sábado, maio 30, 2026

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Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões


Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta semana reforçando o frio nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste nesta última semana de maio.

Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta última semana de maio, ajudando a manter as temperaturas baixas na Região Sul e em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de levar o ar frio ao Nordeste do país.

Antes da chegada do ar polar, uma massa de ar frio remanescente do fim de semana continua influenciando as regiões Sul e Sudeste do oceano, o que suaviza um pouco a sensação de frio. O maior efeito desse afastamento para o oceano é o favorecimento da atuação de instabilidades sobre o centro-sul que vão provocar chuvas mais intensas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta segunda (25) e terça-feira (26).

A nova massa de ar polar começa atuar pelo Sul do Brasil a partir da tarde da terça-feira (26), chegando ao Sudeste na quarta-feira (27) e afetando o Centro-Oeste e o Nordeste na quinta-feira (28).

Como já comentado a nova massa de ar polar passa a atuar na terça-feira (26) a partir da tarde no estado do Rio Grande do Sul. O sistema contribui para segurar o aumento das temperaturas, com máximas que não passam dos 22°C no Oeste, dos 20 no centro e norte, dos 15°C na Serra e dos 17°C nas demais regiões. No fim do dia, as temperaturas retornam para os patamares observados entre o fim de madrugada e o início da manhã de 9°C a 15°C.

Em Santa Catarina e no Paraná, a terça-feira (26) será de frio durante boa parte do dia, com temperaturas máximas variando de 17 a 22°C, proporcionando uma sensação mais amena entre o fim da manhã e o meio da tarde.

No Centro-Oeste, Sudeste e no Nordeste, a sensação de frio atinge somente o leste do Sudeste, abrangendo o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro, o centro-sul de Minas Gerais e o Espírito Santo. As temperaturas mínimas variam de 15 a 19°C, com máximas atingindo valores máximos de 23°C. Já no interior do Brasil, as mínimas ficam em 20°C e as máximas podem chegar aos 33°C no norte do Mato Grosso e no interior do Nordeste.

Na quarta-feira (27), a massa de ar polar avança um pouco mais, mantendo o seu núcleo entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Essa condição traz uma ligeira redução nas temperaturas na ordem de 1 a 2°C na Região Sul e com mínimas ocorrendo no fim da noite, valores de 11 a 14°C na maioria das localidades. Frio mais intenso ocorrem nas regiões de Serra e Planalto com temperaturas em torno de 4 a 9°C, com possibilidade de atingirem patamares mais baixos, em torno dos 0°C.

A partir do meio da tarde, os ventos de sul chegam ao Sudeste e porção Sul do Centro-Oeste. Assim, as temperaturas mínimas ocorrem no fim da noite no centro e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul. As temperaturas podem chegar aos 14°C no leste paulista, na região metropolitana da capital e nos 15 e 17°C no sul mineiro e do território fluminense. No Mato Grosso do Sul, o frio ainda é mais ameno, com temperaturas em torno dos 18°C.

Na quinta-feira (28), o ar polar avança mais e se desloca mais para o oceano, o que permite baixar mais a temperatura em parte do centro-sul do Brasil e que os ventos do sul cheguem ao leste do Nordeste. A tendência aponta para uma redução de 1 a 2°C no na região Sul, no Mato Grosso do Sul e no leste do Sudeste.

No entanto, o destaque fica para o impacto no leste e sul da Bahia. O sistema contribui para a que nas temperaturas para valores que, para os sulistas não é nada de se chamar a atenção, mas para os baianos traz uma condição de friagem e com temperaturas de 19 a 24°C, com Salvador chegando aos 26°C. Além disso, o sistema contribui para o aumento das chuvas no sul e leste da Bahia até a porção sul de Salvador. Não será nada alarmante, mas há previsão de chuvas de fraca a moderada intensidade ao longo do dia.

A tendência aponta que os sistemas de chuva e as massas de ar frio vão continuar com baixa amplitude atingindo a Região Sul, o sul do Centro-Oeste e a porção leste do Sudeste, ou seja, o frio mais intenso vai dar uma trégua e não haverá amplitude suficiente para atingir mais o Brasil Central e chegar ao Norte do país.





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Países discutem solução para combustível fóssil e desmatamento ilegal


As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática.

A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima.

Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano.

A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa.

O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs.

Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia. 

“A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni.

Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023.

Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril. 

O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo.

“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima”, disse o diplomata André Corrêa do Lago.

Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima.

Sobre o chamado “regime climático”, que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas.

A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa.

“O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira.

A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono. 





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Cotações do feijão preto seguem em alta



Mercado de feijão registrou novas e expressivas valorizações na semana passada


Foto: Canva

O mercado de feijão registrou novas e expressivas valorizações na semana passada, reforçando o movimento de alta que vem sendo observado ao longo de maio, especialmente para o feijão preto.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a demanda por lotes recém-colhidos sustentou o avanço das cotações do feijão preto, em um cenário marcado pelos impactos climáticos no Sul do País e pela menor área cultivada nesta temporada.

Quanto ao feijão carioca, segundo o Cepea, as negociações permaneceram mais limitadas devido à postura cautelosa dos compradores. Ainda assim, a restrição à oferta de grãos de melhor qualidade continua sustentando os preços, que a cada semana alcançam novos recordes da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024.





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Atenção se volta ao desenvolvimento da 2ª safra de milho



Segunda safra vem apresentando desenvolvimento satisfatório


Foto: Divulgação

Em meio à perspectiva de oferta elevada, a segunda safra vem apresentando desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras, com exceção de regiões pontuais em Goiás, no Paraná e em Mato Grosso do Sul, onde as condições climáticas (geadas e tempo seco) preocupam quanto à produtividade.

Segundo o Cepea, uma parte dos vendedores tem apresentado cautela em negociar diante dos possíveis impactos da adversidade climática na safra e, assim, se mantêm firmes nos valores. Por outro lado, alguns desses agentes estão flexíveis, com o intuito de liberar armazéns e de fazer caixa. Compradores, por sua vez, comercializam apenas pontualmente, nos momentos de valores mais baixos, visto que têm estoques para as próximas semanas.





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Futuros da soja nos EUA se recuperam



Preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação


Foto: Pixabay

Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e da China, principal importadora global da oleaginosa. O país asiático comprometeu-se a adquirir dos Estados Unidos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas, além de 25 milhões de toneladas de soja.

Soma-se a isso o dólar abaixo de R$ 5,00, o que tende a favorecer as exportações norte-americanas. Apesar disso, pesquisadores do Cepea destacam que a expectativa é de manutenção da forte demanda chinesa por soja brasileira, favorecida pelo menor prêmio de exportação no Brasil.

De acordo com o Cepea, na semana passada, a valorização doméstica da soja em grão esteve atrelada à firme demanda, sobretudo externa, pela oleaginosa brasileira. Segundo dados da Secex, a média diária de exportações neste mês (10 dias úteis) supera em 18,5% a registrada no mês anterior. Vale lembrar que o Brasil já havia registrado recorde de embarques da oleaginosa em abril.





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Fim de semana será de chuva em várias regiões


O fim de semana será marcado por instabilidade em diversas regiões do país, com previsão de temporais no Sul e no Sudeste e possibilidade de formação de ciclone na segunda-feira (25), segundo análise do Instituto Nacional de Meteorologia. O órgão aponta que as pancadas de chuva e trovoadas devem ganhar intensidade entre sábado (23) e segunda-feira (25), principalmente em áreas de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No sábado (23), os maiores acumulados de chuva devem se concentrar em áreas do Sudeste e do Sul do país. Em São Paulo e no litoral de Santa Catarina, há previsão de chuva persistente. Já no Nordeste, os volumes mais expressivos devem atingir o sul da Bahia, enquanto na Região Norte as instabilidades continuam espalhadas por diversos estados.

Para domingo (24), o Instituto Nacional de Meteorologia prevê pancadas de chuva em todo o litoral paulista e na região de Itapetininga, além de chuvas isoladas no sul de Minas Gerais. No Sul, a instabilidade segue no Paraná e em Santa Catarina, enquanto o Rio Grande do Sul deve ter tempo mais estável. No Norte, há previsão de pancadas com trovoadas em praticamente toda a região, com exceção de Acre, Rondônia e Tocantins.

A segunda-feira (25) deve ser o dia de maior atenção. Segundo o Inmet, a formação de um ciclone favorecerá temporais em toda a Região Sul, especialmente no noroeste do Rio Grande do Sul, onde há possibilidade de queda de granizo. No Sudeste, as chuvas devem atingir o sul e oeste de São Paulo, além de áreas do Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais. No Centro-Oeste, a chuva avança sobre o centro-sul de Mato Grosso do Sul e o noroeste de Mato Grosso.

Na Região Norte, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continuará favorecendo pancadas de chuva com trovoadas no norte do Amazonas, Roraima e Amapá ao longo do sábado. O Amapá pode registrar acumulados de até 80 milímetros no domingo. Na segunda-feira, as chuvas devem ganhar força em áreas do Amazonas e da Ilha de Marajó, no Pará.

No Nordeste, o Inmet alerta para condições mais severas no sul da Bahia, litoral de Sergipe e Alagoas e no noroeste do Maranhão durante o sábado. O interior da região deve permanecer com tempo mais estável. As temperaturas máximas podem chegar a 36°C entre Ceará e Rio Grande do Norte, enquanto as mínimas devem atingir cerca de 14°C no centro-sul baiano na segunda-feira.

No Centro-Oeste, há previsão de tempestades isoladas no sul de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul de Goiás e sudeste de Mato Grosso. As temperaturas seguem elevadas no norte mato-grossense, podendo alcançar 36°C, enquanto as mínimas ficam próximas de 14°C no sudoeste sul-mato-grossense.

Na Região Sudeste, o sábado terá previsão de chuva forte em grande parte de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no sul de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, áreas que estão sob aviso do Instituto Nacional de Meteorologia para tempestades. As temperaturas máximas devem atingir 32°C no noroeste paulista, enquanto as mínimas ficam em torno de 10°C na Serra da Mantiqueira.

Já na Região Sul, as instabilidades devem provocar chuva intensa, descargas elétricas e rajadas de vento de até 100 km/h no oeste e centro-norte do Paraná no sábado. Em Santa Catarina, especialmente na Grande Florianópolis e no Vale do Itajaí, a previsão é de chuva persistente. A partir da madrugada de segunda-feira, os temporais avançam pela região com possibilidade de granizo, ventos fortes e chuva intensa.





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Melancia ganha espaço pelo sabor no país


A preferência do consumidor por frutas mais doces, firmes, visualmente atrativas e com boa conservação tem influenciado as escolhas no cultivo de melancia em diferentes regiões do Brasil. Nesse cenário, produtores buscam materiais que combinem desempenho no campo e atributos valorizados no ponto de venda, especialmente em feiras, supermercados e vendas diretas.

Entre as cultivares citadas no setor está a melancia Rochedo F1, da Topseed Premium. Segundo o especialista em Cucurbitáceas Rafael Zamboni, o material se destaca pela coloração vermelha intensa da polpa, característica que favorece a exposição nas gôndolas, principalmente na venda fatiada. Ele também aponta sementes menores, cavidade interna curta e rasa, bom aproveitamento da polpa, firmeza, crocância e pós-colheita como diferenciais.

Em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, a cultivar tem sido adotada por produtores que buscam diferenciação. Na localidade de Passo da Taquara, a família de Otomar Rodrigues atua com a cultura há mais de cinco décadas. Ele relata que passou a plantar a Rochedo há cerca de seis anos e associa a escolha ao bom desempenho, peso dos frutos e padrão de fechamento.

A nova geração também relaciona a cultivar à fidelização. Gabriel Rodrigues destaca que, como há venda direta, sabor e aparência influenciam a decisão do consumidor e estimulam a recompra. Com a maior procura, a área plantada vem sendo ampliada gradualmente.

No campo, Zamboni afirma que a melancia apresenta boa sanidade, uniformidade e pegamento, com colheita aos 75 dias após o transplante e frutos acima de 14 a 15 quilos já na primeira apanha.

“De forma geral, os pontos que mais chamam a atenção dos produtores do Tocantins em relação à Rochedo são: boa adaptabilidade de clima, altitude e manejo, produtividade na região, precocidade, bom teor de brix, coloração vermelha intensa e textura de polpa. Sem contar a facilidade de vendas ao consumidor final, graças a todas essas características”, conclui Lima. 


 





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Austrália avança em combustível de baixo carbono



A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos


A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos
A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos – Foto: Divulgação

A Austrália avança na construção de uma indústria doméstica de combustíveis líquidos de baixo carbono, com foco em ampliar a oferta local, reduzir a dependência externa e criar oportunidades para transporte, energia e campo. O tema ganhou impulso no orçamento federal de 2026-27, que incluiu proposta pelo lado da demanda para estimular o uso desses combustíveis, em complemento ao Cleaner Fuels Program, de A$ 1,1 bilhão.

A GrainCorp, grupo global integrado de grãos e óleos, avaliou que a decisão do governo é um passo importante para fortalecer a segurança de abastecimento e a capacidade de manufatura doméstica. Segundo a empresa, a política pode dar mais previsibilidade aos investimentos para uma rota de produção local, incluindo combustível sustentável de aviação e diesel renovável.

A proposta busca incentivar a adoção de combustíveis mais limpos no transporte. Para a GrainCorp, mecanismos combinados de oferta e demanda podem acelerar o desenvolvimento da indústria e apoiar metas de descarbonização.

O diretor-gerente e CEO da GrainCorp, Robert Spurway, afirmou que cerca de 80% da safra australiana de canola é exportada sem processamento, sendo parte usada por outros países na fabricação de combustíveis renováveis. Ele contextualizou que, com políticas adequadas, a Austrália poderia reter mais valor ao processar suas próprias matérias-primas e apoiar uma indústria nacional.

O Cleaner Fuels Program, com prazo de dez anos, foi apresentado em setembro de 2025 na refinaria Lytton, da Ampol, e prevê incentivos à produção e ao refino. GrainCorp, Ampol e IFM Investors também avaliam uma cadeia integrada de combustíveis renováveis, conforme memorando de julho de 2024.

 





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STOXX 600 salta mais de 1% após Irã declarar aberto o Estreito de Ormuz


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Por Twesha Dikshit e Ragini Mathur

17 Abr (Reuters) – O STOXX 600 saltou mais de 1% e obteve seu quarto ganho semanal consecutivo nesta sexta-feira, depois que o Irã anunciou que o Estreito de Ormuz, canal para um quinto das remessas de energia do mundo, está aberto.

A hidrovia vital pode ser usada por todas as embarcações comerciais durante o restante da trégua acordada no Líbano, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi .

Os mercados globais se recuperaram com a notícia, com os índices de Wall Street próximos de recordes, enquanto os preços do petróleo caíram até 11%.

O índice de ações pan-europeu subiu 1,6%, chegando a 626,58 pontos, próximo aos níveis registrados antes do início do conflito.

Os rendimentos dos títulos públicos de curto prazo da zona do euro caíram acentuadamente para os menores níveis em um mês, enquanto os mercados de juros reduziram as apostas em futuros aumentos das taxas do BCE.

A maioria das bolsas regionais também subiu, com o DAX da Alemanha, o IBEX 35 da Espanha e o CAC 40 da França ganhando cerca de 2% cada.

As ações europeias tiveram um desempenho inferior ao de seus pares norte-americanos durante o conflito, refletindo a alta dependência da região aos suprimentos externos de petróleo e gás, com as preocupações com a inflação se intensificando com a alta dos preços do petróleo.

“Da forma como o mercado está reagindo, há sinais de que (a reabertura) pode ser algo mais significativo e, espera-se, sustentável, e que podemos, até certo ponto, sair dessa situação”, disse Ciaran Callaghan, chefe de pesquisa de ações europeias da Amundi.

Viagens e ações de luxo foram os maiores ganhadores, saltando mais de 4% cada.

A LVMH, a Hermes e a Kering, proprietária da Gucci, subiram mais de 1,5%, depois de terem caído no início da semana devido a avisos de que a guerra estava afetando as vendas.

As companhias aéreas, atingidas pelo forte aumento dos custos de combustível e pela redução das reservas, também se recuperaram, com a Ryanair, a Lufthansa e a easyJet subindo entre 6% e 7,5%.

O índice aeroespacial e de defesa saltou 3,1%, enquanto os bancos da zona do euro ganharam 3,3%.

Entretanto, as ações do setor de energia caíram 4,2% com a queda dos preços do petróleo, e os pesos pesados Shell e BP perderam 5,6% e 7,4%, respectivamente.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 1,56%, a 626,58 pontos.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,73%, a 10.667,63 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 2,27%, a 24.702,24 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 1,97%, a 8.425,13 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 1,75%, a 48.869,43 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 2,18%, a 18.484,50 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,51%, a 9.185,28 pontos.





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Programa de Irrigação Sustentável entra em nova fase com aquisição de torres de fluxo


O programa IrrigaSIM, coordenado pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) deu um novo passo nesta quinta-feira (21), com a aquisição de cinco torres de fluxo que serão instaladas em áreas do Noroeste do Paraná.

Uma torre de fluxo mede continuamente a troca de gases (como vapor d’água e dióxido de carbono) e calor entre a vegetação e a atmosfera, permitindo calcular com precisão a evapotranspiração real da lavoura (transferência de água da superfície da Terra para a atmosfera em forma de vapor). O investimento para aquisição das torres vem de um recurso de mais de R$ 10 milhões da Fundação Araucária, também viabilizado pelo IDR- Paraná .

Richard Golba, diretor de Gestão de Negócios do IDR-PR, destacou o trabalho que foi realizado na criação da Lei de Segurança Hídrica, feito em parceria entre várias instituições, e que também embasa as ações do IrrigaSIM. “Nossa expertise é fazer alianças e buscar parcerias. Tudo foi fruto de muito debate, muito estudo, e vale destacar que esta é uma legítima iniciativa do nosso governador Ratinho Junior, que tem cobrado insistentemente para que isso vá a campo”, ressalta.

Início

O projeto iniciou em 2024 envolvendo ainda a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Paraná. A Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial também passou a fazer parte do projeto. Estudos e visitas técnicas já foram realizados na região Noroeste do Paraná que, de acordo com o Simepar, é a região paranaense que mais sofre com a seca. A estiagem da safra 2021/2022 resultou em uma redução drástica da produção de soja. Entre 2000 e 2021, de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o principal evento climático causador de perda na agricultura foi a seca.

“No Paraná, mais de 40% do PIB é do agronegócio. Mais de 14% de grãos produzidos no Brasil saem do Estado do Paraná. Então é muito importante a irrigação sustentável, porque a água é nosso bem maior e que precisa ser bem utilizado, bem aplicado, para trazer resultados satisfatórios e propícios não só à produção, mas para a sustentabilidade do nosso estado”, afirma Coronel Puchetti, chefe do Centro Estadual de Desburocratização da Casa Civil, que atuou na governança da integração entre os órgãos públicos para viabilizar o projeto.

“Esse trabalho é resultado de dois anos de pesquisa, de aprimoramento e estreitamento institucional para que o Paraná seja inovador em matéria de irrigação. Não só o estudo que vem sendo feito, o resultado desse projeto também será a formação de pessoas capacitadas para conduzirem esse processo de irrigação no estado do Paraná”, ressalta Paulo de Tarso, diretor presidente do Simepar.

Etapas

Os estudos realizarão a classificação agroclimática do Paraná identificando mais áreas aptas à irrigação de grãos como soja, milho e feijão. O trabalho é realizado por quatorze pesquisadores do Simepar. Assim que as cinco torres de fluxo forem instaladas e calibradas, começarão a coletar dados micrometeorológicos reais no campo. Com isso, será possível modelar variáveis hidrológicas em programas de computador, como a espacialização da evapotranspiração, ajuste do coeficiente de cultura e medição da infiltração do solo.

Os modelos determinarão as melhores taxas de irrigação por diferentes métodos, e também será possível obter, via imagens de drones, o fluxo de carbono, mensurar o carbono no solo e medir o fluxo de gases de efeito estufa, comparando e validando com os dados das torres de fluxo. A integração entre os dados ambientais, hidrológicos, e de balanço de carbono será feita em uma plataforma de Inteligência Artificial, que dará suporte à tomada de decisão no manejo irrigado. Todo esse trabalho otimiza o uso da água e do solo, mitiga emissões de Gases de Efeito Estufa e promove a sustentabilidade agrícola no estado.

Cinco áreas serão acompanhadas durante o plantio em outubro/novembro – colheita março/ abril; cultura março/abril – colheita julho/agosto; e cultura julho/agosto – colheita outubro/novembro. Os indicadores apontam que o resultado dos estudos são de redução estimada de até 30% no consumo de água na agricultura.

“Já tivemos várias reuniões técnicas para a discussão dos passos, e agora que o projeto oficialmente está lançado e o orçamento disponível, podemos seguir o cronograma, com a compra das torres e modelagem do uso de água e evapotranspiração”, explica Christofer Neale, diretor do Water For Food, instituto do Nebrasca que orienta o projeto, e de onde veio a inspiração para todo o trabalho.

Implantação

A parceria com a Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial será indispensável para a elaboração do sistema que irá administrar os dados coletados durante o projeto. “Esse projeto foi concebido dentro da vontade do governador Ratinho Júnior para trazer ao Paraná uma segurança em campo com relação à água para que a produção agrícola e a potencialidade estado forte na agricultura ela continuem sendo fortes. E naturalmente, dentro desses cenários, a gente sabe que existe todo um campo de apoio por trás das coisas, e a inteligência artificial é um fator hoje preponderante”, ressalta Marcos Stamm, secretário de Inovação e Inteligência Artificial. Também participaram da reunião desta quinta-feira (21) o professor João Carlos Bespalhok Filho da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que capacita alunos para atuarem no projeto, assim como Raul Alberto Marcon, coordenador de Gestão de Recursos Hídricos na Sanepar, que acompanha a implantação de cada etapa do estudo.





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