terça-feira, julho 14, 2026
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Oferta maior pressiona preços do feijão carioca


O mercado brasileiro de feijão apresentou comportamentos distintos nos últimos dias, conforme dados do Indicador de Preços do Cepea e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil . Enquanto o avanço da colheita da terceira safra irrigada de feijão carioca de melhor qualidade ampliou a oferta e favoreceu a acomodação das cotações, o segmento intermediário permaneceu sustentado pelos estoques remanescentes. Já o feijão preto seguiu com preços firmes devido à oferta mais restrita após o encerramento da colheita da segunda safra.

No segmento do feijão carioca peneira 12 ou nota 9,0, a maior disponibilidade de lotes de melhor qualidade levou compradores a adotar uma postura mais cautelosa e pressionar por preços menores. Entre 2 e 9 de julho, a flexibilização das cotações predominou, com destaque para a queda de 6,48% em Itapeva (SP). Em sentido contrário, a menor oferta regional elevou os preços em 7,23% no Sul/Sudoeste de Minas Gerais e em 2,23% em Belo Horizonte (MG). Segundo o Cepea, o aumento da oferta tende a manter o mercado equilibrado, com viés de estabilidade a leve baixa, embora os lotes de melhor qualidade continuem recebendo prêmios em regiões onde a disponibilidade é mais restrita.

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Para o feijão carioca das notas 8 e 8,50, os estoques remanescentes sustentaram as cotações na maior parte das regiões monitoradas. Em Minas Gerais, porém, a preferência por grãos superiores provocou queda de 6,11% no Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba. No Paraná, a menor oferta favoreceu novas altas, enquanto Sorriso (MT) registrou valorização de 6,20%, impulsionada pela entressafra e pela disponibilidade limitada do produto. A avaliação do Cepea é de que o segmento deve permanecer sustentado no curto prazo, mas a maior oferta de feijão de melhor qualidade poderá reduzir a competitividade dos grãos intermediários.

No mercado do feijão preto tipo 1, o cenário permaneceu firme, sustentado pelo encerramento da colheita e pela retenção dos melhores lotes pelos produtores. Todas as regiões monitoradas registraram valorização, com destaque para o Oeste de Santa Catarina, onde os preços subiram 3,45%. As importações de feijão preto argentino seguem ocorrendo de forma pontual, sem alterar o equilíbrio do mercado. De acordo com o Cepea , a oferta restrita de grãos de melhor qualidade deve manter o mercado firme nas próximas semanas, com o produto argentino atuando apenas como complemento do abastecimento interno.

No comércio exterior, o Brasil registrou recorde de exportações de feijão no primeiro semestre de 2026, com 149,27 mil toneladas embarcadas. No mesmo período, as importações somaram 22,34 mil toneladas, volume que permaneceu bem abaixo do total exportado, segundo os dados do indicador do Cepea e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.





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