quarta-feira, julho 22, 2026

Política & Agro

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Previsão indica tempestades no Sul, chuvas na Região Norte


O Instituto Nacional de Meteorologia informou que as condições para tempestades permanecem entre quarta-feira (1º) e quinta-feira (2) na Região Sul do Brasil. As áreas mais suscetíveis continuam sendo o oeste e o centro-norte do Rio Grande do Sul, além do oeste e do centro-sul de Santa Catarina, onde são esperadas chuvas intensas, acumulados elevados em curto intervalo de tempo, rajadas de vento que podem ultrapassar 80 km/h, descargas elétricas e possibilidade de queda isolada de granizo.

Na Região Norte, o padrão de calor, elevada umidade e circulação dos ventos em altitude seguirá favorecendo pancadas de chuva. Na quarta-feira, a previsão indica precipitações desde o período da manhã no centro-norte e oeste do Amazonas e em Roraima. No oeste e norte do Pará, no Amapá, no sul do Amazonas e em áreas do Acre, as pancadas devem ocorrer principalmente à tarde. Nas demais áreas, o tempo permanece seco. As temperaturas mínimas devem variar entre 14°C e 16°C no centro-sul do Tocantins, enquanto as máximas podem alcançar entre 36°C e 38°C no norte do estado e no sul do Pará, onde a umidade relativa do ar deve ficar entre 20% e 30%.

Na quinta-feira, a chuva continuará concentrada em Roraima, Amapá e nas faixas norte do Pará e do Amazonas. As precipitações devem ocorrer principalmente à tarde, acompanhadas de raios e rajadas de vento. As temperaturas permanecem semelhantes às do dia anterior, com mínimas entre 14°C e 16°C e máximas de até 38°C, enquanto a baixa umidade segue exigindo atenção no Tocantins e no sul do Pará.

No Nordeste, a circulação de ventos marítimos continuará provocando chuva fraca e isolada entre o sul da Bahia e o Rio Grande do Norte, além do litoral do Maranhão, durante a quarta-feira. Já na quinta-feira, a tendência é de diminuição das precipitações devido ao enfraquecimento desses ventos, embora ainda possam ocorrer chuvas rápidas e localizadas na faixa litorânea entre Bahia e Rio Grande do Norte, além de pancadas com trovoadas no litoral maranhense durante a tarde.

No interior nordestino, o tempo seguirá quente e seco nos dois dias. As temperaturas máximas devem variar entre 34°C e 36°C em áreas do interior do Piauí, acompanhadas de umidade relativa do ar inferior a 30%. As menores temperaturas da região devem ser registradas no centro-sul da Bahia, com mínimas entre 11°C e 13°C.

No Centro-Oeste, a previsão é de tempo firme entre quarta e quinta-feira, sem expectativa de chuva. As mínimas devem ficar próximas de 11°C no Distrito Federal, enquanto as máximas podem atingir 36°C no norte de Mato Grosso. A umidade relativa do ar deve oscilar entre 25% e 90%. Na quinta-feira, o avanço de uma massa de ar frio provocará queda de temperatura entre o sul de Mato Grosso e o oeste de Mato Grosso do Sul, com redução estimada entre 3°C e 5°C.

A Região Sudeste também deverá permanecer com tempo estável durante os dois dias, sem previsão de chuva. As temperaturas mínimas podem variar entre 6°C e 8°C no sul de Minas Gerais, enquanto as máximas devem chegar a 32°C no oeste paulista. A umidade relativa do ar ficará entre 30% e 95%.

Na Região Sul, a quarta-feira será marcada pela atuação mais intensa das instabilidades. O INMET alerta para tempestades entre o sul do Paraná e o norte do Rio Grande do Sul, com aviso vermelho para acumulados de chuva que podem superar 60 milímetros por hora ou 100 milímetros em 24 horas. As temperaturas variam entre 0°C em áreas do Rio Grande do Sul e 30°C no extremo noroeste do Paraná.

Na quinta-feira, permanecem os alertas para acumulados expressivos entre o norte gaúcho e Santa Catarina, além de chuvas intensas no nordeste do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no centro-sul do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul. Também há aviso para ventos costeiros no litoral gaúcho e catarinense. Com a chegada do ar frio, as temperaturas caem ainda mais, com previsão de valores negativos no Rio Grande do Sul, enquanto o extremo noroeste do Paraná poderá registrar máximas próximas de 30°C.





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Bahia recebe recursos do maior Plano Safra da história


A Bahia participou, nesta terça-feira (30), em Brasília, do lançamento do Plano Safra 2026/2027, que disponibilizará R$ 525,1 bilhões para financiar o agronegócio brasileiro. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia, o programa é o maior já anunciado pelo Governo Federal para o setor, com um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e reforço nas linhas de crédito destinadas ao custeio, aos investimentos e à adoção de práticas sustentáveis no campo.

Do montante anunciado, R$ 384,9 bilhões serão direcionados às operações de custeio e comercialização da produção agropecuária, enquanto R$ 140,2 bilhões serão destinados a investimentos em infraestrutura, inovação e modernização das propriedades rurais. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural contará com R$ 72,6 bilhões e terá taxa máxima de juros de 9% ao ano, um ponto percentual inferior à praticada na safra anterior.

O novo Plano Safra também amplia os incentivos voltados à sustentabilidade. Conforme divulgado pela Seagri, produtores com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado ou que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis poderão obter redução de até 0,5 ponto percentual na taxa de juros para operações de custeio, conforme o número de requisitos atendidos. Outra medida prevista é o fortalecimento da gestão de riscos, ao vincular a renegociação das operações de custeio à contratação de seguro rural ou do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária.

Na Bahia, os recursos do Plano Safra têm contribuído para fortalecer a produção agropecuária. De acordo com dados do Banco Central do Brasil citados pela Seagri, entre julho de 2025 e julho de 2026, agricultores e pecuaristas baianos contrataram cerca de R$ 9,4 bilhões em operações de crédito rural destinadas ao financiamento da produção e dos investimentos nas propriedades.

Lançado anualmente pelo Governo Federal, o Plano Safra reúne linhas de crédito para custeio, investimento, comercialização e industrialização da produção agropecuária, oferecendo condições diferenciadas de financiamento para estimular o crescimento, a modernização e a sustentabilidade do setor.





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Milho tem leve alta, mas cenário segue incerto



Milho fecha estável em meio à volatilidade



Foto: Agrolink

O contrato corrente do milho negociado na CME Group (CBOT) encerrou a última semana com leve valorização de 0,05% em relação à semana anterior, fechando com média de US$ 417,15 por bushel. A análise foi divulgada na segunda-feira (30) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo o Imea, embora os preços tenham permanecido praticamente estáveis, o mercado seguiu marcado pela volatilidade diante da expectativa em torno da divulgação do relatório de área plantada e dos estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A entidade destaca que as condições climáticas favoráveis no Corn Belt continuam sustentando perspectivas positivas para a safra norte-americana. Ao mesmo tempo, o avanço da colheita da segunda safra de milho no Brasil amplia a oferta global do cereal, fator que segue exercendo pressão sobre as cotações nos Estados Unidos.

Apesar desse cenário, o Imea observa que a demanda externa pelo milho norte-americano e o consumo da indústria de etanol têm contribuído para dar sustentação aos preços.

Conforme a análise do instituto, o mercado permanece operando em um ambiente de elevada volatilidade, com os agentes acompanhando os próximos movimentos do setor, que poderão influenciar o comportamento das cotações no curto prazo.





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Arroba sobe 6,7% no semestre em Mato Grosso


O preço do boi gordo a prazo em Mato Grosso registrou média de R$ 331,37 por arroba no primeiro semestre de 2026, alta de 6,74% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados constam na análise semanal divulgada na segunda-feira (30) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.

Segundo o instituto, as escalas de abate encerraram o semestre com média de 10,44 dias úteis, avanço de 2,24 dias na comparação anual. Mesmo com esse aumento, o mercado foi sustentado pela demanda internacional, especialmente pelas compras da China.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “o cenário de alta da arroba esteve atrelado à forte demanda externa, sobretudo da China, fator que contribuiu para a manutenção dos preços no mercado interno, mesmo diante de escalas relativamente confortáveis”.

Apesar do desempenho positivo ao longo dos seis primeiros meses do ano, a arroba apresentou recuo entre maio e junho. Conforme a análise, a cotação passou de R$ 346,07 para R$ 338,99 por arroba, queda de 2,05%. No mesmo período, as escalas de abate cresceram 1,16% em relação a maio, chegando a 10,47 dias úteis, movimento atribuído à postura mais cautelosa dos frigoríficos nas compras de animais.

Para os próximos meses, o instituto avalia que o mercado deve continuar influenciado pelo cenário internacional. Segundo o Imea, “para o curto prazo, a postura mais cautelosa da indústria, em meio às incertezas no mercado externo, deve manter pressão sobre as cotações”. Ainda assim, o levantamento destaca que a menor oferta de animais terminados e o bom ritmo das exportações tendem a dar sustentação aos preços da arroba.





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Programa Milho 100% beneficia 57 mil agricultores na safra 2026/2027


O governo do Rio Grande do Sul registrou a maior adesão da história ao Programa de Recuperação das Lavouras de Milho e Sorgo – Milho 100% Safra 2026/2027. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, mais de 57 mil agricultores familiares cadastraram pedidos na atual edição, número que representa um recorde desde a criação da política pública.

A secretaria também divulgou, na segunda-feira (30), a relação das entidades representativas e prefeituras participantes do programa. Ao todo, 850 instituições, entre prefeituras, sindicatos, cooperativas e associações, serão responsáveis pela operacionalização da iniciativa em 472 municípios gaúchos, também estabelecendo um novo recorde de participação.

As entregas das sementes estão previstas para começar na segunda quinzena de julho.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, o número de produtores inscritos cresceu 41% em relação à safra anterior. O avanço é atribuído à parceria entre o Estado, associações, cooperativas e prefeituras, que ampliaram o limite de distribuição para até quatro sacas de sementes por beneficiário, aumentando o alcance do programa.

Financiado com recursos do Fundo do Plano Rio Grande, por meio do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais, o programa contará com investimento de R$ 96,2 milhões para a aquisição de 134.416 sacas de sementes de milho e sorgo. A média será de 2,35 sacas por agricultor beneficiado e, nesta safra, aproximadamente 11% da área cultivada com milho no Estado será fomentada pela iniciativa.

Coordenado pela SDR, o Milho 100% garante o custeio integral das sementes, sem custos para os agricultores familiares contemplados.

Conforme a Resolução Feaper nº 05/2026, a iniciativa integra as ações do Plano Rio Grande voltadas à recuperação produtiva do meio rural. O programa busca ampliar a área cultivada com milho e sorgo, elevar a produtividade das propriedades rurais, fortalecer a segurança alimentar, reduzir os custos de implantação das lavouras e assegurar a continuidade das políticas públicas destinadas à agricultura familiar.





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Plano safra e o desafio de levar crédito ao campo


O anúncio do Plano Safra 2026/27, esperado para esta terça (30/6), ocorre em um momento particularmente delicado para o agronegócio brasileiro. A combinação entre juros elevados, aumento do endividamento rural e incertezas provocadas pelo cenário internacional transformou o acesso ao crédito em uma das principais preocupações do setor às vésperas do início de mais uma temporada de produção.

Embora a expectativa seja de um novo incremento nos recursos destinados ao financiamento agropecuário, a discussão dentro do mercado já não está concentrada apenas no volume anunciado pelo governo. O foco passou a ser a capacidade efetiva de esses recursos chegarem ao campo em um ambiente de maior cautela por parte das instituições financeiras.

“O Plano Safra é um instrumento fundamental para o agronegócio, mas a necessidade de recursos do setor é muito superior ao que tradicionalmente é disponibilizado. O agro brasileiro demanda algo entre R$ 1,2 trilhão e R$ 1,3 trilhão por ano para financiar suas operações”, afirma Wolney Arruda, CEO da Plantae Agrocrédito.

A diferença entre a demanda por capital e a oferta de recursos ocorre em um momento de crescente preocupação com o endividamento rural. Segundo Arruda, o estoque de dívidas do setor se aproxima de R$ 800 bilhões, cenário que tem levado bancos e agentes financeiros a reforçar critérios de análise, garantias e capacidade de pagamento. “O produtor vive um paradoxo. Ele precisa de crédito para manter a atividade e financiar a próxima safra, mas muitas vezes já carrega obrigações relevantes contratadas em ciclos anteriores. Ao mesmo tempo, as instituições financeiras precisam encontrar mecanismos para financiar o novo ciclo sem ignorar esse passivo.”

O desafio ganha relevância adicional diante de uma taxa Selic de 14,25% ao ano. Embora o mercado trabalhe com a expectativa de cortes graduais ao longo do segundo semestre, o custo do financiamento continua pressionando decisões de investimento dentro das propriedades.

“A principal palavra neste momento é disciplina. O crédito precisa estar conectado à capacidade de geração de receita da fazenda. O produtor precisa olhar para fluxo de caixa, custo de produção e capacidade de pagamento antes de assumir novas obrigações.”

O ambiente também evidencia uma transformação estrutural no financiamento agropecuário. Se o crédito subsidiado foi durante décadas a principal fonte de recursos do setor, a expansão da produção brasileira passou a depender cada vez mais da participação do mercado privado.

“Hoje não existe uma disputa entre crédito subsidiado e crédito privado. Eles são complementares. O recurso oficial continua sendo importante, mas não consegue atender sozinho toda a demanda do agronegócio”, explica. 

Enquanto o setor acompanha as definições do Plano Safra, outro fator passou a ocupar espaço crescente nas preocupações de produtores e investidores: a geopolítica.

O agravamento das tensões no Oriente Médio elevou a atenção sobre possíveis impactos em cadeias estratégicas para o agronegócio, especialmente energia, logística e fertilizantes. O Estreito de Hormuz, uma das principais rotas do comércio global, tornou-se um dos pontos de monitoramento mais relevantes para o mercado.

O maior risco para o segundo semestre é a geopolítica. O produtor sabe conviver com o clima. O mercado sempre terá ciclos de alta e baixa. A geopolítica tem a capacidade de mexer com tudo ao mesmo tempo.

Segundo Arruda, cerca de um terço dos fertilizantes comercializados globalmente passa pela região do Estreito de Hormuz. Embora isso não signifique necessariamente desabastecimento, aumenta a volatilidade dos mercados e reduz a previsibilidade para quem está planejando a próxima safra.

“O problema não é apenas a possibilidade de falta de produto. O principal impacto é a incerteza. Petróleo, fertilizantes, logística e inflação passam a responder rapidamente a qualquer mudança de cenário”, conceitua. 

Essa combinação de fatores reforça a importância da gestão de risco dentro das propriedades rurais. Seguro rural, proteção de preços, hedge, planejamento de compras e controle rigoroso do fluxo de caixa ganham relevância em um ambiente marcado por custos financeiros elevados e maior volatilidade internacional.

“O produtor precisa buscar previsibilidade. Hoje, proteger margens é tão importante quanto aumentar produtividade. Quem conseguir administrar melhor seus riscos terá uma posição mais sólida independentemente do cenário que venha pela frente”, afirma o CEO. 

Às vésperas do novo Plano Safra, o agronegócio brasileiro entra no segundo semestre diante de uma equação mais complexa do que em ciclos anteriores. Mais do que ampliar produção, o desafio passa a ser preservar rentabilidade e capacidade de investimento em um ambiente onde juros, crédito e geopolítica passaram a influenciar diretamente os resultados dentro da porteira.





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Clima e oferta pressionam preços dos grãos


Os mercados de grãos abriram a semana sob pressão, com recuos no trigo, na soja e no milho diante de fatores climáticos e expectativas sobre a oferta. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento inicial desta segunda-feira, 29 de junho, reflete previsões de chuva nos Estados Unidos, avanço das colheitas e cautela antes de novos dados oficiais.

No trigo, os contratos em Chicago operavam em baixa, com julho a 571,50, queda de 6,75 pontos, e dezembro a 601,25, recuo de 6 pontos. A pressão veio da previsão de chuvas abundantes em Dakota do Norte, importante região produtora de trigo de primavera, além do ritmo acelerado da colheita das variedades de inverno no Hemisfério Norte. No mercado físico, o Paraná registrava R$ 1.366,65 por tonelada, baixa diária de 0,19%, enquanto o Rio Grande do Sul tinha alta de 0,39%, a R$ 1.330,99.

A soja liderava as perdas entre os grãos em Chicago, com queda próxima de 1%. O contrato de julho era negociado a 1.117,00, baixa de 9,25 pontos. O mercado aguarda que o USDA confirme uma área maior para a oleaginosa e menor para o milho, cenário que pode ampliar a pressão sobre os preços. As boas condições para a safra 2026/27 nos Estados Unidos e o recuo do farelo também limitavam uma reação. Em sentido contrário, a demanda internacional pela soja americana ajudava a conter perdas mais intensas.

O milho também recuava em Chicago. Julho caía 8,75 pontos, para 404,00, e dezembro perdia 9 pontos, a 432,50. As divergências sobre a área plantada e a expectativa de chuvas no cinturão produtor pressionavam as cotações. Iowa deve ser um dos estados mais beneficiados pelo aumento da umidade nos próximos sete dias. Na B3, os contratos tinham variações moderadas, com julho a R$ 64,31.

 





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Menor oferta limita processamento e sustenta preços



Produtores indicam que o plantio continuará sendo prioridade


Foto: Agrolink

As recentes chuvas limitaram o avanço dos trabalhos no campo na maior parte das regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Ao mesmo tempo, a prioridade dada ao plantio, em detrimento da colheita, e o baixo interesse dos produtores pela comercialização de raízes de primeiro ciclo (com até 12 meses) reduziram a oferta de matéria-prima às indústrias, resultando em uma leve reação nos preços.

De acordo com pesquisadores do Cepea, para as próximas semanas, produtores indicam que o plantio continuará sendo prioridade, o que deve manter o ritmo de colheita e comercialização reduzido. Além disso, muitos agentes sinalizam intenção de diminuir a área destinada à mandioca, diante da baixa rentabilidade da atividade, do aumento dos riscos de não remuneração adequada e da menor disponibilidade de terras, cujos preços permanecem elevados.





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Trump diz que falou com Hezbollah por meio de intermediários


Logotipo Reuters

 

WASHINGTON, 1 Jun (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que conversou com o grupo de milícia libanês Hezbollah, alinhado ao Irã, por meio de intermediários, e garantiu uma promessa de que o grupo não atacaria Israel.

Trump disse que também conversou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e Israel concordou em retirar todas as tropas que estavam se preparando para atacar o sul do Líbano.

Nenhum presidente dos EUA jamais conversou com o Hezbollah, com ou sem intermediários. O grupo é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos.

“Tive uma ligação muito produtiva com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel, e não haverá tropas indo para Beirute, e quaisquer tropas que estejam a caminho já foram retornadas”, disse Trump em um post no Truth Social.

“Da mesma forma, por meio de representantes de alto nível, tive uma ligação muito boa com o Hezbollah, e eles concordaram que todos os disparos serão interrompidos.”

Uma autoridade libanesa disse à Reuters que o Hezbollah havia informado aos EUA, por meio do presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, que estava disposto a interromper os ataques ao norte de Israel em troca de Israel poupar Beirute e seus subúrbios de quaisquer ataques.

Os combates no Líbano têm sido a maior repercussão da guerra do Irã, deslocando mais de 1,2 milhão de libaneses por meio de ataques israelenses e ordens de retirada desde 2 de março, quando o Hezbollah começou a disparar foguetes e drones contra Israel para apoiar seu aliado Irã.

No último avanço, as tropas israelenses tomaram no sábado o Castelo de Beaufort, de 900 anos, e um cume estratégico no sul do Líbano, segundo os militares. Isso ocorreu um dia depois de um dos dias mais intensos de fogo do Hezbollah contra o norte de Israel desde o cessar-fogo de abril, provocando o fechamento de escolas e restrições.

(Reportagem de Humeyra Pamuk em Washington, Maya Gebeily em Beirute, David Ljunggren e Bhargav Acharya em Toronto)





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Qualidade dos lotes sustenta valorização



Foto: Canva

O avanço da colheita da segunda safra, especialmente no Paraná, ampliou a disponibilidade de feijão no mercado e pressionou as cotações na primeira quinzena de junho. No entanto, de acordo com o Cepea, a qualidade dos lotes segue como fator determinante na formação dos preços.

Segundo o Centro de Pesquisas, a retomada da demanda por grãos de melhor padrão, aliada ao reequilíbrio entre oferta e procura, resultou em novas valorizações na semana passada, tanto para o feijão carioca quanto para o feijão preto.

 





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