terça-feira, julho 21, 2026
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EUA e Jordânia firmam acordo comercial com ampliação para bens agrícolas


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Os Estados Unidos e a Jordânia fecharam nesta terça-feira (21) um acordo comercial de reciprocidade que amplia o acesso de exportadores americanos ao mercado jordaniano. Anunciado pelo presidente Donald Trump, o pacto complementa o acordo de livre comércio firmado em 2000 entre Washington e Amã e entrará em vigor 60 dias após a conclusão dos trâmites internos dos dois países.

Segundo a Casa Branca, a Jordânia manterá acesso livre de tarifas para quase todos os produtos dos Estados Unidos e eliminará barreiras não tarifárias. A medida amplia o acesso para bens agrícolas e veículos americanos no mercado jordaniano.

O entendimento também prevê compromissos regulatórios. O governo jordaniano reforçará a proteção à propriedade intelectual, fortalecerá a fiscalização ambiental e trabalhista, proibirá a importação de produtos fabricados com trabalho forçado e modernizará procedimentos alfandegários.

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Na área de segurança econômica, a Jordânia passará a coordenar com os Estados Unidos medidas relacionadas a controles de exportação, segurança de investimentos, combate à evasão de tarifas e práticas comerciais classificadas por Washington como desleais. O texto inclui ainda maior alinhamento em sanções, restrições a tecnologias sensíveis e mecanismos para evitar o transbordo de mercadorias destinadas a contornar tarifas americanas.

O acordo também reúne compromissos de investimento. A Royal Jordanian Airlines comprará seis aeronaves Boeing 787-9 em um negócio avaliado em US$ 1,4 bilhão, além de contratos de leasing de cerca de US$ 500 milhões. A Hikma Pharmaceuticals investirá US$ 1 bilhão nos Estados Unidos. Empresas jordanianas também concordaram em adquirir mais de US$ 300 milhões por ano em matérias-primas americanas.

Para o setor produtivo dos Estados Unidos, o pacto amplia as condições de acesso comercial e inclui, de forma direta, os exportadores de produtos agrícolas entre os segmentos atendidos pelo novo entendimento.

A Casa Branca afirmou que o acordo fortalece a parceria estratégica entre os dois países e beneficia fabricantes, agricultores e produtores dos Estados Unidos, com vigência prevista para 60 dias após a conclusão dos procedimentos internos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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