Prêmios firmes e dólar em alta sustentam preços da soja no mercado brasileiro

O mercado brasileiro de soja registrou cotações firmes nesta quinta-feira (16). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a valorização do dólar compensou a queda dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios de exportação permaneceram fortalecidos, sustentando os preços no mercado interno.
De acordo com o analista, o volume de negócios seguiu limitado, já que os produtores continuam retendo a soja à espera de preços mais atrativos. “Poucas ofertas foram registradas na sessão, com o produtor segurando a soja à espera de preços ainda melhores”, afirma.
Silveira destaca ainda que diversas praças brasileiras seguem negociando acima da paridade de exportação. “Mesmo assim, o vendedor segue sem ímpeto para negociar”, observa.
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Preços de soja
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 136,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 137,00
- Cascavel (PR): desceu de R$ 132,00 para R$ 131,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 124,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 123,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 125,00 para R$ 124,00
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 143,00 para R$ 142,50
- Rio Grande (RS): cotações seguiram em R$ 142,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram o pregão em queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), em um movimento de realização de lucros.
A pressão veio da queda do petróleo, da valorização do dólar frente às principais moedas e da redução das preocupações com o clima nos Estados Unidos. Os boletins meteorológicos mais recentes indicam perda de intensidade do calor no cinturão produtor norte-americano, reduzindo os riscos para o potencial produtivo da safra, que segue apresentando bom desenvolvimento.
Outro fator acompanhado pelo mercado foi o relatório semanal de exportações dos Estados Unidos. As vendas líquidas de soja da safra 2025/26 somaram 188,3 mil toneladas na semana encerrada em 9 de julho, com a China liderando as compras, ao adquirir 133,9 mil toneladas. Para a temporada 2026/27, foram negociadas mais 1,769 milhão de toneladas. O resultado ficou dentro da expectativa do mercado, que projetava vendas entre 700 mil e 2 milhões de toneladas, considerando as duas safras.
Contratos futuros de soja
Na CBOT, o contrato agosto da soja fechou cotado a US$ 11,95 por bushel, com queda de 7,25 centavos, ou 0,60%. O vencimento novembro encerrou a US$ 11,95 por bushel, baixa de 6,75 centavos, ou 0,56%.
Entre os subprodutos, o farelo para agosto avançou US$ 4,00, encerrando a US$ 322,90 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto caiu 0,49 centavo, fechando a 72,43 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,40%, cotado a R$ 5,0993 para venda e R$ 5,0973 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0813 e a máxima de R$ 5,1133.
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