quinta-feira, abril 2, 2026

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Implemento automatiza distribuição de tubos nos canaviais



Desde 2024, foram vendidas 22 unidades do Hauler em lote piloto


Desde 2024, foram vendidas 22 unidades do Hauler em lote piloto
Desde 2024, foram vendidas 22 unidades do Hauler em lote piloto – Foto: Canva

Uma startup brasileira destinou R$ 1,5 milhão ao desenvolvimento de um novo implemento voltado à mecanização da distribuição de tubos utilizados na fertirrigação, especialmente na aplicação de vinhaça, subproduto do etanol com alto valor fertilizante. A Agricef, empresa especializada em soluções tecnológicas para o agronegócio, é a responsável pelo projeto do Hauler, equipamento que nasceu de demandas do setor sucroenergético e já vem sendo adotado por grandes grupos.

Desde 2024, foram vendidas 22 unidades do Hauler em lote piloto. Em 2025, outras 12 foram entregues, e novas negociações estão em andamento para 2026, com potencial estimado de 300 unidades no mercado brasileiro. Entre os clientes está o grupo Atvos, que adquiriu recentemente 12 equipamentos.

O principal diferencial do Hauler é a automatização do processo de carga e descarga dos tubos, reduzindo riscos operacionais e aumentando a eficiência. No método tradicional, operadores trabalhavam sobre caminhões em movimento, o que frequentemente resultava em acidentes. Com o novo sistema, o processo é mais rápido e seguro, permitindo ganhos de 20% a 40% na montagem das tubulações e redução de até 40% no efetivo necessário.

“Estimamos que o mercado potencial brasileiro para a solução alcance cerca de 300 unidades”, explica Domingos Guilherme Cerri, diretor de pesquisas, desenvolvimento e inovação da Agricef. “A segurança foi o grande impulso para o desenvolvimento do Hauler. No método tradicional, dois operadores permanecem sobre o caminhão, repassando os tubos para colegas posicionados no solo, muitas vezes com o veículo ainda em movimento”, conclui.

 





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Mapa apreende 75 mil litros de cachaça clandestina em operação


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma operação de fiscalização que resultou na apreensão de aproximadamente 75 mil litros de cachaça produzida de forma clandestina e em condições impróprias para consumo, na região de Criciúma, em Santa Catarina.

A inspeção foi realizada em ao menos três estabelecimentos que não possuíam registro no Mapa e produziam bebidas em condições inadequadas.

A ação reforça a importância de que a produção de bebidas alcoólicas seja realizada em estabelecimentos regularizados e que cumpram as normas sanitárias, assegurando a qualidade e a procedência dos produtos oferecidos à população.

O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) foi responsável pela inspeção. A operação foi realizada em três estabelecimentos, dois foram autuados e interditados por não possuírem registro junto ao Mapa e o terceiro foi autuado por produção em condições sanitárias inadequadas.

Cachaça
Foto: divulgação/ Ministério da Agricultura e Pecuária

Risco à saúde

O consumo de bebidas clandestinas representa grave risco à saúde, podendo causar intoxicações, cegueira e até morte, em razão da presença de substâncias tóxicas oriundas de adulterações ou de processos de produção irregulares.

Regularização de atividades

Para realizar o registro ou regularizar as atividades, recomenda-se acessar a seção de vinhos e bebidas, disponível no site do Mapa, com destaque para a Instrução Normativa Mapa nº 72/2018, que estabelece os requisitos e procedimentos administrativos para o registro de estabelecimentos e de produtos classificados como bebidas e fermentados acéticos.



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Mais de 1 bilhão de copos de leite já foram produzidos no Brasil com práticas regenerativas



Com a proximidade da COP30, em Belém, os temas ligados à sustentabilidade ganham cada vez mais destaque, e a agricultura regenerativa desempenha papel fundamental no campo. Segundo a Embrapa, essa prática envolve rotação de culturas, técnicas que reduzem o escorrimento da água e previnem erosão, e o plantio direto, que mantém o solo coberto, minimiza o revolvimento e realiza a semeadura em nível, respeitando a declividade do terreno.

Quando boas práticas são adotadas no campo pelos produtores rurais, o impacto negativo da atividade agrícola tende a ser mínimo, preservando a saúde do solo e dos ecossistemas sob os aspectos físico, químico e biológico.

Nesse contexto, a Nestlé tem intensificado seus investimentos em agricultura regenerativa nas cadeias produtivas de leite, café e cacau, com o objetivo de transformar suas operações em modelos sustentáveis e de baixo carbono.

Focada no produtor rural, a companhia oferece assistência técnica, acesso a crédito e ferramentas digitais de monitoramento em tempo real, que promovem o uso racional da água, o manejo responsável do solo e o bem-estar animal. Essas ações se concentram em três programas principais: Nature Ninho (leite), Nescafé Plan (café) e Cocoa Plan (cacau).

As iniciativas incluem práticas como plantio direto, adubação orgânica, rotação de culturas e manejo adequado de dejetos, que reduzem emissões e aumentam a produtividade. Segundo dados da empresa, as fazendas participantes já registram redução de até 39% na pegada de carbono, além da produção de mais de 1 bilhão de copos de leite com práticas regenerativas no Brasil.

Durante workshop realizado na sede da empresa, Bárbara Sollero, head de Agricultura Sustentável da Nestlé, destacou que cerca de 70% das emissões da companhia têm origem no campo, reforçando que a transição regenerativa é essencial para atingir a meta de neutralidade de carbono até 2050. Desde o início da iniciativa global, a Nestlé já reduziu 21% de suas emissões totais.

A mensuração dos resultados dos programas é realizada em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds). O trabalho conjunto começou em 2019, quando a Nestlé e outras empresas passaram a integrar o Grupo de Sistemas Agroalimentares do Cebds, voltado à criação de indicadores de carbono, biodiversidade e produtividade.

As métricas desenvolvidas foram apresentadas na COP28, em Dubai, e servirão de base para as discussões da COP30, em Belém. O Cebds reúne mais de 100 empresas associadas e é responsável por desenvolver metodologias que permitem medir o impacto real das práticas sustentáveis no campo.

Nature por Ninho

No setor de leite, o Nature por Ninho, programa criado há 20 anos, tem como foco o manejo sustentável de pastagens, a melhoria do solo e a redução de emissões na produção. A Nestlé também destinou R$ 100 milhões em linhas de crédito do Banco do Brasil para produtores que adotam práticas sustentáveis, avaliadas por um sistema de certificação em quatro níveis (Bronze, Prata, Ouro e Diamante) conforme o grau de sustentabilidade das propriedades.

Nescafé Plan

O Nescafé Plan envolve 3,8 mil propriedades rurais, promovendo rotação de culturas, uso de adubos naturais e integração entre lavoura e floresta, com foco em reduzir o impacto ambiental e fortalecer a produtividade de longo prazo.

Cocoa Plan

O Cocoa Plan apoia 6,5 mil produtores de cacau com práticas agroflorestais, tecnologia e incentivo à liderança feminina no campo, buscando aumentar a produtividade e garantir uma cadeia de valor mais sustentável.



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Mariangela Hungria, da Embrapa, entra para lista de personalidades mais influentes em ações pelo clima



A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria foi incluída na lista Time100 Climate 2025, que reconhece as cem personalidades mais influentes do mundo em ações climáticas, na categoria Defenders (Defensores). A lista será publicada na edição de 10 de novembro de 2025.

“Trabalhar com a produção de alimentos almejando a segurança alimentar usando práticas sustentáveis que permitem defender o planeta é um privilégio”, afirmou Mariangela Hungria, que recebeu neste mês o Prêmio Mundial da Alimentação (WFP), concedido pela Fundação World Food Prize e conhecido como o “Nobel da Agricultura”. A cientista também ressaltou a importância do reconhecimento para a adoção de práticas sustentáveis na agricultura.

Participação na COP30

Mariangela Hungria participará das ações da Embrapa na AgriZone, durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém (PA), em novembro. “Espero transmitir a mensagem sobre a viabilidade do uso de produtos biológicos para substituir agroquímicos”, declarou, destacando a mitigação de gases de efeito estufa e o acesso a alimentos de qualidade.

Com mais de 40 anos de experiência, Mariangela desenvolve inovações na área de microbiologia do solo, resultando no lançamento de mais de trinta tecnologias. Sua pesquisa foca na substituição de fertilizantes químicos por microrganismos, como a fixação biológica de nitrogênio (FBN), que aumentou em média 8% a produção de grãos de soja, sem fertilizantes nitrogenados, em 85% das áreas cultivadas com soja no Brasil.

Contribuições e trajetória

A coinoculação da soja, com bactérias fixadoras de nitrogênio e promotoras de crescimento, já é adotada em cerca de 35% da área total cultivada. Em 2024, a economia gerada pela dispensa de fertilizantes nitrogenados foi estimada em 25 bilhões de dólares, além da mitigação de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes.

Nascida em 1958 em São Paulo, Mariangela Hungria formou-se em Engenharia Agronômica e possui doutorado em Ciência do Solo. É pesquisadora da Embrapa desde 1982 e acumula mais de quinhentas publicações científicas e três pós-doutorados. Reconhecida por sua atuação, ela é comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro de várias academias científicas.

Com informações de: embrapa.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Canal Rural vence prêmio com reportagem sobre integração lavoura-pecuária



A equipe do Canal Rural no Rio Grande do Sul conquistou o primeiro lugar na categoria Telejornalismo do Prêmio Sema-Fepam de Jornalismo Ambiental, do governo estadual. O reconhecimento veio com a reportagem “Integração lavoura-pecuária ganha espaço na Campanha Gaúcha”, produzida pela repórter Eliza Maliszewski e pelo cinegrafista Marcel Oliveira.

A premiação, promovida pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), foi realizada no Jardim Botânico de Porto Alegre e registrou recorde de participação, com 235 trabalhos inscritos em seis categorias.

Transformação por meio da preservação

Gravada em abril do ano passado, a reportagem premiada mostra como a integração entre pecuária e agricultura tem transformado propriedades da Campanha Gaúcha, unindo eficiência produtiva e preservação ambiental. O destaque foi para a Estância Cerro do Ouro, fazenda centenária fundada em 1918 e hoje administrada pela quinta geração da família Teixeira.

A produção revela práticas sustentáveis que vão desde o uso de biofábricas de microrganismos até a energia solar e o reaproveitamento de água da chuva. O sistema de agricultura regenerativa, adotado pela propriedade, mantém o equilíbrio do solo e permite bons resultados mesmo em períodos de seca.



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Acordo entre ministérios busca ampliar consumo de pescado na merenda escolar



Para ampliar a oferta e o consumo de pescado na alimentação escolar, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Ministério da Educação (MEC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) avançam na execução do Acordo de Cooperação Técnica entre as instituições.

Como parte da iniciativa, foi enviado um formulário aos nutricionistas de todo o país para mapear o cenário atual do consumo de peixes nas escolas.

O acordo tem como objetivo implementar ações que estimulem o consumo de peixes nas escolas, com foco no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A iniciativa busca fortalecer a segurança alimentar e impulsionar os setores da pesca e da aquicultura.

A iniciativa inclui a capacitação de pescadores artesanais, a qualificação de nutricionistas e cozinheiras, além de orientações sobre processamento e regularização sanitária. Também está prevista a criação de catálogos regionais com espécies e produtos adequados à compra pública.

Segundo o diretor do Departamento de Inclusão Produtiva e Inovações do MPA, Diogo Nunes, o acordo já avançou na etapa de diagnóstico sobre a inserção do pescado artesanal na merenda escolar.

“Estamos investigando quais são os desafios, a forma como os pescados chegam, a qualidade deles, se são peixes, moluscos ou crustáceos e se há fornecedores no território. O formulário vem para entendermos melhor esse cenário. A ideia é aumentar a oferta e a diversidade de pescados, para não ficar só no peixe branco, ampliando a variedade do cardápio”, afirma.

Próximos passos

Após o diagnóstico que busca compreender o cenário atual, a iniciativa vai identificar ações para aproximar o saber tradicional das legislações vigentes. Serão elaborados documentos técnicos para subsidiar prefeituras e secretarias estaduais de educação.

O acordo também prevê o desenvolvimento de diretrizes técnicas para a aquisição de pescados, o fortalecimento e a promoção do consumo, além do monitoramento da implementação por meio de encontros e relatórios técnicos.



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Agritechnica 2025 destaca 4 tendências em máquinas agrícolas que devem ganhar espaço no Brasil



Com clima tropical, diversidade de solos e extensas áreas produtivas, o Brasil é um terreno fértil para soluções que aumentem a eficiência e reduzam custos na agricultura. E é justamente esse tipo de inovação que será o foco da Agritechnica 2025, a maior feira de máquinas e tecnologias agrícolas do mundo, que ocorrerá entre 9 e 15 de novembro, em Hannover, na Alemanha.

Mais de 2.700 expositores de 52 países já estão confirmados, ocupando 23 pavilhões totalmente lotados. O evento deve atrair 430 mil visitantes profissionais, consolidando-se como a principal vitrine global de inovação no campo. Segundo Timo Zipf, gerente de projetos da Agritechnica, a feira é um amplo espaço de demonstração de novas tecnologias e tendências.

“A edição 2025 mostra que o futuro da mecanização agrícola passa pela automação inteligente, pela aplicação precisa de insumos e pelo uso de dados em tempo real”, afirma Zipf.

Inovações aplicáveis ao agro brasileiro

Entre as tendências que devem ganhar destaque, quatro se mostram especialmente promissoras para o agronegócio brasileiro.

1. Aplicação de fertilizantes e chorume com precisão

O uso de adubação líquida (chorume) está sendo aperfeiçoado com máquinas mais leves e sistemas automatizados que reduzem perdas e otimizam o uso dos nutrientes. A aplicação de taxa variável e o controle por seções garantem maior eficiência e menor impacto ambiental.

“No Brasil, o fertilizante representa um dos maiores custos da produção. A automação na aplicação é um avanço fundamental para reduzir despesas”, diz Brena Baumle, representante no Brasil da DLG, organizadora do evento.

2. Semeadura com apoio de IA e sensores

As novas máquinas combinam várias etapas em uma única passada — semeadura, adubação e capina — e contam com sensores e inteligência artificial (IA) que ajustam automaticamente profundidade, espaçamento e densidade conforme as condições do solo.

“O agricultor brasileiro já domina a agricultura de precisão. O próximo passo é integrar dados e IA para ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade”, destaca Baumle.

3. Irrigação automatizada e de precisão

Com sensores de umidade e modelos climáticos, a irrigação automatizada calcula momento e volume ideais de aplicação, economizando água e energia. Essa tendência é vital em regiões com déficit hídrico e crescente pressão por uso racional dos recursos.

“Irrigar de forma eficiente é questão de sobrevivência econômica. As novas tecnologias tornam esse processo previsível e sob controle do produtor”, reforça a representante da DLG.

4. Sistemas autônomos de capina e controle de ervas

A automação no controle de plantas daninhas será um dos pontos altos da feira. Robôs autônomos, pulverização seletiva e controle a laser prometem reduzir a dependência de herbicidas e a necessidade de mão de obra.

“Além de reduzir custos, essas tecnologias atendem às exigências ambientais dos mercados mais exigentes”, comenta Baumle.

Encontro global pela eficiência inteligente

Com o tema “Touch Smart Efficiency”, a Agritechnica 2025 reforça o papel da digitalização no campo. A programação inclui o Digital Farm Center, dedicado à agricultura inteligente, além de cinco palcos técnicos, três áreas de demonstração DLG Spotlights e uma vitrine exclusiva para startups do agronegócio.

O evento contará também com o Systems & Components, um mercado B2B voltado à indústria global de fornecedores agrícolas.

“A Agritechnica é mais do que uma feira — é um espaço de conexão entre tecnologia, ciência e campo, onde se define o futuro da agricultura mundial”, diz Timo Zipf.

Agritechnica Hanover 2025

📅 9 a 15 de novembro de 2025
📍 Pavilhão de Exposições de Hannover – Messegelände, Alemanha
🌐 www.agritechnica.com



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o que fazer para proteger o caixa da fazenda e evitar prejuízos?



Com a taxa Selic mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o produtor rural enfrenta um cenário de crédito mais caro e acesso reduzido a financiamentos.

A alta taxa de juros torna o custeio e as Cédulas de Produto Rural (CPR) inviáveis, uma vez que a taxa final ao produtor pode ultrapassar 20% ao ano. Esse impacto já é visível: o volume de crédito rural concedido no início do segundo semestre de 2025 caiu 31% em relação ao ano anterior.

Em entrevista ao Giro do Boi, o advogado e contador Marcos Pelozato alertou que, diante da taxa elevada, a proteção do patrimônio é a prioridade máxima para o produtor.

Segundo ele, a principal desorientação que deve ser evitada é dar a propriedade rural como garantia em negociações de alongamento de dívidas, pois isso torna o produtor extremamente vulnerável a execuções.

Confira:

O produtor precisa de uma estratégia inteligente e resiliente para atravessar o período de juros altos. A lei ampara o produtor rural, permitindo buscar taxas de juros mais justas e prazos mais longos para reorganizar o fluxo de caixa.

A orientação do especialista foca em dois caminhos legais:

  • Alongamento administrativo: tentar negociar o alongamento da dívida diretamente com a instituição financeira, mas, enfaticamente, sem fornecer a propriedade rural como garantia.
  • Via judicial: caso o banco se recuse a negociar administrativamente, o alongamento pode ser buscado no judiciário. O grande benefício é a possibilidade de recorrer às taxas reais do crédito rural (5% a 8% ao ano), e não as taxas de mercado, que são significativamente maiores.

A agilidade no judiciário é um fator de alívio: uma liminar suspendendo a cobrança da dívida pode ser emitida em 15 a 30 dias. O processo pode durar até um ano, dando um fôlego de até três anos de carência para o produtor iniciar o pagamento em até 10 anos.

Recuperação judicial e gestão de contratos

A recuperação judicial não deve ser a primeira medida. O produtor deve, primeiramente, alongar os compromissos financeiros na justiça para garantir um fluxo de caixa positivo e se reorganizar.

A recuperação judicial (para concursos de credores) só deve ser avaliada posteriormente, pois ela permite reduzir a dívida pela metade e obter longos prazos de pagamento.

A defesa do produtor depende diretamente da gestão documental e da organização financeira:

  • Laudo contábil: o contador deve elaborar um laudo que detalhe a quebra de safra, o problema de mercado ou a dificuldade real, para subsidiar a decisão judicial.
  • Planilhamento de contratos: é crucial planilhar os contratos de financiamento. Essa gestão ajuda a reaver valores de seguros e taxas equivocadas e permite rediscutir juros, especialmente se o alongamento foi feito com uma taxa de mercado.

O alerta do advogado é enfático: o produtor tem a lei a seu favor. O momento exige ser resiliente e buscar mecanismos legais para evitar o colapso emocional e financeiro e proteger o patrimônio da fazenda.



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Cientistas desenvolvem banana imune a fungo



A aprovação regulatória da QCAV-4 representa um marco histórico


A aprovação regulatória da QCAV-4 representa um marco histórico
A aprovação regulatória da QCAV-4 representa um marco histórico – Foto: Divulgação

Em uma pequena plantação no Território do Norte, na Austrália, um grupo de bananeiras da variedade Cavendish tem desafiado as probabilidades. Há mais de sete anos, essas plantas crescem saudáveis em um solo contaminado pelo fungo Fusarium oxysporum, causador da temida doença do Panamá TR4, responsável por devastar lavouras de banana em diversos países. Segundo a Australian Broadcasting Corporation (25/10/2025), a diferença está em seu DNA: trata-se da QCAV-4, a primeira banana geneticamente modificada do mundo aprovada para cultivo comercial.

Desenvolvida por cientistas da Universidade Tecnológica de Queensland (QUT), a variedade recebeu um gene de resistência oriundo do bananal silvestre Musa acuminata ssp. malaccensis. Esse gene permite que as células da planta detectem rapidamente o fungo e ativem mecanismos de defesa semelhantes ao sistema imunológico dos mamíferos, impedindo a propagação da infecção. O resultado é uma planta capaz de sobreviver por anos em solos onde bananeiras convencionais morrem em poucos meses.

A aprovação regulatória da QCAV-4 representa um marco histórico. O cultivo experimental, realizado na fazenda Darwin Fruit Farms, em Humpty Doo, demonstrou que as bananas mantêm o mesmo sabor e aparência das Cavendish tradicionais. Embora a tecnologia prometa revolucionar o setor, ainda há cautela entre produtores e consumidores. Pesquisas da Food Standards Australia e Nova Zelândia (FSANZ) indicam que quase metade dos australianos ainda demonstra receio em relação a alimentos transgênicos.

Mesmo assim, a aceitação pode ser apenas uma questão de tempo. Ensaios já estão sendo realizados no norte de Queensland e nas Filipinas, um dos maiores polos produtores do mundo. Se comprovada sua eficácia em larga escala, a QCAV-4 poderá garantir o futuro de uma das frutas mais populares do planeta — e inaugurar uma nova era para a biotecnologia agrícola.

 





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Congresso muda LDO e libera isenção permanente do Imposto de Renda



O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira (30), o projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 e abre caminho para que a faixa de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) tenha validade por tempo indeterminado. A proposta também autoriza o governo a trabalhar com o piso da meta fiscal, e não com o centro do intervalo, como defende o Tribunal de Contas da União (TCU).

O Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 1/2025 foi aprovado de forma simbólica na Câmara e no Senado, sem votação nominal. Apenas o partido Novo registrou posição contrária.

Isenção permanente do IR

A atual LDO estabelece que todo benefício tributário deve ter duração máxima de cinco anos. Para contornar essa limitação, o governo propôs uma exceção específica para a isenção do Imposto de Renda, alegando que a medida busca reforçar a progressividade do sistema tributário — ou seja, fazer com que quem ganha mais pague proporcionalmente mais.

O projeto foi encaminhado em março, no mesmo dia em que o Executivo apresentou o PL 1087/2025, que eleva para R$ 5 mil o limite de renda mensal isento de tributação. Esse texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e deve ser votado pelo Senado na próxima semana.

Mudança na meta fiscal

Durante a tramitação, parlamentares incluíram no texto um trecho que autoriza o governo a perseguir o piso da meta fiscal de 2025. Na prática, a medida dá mais flexibilidade à equipe econômica na execução do orçamento, reduzindo o risco de questionamentos do TCU.

A relatora do projeto, senadora Dorinha Seabra (União-TO), argumentou que a mudança garante segurança jurídica ao processo orçamentário. Segundo ela, o texto apenas confirma a regra já adotada em anos anteriores, ao considerar o limite inferior do intervalo de tolerância da meta fiscal para definir cortes e limitações de despesas.

Regras para emendas de parlamentares

O projeto também define o tratamento das emendas individuais de parlamentares que perderem o mandato por decisão judicial. Caso as emendas já tenham sido empenhadas, elas continuam vinculadas ao autor original. Se ainda não tiverem sido executadas, passam para o novo ocupante da cadeira.

A alteração, segundo Dorinha, busca dar previsibilidade à execução orçamentária e evitar disputas administrativas sobre a destinação dos recursos.



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