa
Foto: Reprodução Canal Rural/Fabiana Borrego

A nutricionista Fabiana Borrego foi às ruas para mostrar como ovos, frango e carne suína — três das principais proteínas consumidas no país — aparecem no cotidiano da população japonesa.

O novo episódio do quadro ‘Fabi no Japão’ foi ao ar nesta sexta-feira (10), no programa Interligados, do Canal Rural. Direto de uma unidade da rede Family Mart, uma das maiores lojas de conveniência por lá, ela destacou a presença desses estabelecimentos na rotina dos japoneses. “Aqui no Japão existem cerca de 55 mil lojas espalhadas pelo país”, afirmou.

Segundo Fabiana, os chamados combini vão além da alimentação. “Você pode pagar contas, sacar dinheiro, enviar encomendas. É uma loja com diversos serviços”, explicou.

Proteína pronta para consumo

Ao percorrer as prateleiras refrigeradas, a nutricionista mostrou a variedade de produtos à base de ovos, muitos deles já prontos para consumo. Entre os exemplos, estão ovos cozidos sem casca, versões defumadas e opções com gema mole, além de saladas prontas. “Ele já está pronto para o consumo”, comentou ao apresentar um dos itens.

No caso do frango, a oferta inclui refeições completas, como os tradicionais bentôs — marmitas prontas com arroz, carne e acompanhamentos. “Você compra aqui e já tem uma refeição pronta”, disse.

Carne suína e praticidade

A carne suína também aparece em destaque, principalmente em pratos prontos e opções como espetinhos e embutidos. Em outra loja, da rede 7-Eleven, Fabiana mostrou refeições completas à base de porco, com informação nutricional detalhada. “Esse prato inteiro tem mais de mil calorias, mas é uma refeição completa”, observou.

Ela também destacou a presença de produtos típicos, como sanduíches de ovo com maionese e pratos à base de curry de frango, bastante populares no país.

Hábitos alimentares e saúde

Além da variedade, o quadro trouxe uma comparação sobre hábitos alimentares. Segundo a nutricionista, dados indicam que apenas 3,2% da população japonesa é obesa, enquanto no Brasil esse índice chega a 62%.

Para ela, a diferença passa diretamente pelas escolhas alimentares. “As escolhas influenciam — e muito — na obesidade”, afirmou.

Ao final, o tour pelas lojas de conveniência reforça o papel desses pontos de venda no padrão de consumo japonês, marcado pela praticidade, variedade e forte presença de proteínas no dia a dia.

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Unidade da Friboi em MT abre mais de 30 vagas de emprego; veja como se candidatar


Divulgação Friboi

A unidade da Friboi em Barra do Garças (MT) anunciou a abertura de 35 novas vagas para diversos setores da indústria frigorífica. As oportunidades estão divididas entre funções técnicas e operacionais, com um foco especial para aqueles que buscam o primeiro emprego.

O processo seletivo está ativo e os interessados devem ter idade mínima de 18 anos.

Confira as vagas:

  • Operadores de produção (19 vagas): não é necessária experiência prévia, pois a empresa oferece treinamento completo.
  • Desossadores (11 vagas): voltadas para quem já possui prática ou deseja se especializar na função.
  • Refiladores (5 vagas): focadas no acabamento e padronização dos cortes destinados à exportação.

Como se candidatar?

Os canais para envio de currículo são:

  • WhatsApp RH: (66) 3402-2986.
  • E-mail: vagas.bar@friboi.com.br.
  • Presencial: entrega direta do currículo na portaria da fábrica em Barra do Garças.

Formação e benefícios

A planta de Barra do Garças é referência por seu foco no crescimento profissional, sendo considerada uma “unidade educadora”. A unidade possui uma escola interna que forma desossadores e faqueiros, permitindo que os colaboradores aprendam uma nova profissão enquanto recebem salário.

A JBS/Friboi também tem como cultura a promoção interna, oferecendo chances reais para que operadores de produção alcancem cargos de diretoria. O pacote de benefícios inclui alimentação no local, planos de saúde, parcerias com universidades e prêmios por produtividade.

Importância da unidade

Trabalhar na Friboi em Barra do Garças significa fazer parte de uma cadeia tecnológica que alimenta o mundo com sustentabilidade. A cidade, além de ser um polo turístico, se consolida como um motor econômico vital. Para aqueles que buscam estabilidade e qualificação gratuita, este é o momento ideal para ingressar na indústria.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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O que está travando o agro após safra histórica



Ricardo Leite observa que há um descompasso crescente


Ricardo Leite observa que há um descompasso crescente
Ricardo Leite observa que há um descompasso crescente – Foto: Pixabay

O avanço recente do agronegócio brasileiro tem sido marcado por ganhos expressivos de produtividade e eficiência, refletindo uma transformação estrutural no setor. Segundo dados da Agência de Notícias do IBGE, a safra brasileira de grãos de 2025 alcançou 346,1 milhões de toneladas, um recorde histórico, mais que dobrando em relação a 2012 enquanto a área plantada cresceu em ritmo inferior.

Esse desempenho indica que o crescimento não se deu apenas pela expansão territorial, mas principalmente pelo uso mais eficiente de tecnologia, técnica e gestão. Para Ricardo Leite, especialista do agronegócio, o setor entrou em uma nova fase, em que o diferencial competitivo deixa de ser apenas o acesso às ferramentas e passa a ser a capacidade de utilizá-las de forma estratégica.

Na avaliação do especialista, recursos como inteligência artificial, agricultura digital, automação e análise de dados já não pertencem ao campo das promessas, mas da realidade operacional. O desafio atual está na forma como essas soluções são conduzidas dentro das propriedades e empresas. A FAO reforça que a transformação digital no agro exige governança adaptativa, critérios éticos, responsabilidade, eficiência e gestão adequada das informações.

Ricardo Leite observa que há um descompasso crescente entre o discurso de inovação e a implementação de estruturas sólidas de governança. O uso isolado de tecnologia não garante vantagem competitiva duradoura, enquanto a disciplina na tomada de decisão tende a gerar resultados mais consistentes ao longo do tempo.

Nesse contexto, o mercado deve diferenciar menos quem investiu em ferramentas e mais quem conseguiu liderar processos com base nelas. A discussão central, segundo o especialista, passa a ser menos sobre digitalização e mais sobre organização, levantando um questionamento direto sobre a qualidade da gestão que sustenta essa transformação.

 





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Compostos do própolis verde mostram potencial contra doenças neurodegenerativas​


Própolis; abelha
Foto: Thiago Mlaker/Wikimedia Commons/divulgação Agência Fapesp

O termo “própolis” está relacionado à proteção e dá nome à substância produzida pela abelha para revestir e higienizar a colmeia, mas que também tem poder antibacteriano para o organismo humano.

Esses atributos medicinais do própolis são antigos conhecidos da ciência, mas agora uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP encontrou uma nova dimensão medicinal envolvendo a própolis verde, que abrange doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

O própolis verde é produzido a partir da resina do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia) que as abelhas misturam à saliva e cera.

Ao analisar seus principais compostos Artepelin C e bacarina, pesquisadores observaram que essas substâncias podem estimular a formação de células do sistema nervoso, aumentar a conexão entre neurônios e reduzir a morte celular.

Segundo o pesquisador Gabriel Rocha Caldas, os resultados indicam um potencial promissor, especialmente para a prevenção e o controle de doenças neurológicas. “Pode ser explorada em trabalhos futuros, seja por mim ou por outros grupos de pesquisa interessados no potencial terapêutico do própolis verde”, destaca.

Caldas acredita que a pesquisa investe na valorização de um recurso nacional, já que a própolis verde é uma exclusividade brasileira que pode gerar impactos científicos, econômicos e sociais. Parte desses resultados podem ser conferidos em artigo publicado na edição de novembro de 2023 da revista Chemistry & Biodiversity.

Função de compostos em ambiente neuronal

O Artepelin C e a Bacarina foram isolados a partir do própolis verde utilizando uma sequência de técnicas métodos de separação.

“O processo funciona como uma espécie de ‘peneiração química’: usamos solventes e diferentes métodos cromatográficos para ir separando a própolis em frações menores, até isolar cada molécula pura. É parecido com pegar uma caixa cheia de peças misturadas e ir separando uma por uma até restar só o que você precisa”, compara o pesquisador.

A partir do isolamento dos compostos, os pesquisadores utilizaram duas técnicas para compreender como o Artepelin C e a Bacarina funcionam dentro do organismo: a modelagem computacional e os experimentos com células PC12 (células de ratos usadas como modelo de estudo de neurônios).

Modelagem computacional

Com a modelagem computacional, avaliaram as propriedades físico-químicas dos compostos, como solubilidade, permeabilidade e a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (membrana seletiva que reveste vasos sanguíneos do cérebro e medula espinhal).

“Isso ajuda a entender se, teoricamente, essas moléculas poderiam atingir o tecido nervoso em um organismo vivo. Já os experimentos com células PC12 mostraram, na prática, como os compostos atuam em células neuronais”, explica Caldas.

Para facilitar a entrada do Artepelin C no sistema nervoso, os pesquisadores utilizaram a acetilação, uma modificação química que torna a molécula mais lipofílica, ou seja, com maior afinidade por substâncias como gorduras e óleos.

Com isso, ela consegue atravessar com mais facilidade a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro. A escolha dessa abordagem foi baseada em estudos computacionais, que confirmaram a maior capacidade do composto acetilado de chegar ao sistema nervoso.

Regeneração de neurônios

Pelos experimentos com células PC12 foi possível identificar que, após o tratamento com os compostos da própolis verde, as células passaram a formar neuritos, pequenas projeções que futuramente se transformarão em axônios e dendritos (ramificações dos neurônios), indicando o início da diferenciação das células neuronais.

“Essas estruturas são fundamentais porque é por meio delas que os neurônios enviam e recebem mensagens. Sem neuritos não existe comunicação entre células nervosas”, informa o pesquisador. 

Além disso, os testes também identificaram o aumento da presença das proteínas sinapsina I e GAP-43, importantes no processo de diferenciação, já que funcionam como marcadores de que o neurônio está crescendo, amadurecendo e formando novas conexões.

Caldas explica que o aumento dessas proteínas representa a célula entrando em um estado favorável à regeneração, algo muito desejado em doenças neurodegenerativas.

Outro fator importante na proteção das células neurais observado no estudo foi o potencial antioxidante do Artepelin C e da Bacarina. Os compostos da própolis verde foram capazes de neutralizar moléculas reativas de oxigênio, excessivas em doenças neurodegenerativas. 

Potencial

O pesquisador adianta que quadros de enfermidades ativam vias que levam à morte celular programada, ativação que foi reduzida pelos compostos da própolis verde por meio de seu efeito antiapoptótico e evitando, assim, a morte celular. 

Para Caldas, os estudos mostram o potencial do Artepelin C e da Bacarina na proteção de neurônios em situações de estresse, como ocorre nos estágios iniciais de doenças neurodegenerativas.

*Texto publicado pelo Jornal da USP e redigido por Carolina Castro

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