Boletim Macrofiscal mantém PIB de 2026 em 2,3% e eleva projeção do IPCA para 5,1%

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, segundo o Boletim Macrofiscal de julho, divulgado na quarta-feira (15). No mesmo documento, a estimativa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,5% para 5,1%. A revisão também alcançou os setores da economia, com mudança nas previsões para agropecuária e indústria.
Para a agropecuária, a projeção de crescimento em 2026 passou de 1,2% para 1,8%. Na indústria, a estimativa recuou de 2,2% para 2,1%, enquanto a previsão para os serviços permaneceu em 2,4%.
No segundo trimestre, a estimativa é de alta de 0,8% ante os três meses anteriores, depois de crescimento de 1,1% no primeiro trimestre. Nesse recorte, a projeção da agropecuária caiu de 2% para 0,6%. A indústria foi revisada de 1,2% para 0,8%, e os serviços, de 0,5% para 0,7%.
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Segundo o Ministério da Fazenda, as pressões sobre a inflação ao consumidor seguem presentes, principalmente por causa dos preços dos alimentos e dos efeitos indiretos do conflito no Oriente Médio. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) passou de 4,6% para 5,3%. Para 2027, a estimativa do IPCA subiu de 3,5% para 3,6%.
O boletim também aponta riscos relacionados ao cenário internacional, ao preço da energia e à possibilidade de um El Niño mais intenso. De acordo com a análise, esse quadro pode afetar a produção agrícola. No ambiente externo, o documento registra incerteza elevada, com oscilações no preço do petróleo após a interrupção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã em 8 de julho.
Na parte fiscal, as projeções de mercado reunidas pelo Prisma Fiscal indicaram redução do déficit primário estimado para 2026. A mediana caiu R$ 0,9 bilhão e chegou a R$ 58,1 bilhões, equivalentes a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB).
A edição de julho do Boletim Macrofiscal mantém a previsão de crescimento de 2,3% para a economia brasileira em 2026, eleva a estimativa de inflação e revisa para 1,8% a expansão da agropecuária no ano, em um cenário marcado por riscos externos, energia e clima.
Fonte: gov.br
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