terça-feira, julho 21, 2026
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Seca e calor pressionam lavouras no hemisfério norte



O déficit hídrico foi agravado por temperaturas entre 36°C e 44°C


O déficit hídrico foi agravado por temperaturas entre 36°C e 44°C
O déficit hídrico foi agravado por temperaturas entre 36°C e 44°C – Foto: Pixabay

A combinação de seca prolongada e ondas de calor vem elevando o estresse sobre lavouras e rebanhos na Europa Ocidental, sobretudo em áreas sem irrigação. O quadro é mais crítico para culturas de primavera e verão, enquanto parte das lavouras de inverno escapou dos maiores danos por já estar em estágio avançado quando as temperaturas subiram.

Desde meados de março, as chuvas ficaram muito abaixo da média em áreas da França, do sul do Reino Unido, do oeste da Alemanha e da Bélgica. Na França, abril, maio e junho tiveram menos da metade da precipitação normal, e parte da região central recebeu até 25% do volume habitual nos 90 dias encerrados em 13 de julho.

O déficit hídrico foi agravado por temperaturas entre 36°C e 44°C no fim de junho, com efeitos sobre produtividade e qualidade. Trigo de inverno, colza e outras culturas já haviam concluído fases importantes de reprodução e enchimento de grãos, o que conteve perdas maiores. Ainda assim, o amadurecimento acelerado reduziu parte do potencial produtivo.

A maior preocupação agora recai sobre milho, girassol, sorgo, soja e beterraba sacarina. A beterraba não irrigada aparece entre as mais afetadas, enquanto milho, soja e girassol apresentam estresse e crescimento reduzido. A recuperação depende de chuvas regulares, mas o padrão quente e seco não mostra sinais claros de mudança no curto prazo.

Em outras áreas do Hemisfério Norte, as condições seguem mais equilibradas. China, antiga União Soviética e grande parte da América do Norte tiveram clima favorável, apesar de excesso de chuva em partes do Canadá e calor nas planícies do norte dos Estados Unidos. Esse cenário pode limitar os efeitos das perdas europeias sobre o abastecimento global e os mercados futuros de grãos, embora culturas tropicais sigam expostas ao El Niño.





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