segunda-feira, junho 1, 2026

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Evento do Comitê Científico do Plano Rio Grande debate clima extremo e estratégias de resiliência


Os impactos dos eventos meteorológicos extremos no Estado e as estratégias de enfrentamento nortearam o encontro promovido pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Plano Rio Grande, realizado nesta quarta-feira (6/5), em Porto Alegre. O debate integrou a programação da Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, promovida pelo governo do Estado, em alusão aos dois anos das enchentes de 2024. 

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Dividida em dois painéis, a atividade intitulada “Tempo severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções” reuniu pesquisadores, gestores públicos, profissionais da área ambiental e o público geral no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). 

Ciência e gestão pública unem esforços por resiliência

Conforme o secretário-executivo do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, Joel Goldenfum, o encontro reforçou a importância da integração entre ciência, gestão pública e sociedade para o enfrentamento dos desafios impostos pelos eventos meteorológicos extremos, com foco na construção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da resiliência no Estado.  

Goldenfum também ressaltou o papel da memória coletiva na construção de políticas mais eficazes de prevenção. “Eventos como este, inseridos na Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, nos ajudam a manter viva a reflexão sobre o que ocorreu e a transformar o aprendizado em ação”, defendeu. 

Governo do Estado inicia programação em alusão aos dois anos de reconstrução e recomeço pós-enchente de 2024

O secretário-adjunto em exercício da Secretariade Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), Sandro Kirst, enalteceu o papel do Comitê, vinculado à Sict. “Tanto na integração entre inovação e ciência para o enfrentamento dos desafios climáticos quanto no fortalecimento da capacidade do Estado de antecipar riscos, qualificar a gestão pública e promover respostas mais eficazes diante dos eventos extremos”, pontuou. 

A solenidade de abertura contou, ainda, com manifestações da secretária-adjunta da pasta da Reconstrução Gaúcha, Ângela Oliveira; do diretor do Departamento de Projetos e Gestão do Conhecimento da Defesa Civil, tenente-coronel Vanderlan Frank Carvalho; da coordenadora do Gabinete de Estudos Climáticos (GabClima) do Ministério Público do RS e procuradora de Justiça, Sílvia Cappelli; do representante do procurador-geral de Justiça, Alexandre Sikinowski Saltz; e do representante da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), professor Vagner Anabor. 

Realidade climática estadual

O primeiro painel, realizado no turno da manhã, abordou os impactos diretos das tempestades severas, incluindo danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e riscos à população. A programação contou com a participação de Anabor, que defendeu a formação qualificada de meteorologistas e a ampliação dos investimentos em tecnologia de monitoramento.  

Governo do Estado destina R$ 14 bilhões na recuperação do RS, ampliando capacidade de resposta e prevenção a eventos climáticos

Também pela UFSM, o professor Maurício Ilha de Oliveira apresentou definições e registros de fenômenos como tornados, microexplosões e granizo no Estado. Encerrando o painel, o docente da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Leonardo Calvetti, tratou dos sistemas de radares meteorológicos, suas aplicações e dos avanços tecnológicos recentes no Rio Grande do Sul. 

No período da tarde, o segundo painel discutiu avaliação de danos, capacitação e estratégias de mitigação. O meteorologista da UFSM, Murilo Machado Lopes, apresentou a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e Avaliação de Danos, voltada a ampliar o conhecimento da sociedade sobre fenômenos meteorológicos severos por meio de capacitação e da definição de procedimentos para o registro desses eventos. 

A programação contou também com a participação do tenente-coronel Carvalho, que representou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Luciano Boeira. Ao falar sobre o passado, o presente e projetar o futuro da Defesa Civil, fez reflexões sobre a evolução das políticas públicas e os desafios na área. 

O evento, realizado pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática e pela Sict, contou com a parceria da UFSM e da Ufpel, além do apoio da Secretaria da Reconstrução Gaúcha e da Defesa Civil. 

Texto: Ascom SictEdição: Secom





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Rio Grande do Sul é escolhido para lançamento mundial de tecnologia eólica com participação do governo do Estado


Porto Alegre sediou nesta quarta-feira o lançamento mundial do aerogerador Nordex Delta 4000 – N175/7.0MW, um dos modelos mais avançados da tecnologia eólica onshore disponíveis atualmente no mercado global. O evento foi promovido pelo Sindienergia-RS, em parceria com a Nordex Energy Brasil, com apoio da Invest RS e do Governo do Rio Grande do Sul.

A agenda reuniu lideranças institucionais, executivos e especialistas do setor energético, além de representantes do governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também participaram representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), entre eles o diretor de Energia, Rodrigo Rende, além de integrantes da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict).

A escolha do Rio Grande do Sul para sediar o lançamento reforça o posicionamento estratégico do Estado no cenário nacional da energia renovável e evidencia o potencial gaúcho para atração de investimentos ligados à inovação, infraestrutura e geração de energia limpa.

Com capacidade de 7.0 MW, o novo aerogerador foi desenvolvido para ampliar a eficiência e a competitividade de projetos eólicos, contribuindo para a expansão de uma matriz energética mais sustentável e diversificada.

A presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, destacou que o lançamento aproxima o setor produtivo gaúcho das tecnologias mais avançadas do mercado internacional. “Temos trabalhado para fortalecer o debate sobre diversificação da matriz energética e descarbonização. Receber o lançamento do Nordex Delta 4000 no Rio Grande do Sul conecta o nosso ambiente de negócios às principais tendências globais do setor”, afirmou.

O vice-presidente para a América Latina da Nordex, Federico Bianchi, explicou que a escolha pelo Rio Grande do Sul levou em consideração o potencial competitivo do Estado. “Os ventos do Rio Grande do Sul são extremamente competitivos em comparação aos padrões globais. Somado à capacidade de interconexão e às oportunidades de novos investimentos, o Estado se apresenta como um ambiente muito atrativo para expansão do setor”, avaliou.

Para o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o setor energético é atualmente um dos principais diferenciais competitivos do Estado. “O Rio Grande do Sul lidera a agenda nacional de transição energética e vem fortalecendo conexões com investidores para consolidar essa posição estratégica”, afirmou.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, o lançamento simboliza o avanço do Estado na construção de um ambiente favorável a investimentos de longo prazo. “Estamos consolidando um ambiente seguro, competitivo e preparado para receber grandes investimentos. O avanço de tecnologias como esta transforma potencial natural em desenvolvimento econômico, geração de empregos qualificados e fortalecimento da cadeia produtiva gaúcha”, destacou.

Além do novo aerogerador, o evento também apresentou soluções em torres híbridas de aço e concreto, ampliando possibilidades operacionais para projetos eólicos no Brasil.

Texto: Ascom Sedec e Ascom Sindienergia-RS Edição: Secom





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Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro realiza premiação no CTZL


A premiação da décima Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro será realizada na quarta-feira (13), no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL), localizado no Recanto das Emas, das 8h às 13h. Na ocasião, serão apresentados os resultados finais da prova e promovida uma visita ao campo para conhecer os animais participantes.

A Prova é um teste zootécnico realizado anualmente pelo CTZL, ambiente de inovação ligado à Embrapa Cerrados, em parceria com a Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP) e outras entidades. O objetivo é identificar as matrizes mais rentáveis para a produção de leite a pasto, com baixo custo, por meio da mensuração de lactações completas. Trata-se também de uma oportunidade para que produtores atestem o potencial genético de seus animais, com a chancela da Embrapa e da ACZP.

Animais de criadores de todo o Brasil são mantidos no CTZL em sistema de pastagem manejada sob lotação rotacionada, em uma área de 12 hectares dividida em 16 piquetes. A avaliação prioriza o bem-estar das matrizes e dos bezerros e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o aumento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central.

De acordo com o pesquisador Carlos Frederico Martins, coordenador da prova, a avaliação considera lactações completas de animais das raças Gir Leiteiro, Sindi, Guzerá e de cruzamentos, por meio do Programa PMGZ Leite Max, da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). “As novilhas avaliadas são ranqueadas por meio de um índice ponderado, composto pelas seguintes características: produção de leite, intervalo do parto à concepção, idade ao primeiro parto, teores de gordura e proteína no leite, contagem de células somáticas, conformação racial e persistência de lactação”, explicou.

Os animais participantes desta edição foram inscritos entre junho e outubro de 2024, com inseminação ou monta realizada entre março e abril do mesmo ano. As novilhas ingressaram no CTZL em outubro, e os partos ocorreram entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.

Acesse aqui a programação do evento.

Acesse o vídeo para mais informações sobre a Prova:

Faça um tour virtual para conhecer mais o CTZL:

https://virtual.my360.com.br/multi-tour/embrapa-brasilia-cerrados/index.html 





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Açúcar sobe com menor foco na produção


Os mercados de açúcar e etanol encerraram a semana com movimentos distintos, refletindo mudanças no mix produtivo, fatores energéticos e expectativas regulatórias. Segundo informações da StoneX, o contrato julho de 2026 do açúcar NY #11 avançou de US¢ 13,97 por libra-peso na segunda-feira para US¢ 14,95 por libra-peso na sexta-feira. O principal fator de sustentação foi a confirmação de um mix menos açucareiro no início da safra 2026/27 no Centro-Sul do Brasil, com usinas direcionando maior volume de cana para a produção de etanol diante da maior atratividade do biocombustível.

A perspectiva de elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para E32, com deliberação esperada no CNPE em maio, também reforçou a leitura de pressão estrutural sobre a oferta de açúcar. No campo técnico, o reposicionamento de fundos especulativos contribuiu para ampliar o movimento de alta, em um ambiente também influenciado pela valorização do petróleo Brent, pressionado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Outro ponto observado foi o prêmio do açúcar branco, em torno de US$ 116 por tonelada, patamar que pode estimular a demanda por açúcar bruto por parte de refinarias indianas e do Norte da África. Esse cenário adiciona suporte ao mercado internacional, especialmente em um momento de atenção ao ritmo da safra brasileira e às decisões das usinas sobre a destinação da matéria-prima.

No etanol hidratado, o movimento foi oposto. Nas usinas de Ribeirão Preto, em São Paulo, os preços seguiram em queda ao longo da semana e ficaram entre R$ 2,82 e R$ 2,85 por litro, com impostos, neste início de semana. A pressão veio do avanço acelerado da colheita, favorecida pelo tempo seco, da entrada de novas unidades no mercado spot e da demanda mais retraída das distribuidoras, que adiaram reposições.

A reunião do CNPE marcada para 7 de maio deve concentrar as atenções do setor, diante da possibilidade de confirmação da elevação da mistura obrigatória para E32. Para o médio e longo prazo, a oferta crescente de etanol de milho permanece como variável relevante para o acompanhamento do mercado.

 





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ABCS promove 1ª reunião do Departamento de Integração e reforça segurança…


Encontro reuniu lideranças do setor para debater contratos, desafios práticos e fortalecimento das CADECs no país.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou, nesta quarta-feira (16), a 1ª Reunião do Departamento de Integração, reunindo representantes de diferentes regiões do país em um encontro online voltado ao fortalecimento da relação entre produtores integrados e agroindústrias.

A abertura foi conduzida pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, e pelo conselheiro de Integração e Cooperativismo da entidade, Alessandro Boigues. Ambos destacaram o papel estratégico do departamento para 2026 e reforçaram a importância da organização dos produtores por meio das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (CADECs). Segundo Boigues, a ABCS está à disposição para apoiar demandas específicas das comissões, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências entre os produtores.

“O distanciamento entre a alta gestão de algumas agroindústrias e a realidade enfrentada na base da produção é uma realidade. Por isso, aproximar esses dois níveis deve ser uma prioridade para avançarmos nas relações de integração no país”, destacou o conselheiro.

Contratos de integração exigem atenção técnica e jurídica

A primeira agenda teve como prioridade o debate sobre os contratos de integração, com base na Lei nº 13.288/2016. Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, a questão contratual é hoje um dos pontos mais sensíveis da suinocultura brasileira. “Precisamos garantir que os contratos reflitam, de fato, equilíbrio e transparência na relação entre produtores e agroindústrias. A Lei de Integração existe para dar segurança jurídica, mas ela só se efetiva quando é compreendida e aplicada na prática. O fortalecimento das CADECs é fundamental nesse processo, porque é na base que os desafios aparecem e precisam ser enfrentados com organização e diálogo”, destacou.

A reunião contou ainda com a participação da advogada da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Karoline Cord Sá, que reforçou a necessidade de maior clareza nos critérios técnicos que definem a remuneração dos produtores, além de alertar sobre cláusulas que podem gerar desequilíbrio contratual. O encontro foi encerrado com espaço para troca de experiências entre os participantes, reforçando a importância da atuação coletiva para garantir maior equilíbrio, transparência e segurança jurídica nas relações de integração.

A iniciativa marca o início de uma agenda estruturada do Departamento de Integração da ABCS para 2026, com foco em ampliar o protagonismo dos produtores e consolidar boas práticas nas relações contratuais do setor suinícola.

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Faesp anuncia curso inédito sobre NR-1


Palestra do ministro Breno Medeiros reúne lideranças rurais e reforça a urgência de adaptar saúde, segurança e relações de trabalho à nova realidade do campo

Na manhã desta terça-feira (05), o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Ouvidor-Geral da Justiça do Trabalho, Breno Medeiros, participou de uma palestra voltada a presidentes de sindicatos rurais e produtores, promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), reforçando a importância da saúde e segurança no trabalho no campo. Durante o encontro foi anunciada a criação de um curso específico sobre a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), direcionado a lideranças sindicais e produtores rurais, com o objetivo de ampliar a conscientização e aprimorar práticas preventivas no setor.

Na abertura, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, lembrou que representantes de todas as regiões do estado de São Paulo estavam presentes, simbolizando a importância do tema para o homem do campo. Com uma dinâmica diferenciada, já que, na grande maioria das propriedades, o trabalho diário é feito pela família, além de poucos trabalhadores contratados, há uma necessidade de se conhecer a norma, que entrará em vigor no dia 26 de Maio, e adequá-la ao dia a dia dos produtores rurais.

“A qualidade das relações de trabalho sempre foi um tema caro à Faesp. Um exemplo disso foi o primeiro acordo coletivo aqui na capital paulista, uma ação da Federação, referendando o processo junto ao Tribunal Superior do Trabalho. Foi o primeiro acordo, o nosso presidente que era juiz, foi juiz classista, o Henrique Meirelles Severino, que é o nosso presidente do sindicato de Patrocínio Paulista. Então, realmente, nós temos, ministro, a noção e a responsabilidade dos deveres e dos direitos no processo trabalhista”, frisou Meirelles.

Em sua exposição, o ministro destacou que o principal desafio na aplicação da NR-1 no meio rural é consolidar uma cultura de prevenção. Segundo ele, acidentes de trabalho e doenças ocupacionais impactam diretamente a produtividade e a dignidade do trabalhador, além de gerar prejuízos sociais e econômicos. “A ideia é construir um ambiente de cooperação entre empregadores e trabalhadores, onde todos estejam comprometidos com a saúde e a segurança”, afirmou, ressaltando também o avanço das discussões sobre saúde mental, hoje uma das principais causas de afastamento do trabalho no país.

Outro ponto enfatizado foi a relevância do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) na rotina do campo. Medeiros explicou que a adoção de novas tecnologias e práticas produtivas exige avaliação constante dos riscos envolvidos, desde o uso de máquinas agrícolas até o manejo de animais e as relações interpessoais no ambiente rural. “Pequenas mudanças podem evitar acidentes e melhorar significativamente a qualidade de vida no trabalho”, destacou.

O ministro também abordou o nível de conscientização no setor, apontando que ainda há resistência à mudança em razão de práticas tradicionais. No entanto, ele ressaltou que o cenário vem se transformando com o acesso à informação e a novas demandas das gerações mais jovens. Nesse contexto, defendeu o diálogo permanente entre empregadores e trabalhadores como ferramenta essencial para adaptação às novas exigências de segurança e bem-estar.

Ao tratar do papel institucional do TST, Medeiros reforçou que a atuação da Justiça do Trabalho vai além da fiscalização. Segundo ele, a NR-1 deve ser compreendida como um instrumento de orientação e apoio, especialmente aos pequenos produtores rurais, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro e juridicamente estável. O magistrado chamou atenção para o crescimento dos casos de burnout, caracterizado pelo esgotamento físico e mental, inclusive no meio rural. Ele defendeu uma mudança de mentalidade nas relações de trabalho, com mais equilíbrio, respeito às individualidades e valorização do bem-estar psicológico dos trabalhadores. “Cuidar da saúde mental é uma questão de cidadania e deve fazer parte da rotina de qualquer atividade produtiva”, concluiu.





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Com Embrapa e lideranças, SRB analisa novo ciclo de pesquisa e inovação na cafeicultura


O Departamento de Café da Sociedade Rural Brasileira (SRB) realizou um novo encontro no dia 15 de abril com o tema “Novo Ciclo para a Pesquisa e Inovação da Cafeicultura Brasileira”. A principal apresentação foi feita por Rodolfo Osório de Oliveira, chefe-geral da Embrapa Café, que falou sobre uma reestruturação estratégica que visa transformar a gestão de projetos a fim de obter uma entrega de resultados de alto impacto no centro de pesquisa. A proposta, segundo ele, prioriza a resiliência climática, o aproveitamento de subprodutos e a criação de parcerias público-privadas para superar limitações orçamentárias da Embrapa.O presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, destacou a “longa tradição de proximidade” entre a entidade e a Embrapa e colocou a Rural à disposição para apoiar neste novo ciclo de pesquisa.

O presidente da Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café), Pavel Cardoso, que participava do debate, enfatizou a importância da qualidade, da pesquisa e da agregação de valor como pilares para o futuro do setor. Ele lembrou que, na década de 80, o café no Brasil sofria com altos índices de impureza e fraude (cerca de 30%), o que derrubava o consumo. Graças à autorregulamentação da ABIC e ao Selo de Pureza criado em 1989, a qualidade melhorou e o consumo per capita subiu de 2 kg para mais de 6 kg por habitante/ano.

“Embora o Brasil produza 40% do café mundial, ele participa marginalmente da geração de riqueza global”, disse Cardoso.  Segundo ele, enquanto a cadeia do café nos EUA movimenta US$ 343 bilhões (gerando 155 mil dólares por empregado), o ecossistema brasileiro movimenta cerca de US$ 24 bilhões (gerando menos de 3 mil dólares por empregado).

Sobre a instabilidade orçamentária para a pesquisa do café no País, o chefe-geral da Embrapa explicou que o orçamento para pesquisa é discricionário do Ministério da Agricultura (MAPA), o que significa que não há um “carimbo” específico para o café. “Isso gera uma oscilação prejudicial: em um ano o recurso pode ser de R$ 15 milhões e, no outro, chegar a zero, o que inviabiliza projetos de longo prazo, como o desenvolvimento genético, que exige pelo menos 8 a 10 anos”, admitiu.Rodolfo de Oliviera revelou ainda que há conversas com o Mapa e parceiros para tentar “carimbar” os recursos, realizando uma avaliação técnico-jurídica que permita vincular especificamente o dinheiro que vai para a pesquisa cafeeira. Uma das alternativas sugeridas na reunião foi a utilização dos rendimentos de recursos de crédito do Funcafé que não são utilizados (cerca de 25% do fundo).Além dos nomes citados, participaram do debate o economista do Instituto de Economia Agrícola (IEA), Celso Vegro e o pesquisador do IAC, Sérgio Parreiras Pereira, sob a coordenação de Carlos Brando e Marcelo Vieira, responsáveis pelo Departamento do Café na SRB.

A reunião completa está disponível no Canal da SRB no YouTube





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Clima favorece culturas de inverno no Paraná


O avanço das lavouras de verão e o início do plantio das culturas de inverno marcaram o cenário agrícola do Paraná entre os dias 28 de abril e 4 de maio, segundo o boletim de Condições de Tempo e Cultivo divulgado pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. As informações foram reunidas a partir de relatórios enviados por técnicos dos Núcleos Regionais em todo o estado.

A colheita do arroz irrigado segue dentro do previsto em diferentes regiões, com bom andamento das operações no campo. Apesar disso, o mercado continua pressionado. “O cenário de mercado segue desfavorável, com preços considerados pouco atrativos frente aos elevados custos de produção”, aponta o boletim.

Nas culturas de inverno, o plantio da aveia preta e branca já começou em parte do estado e deve ganhar ritmo nos próximos dias, favorecido pela melhora da umidade do solo. As áreas já semeadas apresentam desenvolvimento inicial considerado satisfatório. Situação semelhante é observada no trigo, cujo plantio avança em várias regiões. Segundo o Departamento de Economia Rural, “há tendência de redução de área cultivada, influenciada por fatores de mercado e custos de produção”.

A batata da segunda safra apresenta desenvolvimento vegetativo beneficiado pelas chuvas recentes e pelas temperaturas mais amenas. Em algumas regiões, as condições climáticas também favoreceram a frutificação. No café, as lavouras seguem em bom estágio de frutificação e granação, enquanto a colheita começa de forma gradual em parte do estado.

A colheita da cana-de-açúcar também teve início em algumas regiões paranaenses, com produtividade considerada dentro da normalidade e sem impactos climáticos relevantes nas operações até o momento. Já o plantio da cevada ainda não começou na maior parte do Paraná, embora exista expectativa de ampliação de área em algumas regiões, dependendo das condições climáticas e de mercado.

No feijão da segunda safra, o retorno das chuvas contribuiu para melhora no desenvolvimento das lavouras, que variam entre condição regular e boa. A colheita começou em algumas áreas, mas com produtividade abaixo do esperado nas regiões mais afetadas pela estiagem. “Em outras áreas, as condições são mais favoráveis, embora sem expectativa de altos rendimentos”, informa o relatório.

As hortaliças apresentaram bom desenvolvimento nas últimas semanas, favorecidas pelo clima mais ameno e pela retomada das chuvas. O boletim destaca continuidade das colheitas e oferta regular de produtos como alface, brócolis, beterraba, couve, repolho e rúcula.

Na mandioca, a colheita mantém ritmo considerado satisfatório nas áreas de dois ciclos, enquanto os produtores realizam tratos culturais nas áreas mais novas. Apesar do bom desempenho produtivo, o setor enfrenta insatisfação com os preços pagos aos produtores, considerados baixos.

O milho da segunda safra apresenta desenvolvimento entre médio e bom, especialmente nas áreas em fase de floração e frutificação. “As chuvas recentes foram fundamentais para reduzir o estresse hídrico e favorecer o desenvolvimento”, destaca o boletim. Ainda assim, o relatório aponta perdas já consolidadas e limitação do potencial produtivo em algumas regiões. Também houve redução na pressão de pragas com o aumento da umidade, embora permaneçam registros pontuais de danos causados por lagartas.

As pastagens registraram recuperação após as chuvas, com aumento do vigor e da oferta de massa verde. Já a soja está praticamente toda colhida no estado, embora chuvas recentes tenham dificultado pontualmente a conclusão dos trabalhos. O Departamento de Economia Rural informa ainda que a produtividade apresentou grande variação entre as regiões devido às condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo, enquanto a comercialização segue lenta.





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Montenegro programa Seminário Regional de Homeopatia para dia 28



Evento discute homeopatia na produção vegetal e animal em Montenegro



Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

Uma metodologia ecologicamente correta, de baixo custo, que não deixa resíduos e que não intoxica o agricultor. Assim é a Homeopatia, que será tema de um Seminário Regional no dia 28 de maio, na Sociedade Cultural, Beneficente e Esportiva de Santos Reis, em Montenegro. Com início previsto para às 8h30, o evento contará com uma série de palestras com temas como manejo do solo com homeopatia, preparos biodinâmicos e homeopatia em citros e no manejo de animais. No painel inaugural, o pesquisador da Epagri/SC Pedro Boff abordará o assunto “A ciência invisível: como a homeopatia fortalece o organismo agrícola”.

O objetivo geral do encontro é discutir o papel da homeopatia como auxiliar na resolução de problemas encontrados nas produções vegetal e animal, possibilitando manter os cultivos e criações estimulados e em estado de saúde para um bom desenvolvimento e produção. “Trata-se de uma prática sustentável, que se alinha à construção de uma agricultura saudável, inclusiva e com preservação de recursos naturais”, comenta o extensionista da Emater/RS-Ascar Fábio Encarnação.

A promoção é da Emater/RS-Ascar, Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí (Ecocitrus) e Associação Sul de Saúde Popular (ASSP). O apoio é da Unisc, Sicredi, Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Governo do Estado e Família Kranz Agricultura Biodinâmica. As vagas são limitadas e outras informações podem ser obtidas com a equipe da Emater/RS-Ascar local, pelo telefone (51) 99583-9673.

Programação

8h30  Recepção e lanche

9h  Abertura

9h10  A ciência invisível: como a homeopatia fortalece o organismo agrícola. Pedro Boff – pesquisador da Epagri/SC

11h10  Manejo do solo com homeopatia. Mateus de Mello ? extensionista da Emater/RS-Ascar

12h  Almoço

13h30  Homeopatia em citros. Vilson Lottermann ? citricultor de Harmonia

14h15  Homeopatia no manejo de animais. Gustavo K. Vargas ? extensionista da Emater/RS-Ascar

15h  Os preparados biodinâmicos e a homeopatia. João Kranz ? citricultor de Montenegro

15h45  Debate final com a plenária

16h – Encerramento

Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar – Regional de Lajeado

Jornalista Tiago Bald

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Lar Legal Rural entrega 20 títulos de propriedade em Flor do Sertão


Com garantia de segurança jurídica para famílias rurais, o campo ganha dignidade no Extremo Oeste Catarinense

O município de Flor do Sertão, no Extremo Oeste catarinense, viveu um momento de emoção com a entrega de mais 20 títulos de propriedade rural por meio do Programa Lar Legal Rural, iniciativa do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). A cerimônia ocorreu na Prefeitura Municipal e reuniu autoridades, lideranças do setor agropecuário e famílias beneficiadas pela regularização fundiária.

A ação é resultado de uma parceria do TJSC com a Prefeitura Municipal, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaesc) e o Programa Solo Seguro Favela. O objetivo é promover a regularização de imóveis rurais e garantir a entrega definitiva das matrículas aos proprietários.

Com o documento em mãos, os agricultores passam a contar com segurança jurídica sobre as propriedades e também têm acesso facilitado a financiamentos, crédito rural, investimentos e demais políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da atividade agrícola.

DIGNIDADE PARA QUEM VIVE DA TERRA

Durante a solenidade, o juiz Pedro Cruz Gabriel, destacou a relevância social do programa e a emoção de acompanhar a entrega das escrituras às famílias agricultoras. Segundo o magistrado, o Lar Legal Rural representa muito mais do que um documento oficial e também ressaltou a importância econômica e social da agricultura para a região. “O Oeste catarinense é conhecido por ser uma potência no âmbito rural e muitas vezes esse direito agora passa a ser percebido. É um momento de alegria e júbilo poder acompanhar a entrega desse direito de propriedade que não só acolhe a parte do trabalho, mas também os núcleos familiares, onde se cria os filhos e se desenvolve a alegria do viver”, completou.

REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA

O coordenador estadual do Programa Lar Legal, desembargador Selso de Oliveira, enfatizou que o objetivo do Tribunal de Justiça é justamente facilitar o acesso da população à regularização documental das propriedades rurais. “A ideia do Tribunal de Justiça é participar, ajudar, auxiliar para que com menos burocracia se consiga resolver essa situação que o pessoal tanto quer e tanto depende”, destacou o desembargador.

O programa é desenvolvido em diversas regiões de Santa Catarina e atende especialmente famílias que possuem contratos antigos de compra e venda, áreas herdadas ou propriedades sem matrícula individualizada, situação bastante comum no interior do Estado.

LEGADO PARA AS FUTURAS GERAÇÕES

Para o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, a articulação institucional tem sido decisiva para dar uma resposta a essa demanda antiga do setor. “Quando há integração entre as entidades e o Judiciário, o processo avança com mais consistência e credibilidade. Isso permite tirar do papel soluções que por muito tempo ficaram travadas e levar segurança jurídica, de fato, ao produtor rural”.

Representando a Faesc, o vice-presidente de Secretaria da entidade, Enori Barbieri, destacou a importância da parceria firmada entre as instituições para garantir resultados efetivos aos agricultores catarinenses. Segundo ele, a cooperação estabelecida representa uma medida eficaz para enfrentar a demanda no meio rural catarinense e o suporte do Poder Judiciário é um diferencial para a execução do programa e para garantir segurança jurídica às famílias beneficiadas. Assim é possível transformar em realidade uma solução aguardada há muitos anos por produtores rurais de diversas regiões do Estado.

“Tem pessoas esperando há muitos anos um programa que pudesse traduzir e introduzir aquela propriedade que tem papel de compra e venda ou de herança em seu nome, para poder deixar um legado para os seus filhos”, afirmou Barbieri.

O dirigente também ressaltou a missão de levar informação aos produtores rurais que ainda enfrentam problemas de documentação. “Fico muito feliz como coordenador de divulgação. Quero que todos os produtores de Santa Catarina que não detêm matrícula possam saber que existe um programa para resolver o seu problema”, disse.

DÉCADAS DE ESPERA 

Entre as histórias que emocionaram o público durante a entrega dos títulos esteve a da família Dall’Agnol. A filha do agricultor Amantino Dall’Agnol, Ida Dall’Agnol, contou que a família aguardava há mais de meio século pela regularização da propriedade.

“Meu pai Amantino já está com 83 anos. São 53 anos desde que adquiriram essa propriedade em Flor do Sertão. Foi uma compra feita pelos irmãos dele, mas até então não tinha escritura”, relatou.

Segundo Ida, a área surgiu a partir do desmembramento de outras propriedades, mas nunca recebeu matrícula própria, o que impediu a formalização do imóvel durante décadas. 

“São 55 anos de luta e de espera, é uma grande conquista para nossa família. Meu pai já não trabalha mais na propriedade, até porque não tem mais condições, mas é um sonho realizar isso enquanto ele ainda está aqui para curtir a escritura”, afirmou emocionada.

A entrega dos títulos representa, para muitas famílias do campo, o encerramento de uma longa espera e o início de uma nova etapa, com acesso pleno aos direitos garantidos pela posse legal da terra.

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A filha do agricultor Amantino Dall’Agnol, Ida Dall’Agnol, contou que a família aguardava há mais de meio século pela regularização da propriedade. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação)

A entrega dos títulos representa, para muitas famílias do campo, o encerramento de uma longa espera e o início de uma nova etapa, com acesso pleno aos direitos garantidos pela posse legal da terra. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação)

A filha do agricultor Amantino Dall’Agnol, Ida Dall’Agnol, contou que a família aguardava há mais de meio século pela regularização da propriedade. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação)

O município de Flor do Sertão, no Extremo Oeste catarinense, viveu um momento de emoção com a entrega de mais 20 títulos de propriedade rural por meio do Programa Lar Legal Rural. (Foto: Bruna Roman/MBComunicação)





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