terça-feira, julho 21, 2026

Política & Agro

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agricultura aposta em drones para pulverização


Os drones de aplicação estão conquistando espaço na agricultura argentina ao oferecer maior precisão nas operações e a possibilidade de atuar em áreas onde máquinas terrestres enfrentam limitações. Segundo o Governo da Argentina, a expansão dessa tecnologia ocorre à medida que aumenta a oferta de equipamentos adaptados a diferentes escalas de produção. Embora os drones voltados ao monitoramento já estejam consolidados no setor, os modelos destinados a tratamentos localizados e outras atividades agronômicas vêm ampliando sua participação no campo.

A tecnologia será um dos destaques que o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) apresentará durante a 138ª Exposição Internacional de Pecuária, Agricultura e Indústria. No estande da instituição, instalado no pavilhão da Secretaria Nacional de Agricultura, Pecuária e Pesca, os visitantes poderão conhecer um drone de aplicação e as diferentes possibilidades de uso nos sistemas produtivos.

“Entre as suas vantagens estão a precisão nas aplicações, a possibilidade de trabalhar com doses variáveis e a capacidade de intervir de forma localizada em setores específicos do terreno”, explicou Carlos Navarro, especialista do INTA Marcos Juárez.

Navarro também ressaltou que um dos principais diferenciais da tecnologia é a possibilidade de operar em locais onde equipamentos convencionais não conseguem atuar. “Outro benefício importante é a capacidade de trabalhar quando as condições do solo dificultam a entrada de máquinas terrestres, evitando danos à cultura e reduzindo problemas de compactação”, observou.

De acordo com o especialista, a atuação apenas em áreas específicas contribui para o uso mais eficiente dos recursos e permite atender às necessidades de cada ambiente de produção.

Nesse contexto, ele destacou que “com base em mapas de prescrição ou através de delimitação direta por controlo remoto, os drones permitem tratar apenas áreas de interesse, como focos de ervas daninhas, cabeceiras ou setores específicos que requerem uma intervenção específica”.

O potencial da tecnologia, segundo o INTA, vai além das aplicações fitossanitárias. “Da mesma forma, este equipamento permite tarefas como semear culturas de cobertura antes da colheita da cultura anterior ou estabelecer pastagens em ambientes com declives acentuados ou de difícil acesso”, indicou Navarro.

O uso dos drones também avança em economias regionais e em sistemas de produção de frutas, onde os equipamentos facilitam operações no topo das árvores e em áreas com restrições para o acesso de outras máquinas.

Para Carlos Navarro, a adoção dessa tecnologia exige planejamento e capacitação. “Sua adoção requer treinamento, planejamento e uma avaliação adequada de cada situação de produção, entendendo que se trata de uma ferramenta complementar dentro de uma gestão integral do sistema”, afirmou.

O especialista avalia que essas inovações ampliam as oportunidades para tornar os sistemas produtivos mais eficientes. No INTA Marcos Juárez, a instituição oferece assistência técnica e trabalha com equipamentos como o Agras T50, destinado a tratamentos específicos, e o Mavic 3 Multispectral, utilizado no levantamento e monitoramento das culturas.

Por meio da Rede de Drones, o INTA reúne experiências e capacidades de diferentes regiões da Argentina para avaliar, validar e disseminar conhecimentos relacionados ao uso dessas tecnologias. A iniciativa busca gerar informações que contribuam para ampliar a segurança e a eficiência das operações, promovendo um uso mais racional dos insumos na agricultura.

Com informações do Governo da Argentina.*





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Manejo na entressafra prepara lavoura para novo ciclo



A escolha das espécies deve considerar clima, solo, janela de cultivo e objetivos


A escolha das espécies deve considerar clima, solo, janela de cultivo e objetivos
A escolha das espécies deve considerar clima, solo, janela de cultivo e objetivos – Foto: Canva

O manejo das plantas de cobertura durante a entressafra pode influenciar diretamente o desempenho da lavoura no ciclo seguinte. Mais do que produzir grande volume de biomassa, é necessário acompanhar o desenvolvimento da vegetação e realizar intervenções estratégicas para evitar excesso de palhada, dificuldades na semeadura e irregularidade na implantação da cultura comercial.

Quando a cobertura cresce sem planejamento, podem surgir touceiras, acúmulo de material senescente e distribuição desigual da biomassa. Segundo Lara Gabriely Silva Moura, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da SBS Green Seeds, o manejo antes da dessecação ajuda a equilibrar o crescimento e estimula a emissão de novos perfilhos e a renovação das raízes.

Esse processo favorece a formação de bioporos, a incorporação de matéria orgânica em profundidade, a atividade biológica do solo e a infiltração e o armazenamento de água. Na superfície, uma palhada uniforme também reduz a erosão, diminui a evaporação e auxilia na supressão de plantas daninhas.

A escolha das espécies deve considerar clima, solo, janela de cultivo e objetivos da propriedade. Conforme a pesquisadora, genética, planejamento e manejo precisam atuar de forma integrada para melhorar a eficiência operacional, favorecer a emergência uniforme da lavoura e preparar o solo para os próximos ciclos produtivos.

“É essa integração que transforma a cobertura vegetal em uma ferramenta estratégica para construir solos mais saudáveis, aumentar a eficiência operacional e preparar a lavoura para produzir com mais sustentabilidade e segurança nas próximas safras”, finaliza Lara Gabriely Silva Moura, zootecnista e coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da SBS Green Seeds.

 





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El Niño exige manejo regional na próxima safra



“A ocorrência das doenças é resultado da interação entre três fatores”


“A ocorrência das doenças é resultado da interação entre três fatores"
“A ocorrência das doenças é resultado da interação entre três fatores” – Foto: NOAA

A possível formação de um El Niño de forte intensidade deve ampliar os desafios para a safra 2026/2027, com efeitos distintos entre as regiões brasileiras e maior risco de doenças em soja, milho e trigo. O cenário exige planejamento, monitoramento e manejo adaptado às condições locais.

Segundo a NOAA, há 82% de chance de o fenômeno se formar até julho e 96% de probabilidade de permanecer ativo entre dezembro e fevereiro de 2027. No Cerrado, são esperadas chuvas irregulares e possíveis atrasos na semeadura, com reflexos sobre o milho safrinha. No Sul, a tendência é de precipitações mais intensas e frequentes.

Mário Drehmer, da Sumitomo Chemical, avalia que a irregularidade climática pode descompassar o desenvolvimento das lavouras e ampliar a exposição a doenças. Na soja, alta umidade e calor favorecem septoriose, cercosporiose e ferrugem asiática. No milho, cresce a atenção sobre doenças foliares, enquanto, no trigo, a giberela preocupa por afetar rendimento e qualidade dos grãos.

“A ocorrência das doenças é resultado da interação entre três fatores: hospedeiro, ambiente e fenômeno. Hoje, contamos com cultivares altamente produtivas e precoces, mas que, muitas vezes, apresentam maior sensibilidade a determinadas doenças. Ao mesmo tempo, as variações climáticas afetam cada região de forma distinta e podem criar condições específicas ao desenvolvimento de patógenos presentes no solo, na palhada e em áreas vizinhas. Com tantas variáveis ​​em jogo, não existe mais espaço para resultados. Cada região, cada safra e cada condição de cultivo baseada em estratégias de manejo adaptadas à sua realidade”, reforçar Mário Drehmer.

 





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Crédito rural recua pelo segundo ciclo seguido


O crédito rural brasileiro encerrou a safra 2025/26 com menos recursos, maior seletividade e custo financeiro elevado, pressionando o financiamento da produção. A avaliação é de Claudio Brisolara, estrategista do agronegócio, com base nos dados do ciclo.

Dos R$ 405,9 bilhões programados, foram desembolsados R$ 338,9 bilhões, ou 83,5% do total. O resultado representa queda de 11,6% ante a safra anterior e confirma o segundo recuo consecutivo. Os desembolsos passaram de R$ 421,8 bilhões em 2023/24 para R$ 383,5 bilhões em 2024/25 e R$ 338,9 bilhões em 2025/26. Em dois ciclos, a redução nominal foi de quase 20%.

O desempenho variou entre os grupos. No Pronaf, houve alta de 2,9% no valor e de 10,1% no número de contratos. No Pronamp, o volume cresceu 5,3%, mas as operações recuaram 7%. Entre os demais produtores, a queda foi de 19,1% no valor e de 38,2% na quantidade de contratos.

Por finalidade, os desembolsos diminuíram 13% no custeio, 17% nos investimentos e 24,7% na comercialização. A retração reflete maior endividamento, menor capacidade de pagamento, baixa rentabilidade, exigência de garantias, aversão ao risco dos bancos e menor interesse dos produtores diante do custo do dinheiro.

O estoque de operações problemáticas chegou a R$ 202 bilhões. Desse total, R$ 106,5 bilhões são renegociados, valor que mais que dobrou em pouco mais de um ano. Com a insuficiência do crédito oficial, avançaram as fontes privadas. O estoque de CPRs alcançou cerca de R$ 565 bilhões, alta de 13,3% em 12 meses, enquanto os CRAs cresceram 9,5%.

Para a safra 2026/27, o desafio será ampliar a previsibilidade dos recursos, fortalecer garantias e mecanismos de compartilhamento de riscos, reestruturar dívidas e evitar que o custo financeiro limite custeio, investimento e competitividade.





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Analista alerta para excesso de capacidade no arroz



O consumo de arroz por pessoa mantém trajetória de queda há décadas


O consumo de arroz por pessoa mantém trajetória de queda há décadas
O consumo de arroz por pessoa mantém trajetória de queda há décadas – Foto: USDA

A indústria de arroz enfrenta um debate sobre os limites da expansão da capacidade de beneficiamento em um mercado de consumo enfraquecido e margens pressionadas. Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, o setor deve avaliar se a dificuldade está na gestão das empresas ou se existe um problema estrutural. Os resultados da Camil, com pressão sobre as margens e queda do lucro apesar do maior volume vendido, reforçam esse questionamento.

Nos últimos anos, empresas ampliaram plantas, engenhos, silos e estruturas de processamento. O movimento ocorreu em um cenário no qual a capacidade industrial cresceu mais do que a demanda. Para Cardoso, é preciso saber se esses investimentos atendem a um mercado maior ou apenas ampliam a disputa pelo mesmo consumidor e pela mesma matéria-prima.

O consumo de arroz por pessoa mantém trajetória de queda há décadas. O produto perdeu espaço para ultraprocessados, refeições prontas e proteínas, enquanto a renda das famílias segue pressionada. Medicamentos para perda de peso e apostas on-line também disputam parte do orçamento doméstico.

Com mais capacidade instalada e demanda fraca, a tendência é de aumento da concorrência pelo arroz em casca, menor uso das unidades e compressão das margens. Esse quadro reduz a possibilidade de a indústria pagar mais ao produtor.

A dependência de quebras de safra, problemas climáticos, restrições de oferta ou outros choques para recuperar a rentabilidade não representa estratégia sustentável. Na análise de Cardoso, o próximo ciclo de investimentos pode exigir menos foco em novas estruturas e mais recursos para inovação, diferenciação, geração de valor e estímulo ao consumo. O desafio não está apenas em produzir mais, mas em ampliar a preferência do consumidor e criar mercados para o cereal.





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China menor demanda afeta projeção da carne mato-grossense



VBP da pecuária de corte cresce 6,15%



Foto: Pixabay

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) atualizou a estimativa do Valor Bruto de Produção (VBP) da pecuária de corte para 2026 em Mato Grosso. Conforme a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (13), a terceira projeção do VBP agropecuário do estado apresentou alta de 1,31% em relação à estimativa anterior. Mesmo com a revisão positiva, o valor esperado permanece abaixo do registrado em 2025, com retração de 0,22%, totalizando R$ 211,83 bilhões.

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Segundo o Imea, “a bovinocultura de corte segue como a principal cadeia” entre as atividades pecuárias, representando 19,74% do VBP previsto para o ano, com movimentação estimada em R$ 41,82 bilhões.

Para a bovinocultura de corte, o Imea revisou a projeção do VBP para baixo em 0,67%. Ainda assim, a entidade mantém expectativa de crescimento de 6,15% na comparação com 2025. De acordo com o instituto, o ajuste negativo está relacionado à previsão de menor demanda da China ao longo do terceiro trimestre, principal destino da carne bovina mato-grossense, cenário que já influencia as cotações da arroba. Apesar da redução na estimativa, o desempenho esperado para 2026 deve contribuir para a manutenção do avanço anual do VBP da pecuária de corte no estado.





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Exportações de lácteos caem ao menor nível desde 2001



Brasil fecha semestre com déficit recorde em lácteos



Foto: Divulgação

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) informou, em análise semanal divulgada nesta segunda-feira (13), que a balança comercial brasileira de lácteos encerrou o primeiro semestre de 2026 com o maior déficit da série histórica para o período.

Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras somaram 25,40 milhões de litros em equivalente leite entre janeiro e junho, volume 19,84% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025 e o menor para um primeiro semestre desde 2001. Na direção oposta, as importações atingiram 1,23 bilhão de litros, crescimento de 14,07% em relação ao ano anterior e o maior volume da série iniciada em 1997.

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Como resultado desse movimento, o déficit da balança comercial brasileira de lácteos chegou a 1,20 bilhão de litros no primeiro semestre de 2026, o maior já registrado para o período. Segundo o Imea, o desempenho foi influenciado principalmente pela queda das cotações internacionais do leite ao longo do semestre, cenário que aumentou a competitividade dos produtos importados no mercado brasileiro e reduziu a atratividade das exportações nacionais.





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Como acertar o momento ideal da colheita do café


A definição do momento de iniciar a colheita é um dos fatores que mais influenciam a qualidade da bebida e o valor comercial do cafés. Antes mesmo das etapas de torra e prova de xícara, é na lavoura que o produtor estabelece parte do potencial para obter cafés finos, com maior doçura, acidez equilibrada e melhor remuneração. Entre abril e setembro, período em que a colheita ocorre em boa parte das regiões produtoras, como Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo, a decisão depende do equilíbrio entre maturação dos frutos, condições climáticas, logística e risco de perdas.

Antecipar a colheita aumenta a presença de frutos verdes, enquanto o atraso favorece o acúmulo de frutos secos na planta e no solo, elevando o risco de fermentações indesejadas e defeitos na bebida. O material destaca que “mais importante do que seguir uma data fixa é aprender a ‘ler’ a lavoura”, observando o estágio de maturação, a uniformidade dos talhões, o histórico de chuvas e a capacidade de colheita e beneficiamento para definir o melhor momento de entrada das equipes ou das colhedoras.

O conteúdo ressalta que as orientações apresentadas têm caráter geral e reforça que “a decisão final sobre o início da colheita deve considerar as condições específicas de cada propriedade, seguindo sempre a orientação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) e respeitando boas práticas de trabalho e segurança”. Também destaca que as informações têm caráter informativo e não substituem a avaliação técnica realizada em campo.

Como referência prática, o texto aponta que a colheita destinada à produção de cafés de melhor qualidade deve começar quando a maior parte dos frutos estiver no estágio cereja, com baixa proporção de verdes, boa uniformidade de maturação, redução das chuvas, estrutura de secagem preparada para receber o volume colhido e menor presença de folhas, galhos e impurezas durante a operação.

O material explica que o momento da colheita influencia diretamente a composição química dos grãos. Durante o desenvolvimento, o fruto passa pelos estágios verde, verde-cana, cereja, passa e seco na planta, período em que ocorrem alterações nos teores de açúcares, ácidos orgânicos, compostos fenólicos e cafeína. Segundo o texto, é no estágio cereja que o fruto atinge o “ponto de maturação fisiológica” e concentra maior quantidade de açúcares e compostos responsáveis pelos aromas e sabores da bebida.

Para avaliar o ponto ideal de colheita, a recomendação é realizar amostragens representativas nos talhões, coletando ramos de diferentes partes das plantas e separando os frutos conforme o estágio de maturação. A predominância de frutos cereja, associada à baixa presença de verdes, é considerada um indicativo favorável para o início da colheita voltada à obtenção de bebida de maior qualidade.

Além da proporção de frutos maduros, o texto destaca que a uniformidade da maturação também deve ser observada. Talhões com grande mistura de frutos verdes, cerejas e secos dificultam a obtenção de lotes de qualidade superior, especialmente em sistemas mecanizados. Nesses casos, a adoção de colheita seletiva ou o escalonamento das áreas pode contribuir para melhorar o resultado final.

A avaliação da lavoura também deve considerar a condição das plantas e dos frutos. Ramos com grande quantidade de frutos secos, mumificados ou já caídos podem indicar atraso na colheita ou problemas relacionados ao florescimento e ao manejo. O texto acrescenta que a presença elevada de pragas e doenças, como a broca-do-café, pode exigir antecipação da operação, embora essa decisão deva ser cuidadosamente analisada para evitar impactos na qualidade da bebida.

As condições climáticas entre abril e setembro também influenciam diretamente a definição da data de início da colheita. Em regiões onde as chuvas diminuem nesse período, colher e secar o café sob menor umidade favorece uma secagem mais uniforme e reduz o risco de fermentações indesejadas tanto na planta quanto após a colheita.

O material alerta que chuvas frequentes durante a fase de maturação podem comprometer a qualidade da bebida, enquanto precipitações durante a colheita reumedecem frutos secos e aumentam a necessidade de controle na secagem. Também chama atenção para episódios de frio intenso e ventos fortes, que favorecem a queda de frutos maduros ao solo e ampliam as perdas.

Os reflexos do ponto de colheita também aparecem na prova de xícara. Frutos verdes tendem a produzir cafés mais adstringentes e com menor doçura. Já frutos cereja apresentam maior concentração de açúcares e compostos aromáticos, proporcionando bebida mais equilibrada. O excesso de frutos secos na planta pode elevar o risco de fermentações indesejadas, enquanto os frutos recolhidos do chão normalmente resultam em cafés de menor qualidade por causa da exposição à umidade e aos microrganismos.

Para obter cafés de melhor padrão, o texto recomenda planejar a colheita de forma a maximizar a retirada de frutos cereja, reduzir ao mínimo a presença de frutos verdes e separar lotes conforme a qualidade, destinando colheitas posteriores para produtos voltados a outros mercados.

A decisão sobre o início da colheita também deve considerar a capacidade operacional da propriedade. O texto observa que nem sempre é possível aguardar o ponto ideal caso a estrutura de colheita e secagem seja limitada. Nesses casos, iniciar o trabalho de forma escalonada pode ser mais eficiente do que concentrar toda a operação em um único momento.

Outro aspecto destacado é a necessidade de acompanhar as previsões climáticas. Caso haja expectativa de chuvas intensas durante a maturação, o produtor pode optar por antecipar parcialmente a colheita para reduzir perdas. Em períodos de tempo estável, a recomendação é aproveitar a oportunidade para concentrar a operação em frutos mais maduros.

O histórico da área e o mercado-alvo também influenciam a estratégia. Propriedades voltadas à produção de cafés especiais tendem a priorizar colheitas mais seletivas e maior percentual de frutos cereja, enquanto sistemas destinados à produção em maior escala normalmente buscam maior eficiência operacional, mesmo com maior variação no estágio de maturação.

O texto diferencia ainda os sistemas de colheita seletiva e derriça total. Na colheita seletiva, manual ou mecanizada com regulagem adequada, é possível retirar primeiro os frutos maduros e deixar os verdes para uma segunda passagem. Já na derriça total, a decisão sobre o momento de início torna-se mais crítica, já que a maior parte dos frutos será retirada simultaneamente.

Outro ponto abordado é a integração entre colheita e pós-colheita. A qualidade da bebida depende da disponibilidade de terreiros, secadores, lavadores e despolpadores, além da capacidade da equipe em processar rapidamente os frutos. O texto alerta que “colher no ponto ideal, mas deixar o café parado em montes úmidos, sem iniciar secagem adequada, compromete a bebida e anula o esforço de esperar a maturação correta”.

Entre os cuidados recomendados durante o início da colheita estão evitar o recolhimento de frutos do chão para os lotes de maior valor, reduzir a presença de impurezas, transportar rapidamente os frutos para o processamento e manter a separação entre diferentes talhões e estágios de maturação.

O material também sugere revisar uma série de aspectos antes do início da operação, como predominância de frutos cereja, baixa proporção de verdes, redução das chuvas, disponibilidade da estrutura de secagem, forma de colheita escolhida e preparo da equipe para preservar a qualidade dos lotes.

Ao atender a esses critérios, o produtor amplia as chances de iniciar a colheita no momento mais adequado para expressar o potencial da lavoura. Segundo o texto, isso contribui para a produção de cafés com bebida superior, maior remuneração e melhores resultados econômicos para a atividade. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Condenações de carcaças geram perdas bilionárias



A manutenção da saúde intestinal é apontada como um dos pilares


A manutenção da saúde intestinal é apontada como um dos pilares
A manutenção da saúde intestinal é apontada como um dos pilares – Foto: Divulgação

As condenações parciais ou totais de carcaças estão entre as principais fontes de prejuízo na avicultura de corte e podem gerar perdas estimadas em R$ 3 bilhões por ano. Entre as causas estão lesões, fraturas, hematomas, contaminações, mortalidade, enfermidades, falhas nutricionais, problemas de ambiência e deficiências no bem-estar e no manejo pré-abate.

Segundo Eliane Horning, médica-veterinária da Auster Nutrição Animal, a taxa anual de condenações varia de 2% a 3%. Em 2025, cerca de 200 milhões de aves podem ter sofrido condenações totais ou parciais, considerando o abate de aproximadamente 6,69 bilhões de frangos no Brasil.

A manutenção da saúde intestinal é apontada como um dos pilares para melhorar a qualidade das carcaças. O equilíbrio da microbiota favorece a absorção de nutrientes, a resposta imunológica e a integridade da mucosa. Já a disbiose pode comprometer a barreira intestinal e favorecer enfermidades.

Além da nutrição adequada, minerais orgânicos, enzimas e tecnologias nutricionais podem contribuir para reduzir inflamações, enterites e danos aos tecidos. Medidas de biosseguridade, controle da ambiência, qualidade da cama, bem-estar animal e integração entre granja, transporte e frigorífico também são essenciais para diminuir perdas.

“A linha Númia Frango de Corte contribui para a integridade e funcionalidade intestinal das aves, reduzindo o risco de inflamações, enterites e contaminações durante a evisceração. Como consequência, há melhoria dos indicadores de qualidade no frigorífico”, completa Eliane Horning, médica-veterinária da Auster Nutrição Animal.

 





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El Niño reforça chuvas no Sul


Os primeiros efeitos do fenômeno El Niño já começam a influenciar o regime de chuvas no Sul do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia. De acordo com o instituto, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial altera a circulação atmosférica e modifica o comportamento do clima em diferentes regiões do planeta. No Brasil, a tendência é de redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste e de aumento da frequência e do volume das precipitações na Região Sul.

O Instituto Nacional de Meteorologia informou que acompanha de forma contínua a evolução do El Niño desde o início do ano para identificar seus impactos sobre o território brasileiro. Segundo o órgão, “na última semana, observou-se a consolidação de padrões atmosféricos típicos do fenômeno, que favorece a ocorrência de chuvas na Região Sul”.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, durante episódios de El Niño ocorre o fortalecimento dos jatos de baixos níveis, correntes de vento responsáveis por transportar umidade da região tropical para o Sul do país. O instituto explica que, nos próximos dias, a atuação de centros de baixa pressão deve reforçar esse fluxo de umidade, favorecendo a formação de nuvens e de chuva. Ao mesmo tempo, um sistema de alta pressão sobre o Oceano Atlântico, com atuação nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, estabelece um bloqueio atmosférico que dificulta o avanço de sistemas transientes para outras áreas do país. Como resultado, a umidade permanece concentrada sobre a Região Sul, elevando a persistência e os acumulados de precipitação.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Na previsão para os próximos dias, o Instituto Nacional de Meteorologia aponta que, a partir de quinta-feira (16), o aumento da umidade nas camadas mais baixas da atmosfera e a formação de instabilidades devem provocar tempestades no Rio Grande do Sul. A expectativa é de pancadas de chuva e trovoadas isoladas no sudeste gaúcho e na região da Campanha ao longo do dia. O instituto informou ainda que emitiu, nesta terça-feira (14), um aviso amarelo de perigo potencial para tempestades, válido para quinta-feira (16), contemplando essas áreas.

Para sexta-feira (17), o Instituto Nacional de Meteorologia prevê intensificação das condições favoráveis às tempestades. Conforme a análise, a manutenção do transporte de umidade em baixos níveis e o aumento da instabilidade em altitude devem favorecer pancadas de chuva com trovoadas desde o extremo sul até o noroeste do Rio Grande do Sul, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre.

No sábado (18), o Instituto Nacional de Meteorologia projeta o avanço de um centro de baixa pressão associado à formação de uma frente fria, o que deve reforçar as instabilidades sobre a Região Sul. Além da continuidade das tempestades no Rio Grande do Sul, o sistema também deve provocar pancadas de chuva no centro-sul de Santa Catarina a partir da tarde.





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