segunda-feira, março 9, 2026
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Erro na compra do gado pode elevar custo da arroba no confinamento; veja como evitar


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A compra do gado magro é o maior gargalo do confinamento. Segundo o zootecnista e consultor Maurício Scoton, a reposição representa entre setenta por cento e oitenta por cento do custo total do boi gordo. Errar nesse momento não apenas reduz o lucro, mas pode inviabilizar a operação antes mesmo de o gado começar a consumir a dieta de engorda.

A análise de Scoton revela que o preço pago na origem é apenas uma parte da equação. O verdadeiro custo da arroba é definido pela capacidade do animal de recuperar o peso perdido durante o transporte, a chamada “quebra”. Para garantir a margem com o gado magro, o produtor deve abandonar o improviso e focar na disciplina operacional e na medição constante.

Confira:

Importância do controle no confinamento

Decidir a compra apenas pelo preço da arroba na fazenda de origem, sem calcular o custo do frete e a projeção de quebra, é trabalhar para o mercado e não para o lucro próprio. A diferença entre lucro e prejuízo só é detectada se a fazenda pesar o gado em três momentos cruciais: no embarque, na chegada e após o período de descanso ou processamento.

Identificar lotes que “derretem” no caminhão permite ajustar a estratégia de recepção, focando em hidratação imediata e dietas de sequestro para restabelecer a flora ruminal. Em dois mil e vinte e seis, a viabilidade do confinamento passa por um cálculo geográfico. Muitas vezes, o gado magro do vizinho, mesmo que pareça mais caro na etiqueta, torna-se mais barato por não sofrer o estresse de longas viagens.

Genética e saúde do gado

Além do peso, é fundamental adquirir animais com boa genética, garantindo que a engorda durante a seca seja rápida e eficiente. O transporte de longa distância impacta a saúde do animal. Animais mais leves e erados podem apresentar uma reidratação ruminal mais ágil do que animais muito pesados e acabados que sofrem jejum hídrico prolongado.

O sucesso no confinamento não está no que o gado come no final do processo, mas em como ele entra no sistema. Uma pecuária enxuta exige menos improviso e mais cálculo. “O erro na reposição é um buraco difícil de tapar depois”, resume o consultor.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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