quarta-feira, julho 15, 2026

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mercado aguarda números da safra brasileira


De acordo com a União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros do açúcar encerraram a terça-feira (26) em alta, impulsionados pela expectativa em torno do balanço de safra da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica). O relatório abordará os números da primeira quinzena de novembro no centro-sul do Brasil, maior região produtora de cana do país.

Segundo estimativa da consultoria Datagro, a produção de açúcar no centro-sul deverá alcançar entre 42 e 43,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, superando as 39,3 milhões registradas em 2024/25. A moagem de cana também deve crescer, variando de 590 a 620 milhões de toneladas, frente aos 602 milhões previstos para a safra atual, segundo o divulgado pela Udop.

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Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato de açúcar bruto para março/25 subiu 42 pontos, fechando a 21,57 centavos de dólar por libra-peso. O contrato para maio/25 avançou 39 pontos, encerrando a 20,27 cts/lb. Outros contratos registraram altas entre 6 e 35 pontos, com exceção de outubro/26, que recuou 1 ponto.

Em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também teve alta generalizada. O contrato março/25 foi comercializado a US$ 555,20 por tonelada, uma valorização de US$ 9,60 em relação à véspera. Contratos para maio/25 subiram US$ 9,30, chegando a US$ 552,40 por tonelada.

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, apontou valorização no açúcar cristal, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 166,57, alta de 0,10% em relação à segunda-feira.

Já o etanol hidratado registrou a segunda queda consecutiva. O Indicador Diário Paulínia mostrou o biocombustível negociado a R$ 2.718,50/m³, uma desvalorização de 0,66% em relação aos R$ 2.736,50/m³ praticados na véspera, conforme divulgou a Udop.





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CNA diz que projeto de lei traz segurança jurídica a produtores



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou que o projeto de lei sobre a regulação dos bioinsumos (PL 658/2021) vai eliminar a insegurança jurídica sobre o tema, especialmente no que se refere a produção para uso próprio.

O texto sobre o tema foi aprovado nesta quarta (27), pela Câmara dos Deputados e seguirá para análise no Senado. A matéria dispõe sobre classificação, comercialização e uso de bioinsumos, inclusive para uso próprio. O objetivo é ampliar segurança jurídica e fomento ao desenvolvimento de um segmento já em crescimento exponencial no Brasil e no mundo.

Segundo o diretor técnico adjunto da CNA, Maciel Silva, o texto aprovado garante a legalidade dos produtores na produção própria e permite a produção coletiva em associações e cooperativas e mesmo o transporte entre propriedades de mesma titularidade.

“O texto é claro em relação à forma de obtenção de inóculo para a multiplicação. Seja pronto pra uso, toda multiplicação na propriedade ou na aquisição de inóculo registrado para essa finalidade e posterior multiplicação. O texto aprovado na Câmara e trabalhado pela FPA atende todos os pontos críticos. Será um divisor de águas nesse segmento”, disse.



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como a qualidade dos fertilizantes influencia a safra


Segundo o Dr. Paulo Pavinato, docente e pesquisador do departamento de Ciência do Solo, na área de adubos e adubação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – ESALQ/USP, e um dos principais especialistas no tema Fósforo na Agricultura Brasileira, o crescimento populacional global traz desafios para atender à crescente demanda por alimentos, fibras e bioenergia. O Brasil, como um dos líderes mundiais na produção de alimentos, enfrenta a missão de equilibrar sustentabilidade e produtividade em um cenário marcado por solos de baixa fertilidade natural. Nesse contexto, o Fósforo (P) emerge como um nutriente crucial, mas também limitado devido às características geológicas dos solos tropicais.

A importância do fósforo para a produtividade

Os solos brasileiros, em especial na região do Cerrado, apresentam baixos teores de fósforo total e praticamente não dispõem do nutriente em formas acessíveis para as plantas. Segundo Pavinato et al. (2020), esses solos demandam aplicações intensivas de fertilizantes fosfatados para viabilizar altos níveis de produtividade e construir a fertilidade ao longo do tempo.

Os fertilizantes acidulados, como fosfato monoamônico (MAP), fosfato diamônico (DAP), superfosfato simples (SFS) e superfosfato triplo (SFT), constituem a principal fonte de fósforo utilizada na agricultura mundial. A qualidade desses produtos é frequentemente avaliada por extratores químicos que medem a solubilidade do P em água (P-água) e em citrato neutro de amônio (P-CNA+H2O). Enquanto o P-água reflete a fração prontamente disponível, o P-CNA+H2O inclui formas de liberação gradativa, influenciadas pela interação com as raízes das plantas.

Impactos da solubilidade e impurezas nos fertilizantes

Estudos apontam que a presença de impurezas, como óxidos de ferro e alumínio, nas rochas fosfáticas reduz a solubilidade em água dos fertilizantes acidulados, afetando diretamente sua eficiência agronômica. Em pesquisa conduzida por Prochnow, Kiehl e Raij (1998), foi observado que fertilizantes com menor proporção de P-água apresentaram menor absorção inicial pelas plantas, mesmo quando aplicados na mesma dosagem.

Um estudo mais recente na cultura da soja em Itiquira-MT (Silva, 2023) revelou que fertilizantes com índice de solubilidade em água (Fi) abaixo de 60% apresentaram eficiência agronômica 38% inferior em relação aos produtos com maior solubilidade. Esses dados reforçam a importância de considerar a composição química e as impurezas dos fertilizantes na escolha do insumo adequado.

Recomendações para a agricultura tropical

No Brasil, a legislação exige que os fertilizantes acidulados garantam teores de P2O5 baseados no extrator P-CNA+H2O, mas também destaca a necessidade de avaliar o índice de solubilidade em água. Fertilizantes com Fi inferior a 60% podem comprometer a disponibilidade de fósforo no curto prazo, reduzindo a produtividade das culturas.

Para o pesquisador Dr. Paulo Pavinato, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), entender a solubilidade e as impurezas presentes nos fertilizantes é essencial para maximizar a resposta agronômica. “A escolha adequada do fertilizante pode significar a diferença entre uma safra bem-sucedida e perdas significativas”, afirma.





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Senado vai convidar CEO do Carrefour francês e embaixador para audiência



A Comissão de Relações Exteriores do Senado vai convidar o CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, o diretor presidente do Grupo Carrefour Brasil, Stéphane Maquaire, e o embaixador da França, Emmanuel Lenain, para explicações sobre o posicionamento da França quanto ao acordo entre União Europeia (UE) e Mercosul e as declarações recentes do CEO do Carrefour. Os requerimentos, de autoria dos senadores Wellington Fagundes (PL-MT) e Tereza Cristina (PP-MS), foram aprovados na sessão desta quarta-feira (27). Ainda não há data marcada para a audiência.

Os convites integram a ofensiva do Congresso contra o veto do Carrefour na França às carnes do Mercosul, incluindo a brasileira. O movimento é uma reação à declaração do CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, que há uma semana comunicou em suas redes que a varejista se comprometeria a não comercializar carnes provenientes do Mercosul na França, independentemente dos “preços e quantidades de carne que esses países possam oferecer”, sugerindo ainda que os produtos não atendiam as qualificações do mercado francês.

O governo brasileiro repudiou as falas, com várias declarações contrárias do Ministério da Agricultura e do Itamaraty, e pediu uma retratação pública de Bompard, o que na última terça (26) ontem com o envio de uma carta do executivo francês ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Alguns parlamentares, sobretudo da bancada do agronegócio, classificaram a carta de Bompard como fraca e ainda cobram explicações do grupo francês.

A ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu que é preciso ouvir o posicionamento da França sobre as declarações que colocam em xeque a qualidade da carne brasileira e o seu atendimento a padrões internacionais para que ele esclareça o posicionamento da República da França.

“Isso é inverdade, porque o Brasil exporta para mais de 160 países no mundo e é signatário de diversos protocolos sanitários. Se a França não quer entrar no acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), o Brasil não tem nada com isso. É um problema dos franceses, agora não admitiremos colocar uma imagem falsa sobre produtos brasileiros”, afirmou Tereza Cristina.

Para a senadora, o pedido de desculpas de Bompard foi “pífio” e a crise escalou nos últimos dias com outros supermercadistas franceses aderindo às declarações do CEO da Tereos. “Não podemos admitir essa falta de respeito com o Brasil e com os produtos brasileiros. A medida foi contra o Mercosul, mas o foco é o Brasil, a ponto de ontem ter tido uma reunião no Parlamento francês na qual deputados falaram que os produtos brasileiros são lixo e que os franceses não podem colocar lixo no seu prato. Isso precisa de uma retratação”, afirmou a senadora na audiência.



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Câmara aprova projeto que regulamenta produção de bioinsumos agrícolas



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) projeto de lei que regulamenta a produção, o uso e a comercialização dos bioinsumos na agropecuária, na produção de peixes ou no plantio de florestas. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Zé Vitor (PL-MG), o projeto de lei 658/21 foi aprovado com texto do relator, deputado Sergio Souza (MDB-PR), que prevê a dispensa de registro para a produção própria, contanto que não seja comercializada. É instituída ainda uma taxa para financiar o trabalho de registro e fiscalização por parte da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.

Os bioinsumos são produtos ou processos agroindustriais desenvolvidos a partir de enzimas, extratos (de plantas ou de microrganismos), microrganismos, macrorganismos (invertebrados) e outros componentes para o controle biológico de insetos, bactérias e fungos, por exemplo. Esses insumos são também voltados à nutrição, à promoção do crescimento de plantas e à substituição de antibióticos.

O relator, deputado Sergio Souza, afirmou que o Brasil encontra-se em posição privilegiada para consolidar sua soberania agrícola por meio da ampliação do uso de bioinsumos produzidos localmente. “Há um enorme potencial de inovações que podem ser geradas para o controle biológico de pragas e doenças, melhoria da fertilidade dos solos e nutrição de plantas”, disse.

Segundo Souza, os bioinsumos podem mitigar significativamente a dependência externa de insumos químicos. Ele lembrou que, atualmente, 87% dos fertilizantes e 80% dos agrotóxicos usados no Brasil são importados. “É uma questão estratégica para o setor agrícola brasileiro.”

Para o autor do projeto, deputado Zé Vitor, o Brasil está na vanguarda da legislação de bioinsumos. “É uma grande vantagem para o Brasil, que poderá comercializar e exportar tecnologia e garantir que o manejo dos produtores rurais seja incrementado”, afirmou.

Substituição por bioinsumos pode gerar economia

O uso de bioinsumos em substituição a agroquímicos nas plantações de milho, arroz, trigo, cana-de-açúcar e pastagens pode gerar economia de até 5,1 bilhões de dólares anuais e reduzir em 18,5 milhões de toneladas as emissões de CO₂ equivalente por ano, de acordo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), citado por Souza.

Segundo pesquisa realizada pela CropLife Brasil, associação de empresas da área, os bioinsumos são amplamente utilizados nas principais culturas brasileiras, com a soja liderando o uso (55%), seguida por milho (27%) e cana-de-açúcar (12%).

O coordenador da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que a proposta é extremamente necessária. “O produtor rural brasileiro estava esperando por isso. O mundo inteiro está nessa era”, disse.

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP), elogiou as mudanças no texto pelo tratamento diferenciado à agricultura familiar, ao cooperativismo e outras formas associativas. “Temos uma legislação que vai incentivar um caminho para a gente se livrar da química na agricultura, que faz tão mal para o meio ambiente e para a saúde”, disse.

Segundo o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a substituição do uso de agrotóxicos por bioinsumos é uma questão central para a agropecuária brasileira. “É o início de uma virada no Brasil. Essa forma diferenciada também ajuda muito a agricultura familiar”, afirmou.

Regulamentação

As normas previstas no projeto serão aplicáveis a todos os sistemas de cultivo, incluindo o convencional, o orgânico e o de base agroecológica.

Segundo o texto, situações já existentes serão amparadas pela nova lei, como a autorização para produção de bioinsumo em unidades para consumo próprio, independentemente do volume, contanto que não haja comercialização.

A unidade de produção de bioinsumo não precisará de registro, mas estará sujeita a cadastro simplificado, dispensável a critério da secretaria federal de Defesa Agropecuária. De imediato, o texto já dispensa de cadastro a unidade de bioinsumos da agricultura familiar.

Essa produção própria poderá se dar inclusive por meio de associação de produtores ou cooperativas, produção integrada, consórcio rural, condomínio agrário ou formas similares.

O bioinsumo produzido para uso próprio também estará isento de registro, mas sua produção deverá seguir instruções de boas práticas a serem fixadas em regulamento.

Esse regulamento deverá prever ainda a necessidade ou não de acompanhamento de responsável técnico habilitado pela produção de bioinsumo para uso próprio.

Para todos os usuários, será proibida a importação de bioinsumos para uso próprio.

Agricultura familiar

O regulamento definirá tratamento diferenciado às unidades de produção de bioinsumo da agricultura familiar, de povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais que utilizem comunidades de microrganismos, conhecimentos e práticas tradicionais, preservando suas metodologias.

Princípio ativo

Todo bioinsumo depende de um elemento de origem biológica (bactéria, fungo, pequenos animais), o qual não precisará ser cadastrado se for comprado de banco oficial ou privado que conserva e reproduz esses elementos conhecidos como inóculos.

A importação de inóculo de bioinsumo de uso próprio dependerá do registro. A produção própria deve ser identificada com dados sobre a data de fabricação, a quantidade produzida, a identificação e a origem do microrganismo.

Registro obrigatório

Quanto à produção de bioinsumo para comercialização, o PL 658/21 exige o registro das biofábricas, dos importadores, dos exportadores e dos comerciantes, assim como dos inóculos.

No entanto, ficará a critério da secretaria a exigência ou não de relatório técnico científico conclusivo atestando a viabilidade e a eficiência de seu uso, a ser emitido por órgão brasileiro de pesquisa legalmente constituído ou estações experimentais privadas credenciadas.

Caso o registro do bioinsumo seja solicitado pelo mesmo titular, não será exigido o registro prévio do inóculo usado para fabricá-lo.

Por outro lado, o inóculo precisa ser registrado para comercialização, seja como produto ou insumo para uso em unidade de produção própria de bioinsumo ou ainda para uso em instituição de pesquisa.

Se a unidade de produção para consumo próprio produzir o inóculo que utilizará, o registro será dispensado. Igual situação se aplica às unidades de pesquisa.

Para esses produtores de bioinsumo com finalidade comercial, o projeto permite extensão de prazo de validade original, troca de embalagens para substituição de rótulos ou mistura de lotes a vencer com lotes vencidos, conforme procedimento a ser estabelecido pela Secretaria de Defesa Agropecuária.

Na exportação, o registro do bioinsumo será substituído por comunicado prévio de produção para a exportação, com dados sobre o produto, a quantidade e o destino.

Incentivos

Para incentivar o setor, o texto elaborado por Sérgio Souza prevê que os poderes públicos (federal, estaduais e municipais) poderão usar mecanismos fiscais e tributários, com prioridade para microempresas, cooperativas agrícolas e agricultores familiares.

Por meio do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR) poderão ser adotadas taxas de juros diferenciadas para produtores rurais e suas cooperativas que utilizarem bioinsumos nos sistemas de produção.

Certos tipos de bioinsumos diminuem o uso de fertilizantes, na maior parte importados.

Em relação às práticas corretas de uso, o texto prevê o apoio, por meio de agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), inclusive com a descentralização de recursos, por meio de convênios, para fazer chegar o trabalho desses agentes junto a agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades tradicionais.

Taxa

O PL 658/21 cria a a Taxa de Registro de Estabelecimento e Produto da Defesa Agropecuária (Trepda) para o serviço de avaliação dos pedidos de registro, cujo valor varia de R$ 350 a R$ 3,5 mil, corrigidas anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O valor a pagar dependerá do porte do estabelecimento e será recolhido na seguinte proporção: 50% para o órgão federal de defesa agropecuária, 25% para o órgão federal de meio ambiente (Ibama) e 25% para o órgão federal de saúde.

Confira outros pontos do projeto:

  • os bioinsumos atualmente em uso e que não tenham regulamentação própria poderão continuar a ser usados até a publicação de norma específica;
  • registros realizados por normas estaduais serão convalidados até a data de sua validade;
  • bioinsumos considerados de baixa toxicidade ou ecotoxicidade serão dispensados de receituário agronômico.



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Nova cultivar de amora-preta une sabor doce e lucro elevado para produtores


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou a BRS Terena, uma nova cultivar de amora-preta desenvolvida para atender ao mercado de consumo in natura. Com características como alta produtividade, sabor doce e baixa acidez, além de longa conservação pós-colheita, a novidade promete beneficiar tanto os agricultores quanto os consumidores.

A produção média da BRS Terena é de 1,2 kg por planta, podendo alcançar picos de 1,8 kg, com potencial de lucro líquido estimado em R$ 30 mil por hectare. Entre os diferenciais operacionais está a menor densidade de espinhos em comparação à cultivar Tupy, o que facilita o manejo e a colheita, conforme dados da Embrapa.

Segundo a Embrapa, o sabor doce-ácido é um dos atrativos principais da BRS Terena, que possui um teor de sólidos solúveis (Brix) de 10,3º, superior aos 8,9º da Tupy e aos 9,5º da BRS Cainguá. Além disso, testes em laboratório demonstraram que a nova cultivar mantém sua cor, firmeza e sabor durante 10 dias de armazenamento refrigerado, superando outras opções disponíveis no mercado.

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Indicada para as regiões Sul, Sudeste e partes do Nordeste do Brasil, a BRS Terena já mostrou alta produtividade em experimentos conduzidos pela pesquisadora Andrea de Rossi, da Embrapa Uva e Vinho, na região dos Campos de Cima da Serra (RS). As plantas atingiram produções médias de 1,8 kg, superando a cultivar Tupy em algumas condições.

A apresentação oficial da cultivar ocorrerá no Dia de Campo da Estação Experimental de Fruticultura de Clima Temperado, em Vacaria (RS), no próximo dia 27 de novembro. Após o evento, as mudas estarão disponíveis para compra em viveiros licenciados, como o Frutplan Mudas, em Pelotas (RS), e o Guatambu Viveiro de Mudas, em Ipuiúna (MG).

O nome BRS Terena homenageia os povos indígenas brasileiros, representando a tradição do programa de melhoramento genético da Embrapa. A cultivar é fruto da parceria entre os centros de pesquisa Embrapa Clima Temperado e Embrapa Uva e Vinho, ambos localizados no Rio Grande do Sul, conforme o informado pela Embrapa.





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Isenção do IR no Brasil e inflação sob controle nos EUA são destaques no mercado



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac, destaca o dólar recorde em R$ 5,91, após a isenção do IR anunciada por Haddad frustrar expectativas fiscais. Nos Estados Unidos, inflação sob controle e PIB forte aliviam Treasuries, mas reforçam cautela no corte de juros.



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série de tufões compromete armazenamento de arroz



Tufão Man-Yi causa perdas de infraestrutura agrícola nas Filipinas




Foto: Divulgação

Segundo dados com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), uma sequência de eventos climáticos extremos tem afetado o Sudeste Asiático, com destaque para o tufão Man-Yi, que atingiu o norte das Filipinas, causando danos em uma das principais regiões produtoras de arroz do país. Esse foi o quarto tufão a atingir a área em menos de duas semanas, trazendo ventos de 105 nós e sendo classificado como um tufão violento pelo Centro Meteorológico Regional Especializado no Japão.

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Durante o período, a precipitação semanal na região chegou a 200 mm em alguns locais, acumulando 600 mm de chuva no mês devido à sequência de tempestades. Apesar de a maior parte do arroz da estação principal já ter sido colhida, perdas foram registradas devido aos danos em instalações de armazenamento.

Enquanto o norte das Filipinas enfrentava condições severas, o restante do país teve chuvas mais moderadas, com precipitações de até 50 mm, permitindo a manutenção de condições relativamente normais em outras áreas agrícolas.

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Na Malásia, chuvas torrenciais de até 400 mm na península interromperam a colheita de óleo de palma, embora não tenham causado impactos na produtividade. Já na Indonésia, as chuvas generalizadas em Java, variando de 25 a 300 mm, continuam sustentando o arroz da estação principal. A precipitação sazonal em Java está 115% acima do normal, refletindo uma melhoria significativa em relação ao início ruim da temporada chuvosa no ano passado.





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Carne suína mantém alta nos preços pelo quarto mês consecutivo


De acordo com o Agro em Dados, publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, a valorização dos preços da carne suína segue pelo quarto mês consecutivo no Brasil, impulsionada pela oferta reduzida de animais para abate e pelo aumento da demanda, tanto no mercado interno quanto externo. Os meses de julho e agosto registraram cotações acima dos últimos quatro anos.

As exportações nacionais de carne suína mantiveram um ritmo acelerado, com agosto sendo o segundo melhor mês, após julho, tanto em volume embarcado quanto em valor arrecadado. Em relação ao mesmo período de 2023, houve crescimento de 4,5% no volume exportado e 9,2% na receita obtida.

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Goiás teve destaque nas exportações, ocupando a terceira posição no ranking nacional em agosto, com alta de 4,4% no volume e 15,9% no valor em comparação a agosto de 2023. Entre os principais destinos das exportações goianas estiveram Filipinas, Chile, China, Hong Kong e Japão.

O aumento da demanda pela proteína suína tem proporcionado melhores margens aos produtores, já que os preços estão mais valorizados em relação aos custos de produção, como milho e farelo de soja.

Segundo estimativas da Conab, a produção nacional de carne suína deve atingir 5,5 milhões de toneladas em 2025, representando um crescimento significativo no setor. A oferta para o mercado interno está projetada em 4,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%, enquanto as exportações podem chegar a 1,27 milhão de toneladas, uma elevação de 3% em relação a 2024.





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Argentina registra avanço no plantio de milho e soja



Chuvas moderadas aliviam seca em áreas agrícolas da Argentina




Foto: Canva

Segundo dados com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as chuvas registradas em regiões centrais da Argentina trouxeram alívio para áreas agrícolas afetadas pela seca, especialmente em Buenos Aires, La Pampa e Córdoba, onde os volumes variaram entre 10 e 75 mm. Essa precipitação foi essencial para aumentar as reservas de umidade do solo, favorecendo o milho e a soja emergentes, além dos grãos de inverno que ainda se encontram em fase de maturação.

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De acordo com o USDA, no entanto, áreas produtivas no sul de Santa Fé e no leste, até o Uruguai, receberam menos de 10 mm de chuva. Nessas regiões, o calor intenso do verão, com máximas entre 30°C e 35°C, elevou as taxas de evaporação, comprometendo parcialmente as condições do solo.

No norte da Argentina e no Paraguai, chuvas mais intensas, variando entre 10 mm e 100 mm em algumas localidades, sustentaram a umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento de grãos de verão, sementes oleaginosas e algodão. As temperaturas altas, com picos entre 35°C e 40°C, contribuíram para o cenário sazonal esperado.

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Até 21 de novembro, o governo argentino reportou avanços no plantio de milho e soja, que atingiram 45% e 36% da área estimada, respectivamente. Girassóis e algodão avançaram em 85% e 25%, enquanto a colheita de trigo foi concluída em 29% das áreas, superando os 27% registrados no mesmo período do ano passado, conforme o boletim.





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