terça-feira, julho 21, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

entrega começa em 10 de agosto


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil orientou os produtores rurais sobre o prazo para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026. O período para envio do documento será de 10 de agosto a 30 de setembro, conforme calendário da Receita Federal. O envio da declaração poderá ser realizado entre 10 de agosto e 30 de setembro.

Devem apresentar a DITR as pessoas físicas e jurídicas proprietárias, titulares do domínio útil ou possuidoras de imóvel rural, exceto nos casos de imunidade ou isenção previstos na legislação.

Segundo o assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Erico Goulart, é fundamental que o produtor rural respeite os prazos estabelecidos pela Receita Federal para evitar penalidades. “Após a data de vencimento, o contribuinte estará sujeito à multa de 1% ao mês-calendário, ou fração de mês de atraso, calculada sobre o valor total do imposto devido”, explicou.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Neste ano, a declaração poderá ser preenchida e transmitida pelo serviço digital Minhas Declarações do ITR, disponível na área de Imóveis do Portal de Serviços da Receita Federal. A plataforma permite o envio da declaração pela internet, sem necessidade de instalação de programa, e pode ser acessada tanto por computadores quanto por dispositivos móveis.

De acordo com a Receita Federal, o sistema oferece funcionalidades como recuperação automática de dados cadastrais, agrupamento das declarações de imóveis rurais pertencentes ao mesmo contribuinte e preenchimento de declarações de diferentes exercícios em um único ambiente.

O acesso ao serviço será realizado por meio da conta Gov.br, nos níveis Prata ou Ouro. Já as pessoas físicas proprietárias de imóvel rural com área de até 100 hectares também poderão elaborar a declaração por meio do Programa ITR 2026. Nesse caso, a transmissão poderá ser feita pelo próprio programa ou pelo Receitanet.

Caso o contribuinte identifique erro, omissão ou inexatidão após o envio, poderá apresentar uma declaração retificadora, desde que antes do início de procedimento de lançamento de ofício. A nova declaração substituirá integralmente a original.

O imposto apurado poderá ser pago em até quatro quotas iguais, mensais e sucessivas, desde que nenhuma parcela seja inferior a R$ 50. Valores inferiores a R$ 100 deverão ser quitados em quota única. A quota única ou a primeira parcela vencerá em 30 de setembro de 2026.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Oferta maior pressiona preços do feijão carioca


O mercado brasileiro de feijão apresentou comportamentos distintos nos últimos dias, conforme dados do Indicador de Preços do Cepea e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil . Enquanto o avanço da colheita da terceira safra irrigada de feijão carioca de melhor qualidade ampliou a oferta e favoreceu a acomodação das cotações, o segmento intermediário permaneceu sustentado pelos estoques remanescentes. Já o feijão preto seguiu com preços firmes devido à oferta mais restrita após o encerramento da colheita da segunda safra.

No segmento do feijão carioca peneira 12 ou nota 9,0, a maior disponibilidade de lotes de melhor qualidade levou compradores a adotar uma postura mais cautelosa e pressionar por preços menores. Entre 2 e 9 de julho, a flexibilização das cotações predominou, com destaque para a queda de 6,48% em Itapeva (SP). Em sentido contrário, a menor oferta regional elevou os preços em 7,23% no Sul/Sudoeste de Minas Gerais e em 2,23% em Belo Horizonte (MG). Segundo o Cepea, o aumento da oferta tende a manter o mercado equilibrado, com viés de estabilidade a leve baixa, embora os lotes de melhor qualidade continuem recebendo prêmios em regiões onde a disponibilidade é mais restrita.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Para o feijão carioca das notas 8 e 8,50, os estoques remanescentes sustentaram as cotações na maior parte das regiões monitoradas. Em Minas Gerais, porém, a preferência por grãos superiores provocou queda de 6,11% no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. No Paraná, a menor oferta favoreceu novas altas, enquanto Sorriso (MT) registrou valorização de 6,20%, impulsionada pela entressafra e pela disponibilidade limitada do produto. A avaliação do Cepea é de que o segmento deve permanecer sustentado no curto prazo, mas a maior oferta de feijão de melhor qualidade poderá reduzir a competitividade dos grãos intermediários.

No mercado do feijão preto tipo 1, o cenário permaneceu firme, sustentado pelo encerramento da colheita e pela retenção dos melhores lotes pelos produtores. Todas as regiões monitoradas registraram valorização, com destaque para o Oeste de Santa Catarina, onde os preços subiram 3,45%. As importações de feijão preto argentino seguem ocorrendo de forma pontual, sem alterar o equilíbrio do mercado. De acordo com o Cepea , a oferta restrita de grãos de melhor qualidade deve manter o mercado firme nas próximas semanas, com o produto argentino atuando apenas como complemento do abastecimento interno.

No comércio exterior, o Brasil registrou recorde de exportações de feijão no primeiro semestre de 2026, com 149,27 mil toneladas embarcadas. No mesmo período, as importações somaram 22,34 mil toneladas, volume que permaneceu bem abaixo do total exportado, segundo os dados do indicador do Cepea e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de azeite cresce quase 500% no Brasil


A produção brasileira de azeite de oliva alcançou 1,434 milhão de litros em 2026, o maior volume já registrado no país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (14), em Porto Alegre (RS).

O resultado representa crescimento de 496,75% em relação aos 240,3 mil litros produzidos em 2025, ano marcado por condições climáticas adversas. O volume também ficou 123,98% acima do recorde anterior, de 640.228 litros, registrado em 2023.

O Rio Grande do Sul concentrou a maior parte da produção nacional, com 1,17 milhão de litros de azeite. O volume representa alta de 514,82% sobre os 190,3 mil litros registrados em 2025 e supera em 101,64% o recorde estadual de 580.228 litros, alcançado em 2023. De acordo com o Instituto Brasileiro de Olivicultura, o estado conta atualmente com 31 lagares, responsáveis pelo processamento das azeitonas e extração do azeite, além de cerca de 390 produtores.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

A região da Mantiqueira aparece na segunda posição, com produção de 250 mil litros em 2026. Santa Catarina registrou 10 mil litros, seguida pelo Paraná, com 2,5 mil litros, e pelo Espírito Santo, com 1,5 mil litros.

A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura, Solange Neves, afirmou que a safra superou todas as marcas anteriores da olivicultura nacional. “Tivemos uma safra muito boa em 2023, com 580 mil litros no Rio Grande do Sul. Agora, o estado supera esse recorde em 101,64%, enquanto o Brasil fica 123,98% acima da melhor marca anterior”, afirmou.

Segundo Solange, o crescimento da produção também reflete a experiência adquirida pelos produtores, a evolução das técnicas de manejo e o trabalho conjunto da cadeia produtiva. “Essa é uma conquista conjunta, construída com a organização dos produtores e a parceria entre instituições públicas e iniciativa privada. Temos avançado no manejo, compreendido melhor os efeitos das condições climáticas e trabalhado para produzir azeites de qualidade”, acrescentou.

A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura destacou ainda que o avanço da olivicultura gera impactos que vão além das propriedades rurais, especialmente nas regiões que concentram pomares, lagares e empreendimentos ligados ao turismo. “O Rio Grande do Sul concentra a maior área plantada e uma produção expressiva. Quando uma região se torna exemplo de produção, ela agrega valor para toda a comunidade, movimenta o município e cria oportunidades ligadas ao turismo. Precisamos conhecer mais as regiões produtoras do próprio estado e também de outras partes do Brasil, como a Mantiqueira”, observou.

O secretário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Marcio Madalena, atribuiu o resultado ao processo de consolidação da olivicultura gaúcha iniciado há pouco mais de duas décadas. “Trabalhávamos com uma projeção abaixo de 1 milhão de litros e não havia, até então, a expectativa de superar essa marca neste ano. Estamos falando de uma cultura que começou a ser trabalhada por volta de 2005 no Rio Grande do Sul e que, em pouco mais de 20 anos, consolidou o estado na produção brasileira”, afirmou.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fruticultura de Pernambuco bate recorde de exportações


A fruticultura pernambucana alcançou o maior valor e volume de exportações da história para um primeiro semestre, reforçando o papel do agronegócio como um dos principais setores da economia estadual. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de frutas somaram US$ 129 milhões entre janeiro e junho de 2026, crescimento de 29% em comparação com o mesmo período de 2025.

Em volume, Pernambuco embarcou 102 mil toneladas de frutas no primeiro semestre, resultado 21% superior ao registrado no ano anterior. O desempenho contribui para manter o agronegócio como responsável por 33% das exportações do Estado. Dentro desse segmento, a fruticultura responde por mais de 40% das vendas externas, consolidando Pernambuco como o maior exportador brasileiro de frutas in natura.

Segundo os dados divulgados pelo MDIC, os resultados refletem a competitividade da produção estadual, a qualidade das frutas cultivadas e a capacidade dos produtores de atender às exigências do mercado internacional.

A manga permaneceu como principal produto exportado, representando 68% do valor das vendas externas do setor. Na sequência aparecem uvas, com participação de 10%, abacates, com 7%, limões, com 5%, além de melões e melancias, ambos com 3%, demonstrando a diversidade da produção pernambucana.

A Europa segue como principal destino das frutas produzidas no Estado. O Porto de Rotterdam, na Holanda, continua sendo a principal porta de entrada para a distribuição dos produtos aos países europeus.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Pernambuco, Pio Guerra, os números confirmam a relevância da atividade para a economia estadual.

“O desempenho histórico das exportações confirma a competitividade do produtor rural pernambucano e evidencia a relevância da fruticultura para a geração de empregos no meio rural, renda e divisas. Pernambuco reúne condições naturais, tecnologia e capacidade produtiva que o colocam em posição de destaque no mercado internacional”, afirma.

Além do desempenho nas exportações, a produção estadual também apresentou crescimento nos últimos anos. Municípios como Santa Maria da Boa Vista, maior produtor de bananas e goiabas do Brasil, Petrolândia, maior produtor nacional de coco, e Petrolina, maior produtor de uvas e segundo maior de mangas do país, reforçam a posição de Pernambuco entre os principais polos frutícolas brasileiros.

No segmento das uvas, os indicadores mostram expansão ao longo da última década. Conforme dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE), a produção aumentou 219%, enquanto a área colhida cresceu 123%. O valor da produção avançou 379% no período, e a produtividade média passou de 34 toneladas por hectare para 49,7 toneladas por hectare, crescimento de 43%.

O fortalecimento da infraestrutura logística, os investimentos em inovação tecnológica, a assistência técnica aos produtores e a abertura de novos mercados são apontados como fatores que devem ampliar a presença da fruticultura pernambucana no comércio internacional e manter o agronegócio entre os principais motores da economia do Estado.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

El Niño pode prolongar calor até 2027


O aumento da temperatura média global ganhou força ao longo de 2026 e elevou as perspectivas de novos recordes de calor entre o fim deste ano e 2027. Segundo informações do Meteored, os dados mais recentes do Serviço de Mudanças Climáticas da União Europeia, Copernicus, mostram que o planeta avançou rapidamente no ranking histórico dos anos mais quentes, enquanto o fenômeno El Niño continua em processo de fortalecimento.

O levantamento aponta que janeiro de 2026 ocupava inicialmente a quinta posição entre os janeiros mais quentes já registrados. Em apenas três meses, maio passou a figurar como o segundo maio mais quente da série histórica, posição que também foi registrada em junho.

Os dados utilizados são provenientes do conjunto ERA5, desenvolvido pelo Copernicus, considerado uma das principais bases de informações climáticas utilizadas mundialmente.

Apesar de a anomalia de temperatura global ter diminuído de +1,49°C em fevereiro para +1,39°C em junho em relação ao período pré-industrial, o posicionamento no ranking histórico melhorou. Isso ocorre porque cada mês é comparado apenas com o mesmo período dos anos anteriores.

Conforme o Meteored, “à primeira vista, pode parecer contraditório que a anomalia global tenha diminuído de +1,49°C em fevereiro para +1,39°C em junho, enquanto o ranking histórico subiu da quinta para a segunda posição”. A explicação é que maio e junho, por serem meses climatologicamente mais frios do que janeiro e fevereiro, exigiram anomalias menores para alcançar posições mais elevadas entre os registros históricos.

Embora junho tenha sido o segundo mais quente da história em escala global, o comportamento das temperaturas não foi uniforme em todas as regiões do planeta. Na América do Sul, sucessivas incursões de massas de ar polar mantiveram temperaturas abaixo da média em diversas áreas desde o outono.

No Centro-Sul do Brasil, várias localidades registraram temperaturas entre 1°C e 3°C inferiores à média histórica durante junho. O texto destaca, no entanto, que a temperatura global corresponde à média entre continentes e oceanos, permitindo que regiões com aquecimento mais intenso compensem áreas temporariamente mais frias.

As maiores anomalias positivas foram registradas principalmente no Hemisfério Norte. Ásia Central, oeste da Sibéria, norte do Canadá, África e Europa concentraram os maiores desvios de temperatura. No continente europeu, uma onda de calor provocou anomalias entre 3°C e 5°C em diversas áreas. Fora do Hemisfério Norte, o principal destaque ocorreu na região localizada a oeste da Península Antártica.

Além do aumento das concentrações de gases de efeito estufa, outro fator contribui para a expectativa de novas marcas históricas: o fortalecimento do El Niño.

Enquanto as temperaturas do ar atingiram o segundo maior valor já registrado para junho, a temperatura média da superfície dos oceanos estabeleceu novos recordes para o período desde a segunda quinzena do mês. O aquecimento das águas do Pacífico Equatorial acompanha a evolução do fenômeno climático.

Segundo as projeções apresentadas, o episódio de El Niño entre 2026 e 2027 poderá figurar entre os mais intensos do século, com anomalias próximas de 3°C.

O Meteored ressalta, entretanto, que os efeitos do El Niño sobre a temperatura média global costumam ocorrer com atraso de alguns meses, já que a resposta da atmosfera acontece depois do aquecimento das águas do Pacífico, normalmente após o pico do fenômeno, previsto para ocorrer entre setembro e dezembro.

Diante desse cenário, a expectativa é de que a combinação entre o avanço do aquecimento global e o fortalecimento do El Niño aumente a probabilidade de novos recordes mensais ainda no fim de 2026 e mantenha essa tendência ao longo de 2027. Conforme o texto, “embora ainda seja cedo para afirmar que 2027 será o ano mais quente da história, a rápida escalada observada em 2026, aliada ao fortalecimento do El Niño, aumenta a probabilidade de novos recordes mensais de temperatura global no fim de 2026, cenário que pode se prolongar ao longo de 2027.”





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Zoneamento do milho ganha novas regras



Governo revisa risco climático para o milho



Foto: Canva

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho grão foi atualizado. As novas regras foram oficializadas por meio de portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (10) e trazem mudanças na classificação dos solos e na base de dados climáticos utilizada para definir as janelas de plantio de menor risco.

A atualização revisa a classificação dos solos de acordo com a capacidade de água disponível e incorpora novas séries históricas de informações meteorológicas. As alterações levam em consideração a maior variabilidade climática registrada nos últimos anos, marcada pelo aumento da frequência de eventos extremos, como períodos de seca e excesso de chuvas.

Para o cálculo do risco climático, o Zarc utiliza séries históricas de 30 anos de dados meteorológicos. O levantamento considera temperaturas máxima, mínima e média, índices de precipitação, evapotranspiração de referência, além de parâmetros relacionados ao desenvolvimento da cultura e às características dos solos.

Uma das principais mudanças está na classificação da disponibilidade de água no solo. O estudo passa a trabalhar com seis classes, identificadas de AD1, que representa baixa retenção de água, até AD6, referente à maior capacidade de armazenamento hídrico. O novo modelo substitui a metodologia anterior, baseada em apenas três grupos de solos.

Segundo pesquisadores da Embrapa responsáveis pelos estudos do Zarc, “a classificação por água disponível permite caracterizar de forma mais detalhada as condições dos diferentes ambientes de produção”. Eles destacam ainda que “a capacidade de armazenamento de água depende das características físicas do solo e não apenas de sua textura”.

Outra alteração importante envolve a base climática utilizada no zoneamento. O estudo passa a incorporar novos dados meteorológicos às séries históricas, incluindo informações de chuva e temperatura obtidas a partir de um número maior de estações meteorológicas distribuídas pelo país.

Esses dados servem de base para definir os períodos de semeadura com menor risco climático para o milho, levando em consideração as condições observadas nas diferentes regiões produtoras brasileiras.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Oferta limita avanço do açúcar


O mercado internacional de açúcar segue dividido entre fatores que sustentam os preços e a pressão da oferta no curto prazo, cenário que tem impedido uma valorização mais consistente da commodity. A avaliação é de Marcelo Di Bonifacio Filho, analista de inteligência de mercado da StoneX.

Segundo o especialista, o contrato do açúcar chegou a superar temporariamente a marca de US¢ 15 por libra-peso no início da semana, mas perdeu força até esta sexta-feira. “Após superar temporariamente o patamar de US¢ 15/lb no início da semana, o açúcar devolveu os ganhos até esta sexta-feira. O movimento reflete um mercado dividido entre fatores altistas, como as preocupações climáticas na Ásia e na Europa e a redução das posições vendidas dos fundos, e fundamentos que ainda apontam para uma oferta confortável no curto prazo.”

De acordo com Di Bonifacio Filho, a redução das posições vendidas pelos fundos de investimento ajudou a impulsionar as cotações nas últimas semanas, porém em intensidade menor do que a observada em outros momentos do mercado. Para ele, esse comportamento indica que ainda prevalece entre os agentes a percepção de excesso de oferta.

O analista observa que a dificuldade do contrato com vencimento em outubro de 2026 em permanecer acima de US¢ 15 por libra-peso também demonstra a resistência do mercado em sustentar novas altas. “A liquidação das posições vendidas impulsionou os preços nas últimas semanas, mas em intensidade inferior ao histórico, indicando que ainda há uma percepção de sobreoferta.”

Outro fator que contribui para esse cenário é a queda dos preços do etanol hidratado, que tem levado usinas da região Centro-Sul a ampliar as fixações de açúcar. “Ao mesmo tempo, a dificuldade de o contrato outubro/26 se manter acima de US¢ 15/lb evidencia a forte pressão vendedora. A desvalorização do etanol hidratado tem incentivado usinas do Centro-Sul a fixarem preços próximos de R$ 1.800 por tonelada, ampliando a liquidez de venda.”

Ainda segundo o especialista, o enfraquecimento dos prêmios de exportação no porto de Santos também reduz a expectativa de uma demanda mais intensa pelo açúcar brasileiro. “A queda dos prêmios de exportação em Santos, para níveis inferiores às mínimas dos últimos cinco anos, também enfraquece a expectativa de uma demanda excepcional por açúcar brasileiro.”

No horizonte de longo prazo, o clima permanece como o principal fator de atenção para o mercado. Apesar da melhora recente das chuvas na Índia, o analista avalia que ainda existem riscos para a próxima safra diante da possibilidade de fortalecimento do fenômeno El Niño.

“Apesar da melhora recente das chuvas na Índia, ainda há riscos para a safra diante das perspectivas de um El Niño mais intenso nos próximos meses. Assim, o mercado continua dividido entre um curto prazo mais pressionado pela oferta e um cenário potencialmente mais altista para 2027, o que deve manter a volatilidade elevada enquanto os participantes avaliam o equilíbrio entre a pressão de venda das usinas brasileiras e a antecipação de uma temporada mais apertada no próximo ciclo.”





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercados agrícolas abrem semana com sinais distintos



A soja, por outro lado, alcançou em Chicago o maior preço dos últimos dois meses


A soja, por outro lado, alcançou em Chicago o maior preço dos últimos dois meses
A soja, por outro lado, alcançou em Chicago o maior preço dos últimos dois meses – Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciam a semana com movimentos distintos, em meio à realização de lucros no trigo e à influência do clima, da demanda e de fatores geopolíticos sobre soja e milho. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo abriu em queda em Chicago, com os fundos realizando lucros diante de um mercado considerado sensível e ajustado no quadro de oferta e demanda apresentado pelo USDA na sexta-feira.

Nos contratos de setembro, dezembro e maio, o cereal recuava, enquanto no mercado físico brasileiro o Paraná mantinha leve valorização e o Rio Grande do Sul seguia em baixa. A retração gaúcha está ligada à menor demanda no mercado de farinhas, enquanto no Paraná os preços recebem apoio da procura por farinhas de panificação. A suspensão da navegação russa no estreito de Kersch também pode voltar a dar suporte às cotações.

A soja, por outro lado, alcançou em Chicago o maior preço dos últimos dois meses e voltou a operar próxima de US$ 12 por bushel. O avanço é sustentado pelas compras chinesas de soja americana, superiores a 800 mil toneladas confirmadas pelo USDA, pela entrada no período mais sensível do mercado climático e pelas previsões de temperaturas acima da média e chuvas limitadas em partes do Cinturão do Milho. Óleo e farelo também subiam, reforçando a melhora das expectativas para demanda e processamento.

O milho acompanhava a valorização da soja e avançava cerca de 5 pontos em Chicago, impulsionado pelos mesmos fatores climáticos e geopolíticos, com reflexos sobre petróleo e biocombustíveis. Para a soja, as próximas duas a três semanas serão decisivas, pois a persistência de calor e pouca chuva no Meio-Oeste dos Estados Unidos pode ampliar as dúvidas sobre a produtividade e sustentar a recuperação dos preços.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Imposto de 12% sobre exportação de petróleo é estendido por 60 dias


Por mais dois meses, as exportações de petróleo bruto e minerais betuminosos (rochas e substâncias ricas em hidrocarbonetos) continuarão a ser tributadas. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu, nesta quinta-feira (9), manter em 12% a alíquota do Imposto de Exportação sobre esses produtos.

Anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida terá validade de até 60 dias e será reavaliada após 30 dias, diante da evolução do cenário internacional.

Segundo o governo, a decisão foi motivada pela deterioração da situação geopolítica no Oriente Médio, especialmente após a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã e os novos episódios de instabilidade no Estreito de Ormuz.

Em nota, o Mdic informou que a manutenção da alíquota busca preservar o abastecimento do mercado interno de combustíveis e garantir matéria-prima para o parque de refino nacional.

De acordo com a pasta, a decisão “busca a continuidade de condições adequadas de refino no país, de forma a proteger o mercado interno de possível desabastecimento de combustíveis”.

O ministério acrescentou que a medida foi adotada “diante de mudança recente das condições externas, especialmente após a deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, com novos episódios de tensão no Estreito de Ormuz”.

O imposto sobre a exportação de petróleo foi criado por meio de uma medida provisória (MP) editada em março para compensar a redução de tributos federais sobre o diesel, adotada pelo governo para amenizar os impactos da alta internacional dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio.

A medida provisória perde a validade nesta quinta. Como se trata de um tributo regulatório, o Gecex pôde manter a alíquota por decisão administrativa, sem necessidade de aprovação do Congresso Nacional.

Inicialmente, a equipe econômica pretendia reduzir gradualmente a cobrança até zerar o imposto, caso o preço internacional do petróleo permanecesse em patamar mais baixo.

A estratégia, no entanto, foi revista após a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, que voltou a pressionar as cotações internacionais da commodity.

Nos últimos dias, o barril do petróleo Brent voltou a se aproximar da marca de US$ 80, refletindo as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fornecimento global, diante das tensões no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Na manhã desta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo também reavalia o cronograma para retirada de subsídios relacionados aos combustíveis.

Segundo o ministro, a mudança no cenário internacional exige cautela antes de qualquer nova alteração na política adotada para o setor.

A manutenção da alíquota de 12% será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando a evolução do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado internacional de petróleo e combustíveis.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Chances do El Niño ser “muito forte” no final de 2026 chegam a 81%



El Niño pode se tornar muito forte até o fim de 2026, segundo NOAA


Foto: NOAA

O El Niño se intensificou e tem 81% de chance de atingir a categoria “muito forte” entre os meses de outubro e dezembro próximos, segundo estimativa publicada nesta quinta-feira (9) pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência de previsão climática dos Estados Unidos, uma das mais importantes do mundo.

Segundo a NOAA, se a previsão se confirmar, esse pode ser o maior El Niño desde 1950, ano em que começaram a ser feitas as medições.

Havia uma previsão de que o fenômeno pudesse se intensificar ao longo de 2026, mas não se sabia exatamente a intensidade a que poderia chegar. Esse novo boletim do instituto marca, portanto, uma mudança importante.

O fortalecimento do fenômeno climático tem ainda 97% de chance de perdurar até os meses de março a junho de 2027, quando é primavera no Hemisfério Norte e outono no Hemisfério Sul.

De acordo com o instituto norte-americano, o El Niño ganhou força no mês de junho, causando uma série de alterações na temperatura de uma grande área da superfície do Oceano Pacífico central e leste, provocando aumento superior a 1ºC nessas regiões.

Ainda segundo a NOAA, um El Niño mais forte não significa necessariamente que haverá eventos climáticos graves, mas que há uma probabilidade maior de que aconteçam mais tempestades e forte calor em diferentes regiões do planeta.

O El Niño é o fenômeno meteorológico que provoca o aquecimento acima da média da superfície do Pacífico equatorial. Essa elevação da temperatura causa alterações no ritmo das chuvas e também na circulação dos ventos.





Source link