terça-feira, março 10, 2026

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Guerra no Oriente Médio freia mercado do boi



Mercado do boi tem menos negócios e cautela



Foto: Divulgação

A análise desta sexta-feira (6) do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, aponta que as cotações do boi gordo permaneceram estáveis na comparação diária, embora a dinâmica do mercado tenha mudado ao longo da semana.

Segundo a consultoria, a falta de previsibilidade reduziu o volume de negócios no mercado pecuário. A incerteza em relação aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio levou compradores a adotarem postura cautelosa, enquanto parte da indústria frigorífica diminuiu o ritmo de abates para alongar as escalas e negociar com mais tranquilidade. De acordo com a análise, “a falta de clareza sobre os desdobramentos da guerra no Oriente Médio deixou os compradores na retranca”.

O desempenho das vendas de carne no fim de semana também passou a ser considerado fator relevante para o mercado. Nesse contexto, alguns compradores passaram a oferecer preços menores para a arroba. Apesar disso, os vendedores mantiveram as pedidas. Conforme o informativo, “a ponta vendedora esteve firme, não cedeu e aguardou, com calma, o desenrolar da situação”.

Ainda de acordo com a análise da Scot Consultoria, o mercado segue marcado por especulações. No comércio externo, os embarques de carne bovina registraram bom desempenho em fevereiro de 2026, mês que se destacou em faturamento ao alcançar US$ 1,3 bilhão. O principal destino continua sendo o continente asiático, impulsionado pela demanda chinesa.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, a China respondeu por 47,8% dos embarques brasileiros de carne bovina. A expectativa do setor é de manutenção desse ritmo em março.

A consultoria também destaca que a escalada do conflito no Oriente Médio acendeu um alerta no mercado internacional. A região é uma importante consumidora e também funciona como entreposto no comércio global da proteína. Com possíveis portos fechados, ainda não há clareza sobre os efeitos na dinâmica do comércio internacional da carne bovina e sobre o comportamento da demanda nas próximas semanas, cenário que pode influenciar o mercado brasileiro.





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Colheita do arroz ganha ritmo em março


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, a cultura do arroz no Rio Grande do Sul avança para a fase final do ciclo, com progresso gradual da colheita. Ainda assim, predominam lavouras nas fases de granação e maturação.

Segundo a entidade, as condições meteorológicas registradas no período contribuíram para o andamento dos trabalhos no campo. A alternância entre instabilidades e dias ensolarados favoreceu a redução da umidade dos grãos e permitiu maior intensificação das operações de colheita. A elevada radiação solar observada ao longo de janeiro e fevereiro também colaborou para o enchimento dos grãos e para a consolidação do potencial produtivo das lavouras.

Em áreas implantadas mais tardiamente, que ainda se encontram em floração, as temperaturas próximas ou inferiores a 10 °C e episódios de calor intenso associados à baixa umidade relativa do ar podem ter provocado esterilidade de flores e falhas na granação. Apesar desses registros pontuais, o quadro geral da produção é considerado dentro da normalidade. De acordo com a Emater/RS-Ascar, há expectativa de safra cheia nas principais regiões produtoras. A disponibilidade hídrica nos sistemas irrigados é considerada satisfatória, com manejo contínuo da lâmina d’água e redução gradual da demanda à medida que as lavouras se aproximam da maturação plena.

A área cultivada no estado é estimada em 891.908 hectares, conforme dados do IRGA. A produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, o período começou com instabilidade climática, mas a partir de 26 de fevereiro houve predominância de tempo firme, o que favoreceu o início das atividades de colheita. Na Fronteira Oeste, municípios como Alegrete, Maçambará e Rosário do Sul já colheram cerca de 5% da área cultivada. Na Campanha, em Dom Pedrito, a colheita deve começar nos próximos dias. Já as lavouras implantadas em dezembro permanecem em floração e podem ter sido afetadas pelas baixas temperaturas registradas no período, com mínimas próximas de 10 °C em diversos municípios e 8,8 °C em Hulha Negra.

Na região administrativa de Pelotas, 54% das lavouras estão em granação, 30% em maturação, 10% já foram colhidas, 3% permanecem em florescimento e 2% em desenvolvimento vegetativo. A expectativa é de intensificação da colheita ao longo de março. O desenvolvimento das plantas é considerado adequado para a época, influenciado pela elevada radiação solar registrada durante o verão.

Na região de Santa Maria, a colheita alcança 10% da área, enquanto cerca de 40% das lavouras estão em maturação. As projeções indicam safra cheia, especialmente em áreas conduzidas com manejo adequado de irrigação.

Na região de Santa Rosa, as lavouras encontram-se em fases reprodutivas e de maturação, apresentando comportamento fisiológico considerado estável. As chuvas recentes reforçaram a disponibilidade de água para os sistemas irrigados, embora a demanda esteja diminuindo com a proximidade do encerramento do ciclo.

Já na região de Soledade, 45% dos talhões estão em enchimento de grãos, 40% em maturação e 15% em colheita. A radiação solar elevada contribuiu para o desenvolvimento das lavouras. Por outro lado, picos de temperatura combinados com baixa umidade relativa do ar podem causar esterilidade de flores e falhas nas panículas. A disponibilidade de água em reservatórios e mananciais é considerada suficiente para manter a irrigação até o final do ciclo, enquanto o monitoramento fitossanitário se concentra no controle de percevejos e brusone, com intervenções quando necessárias.





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Vem friozinho aí! Massa de ar polar faz temperatura cair em duas regiões do país


massa de ar frio
Foto: Pixabay

A atuação de uma massa de ar polar começa a influenciar o tempo em parte das regiões Sul e Sudeste do Brasil nesta segunda semana de março, informa a Climatempo.

O sistema deve provocar a entrada de ar mais frio e úmido, favorecendo temperaturas mais amenas e maior presença de nebulosidade em algumas áreas.

Nesta segunda-feira (9), o tempo já ficou mais fechado em pontos do leste da Região Sul e também em áreas da faixa leste do estado de São Paulo, incluindo o litoral. A presença de muitas nuvens ao longo do dia contribuiu para manter as temperaturas mais baixas.

Tempo no Sul do país

Nos próximos dias, a tendência é de continuidade desse padrão de tempo mais nublado em parte da Região Sul. A combinação entre a presença de nuvens, episódios de chuva e a circulação de ventos mais frescos ajuda a manter a sensação de frio.

Os efeitos devem ser sentidos principalmente em áreas da metade leste do Rio Grande do Sul, entre o sul, serra e leste de Santa Catarina e no sul e leste do Paraná, onde as temperaturas tendem a permanecer mais amenas ao longo da semana, especialmente nas regiões mais próximas da costa.

Ar mais frio em São Paulo

No estado de São Paulo, a Climatempo destaca que a influência da massa de ar polar ocorre principalmente nas áreas mais próximas do litoral. A circulação de ventos vindos do oceano transporta ar mais fresco e úmido para o estado.

Com isso, regiões como o litoral paulista, o sul do estado, o Vale do Ribeira, a Região Metropolitana de São Paulo, além de áreas do centro-leste e do Vale do Paraíba devem sentir temperaturas mais amenas nos próximos dias.

A circulação de ar mais frio também influencia áreas do sul de Minas Gerais e do estado do Rio de Janeiro. Segundo a Climatempo, nestas regiões, a presença de maior nebulosidade e ventos mais frescos favorece temperaturas mais amenas, especialmente em áreas de maior altitude e nas localidades mais próximas da faixa leste do Sudeste.

Quando as temperaturas voltam a subir?

A partir do fim de semana, a tendência é de que as temperaturas voltem a subir gradualmente em parte do Sul e do Sudeste.

Segundo a Climatempo, isso ocorre por causa do enfraquecimento da massa de ar polar e também pela expectativa de maiores aberturas de sol ao longo do dia. Com mais períodos de sol, as tardes devem voltar a registrar elevação mais significativa das temperaturas.

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Ministério identifica fraude em carga de 42 toneladas de soja


carga adulterada soja
Foto: Divulgação

Indícios de fraude em uma carga de 42 toneladas de soja destinada à exportação em Paranaguá, no Paraná, foram identificados pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A ação, comunicada pela pasta nesta segunda-feira (9), foi realizada após comunicação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), em 24 de fevereiro.

A inspeção ocorreu no Pátio de Triagem do porto para verificar a conformidade do produto com os padrões oficiais de identidade e qualidade exigidos para produtos vegetais destinados à alimentação humana e ao comércio internacional.

Durante a fiscalização, foram constatadas inconformidades entre o produto transportado e as informações declaradas na documentação fiscal, indicando possível irregularidade no processo.

A carga apresentou indícios de adulteração ao chegar ao destino, com divergências em relação ao produto originalmente embarcado. A auditoria na classificação reforçou os indícios ao apontar composição diferente da declarada.

O caso segue sob apuração pelas autoridades competentes. Os indícios de irregularidade de natureza administrativa e operacional estão sendo analisados pelo Mapa, enquanto eventual aspecto criminal é apurado pela Polícia Federal, nos termos da legislação vigente.

O produto apreendido deverá ser destinado à destruição, com acompanhamento do Mapa. A definição formal do procedimento está em andamento, e a destinação final deverá ocorrer em aterro sanitário.

Segundo o chefe do Sipov/PR, Fernando Augusto Mendes, a posição do Brasil como maior produtor e exportador mundial de soja exige o fortalecimento contínuo dos mecanismos oficiais de fiscalização para resguardar a reputação do produto nacional no mercado global.

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UE aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil



EU aprova pré-listing para gelatina e colágeno, facilitando exportação do Brasil



Foto: Pixabay

Entre os dias 4 e 5 de março, foi realizado, em Brasília, o Mecanismo Sanitário e Fitossanitário (SPS) entre Brasil e União Europeia. Na reunião, foi aprovado o mecanismo de pré-listing para estabelecimentos brasileiros de gelatina e colágeno.

Na prática, o pré-listing simplifica o processo de autorização para exportação desses produtos ao bloco europeu. Utilizados em segmentos como alimentos, medicamentos e cosméticos, a gelatina e o colágeno passam a contar com um caminho mais direto para acessar o mercado europeu. A aprovação do pré-listing reforça a confiança da União Europeia nos controles sanitários adotados pelo Brasil nessa área.

Participaram, pelo lado europeu, representantes da DG Santé e da DG Trade, áreas da Comissão Europeia responsáveis, respectivamente, por saúde e segurança dos alimentos e por comércio. Pelo lado brasileiro, estiveram presentes representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), ambas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O encontro faz parte do diálogo técnico mantido entre Brasil e União Europeia para tratar das regras sanitárias e fitossanitárias que envolvem o comércio de produtos agropecuários.

Vale destacar que o avanço ocorre em um momento de maior aproximação entre Mercosul e União Europeia, com a assinatura do acordo após 26 anos de negociações.

 





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Boi gordo: mercado registra negociações acima da referência; veja cotações


boi gordo, frigoríficos
Foto: Ministério da Agricultura

O mercado físico do boi gordo abriu a semana respirando ares mais tranquilos, mas as questões envolvendo a guerra no Oriente Médio seguem presentes. No entanto, o governo flexibilizou a certificação para exportação de carnes para a região.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a sinalização do presidente norte-americano, Donald Trump, de que o conflito aparenta estar próximo do fim, somado a declaração de que pretende assumir o controle sobre o estreito de Ormuz, tranquilizou a logística global e oferece a perspectiva de normalização da corrente de comércio.

“Por outro lado, diante do quadro anêmico de oferta que ainda faz parte do cotidiano do mercado durante o primeiro trimestre, houve necessidade de realizar negócios acima da referência média para realizar compras”, disse.

Preço médio da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 349,83
  • Goiás: R$ 330,18
  • Minas Gerais: R$ 344,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 339,89
  • Mato Grosso: R$ 338,04

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou estabilidade em seus preços no início da semana. Iglesias destaca que mesmo a entrada dos salários na economia tem sido insuficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina.

“O fato é que a carne bovina já assumiu um patamar de preços que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial aquelas famílias que têm como renda entre um e dois salários-mínimos”, pontuou.

  • Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 20,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: segue cotado a R$ 27,00, por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,50, por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,42%, sendo negociado a R$ 5,1652 para venda e a R$ 5,1632 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1529 e a máxima de R$ 5,2864.

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Preços da soja: veja como o mercado iniciou a semana


preço soja cotação saca
Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve um começo de semana de lentidão, frente à volatilidade externa, comandada pela Bolsa de Chicago.

Segundo o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, “tínhamos o complexo soja em forte alta no pregão noturno, principalmente no óleo de soja, impulsionado pelos movimentos do petróleo, que chegaram a atingir cerca de 29% de alta, com o barril alcançando US$ 119.”

De acordo com ele, esse movimento sustentava os preços do óleo. Contudo, o mercado corrigiu ao longo do dia: o petróleo recuou de forma expressiva após notícias envolvendo o presidente Trump, com as cotações voltando para abaixo de US$ 100 e chegando a cerca de US$ 86.

“Esse movimento em Chicago trouxe forte volatilidade ao complexo soja, que acabou encerrando o dia em queda, juntamente com o dólar. No mercado físico, o dia foi marcado por um ambiente nominal, sem reporte de negócios. As tradings ficaram fora do mercado, sem indicar preços, e os produtores também demonstraram pouco interesse em negociar”, considera.

O analista destaca que algumas cotações chegaram a recuar, mas, de modo geral, prevaleceram apenas indicações nominais, sem referências relevantes de preço ao longo do dia.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): se manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): ficou em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): passaram de R$ 122,00 para R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): foram de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): recuaram de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): a saca foi de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Porto de Paranaguá (PR): cedeu de R$ 133,00 para R$ 132,50
  • Porto de Rio Grande (RS): seguiram em R$ 133,00

Bolsa de Chiago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Após passar a maior parte do dia operando em alta, o mercado perdeu força e reverteu as posições mais próximas para o território negativo, acompanhando o desempenho do petróleo, que reduziu muito os ganhos. Mais cedo, a commodity chegou a subir perto de 15% em Nova York. A entrada da safra brasileira também abriu espaço para a realização de lucros.

Além disso, os investidores se posicionaram frente ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sai nesta terça (10).

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para o carryover norte-americano deverá ser cortado de 350 milhões para 343 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2025/26 de 125 milhões de toneladas. Em fevereiro, o número ficou em 125,5 milhões.

Na avaliação do mercado, o USDA deverá cortar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 179,3 milhões de toneladas. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser cortada de 48,5 milhões para 48,1 milhões de toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 4,50 centavos de dólar, ou 0,37%, a US$ 11,96 1/4 por bushel.

A posição julho teve cotação de US$ 12,09 por bushel, com desaceleração de 4,00 centavos de dólar ou 0,32%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,42%, sendo negociado a R$ 5,1652 para venda e a R$ 5,1632 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1529 e a máxima de R$ 5,2864.

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Erro na compra do gado pode elevar custo da arroba no confinamento; veja como evitar


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A compra do gado magro é o maior gargalo do confinamento. Segundo o zootecnista e consultor Maurício Scoton, a reposição representa entre setenta por cento e oitenta por cento do custo total do boi gordo. Errar nesse momento não apenas reduz o lucro, mas pode inviabilizar a operação antes mesmo de o gado começar a consumir a dieta de engorda.

A análise de Scoton revela que o preço pago na origem é apenas uma parte da equação. O verdadeiro custo da arroba é definido pela capacidade do animal de recuperar o peso perdido durante o transporte, a chamada “quebra”. Para garantir a margem com o gado magro, o produtor deve abandonar o improviso e focar na disciplina operacional e na medição constante.

Confira:

Importância do controle no confinamento

Decidir a compra apenas pelo preço da arroba na fazenda de origem, sem calcular o custo do frete e a projeção de quebra, é trabalhar para o mercado e não para o lucro próprio. A diferença entre lucro e prejuízo só é detectada se a fazenda pesar o gado em três momentos cruciais: no embarque, na chegada e após o período de descanso ou processamento.

Identificar lotes que “derretem” no caminhão permite ajustar a estratégia de recepção, focando em hidratação imediata e dietas de sequestro para restabelecer a flora ruminal. Em dois mil e vinte e seis, a viabilidade do confinamento passa por um cálculo geográfico. Muitas vezes, o gado magro do vizinho, mesmo que pareça mais caro na etiqueta, torna-se mais barato por não sofrer o estresse de longas viagens.

Genética e saúde do gado

Além do peso, é fundamental adquirir animais com boa genética, garantindo que a engorda durante a seca seja rápida e eficiente. O transporte de longa distância impacta a saúde do animal. Animais mais leves e erados podem apresentar uma reidratação ruminal mais ágil do que animais muito pesados e acabados que sofrem jejum hídrico prolongado.

O sucesso no confinamento não está no que o gado come no final do processo, mas em como ele entra no sistema. Uma pecuária enxuta exige menos improviso e mais cálculo. “O erro na reposição é um buraco difícil de tapar depois”, resume o consultor.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Trump sinaliza que guerra pode estar próxima do final e dólar fecha em queda


Fed, dólar
Foto: Pixabay

O dólar comercial fechou em queda de 1,42% nesta segunda-feira (9), cotado a R$ 5,1652. Além do intenso fluxo estrangeiro, a moeda refletiu as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”.

Segundo o head de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, o real tem se destacado na primeira sessão da semana: “Como somos um exportador líquido, a alta do petróleo afeta menos o Brasil”, disse.

Weigt acredita que o cenário global não será suficiente para fazer com que o Comitê de Política Monetária (Copom) não inicie o corte na Selic (taxa básica de juros) na próxima semana, e aposta na queda de 0,5 ponto percentual nos juros, caindo a 14,5% ao ano.

Já o head de renda variável da Veedha Investimentos, Rodrigo Moliterno, entende que os juros altos continuam atrativos para o investidor, fazendo com que o real se descole do movimento global.

Depósitos Interfinanceiros

As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam majoritariamente em queda, também impactadas pelas palavras de Trump.

Por volta das 17h23 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 13,690% de 13,670% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2028 projetava taxa de 13,190%, de 13,200%, o DI para janeiro de 2029 ia a 13,260%, de 13,300%, e o DI para janeiro de 2030 com taxa de 13,450% de 13,540% na mesma comparação.

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Excesso de chuva provoca atrasos e perdas na colheita de soja


soja
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

O excesso de chuva tem provocado prejuízos e preocupação entre produtores de soja no extremo norte de Mato Grosso. Em Marcelândia, produtores enfrentam atrasos na colheita, aumento de custos e dificuldades para escoar a produção, situação que também ameaça a economia local, fortemente dependente do agronegócio.

Na região, o volume de chuva já ultrapassa 2.200 milímetros, bem acima da média anual, que costuma variar entre 1.800 e 2.000 milímetros. O solo encharcado impede a entrada das máquinas nas lavouras, causando lentidão no trabalho de colheita e até o atolamento de colheitadeiras.

Em uma propriedade com 170 hectares de soja prontos para colheita, o gerente de produção Vagner Batista dos Santos relata que o excesso de umidade tem gerado custos extras e perdas na lavoura.

“Já temos uma perca de 32% mais ou menos de perca. Acabou de sair uma carga com 28 de umidade é o dobro da umidade que é o ideal. Já está passando da hora de colher”, destaca.

Com muito esforço e uma estimativa de perdas na produtividade final da safra. O produtor, que também tem propriedade na região, conseguiu terminar a colheita dos 1.035 hectares de soja, mas agora enfrenta um outro desafio, implantar o milho segundo a safra, que já está com boa parte da área prevista na temporada, fora da janela, considerada ideal, 

Estradas precárias dificultam escoamento

Outro desafio enfrentado pelos produtores é a logística. Em alguns momentos, caminhões ficaram horas em filas para descarregar a produção, enquanto armazéns estavam lotados.

A principal rota de saída é a rodovia MT-163, no trecho MT-320, que apresenta trechos danificados e dificuldades de tráfego.

“Nós temos que pagar pedágio numa estrada que a gente tem que ficar horas e horas parado no trânsito porque não tem escoamento, não consegue descarregar”, conta o agricultor, Alexandre Falchetti.

Além disso, a soja transportada em caminhões pode perder qualidade rapidamente se permanecer por vários dias parada, já que se trata de um produto perecível.

Municípios decretam emergência

Diante da situação, os municípios de Marcelândia, Colíder e Matupá decretaram estado de emergência.

De acordo com o presidente do sindicato rural de Marcelândia, Marcelo Cordeiro, pelo menos 10% da produtividade da safra já pode ter sido comprometida. Ainda há cerca de 35% dos 200 mil hectares de soja cultivados na região que precisam ser colhidos, enquanto a previsão indica continuidade das chuvas.

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