sábado, julho 25, 2026

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Exigências sanitárias pressionam pecuária



O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina


O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina
O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina – Foto: Pixabay

A ampliação das exigências sanitárias internacionais voltou a pressionar a pecuária brasileira a buscar alternativas produtivas alinhadas à segurança alimentar e à ausência de resíduos químicos. A recente restrição da União Europeia à importação de determinados produtos de origem animal do Brasil, motivada pela falta de garantias sobre o não uso de antimicrobianos, reforçou o debate sobre tecnologias capazes de manter produtividade e competitividade em mercados mais rigorosos.

O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina no mercado nacional, cenário que aumenta a necessidade de soluções para substituir aditivos tradicionais. Para o médico veterinário Cláudio Franco Real, do Grupo Real, a escolha dos protocolos produtivos passou a ser estratégica. Segundo ele, a homeopatia veterinária, pesquisada e aplicada há mais de quatro décadas pela empresa, pode contribuir para a produtividade e atender às novas demandas regulatórias.

“O anúncio deve ser lido como um sinalizador de que a busca pelo alimento seguro deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade mercadológica. A escolha dos protocolos produtivos e das tecnologias utilizadas na pecuária é cada vez mais estratégica”, comenta.

O desafio do setor, porém, vai além da substituição de insumos. A integração da nutrição animal aos sistemas de rastreabilidade passa a ser vista como etapa essencial, incluindo o controle sobre aditivos, suplementos e tecnologias utilizados durante todo o ciclo produtivo.

Para Cleisy Ferreira, doutora em Zootecnia, os aditivos homeopáticos já são uma realidade no campo, com aplicações em controle parasitário, reprodução, desempenho zootécnico e problemas de pele. Com as novas exigências, especialistas avaliam que o Brasil pode transformar o cenário em oportunidade, desde que avance em rastreabilidade e adoção de tecnologias compatíveis com mercados exigentes.

 





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Feijão carioca sobe mais de 70% no ano


O mercado de feijão segue operando em cenário de valorização em maio, tanto para o carioca quanto para o preto, refletindo a restrição de oferta e as incertezas climáticas observadas principalmente na região Sul do país, conforme aponta o Indicador Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

A média dos preços regionais do feijão carioca levantados pelo indicador em maio, até o dia 15, acumula valorização anual superior a 70%, atingindo os maiores níveis da série histórica iniciada em setembro de 2024. Para o feijão preto, a alta anual chega a 32,3%, sustentada principalmente pela menor produção registrada nesta safra.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, as altas continuaram disseminadas no mercado ao longo da semana. A demanda permaneceu concentrada principalmente no Paraná, diante do ritmo atual da colheita no estado, onde parte dos grãos apresenta elevada umidade e necessita de secagem antes da comercialização.

O movimento de cautela e a restrição na oferta ganharam força após as geadas registradas no início da semana na região Sul do país, especialmente em áreas de baixada. Segundo agentes consultados pelo indicador, os impactos sobre as lavouras ainda seguem em avaliação.

No mercado de feijão preto, entre os dias 8 e 15 de maio, as cotações avançaram impulsionadas pela procura por novos lotes e pela postura mais firme dos produtores, atentos aos possíveis prejuízos nas lavouras mais tardias. Em Curitiba, os preços subiram 14,08%, enquanto na Metade Sul do Paraná o avanço foi de 14,29%. Em Itapeva, no interior paulista, a valorização registrada foi de 8%.

Para o feijão carioca notas 8 e 8,5, os aumentos também prevaleceram nas regiões acompanhadas, sustentados pela demanda aquecida e pela oferta limitada de lotes. As maiores altas voltaram a ser observadas no Paraná. Na Metade Sul do estado, os preços avançaram 12%, enquanto em Curitiba a valorização chegou a 10,71%.

Já o feijão carioca peneira 12, nota 9 ou superior, segue com preços sustentados pela escassez de lotes dentro do padrão exigido pelas indústrias. Na semana, o destaque foi o Noroeste de Minas Gerais, onde as cotações avançaram 8,29% devido ao baixo volume de grãos armazenados disponíveis. Na Metade Sul do Paraná, as altas ficaram em 3,33%, limitadas pelas condições de qualidade e pelas variedades ofertadas.





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Fazenda eleva projeção da inflação para 4,5%


O Ministério da Fazenda elevou de 3,7% para 4,5% a projeção de inflação para este ano, levando a estimativa oficial ao limite máximo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. A revisão foi divulgada no Boletim Macrofiscal, publicado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica, e reflete os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3% para este ano e em 2,6% para 2027.

O documento reúne previsões econômicas que servem de base para a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. O texto, que deve ser enviado ao Congresso Nacional na sexta-feira (22), orienta a execução do Orçamento federal e inclui indicações de bloqueios e contingenciamentos para cumprimento das metas fiscais.

Segundo a equipe econômica, a principal pressão inflacionária veio da alta do petróleo no mercado internacional, que superou os US$ 110 por barril em meio às tensões no Golfo Pérsico. “A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados”, informa a Secretaria de Política Econômica no relatório.

O governo afirmou, porém, que parte do impacto deverá ser reduzida pela valorização do real e por medidas adotadas para conter o repasse dos combustíveis ao consumidor. “Parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal”, destacou o documento.

Com a revisão, a projeção oficial de inflação ficou exatamente no teto do sistema de metas contínuas, que estabelece centro de 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Para 2027, a estimativa de inflação também foi elevada, passando de 3% para 3,5%.

Apesar da piora no cenário inflacionário, o Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a previsão de crescimento econômico para este ano. Para 2027, a expectativa também foi preservada em 2,6%, percentual que a equipe econômica projeta para os anos seguintes.

A avaliação da equipe econômica é de desaceleração gradual da atividade nos próximos trimestres devido aos efeitos da política monetária restritiva, com retomada parcial prevista para o fim do ano. “No primeiro trimestre, a projeção agregada também foi preservada, embora com alterações de composição: a indústria passou a contribuir menos, os serviços ganharam participação e a agropecuária manteve sua contribuição”, informa a Secretaria de Política Econômica.

O governo prevê uma desaceleração mais intensa no segundo e terceiro trimestres, seguida de recuperação parcial da indústria no encerramento do ano.

As estimativas do governo seguem acima das projeções do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, analistas projetam inflação de 4,92% neste ano e crescimento econômico de 1,85%.

A Secretaria de Política Econômica afirmou que segue monitorando os riscos internacionais, mas destacou a resiliência do mercado de trabalho brasileiro como fator de sustentação da atividade econômica.

A alta do petróleo também deve ampliar as receitas do governo federal. De acordo com cálculos da Secretaria de Política Econômica, o avanço nos preços da commodity pode elevar a arrecadação em cerca de R$ 8,5 bilhões por mês.

O cálculo considera receitas provenientes de royalties, dividendos, Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Imposto de Exportação ligados ao setor petrolífero. “O ganho arrecadatório viabiliza uma resposta fiscal firme e responsável, aliada da política monetária e do compromisso com a consolidação em curso”, destaca a Secretaria de Política Econômica.

Com informações da Agência Brasil*





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São Paulo ultrapassa R$ 128 milhões em compras da agricultura familiar


Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, as cooperativas vêm ampliando a participação da agricultura familiar paulista nas compras públicas de alimentos. Por meio do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS), produtores organizados conseguem expandir mercado, aumentar a renda no campo e fortalecer o abastecimento de instituições públicas.

Com os avanços registrados no PPAIS, o estado de São Paulo passou de R$ 17,2 milhões em compras públicas da agricultura familiar em 2023 para R$ 53,8 milhões em 2025. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o programa já soma R$ 36,8 milhões comercializados.

Desde 2023, o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social movimentou mais de R$ 128 milhões em compras públicas de alimentos produzidos por agricultores familiares e cooperativas de diferentes regiões do estado. O programa é considerado um dos principais instrumentos de apoio financeiro à produção rural paulista, ao garantir mercado para agricultores familiares por meio das compras institucionais.

Coordenado pela Fundação Itesp, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o PPAIS conecta a produção da agricultura familiar às compras públicas estaduais, garantindo mercado, previsibilidade de renda e fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Os alimentos adquiridos abastecem escolas, universidades, hospitais e unidades prisionais, promovendo segurança alimentar e incentivando a produção paulista.

Os números mostram a expansão do programa nos últimos anos. Em 2023, o PPAIS movimentou R$ 17,2 milhões em compras públicas da agricultura familiar. Em 2024, o valor subiu para R$ 20,4 milhões. Já em 2025, o programa alcançou R$ 53,8 milhões comercializados. Em 2026, apenas até abril, o volume já supera R$ 36,8 milhões, mantendo o ritmo de crescimento e ampliando a participação de cooperativas e produtores rurais no abastecimento das instituições públicas estaduais.

Os resultados refletem mudanças promovidas pelo governo paulista, como o aumento do limite de venda por produtor e cooperativa de R$ 52 mil anuais para R$ 104 mil anuais, a ampliação do número de produtos adquiridos pelo estado — incluindo o café — e os mutirões de emissão da DCOMP (Declaração de Conformidade ao Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social), realizados pela Fundação Itesp para habilitar produtores e cooperativas junto ao programa.

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, afirmou que os números reforçam o compromisso do governo paulista com a agricultura familiar e com políticas públicas voltadas ao setor. “São mais de R$ 128 milhões movimentados pelo PPAIS desde 2023, levando renda para milhares de produtores e fortalecendo cooperativas em todas as regiões do estado. O programa demonstra como políticas públicas bem estruturadas conseguem ampliar mercado, estimular a produção e gerar desenvolvimento no campo ao mesmo tempo que garantem segurança alimentar”, declarou.

Novas cadeias produtivas vêm ganhando espaço dentro do programa. Além do crescimento do hortifruti, os segmentos de leite e café passaram a ter maior participação na atual gestão. Em 2025, o Governo de São Paulo incluiu o café torrado e moído nas compras do PPAIS, ampliando oportunidades para cooperativas da agricultura familiar e agregando valor à produção paulista.

Segundo o analista de desenvolvimento agrário e gestor do programa, Clóvis Etto, o fortalecimento das cadeias produtivas foi determinante para o desempenho recente do programa. “O hortifruti já se consolidou em praticamente todas as regiões do estado. Agora, o foco é impulsionar cadeias estratégicas como leite e café, ampliando oportunidades para as cooperativas e agregando valor à produção da agricultura familiar”, afirmou.

A inclusão do café entre os produtos adquiridos abriu novas perspectivas para cooperativas paulistas. A Coopercuesta, da região da Cuesta Paulista, está entre as beneficiadas pela medida. “Produzimos entre 5 mil e 6 mil sacas de café por ano, mas apenas cerca de 20% chegavam ao mercado Fair Trade internacional. Com o PPAIS, nossa expectativa é ampliar significativamente o processamento e a comercialização no mercado interno, levando mais estabilidade, renda e desenvolvimento para os produtores da região”, afirmou Luís Carlos Josepetti Bassetto.

A expectativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo é que o PPAIS mantenha o ritmo de crescimento ao longo do ano e alcance R$ 100 milhões em compras públicas apenas em 2026, ampliando as oportunidades de comercialização para agricultores familiares, fortalecendo cooperativas e garantindo o abastecimento de equipamentos públicos com alimentos produzidos no campo paulista.





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Tarifas dos EUA devem ter nova volatilidade



Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação


Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação
Podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação – Foto: Pixabay

A política tarifária dos Estados Unidos deve seguir como fator de atenção para empresas que dependem de importações, especialmente em setores ligados a equipamentos, máquinas e processamento de alimentos. Embora as tarifas tenham se mantido relativamente estáveis nos últimos meses, a expectativa é de maior volatilidade daqui para frente, com mudanças regulatórias, prazos judiciais e novas investigações comerciais no radar.

Durante um BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars da Associação de Fabricantes de Equipamentos de Panificação, Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, afirmou que o setor não deve se acomodar diante da aparente estabilidade recente. Segundo ela, o cenário atual representa uma calmaria temporária, e as empresas precisam se preparar para oscilações nas tarifas.

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como mecanismo tarifário abriu caminho para o início dos reembolsos. De acordo com Jarosz, US$ 35 bilhões já foram devolvidos a importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados com as tarifas vinculadas à lei. Nesta fase, podem ser apresentados pedidos referentes a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores registrados ou despachantes aduaneiros podem solicitar os valores.

Ainda há incerteza sobre o alcance desses reembolsos. O governo Trump tem até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo, o que pode definir se a devolução valerá para todos os pagadores das tarifas ou apenas para os autores nomeados na ação judicial. Por isso, Jarosz recomendou que importadores e corretores apresentem os pedidos rapidamente.

Mesmo com a revogação das tarifas ligadas à lei, elas foram substituídas pela Seção 122, que estabeleceu uma taxa de 10% sobre importações de todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México em conformidade com o USMCA. A medida vale por 150 dias, até 24 de julho, e funciona como transição para possíveis novas tarifas baseadas nas seções 301 e 232.


 





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Dólar, USDA e China ditam o rumo da soja


Valorização cambial limitou perdas no mercado interno, enquanto projeções recordes de safra e ausência de compras chinesas pesaram em Chicago.

O mercado da soja terminou a semana em movimento dividido. No Brasil, a alta do dólar ajudou a sustentar os preços em reais. Já no exterior, a Bolsa de Chicago sentiu a pressão de uma possível oferta global maior, após o USDA projetar safras robustas para Brasil e Estados Unidos em 2026/27, segundo dados divulgados pela Grão Direto.

A valorização do dólar foi o principal fator de sustentação para a soja no mercado brasileiro. A moeda norte-americana encerrou a sexta-feira próxima de R$ 5,07, no maior patamar desde o início de abril.

Esse avanço cambial ajudou a compensar parte da queda observada nas cotações internacionais, reduzindo o impacto negativo sobre os preços em reais.

De acordo com levantamento da Grão Direto, a soja teve uma semana de forte pressão na Bolsa de Chicago. O contrato spot, com vencimento em julho de 2026, fechou a US$ 11,77 por bushel, queda de 2,40%. O movimento também afetou o índice FOB Santos, indicador exclusivo da Grainsights, que recuou 2,40% na semana e encerrou cotado a R$ 134,67 por saca.

Na contramão, o contrato de março de 2027 teve leve valorização de 0,67%, fechando a US$ 12,04 por bushel.

O relatório de Oferta e Demanda do USDA trouxe as primeiras estimativas para a safra 2026/27 e reforçou a percepção de oferta elevada no mercado global. A produção brasileira foi projetada em volume recorde de 186 milhões de toneladas. Para os Estados Unidos, a estimativa ficou em 120,7 milhões de toneladas.

O cenário de maior disponibilidade de soja no mundo aumentou o sentimento baixista entre os investidores em Chicago.

Outro ponto de atenção foi a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. O encontro terminou sem anúncios relevantes de novas compras de soja norte-americana pela China. A ausência de avanços mais concretos reforçou a leitura de que os chineses devem seguir dependentes da oferta sul-americana nos próximos meses.

Para os próximos dias, o mercado deve acompanhar de perto o relatório de Crop Progress, do USDA. A semeadura da soja nos Estados Unidos avança em bom ritmo, com alguns estados-chave já superando 49% da área plantada.

Apesar disso, os mapas meteorológicos indicam risco de frio atípico em partes do Corn Belt. Caso as baixas temperaturas atrasem o plantio, os fundos podem voltar às compras e adicionar um prêmio de risco temporário às cotações em Chicago.

No Brasil, o clima segue como fator importante para a logística da safra atual. Conforme apontado no material, o Inmet indica a chegada de uma forte massa de ar frio, com queda acentuada nas temperaturas e chuvas no Sul do país.

O alerta é maior para produtores gaúchos que ainda têm soja no campo. O avanço das chuvas pode dificultar a finalização da colheita e provocar encharcamento das áreas.

Além do clima, os custos logísticos continuam no radar. De acordo com a Grão Direto, as tensões envolvendo Irã e Estados Unidos no Estreito de Ormuz e a paralisação do fluxo na região mantêm o frete transoceânico pressionado.

O encarecimento dos seguros marítimos também limita uma recuperação rápida dos prêmios portuários no Brasil.

A mesma instabilidade afeta os custos de produção. O bloqueio de petroleiros e os conflitos na região reduzem as chances de queda nos preços de fretes e fertilizantes importados, com tendência de maior pressão sobre a ureia no próximo trimestre.





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4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha debate inovação, enologia de precisão e oportunidades para a cadeia da uva


Dom Pedrito recebe, nesta quarta e quinta-feira, dias 20 e 21 de maio, o 4º Fórum de Vitivinicultura da Campanha Gaúcha, evento que irá reunir produtores, pesquisadores, estudantes, empresários e representantes do setor para discutir inovação, desenvolvimento regional e novas perspectivas para a cadeia da uva e do vinho. Com o tema Enologia de precisão, a programação será realizada no auditório do prédio acadêmico da UNIPAMPA – Campus Dom Pedrito.

Gratuito, o fórum chega à quarta edição consolidando-se como espaço de integração entre diferentes agentes da vitivinicultura brasileira, promovendo debates técnicos, troca de experiências e discussões sobre tendências do setor. Entre os temas em destaque estão os diferentes terroirs brasileiros, monitoramento em tempo real na vinificação, vitivinicultura de precisão, denominações de origem, enoturismo e oportunidades ligadas à produção de vinhos e sucos de uva. O evento é organizado pelo Consevitis-RS, UNIPAMPA, Sebrae RS e Associação Vinhos da Campanha, com patrocínio da SETUR-RS e do BRDE, além do apoio da Prefeitura de Dom Pedrito.

Além das palestras e painéis técnicos, a programação inclui experiências enogastronômicas e degustações de vinhos experimentais elaborados pelo curso de Enologia da UNIPAMPA, que completa 15 anos desde o ingresso da primeira turma em 2026. Outro destaque do fórum será o painel Campo em Debate: Um mundo de oportunidades para a uva, que integra a programação oficial do evento e será transmitido ao vivo pelo YouTube de GZH diretamente de Dom Pedrito, a partir das 11h do dia 21.

Mediado pela jornalista Gisele Loeblein, o debate reunirá a enóloga e sommelière Juliana Rossato, o CEO da Ballardin Soluções, Roberto Ballardin, o cardiologista Protásio da Luz, o professor da UNIPAMPA Marcos Gabardo e o gerente regional da Campanha e Fronteira Oeste do Sebrae RS, Angelo Aguinaga.

A proposta do painel é ampliar discussões iniciadas durante a Expointer 2025, quando o foco esteve nos desafios da cadeia vitivinícola, direcionando agora o debate para as oportunidades ligadas ao setor. O encontro irá abordar temas como enoturismo, indicações geográficas, enologia de precisão, inovação no setor e a relação entre saúde, qualidade de vida e o consumo moderado de vinho e suco de uva.

A programação do fórum também reforça o protagonismo da Campanha Gaúcha no cenário vitivinícola brasileiro. Neste mês de maio, a Indicação Geográfica IP Campanha Gaúcha para vinhos finos e espumantes completa seis anos de reconhecimento pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Segundo a organização, a safra 2026 também desponta como uma das mais promissoras dos últimos anos em qualidade e produtividade, favorecida pelas condições climáticas registradas na região da Campanha Gaúcha.





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Pará bate recorde portuário e fortalece corredor logístico amazônico


Em 2025, o Pará alcançou um marco histórico na movimentação portuária, com 127,7 milhões de toneladas transportadas, o equivalente a cerca de 9% de toda a carga movimentada no Brasil. Impulsionado principalmente pelo Porto de Vila do Conde, em Barcarena, o estado concentra hoje 77% da movimentação de cargas da região Norte, fortalecendo o protagonismo do Arco Norte no escoamento de commodities.

A eficiência operacional dos terminais privados tem sido decisiva para acompanhar o crescimento da demanda no estado. Diferentemente dos portos públicos, essas estruturas possuem maior autonomia para realizar ampliações e adequações operacionais frente às crescentes demandas. Essa flexibilidade permite respostas mais rápidas às necessidades do mercado, garantindo maior capacidade de escoamento, redução de gargalos logísticos e mais competitividade para o corredor amazônico.

O avanço da movimentação portuária no Pará também está ligado à eficiência do modelo logístico adotado na região, baseado na integração entre os modais rodoviário e fluvial. “Quando mais da metade da operação acontece pelos rios, utilizando o modal mais eficiente, barato e sustentável, o corredor amazônico se torna mais competitivo do que outras rotas logísticas do país”, afirma Flávio Acatauassú, presidente da Amport.

A modernização e a inovação também fazem parte do dia a dia de quem opera nos portos. Tecnologias como o monitoramento fluvial possibilitam a checagem da velocidade da maré e da amplitude da lâmina d’água, viabilizando a passagem de embarcações sobre os pontos mais rasos do rio. “Hoje, a gente consegue prever com certa precisão o comportamento desse corpo hídrico”, destaca Flávio.

Além do monitoramento fluvial, os terminais também vêm investindo em novas tecnologias de transshipment, uma operação de transbordo realizada sem a necessidade de atracação em terra. Por meio de estruturas flutuantes instaladas nos rios, a carga pode ser transferida diretamente entre barcaças e navios, o que reduz custos operacionais e amplia a capacidade logística dos portos.

Com a crescente demanda internacional por commodities e a expansão contínua das operações portuárias na Região Norte, o Pará está caminhando para consolidar sua posição como um dos principais eixos logísticos do Brasil. A manutenção desse crescimento, no entanto, exige investimentos contínuos por parte do setor em infraestrutura hidroviária, tecnologia e políticas públicas. Essas ações são essenciais para garantir a navegabilidade dos rios amazônicos e acompanhar a evolução da cadeia logística nos próximos anos.





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Mais de 8 mil garrafas de cervejas e vinhos são apreendidas no Paraná


Uma operação conjunta realizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) resultou na apreensão de milhares de garrafas de bebidas com indícios de irregularidade e falsificação em Curitiba. A ação ocorreu na última terça-feira (13) e teve como alvo um barracão utilizado para armazenamento e distribuição de bebidas suspeitas de abastecer comércios e eventos na capital paranaense e na região metropolitana.

A operação foi coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná (Sipov/PR) e pelo Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), com apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Curitiba, da Receita Estadual do Paraná e da Secretaria Municipal de Urbanismo.

Durante a fiscalização, auditores federais agropecuários interditaram todas as bebidas armazenadas no local com base na legislação federal que regulamenta a produção, comercialização e rotulagem de bebidas no país. Entre os produtos apreendidos estavam vinhos classificados como “vinho colonial” sem registro no Mapa e sem informações obrigatórias nos rótulos, como composição, lote, validade, marca e dados de rastreabilidade. Também não foram apresentadas notas fiscais de aquisição das bebidas.

Segundo o Mapa, toda bebida comercializada no Brasil deve ser produzida por estabelecimento registrado junto ao ministério e conter número de registro no rótulo. A exigência vale também para produtos coloniais e artesanais.

Ao todo, foram apreendidas cerca de 8,4 mil garrafas de vinho irregular dos sabores Bordô e Niágara, acondicionadas em caixas com seis unidades de dois litros cada. Conforme o ministério, a ausência de identificação e rastreabilidade impede a verificação da origem e da qualidade das bebidas, o que representa risco à saúde pública.

A fiscalização também encontrou diversas garrafas de cerveja com suspeita de falsificação. Entre as irregularidades identificadas estavam rótulos mal colados, presença de bolhas e rugosidades, ausência de informações sobre lote e validade, além de características incompatíveis com os padrões industriais das marcas envolvidas. A quantidade total de cervejas suspeitas ainda está sendo levantada pelas autoridades.

A operação contou ainda com apoio técnico de representante da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Amostras das bebidas foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Paraná para elaboração de laudo pericial.

Um homem foi preso em flagrante durante a ação e poderá responder por crimes relacionados à falsificação de produtos destinados ao consumo, receptação qualificada e infrações contra as relações de consumo.

Os produtos permanecerão apreendidos sob responsabilidade da autoridade policial, e eventual destruição dependerá de autorização judicial.

O Mapa destacou que a fiscalização é importante para garantir a qualidade dos produtos comercializados, proteger a saúde dos consumidores e combater a concorrência desleal. O ministério também ressaltou que a atuação integrada entre os órgãos públicos reforça o enfrentamento à comercialização de bebidas clandestinas e falsificadas no país.

 





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Biológicos exigem atenção à cepa no rótulo



O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra


O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra
O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra – Foto: Canva

A presença frequente de Bacillus em produtos biológicos usados na agricultura está ligada menos a uma tendência de mercado e mais às características fisiológicas desse grupo de bactérias. Segundo João Guilherme Amaral, engenheiro agrônomo, a explicação está na capacidade do Bacillus de formar endósporos, uma estrutura de resistência que permite sua sobrevivência em condições adversas.

Quando o ambiente se torna desfavorável, seja por calor, seca ou presença de fungicida no tanque, o Bacillus reduz sua atividade, forma uma espécie de cápsula protetora e entra em pausa. Com a melhora das condições, o microrganismo retoma sua atividade. Essa característica ajuda a explicar por que o gênero aparece em diferentes formulações e consegue resistir a combinações com químicos, além de se adaptar a formas variadas de aplicação, como sulco, pulverização foliar e tratamento de sementes.

A resistência, porém, não significa que todos os produtos com Bacillus tenham a mesma função na lavoura. O ponto central, de acordo com o material, é que Bacillus funciona como um sobrenome de família. O que define a ação agronômica é a cepa presente no produto. Por isso, espécies semelhantes podem apresentar resultados distintos dependendo da cepa utilizada.

Um exemplo citado é o B. subtilis com a cepa QST 713, que possui patente global relacionada à ação sobre ovos e juvenis de nematoide. Isso não significa que outro B. subtilis terá a mesma capacidade. Da mesma forma, o B. amyloliquefaciens com a cepa CPQBA 040-11DRM tem registro para doenças foliares, enquanto outro microrganismo da mesma espécie pode ter foco completamente diferente.

O erro mais comum no campo é trocar uma cepa por outra acreditando que o resultado será equivalente. A lógica é semelhante à comparação entre profissionais de uma mesma área, mas com protocolos e finalidades diferentes. A escolha incorreta pode levar a resultado nulo, mesmo quando a dose aplicada está correta. No uso de biológicos, portanto, a identificação da cepa é tão importante quanto o gênero indicado no rótulo.

 





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