Exportações de petróleo do Brasil para a China batem recorde no primeiro semestre

As exportações brasileiras de petróleo para a China somaram US$ 15,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, recorde para o período, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC). O valor mais que dobrou o total vendido pelo Brasil à Argentina, de US$ 7,3 bilhões. Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita com o produto avançou 62%, sustentada pelo aumento do volume embarcado e pela alta de preços.
De acordo com o CEBC, o desempenho foi apoiado por uma alta de 41% no volume exportado e por valorização de 15,7% no preço do petróleo. Março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da série histórica iniciada pela entidade em 1997.
O avanço ocorreu em meio às tensões no Oriente Médio, tradicional fornecedor do mercado chinês. Nesse cenário, o Brasil ganhou espaço como alternativa de abastecimento considerada mais estável e confiável.
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A China concentrou 54% das exportações brasileiras de petróleo no semestre, participação quase sete vezes superior à da Índia, segundo principal destino, com 8%. Em junho, as vendas mensais de petróleo do Brasil para o mercado chinês alcançaram US$ 3,02 bilhões.
Entre os estados, o Rio de Janeiro liderou as exportações para a China, com US$ 13,6 bilhões, equivalentes a 23,3% do total nacional destinado ao país asiático. O petróleo respondeu por 94% das vendas fluminenses e colocou o estado como principal fornecedor brasileiro do produto para os chineses, com 84% do total embarcado pelo Brasil.
Além do petróleo, a China manteve posição central na compra de commodities brasileiras. No semestre, respondeu por 69,5% das exportações de soja, 68,6% do minério de ferro e 53% da carne bovina do Brasil.
No consolidado, as exportações brasileiras para a China cresceram 22% no primeiro semestre e atingiram US$ 58,3 bilhões, maior valor já registrado para o período. Soja, minério de ferro e petróleo representaram 76,5% das vendas ao país.
O resultado reforçou o peso da China na pauta exportadora brasileira, com liderança nas compras de petróleo e forte participação nas vendas de soja, minério de ferro e carne bovina no primeiro semestre de 2026.
Fonte: Estadão Conteúdo
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