segunda-feira, março 9, 2026
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Preços da soja: veja como o mercado iniciou a semana


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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve um começo de semana de lentidão, frente à volatilidade externa, comandada pela Bolsa de Chicago.

Segundo o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, “tínhamos o complexo soja em forte alta no pregão noturno, principalmente no óleo de soja, impulsionado pelos movimentos do petróleo, que chegaram a atingir cerca de 29% de alta, com o barril alcançando US$ 119.”

De acordo com ele, esse movimento sustentava os preços do óleo. Contudo, o mercado corrigiu ao longo do dia: o petróleo recuou de forma expressiva após notícias envolvendo o presidente Trump, com as cotações voltando para abaixo de US$ 100 e chegando a cerca de US$ 86.

“Esse movimento em Chicago trouxe forte volatilidade ao complexo soja, que acabou encerrando o dia em queda, juntamente com o dólar. No mercado físico, o dia foi marcado por um ambiente nominal, sem reporte de negócios. As tradings ficaram fora do mercado, sem indicar preços, e os produtores também demonstraram pouco interesse em negociar”, considera.

O analista destaca que algumas cotações chegaram a recuar, mas, de modo geral, prevaleceram apenas indicações nominais, sem referências relevantes de preço ao longo do dia.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): se manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): ficou em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): passaram de R$ 122,00 para R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): foram de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): recuaram de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): a saca foi de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Porto de Paranaguá (PR): cedeu de R$ 133,00 para R$ 132,50
  • Porto de Rio Grande (RS): seguiram em R$ 133,00

Bolsa de Chiago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Após passar a maior parte do dia operando em alta, o mercado perdeu força e reverteu as posições mais próximas para o território negativo, acompanhando o desempenho do petróleo, que reduziu muito os ganhos. Mais cedo, a commodity chegou a subir perto de 15% em Nova York. A entrada da safra brasileira também abriu espaço para a realização de lucros.

Além disso, os investidores se posicionaram frente ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sai nesta terça (10).

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para o carryover norte-americano deverá ser cortado de 350 milhões para 343 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2025/26 de 125 milhões de toneladas. Em fevereiro, o número ficou em 125,5 milhões.

Na avaliação do mercado, o USDA deverá cortar a sua estimativa para a safra brasileira, de 180 milhões para 179,3 milhões de toneladas. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser cortada de 48,5 milhões para 48,1 milhões de toneladas.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 4,50 centavos de dólar, ou 0,37%, a US$ 11,96 1/4 por bushel.

A posição julho teve cotação de US$ 12,09 por bushel, com desaceleração de 4,00 centavos de dólar ou 0,32%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,42%, sendo negociado a R$ 5,1652 para venda e a R$ 5,1632 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1529 e a máxima de R$ 5,2864.

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