quinta-feira, julho 16, 2026

Agro

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Chicago opera com leve perda, pressionada por dólar e melhores lavouras no Brasil



Os contratos da soja em grão registram preços levemente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado tenta prolongar as perdas pelo quarto pregão consecutivo, pressionado pelas melhores condições das lavouras no Brasil e pela forte valorização do dólar em relação a outras moedas, o que reduz a competitividade da oleaginosa dos Estados Unidos.

Por outro lado, um movimento de recuperação técnica diante das perdas recentes limita uma queda mais acentuada das cotações. Até o momento, a posição janeiro/25 registra uma retração semanal de 2,2%.

Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 operam cotados a US$ 9,77 1/2 por bushel, baixa de 0,25 centavo de dólar, ou 0,02%, em relação ao fechamento anterior. Ontem (21), a soja fechou no território negativo.

Apesar dos sinais positivos de demanda pelo produto americano, o bom desenvolvimento das lavouras no Brasil e os recentes acordos comerciais fechados entre chineses e brasileiros colocaram pressão sobre as cotações.

O sentimento em Chicago é que o novo governo Trump tende a prejudicar as vendas de soja dos Estados Unidos à China. E os sinais de aproximação dos asiáticos com o Brasil acirraram essa desconfiança.

O mercado também teme pela demanda interna pela soja. As primeiras sinalizações são de que Trump não vai investir ou incentivar a produção de biocombustíveis, outro fator de pressão.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,28%, a US$ 9,77 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,85 1/4 por bushel, com perda de 14 centavos, ou 1,40%.



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Petrobras prevê investimento de US$ 111 bilhões entre 2025 e 2029


O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nessa quinta-feira (21) o Plano de Negócios 2025-2029 (PN 2025-29). A previsão é que haja investimentos de US$ 111 bilhões no período, sendo US$ 98 bilhões na carteira de projetos em implantação e US$ 13 bilhões na carteira de projetos em avaliação.

Do valor total de US$ 111 bilhões, a previsão é de que US$ 77 bilhões sejam investidos em exploração e produção, US$ 20 bilhões em refino, transporte e comercialização, US$ 11 bilhões em gás e energias de baixo carbono e US$ 3 bilhões na parte corporativa.

Segundo a companhia, este ano o plano foi dividido em duas partes: o PE 2050, que propõe refletir sobre o futuro do planeta e como a empresa quer ser reconhecida em 2050 e o PN 2025-29, com metas de curto e médio prazo.

O planejamento da Petrobras estima que o fornecimento de energia nesse período passe de 4,3 exajoules (EJ) em 2022 para 6,8 EJ em 2050, o que manteria a companhia como responsável por 31% da oferta primária de energia do Brasil. A Petrobras também tem o objetivo de neutralizar suas emissões operacionais até 2050.

A estatal declara que “concentrará esforços no aproveitamento dessas oportunidades do mercado de óleo e gás, com foco em reposição de reservas, na produção crescente com menor pegada de carbono e na ampliação da oferta de produtos mais sustentáveis e de maior qualidade no seu portfólio”.

Segmentação

No segmento de exploração e produção (E&P), cerca de 60% devem ser destinados aos ativos do pré-sal. Segundo a companhia, há projetos grandes de revitalização (Revits) para aumentar os fatores de recuperação em campos maduros, especialmente na Bacia de Campos.

No segmento de Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes (RTC), a nova previsão de investimentos corresponde a um aumento de 17% em relação ao plano anterior. O objetivo é aumentar a capacidade do parque da Petrobras, ampliar a oferta de produtos de alta qualidade, como diesel S10 e lubrificantes, e de combustíveis de baixo carbono. Estima-se um aumento na capacidade de destilação de 1.813 mil barris por dia (bpd) para 2.105 mil bpd.

Os projetos de gás natural e energia (G&E) preveem o desenvolvimento de duas usinas termelétricas (UTEs) no Complexo de Energia Boaventura em Itaboraí (RJ), sendo a implementação desses projetos condicionada ao sucesso em leilões futuros de reserva de capacidade de energia.

Há indicativo de investimentos de US$ 16,3 bilhões em transição energética, que levam em conta as iniciativas de baixo carbono. Elas englobam projetos em energias de baixo carbono, para descarbonização das operações e pesquisa e desenvolvimento (P&D) que permeia todos os segmentos. Esse volume corresponde a um aumento de 42% em relação ao plano anterior.



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CMN libera contratação de crédito para bovinocultura por cooperativa familiar



O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a contratação de crédito de investimento para a cadeia da bovinocultura por cooperativas da agricultura familiar. A medida consta da resolução 5.183/2024 aprovada nesta quinta-feira (21) em reunião ordinária do colegiado. Em nota à imprensa, o Ministério da Fazenda afirmou que a medida visa “estimular a busca por soluções estruturais para a cadeia produtiva da bovinocultura, especialmente a pecuária leiteira”.

Com a nova regra, cooperativas e cooperados da agricultura familiar poderão acessar linhas de crédito de investimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para financiamento de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras; sêmen, óvulos e embriões para melhoramento genético da pecuária bovina, inclusive quanto aos serviços de inseminação artificial e transferência de embriões; formação e recuperação de pastagens, capineiras e demais espécies forrageiras, produção e conservação de forragem, silagem e feno destinados à alimentação animal; e aquisição de tratores e implementos associados, desde que destinados às finalidades à formação e recuperação de pastagens e conservação de forragem.

O CMN também autorizou a contratação de novos créditos de custeio e investimento para assentados da reforma agrária. Esses financiamentos poderão ser contratados por meio da linha de crédito do Pronaf A e Pronaf A/C com condições especiais e temporárias para beneficiários que já tenham atingido o limite de crédito anteriormente previsto, explicou a Fazenda na nota.

Assentados da reforma agrária que contratarem o crédito de custeio e/ou investimento terão bônus de adimplência (rebate) de 25% sobre cada parcela do valor total paga até a data de seu vencimento. As novas operações poderão ser contratadas até 30 de junho de 2027. “Esses créditos têm sido fundamentais para o fortalecimento da atividade produtiva do público assentado da reforma agrária. No entanto, muitos beneficiários que já atingiram os limites atuais de crédito ainda continuam tendo problemas para fornecer garantias reais para acesso ao crédito do Pronaf com risco das instituições financeiras. Com a retomada dos investimentos no desenvolvimento dos assentamentos da reforma agrária, coordenado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), os novos créditos contribuirão para que os assentados desenvolvam suas atividades agropecuárias com mais segurança e sustentabilidade”, disse o ministério.



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EUA vendem 1,86 milhão de t de soja da safra 2024/25, aponta USDA


Exportadores dos Estados Unidos relataram vendas de 1,86 milhão de toneladas de soja da safra 2024/25, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 14 de novembro, informou nesta quinta-feira, 21, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa alta de 20% ante a semana anterior, mas recuo de 7% em relação à média das quatro semanas anteriores.

Os principais compradores na semana foram China (1,197 milhão de t), México (169 mil t), Países Baixos (143,4 mil t), Alemanha (131,7 mil t) e Indonésia (96,5 mil t), que compensaram os cancelamentos feitos por destinos não revelados (96,7 mil t), Israel (55 mil t), Itália (5 mil t) e Bangladesh (100 t).

Para 2025/26 não foram reportadas vendas.

O total vendido ficou mais perto da parte de cima das estimativas de analistas, que esperavam vendas de 1 milhão de toneladas a 1,9 milhão de toneladas.

Os embarques na semana somaram 2,449 milhões de toneladas, maior volume registrado no ano fiscal, com alta de 5% ante a semana anterior e de 1% diante da média das quatro semanas prévias. Os principais destinos na semana foram China (1,508 milhão de t), Países Baixos (143,4 mil t), Alemanha (131,7 mil t), Indonésia (100,6 mil t) e Taiwan (100,4 mil t).



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo em alta nas bolsas internacionais


O mercado de trigo voltou a registrar altas significativas nesta quarta-feira (20), impulsionado pela intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia, segundo análise da TF Agroeconômica. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato de dezembro de 2024 do trigo brando SRW, de interesse para produtores e exportadores brasileiros, subiu 0,50%, ou 2,75 cents/bushel, fechando a $552,50. 

Já o contrato de março de 2025 avançou 0,79%, ou 4,50 cents/bushel, para $572,25. Em Kansas, o trigo duro HRW de dezembro teve alta de 0,63% (3,50 cents/bushel), cotado a $561,75, enquanto o trigo HRS de Minneapolis subiu 0,89% (5,25 cents/bushel), fechando a $592,00. Na Euronext de Paris, o trigo para moagem de dezembro aumentou 0,80%, ou 1,75 euros, encerrando a €219,75 por tonelada. 

O aumento nas cotações foi atribuído à escalada no conflito entre os dois maiores exportadores mundiais de trigo e milho, o que impactou diretamente os preços dessas commodities interligadas na cadeia de ração. Notícias da guerra reverteram as quedas registradas durante a sessão noturna na CBOT, levando os fundos de investimentos a adotarem uma postura mais cautelosa, com recompra de contratos em aberto para proteção contra possíveis elevações bruscas nos preços. 

Atualmente, a Rússia ocupa a posição de maior exportador global de trigo, enquanto a Ucrânia é o quarto maior fornecedor de milho. A incerteza em relação ao fornecimento dessas commodities reflete-se diretamente nos mercados internacionais, elevando os prêmios nas negociações. 

Além disso, os fechamentos em outras bolsas como Argentina, Londres e Austrália também evidenciaram tendências positivas, conforme detalhado nas tabelas de fechamento. O cenário de alta permanece no radar do mercado, principalmente diante da continuidade do conflito geopolítico.

 

       





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disparada do bitcoin e tensões geopolíticas agitam o mercado



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que o Bitcoin disparou com a saída de Gary Gensler da SEC, enquanto tensões geopolíticas impulsionaram o petróleo. No Brasil, o foco está no pacote fiscal, com o relatório de receitas indicando bloqueio abaixo do necessário para cumprir metas.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

CNA projeta queda de 1,9% no valor bruto da agropecuária do Brasil em 2024


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SÃO PAULO (Reuters) – O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária do Brasil deve somar 1,29 trilhão de reais em 2024, queda de 1,9% ante o ano passado, quando o setor teve uma safra de grãos recorde e os preços estavam mais altos, informou nesta quinta-feira a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A soja, cultura com maior participação no VBP agrícola (38%), segue registrando queda nos preços (-11,7%), acompanhada pela queda produção, que registrou baixa de 4,5%, disse a CNA, em nota.

O milho, segunda cultura com maior participação na agricultura (14,4%), também registra queda nos preços (-7,5%) e na produção (-12,3%).

Por outro lado, a cana-de-açúcar, que possui terceira maior participação na agricultura (12%), registrou alta de 4,6% nos preços e baixa de 1,24% na produção.

Já o segmento pecuário deverá atingir 431,257 bilhões de reais em 2024, alta de 2,5% em comparação a 2023, ajudando a compensar a queda do setor agrícola, em meio a um aumento da produção de carne bovina.

O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços recebidos pelos produtores de todo o país.

(Por Roberto Samora)

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chuva forte e temporais marcam o dia em várias regiões



Confira como fica o tempo em todas as regiões do país nesta sexta-feira (22) e saiba onde pode ter chuva.

Sul

A baixa pressão que atua no Paraguai ainda estimula a formação de nuvens carregadas na região.

A chuva mais forte diminui no oeste do Rio Grande do Sul, mas continua no centro-leste e litoral gaúcho. Também se espalha mais por Santa Catarina e Paraná, com possibilidade de pancadas de moderada a forte intensidade, além de raios e ventos.

Sudeste

O dia fica encoberto e com chance de chuva a qualquer hora nas quatro capitais da região.

A temperatura fica mais amena em São Paulo e no Rio de Janeiro, com temporais ganhando força entre a tarde e a noite.

O sol ainda aparece no norte de Minas Gerais, mas chove a partir da tarde.

Centro-Oeste

A semana termina ainda com risco de chuva forte em todas as áreas da região.

O sol aparece entre nuvens, e pode chover a qualquer momento do dia, com risco alto de temporais no oeste de Mato Grosso do Sul, sul e leste de Mato Grosso e sul de Goiás. O risco de transtornos continua elevado.

Nordeste

A costa norte e leste da região têm tempo bem aberto, com muito calor e pouca chuva. Pancadas mais rápidas devem atingir o litoral do Maranhão e do Ceará e o leste do Pernambuco.

Já o sul do Maranhão, Piauí e Salvador (BA) terminam a semana com alto risco de temporais.

Norte

O tempo segue instável em grande parte da região. Há risco alto de pancadas de chuva forte, com potencial de temporais, no Acre, Amazonas, Roraima, Tocantins e sul do Pará.

O Amapá e o litotal do Pará têm um dia de mais sol, com chuva concentrada a partir da tarde.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportadores rebatem críticas sobre carne sul-americana



CEO do Carrefour afirmou não comprar mais carne do Mercosul



A associação ressaltou que o Brasil é líder global em exportação de carne bovina
A associação ressaltou que o Brasil é líder global em exportação de carne bovina – Foto: Divulgação

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) publicou nesta quarta-feira (20) uma nota oficial rebatendo declarações feitas por Alexandre Bompard, CEO do Carrefour, na rede social X. A entidade criticou o tom protecionista das falas, que defendem os produtores franceses em detrimento das exportações brasileiras, destacando a contradição de tais afirmações, considerando que a empresa opera cerca de 1.200 lojas no Brasil, abastecidas majoritariamente por carnes nacionais.  

Segundo a ABIEC, a postura de Bompard vai contra os princípios do livre mercado e pode comprometer o abastecimento europeu, uma vez que a produção local não atende à demanda interna. A associação ressaltou que o Brasil é líder global em exportação de carne bovina, com produção sustentável e rigorosos controles sanitários que garantem a qualidade do produto exportado para mais de 160 países. Nos últimos 30 anos, a pecuária brasileira aumentou sua produtividade em 172%, enquanto reduziu a área de pastagem em 16%, reforçando o compromisso do setor com eficiência e sustentabilidade. 

Por fim, a ABIEC afirmou que ações que fragilizam as relações comerciais não prejudicam apenas o Brasil, mas também a França, que depende de várias commodities brasileiras. Em um contexto global de crescentes desafios para a segurança alimentar, a associação reforçou a importância do diálogo e da cooperação como ferramentas indispensáveis para garantir um abastecimento equilibrado e sustentável.

A declaração

Na rede social, o francês afirmou que a rede assumiu o compromisso de não comercializar nenhuma carne proveniente do Mercosul. “Esperamos inspirar outros atores da cadeia agroalimentar e impulsionar um movimento mais amplo de solidariedade, indo além do setor de distribuição, que já lidera a luta em favor da carne de origem francesa”, escreveu.

“É unindo forças que poderemos garantir aos pecuaristas franceses que não haverá brechas possíveis. No Carrefour, estamos prontos para isso, independentemente dos preços e das quantidades de carne que o Mercosul possa nos oferecer”, concluiu.





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