domingo, julho 26, 2026

Política & Agro

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Solos arrozeiros abrem caminho para nova renda



Em áreas arrozeiras, cultivos como soja e milho podem entregar palhada


Em áreas arrozeiras, cultivos como soja e milho podem entregar palhada
Em áreas arrozeiras, cultivos como soja e milho podem entregar palhada – Foto: Pixabay

A diversificação de cultivos em solos tradicionalmente ocupados pelo arroz ganha espaço como alternativa para ampliar o uso produtivo das áreas e melhorar a integração entre lavoura e pecuária na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A avaliação é de Edison Jacociunas, engenheiro agrônomo, que aponta oportunidades no aproveitamento das restevas de culturas de verão para a implantação de verdeios de inverno.

Em áreas arrozeiras, cultivos como soja e milho podem entregar palhada com potencial para receber aveia ou azevém no período seguinte. Essas implantações exigem investimento, mas tendem a apresentar retorno quando associadas ao uso intenso pela pecuária de corte, especialmente em uma fase do ano marcada por menor disponibilidade de pasto.

Nos meses de maio, junho e julho, a região costuma enfrentar um vazio forrageiro, período de transição entre a oferta do campo nativo e o estabelecimento das pastagens de inverno. Nesse cenário, os verdeios implantados após as culturas de verão ajudam a manter suporte alimentar aos animais e reduzem a pressão sobre outras áreas da propriedade.

Além do ganho forrageiro, a adoção desse sistema contribui para a proteção do solo contra processos erosivos. A cobertura vegetal e os resíduos deixados após a colheita auxiliam na conservação da estrutura do solo, fator importante em áreas sujeitas a limitações de drenagem e ao manejo intensivo.

Outro benefício está na ciclagem de nutrientes após os cultivos de verão. A permanência de resíduos e a sequência de culturas favorecem o aproveitamento dos nutrientes no sistema, agregando eficiência ao uso da área ao longo do ano.

Para que essa combinação gere os resultados esperados, o planejamento é apontado como etapa decisiva. Práticas de manejo ligadas à drenagem e ao controle de invasoras no pós-colheita são essenciais para viabilizar a implantação dos verdeios e permitir maior sinergia entre os benefícios das culturas de verão e o uso pecuário no inverno.

 





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Chuvas reduzem ritmo da colheita no arroz


A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul segue em ritmo mais lento, influenciada pelas condições climáticas registradas nos últimos dias e pela necessidade de avanço gradual das operações no campo. A avaliação é de Edison Jacociunas, engenheiro agrônomo, com base no informativo semanal do IRGA, que aponta que as chuvas recentes reduziram a velocidade dos trabalhos nas lavouras.

Segundo Jacociunas, ainda é necessário aguardar o encerramento da safra para que seja possível consolidar a produtividade média de cada região produtora. Até o momento, a evolução da colheita indica diferenças locais, especialmente em áreas onde o excesso de umidade atrasou a entrada das máquinas e prolongou a permanência das lavouras no campo.

Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, a movimentação em unidades de recebimento e armazenagem chama atenção. De acordo com o agrônomo, há registros de filas de espera para descarga, cenário que pode indicar uma safra dentro da normalidade em termos de produtividade. A região, tradicional na produção de arroz irrigado, concentra parte importante da entrega do grão neste período.

Em relação à qualidade, a avaliação geral é positiva. Os grãos colhidos apresentam, de modo predominante, boa condição. No entanto, produtores que enfrentaram atraso na colheita relatam áreas colhidas mais recentemente com rendimento abaixo do melhor padrão, reflexo do prolongamento do ciclo de retirada do arroz das lavouras.

No mercado, a oferta segue retraída. Jacociunas observa que ainda existem lotes da safra passada em poder de produtores, que buscam negociar valores mais favoráveis. A retenção da produção também aparece na safra atual, em meio à expectativa de preços melhores. Para o agrônomo, essa estratégia envolve riscos, já que o valor desejado pode não ser alcançado.

Outro fator de pressão é a valorização do real frente ao dólar, que dificulta o escoamento da safra por meio das exportações. Esse movimento reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado externo e pode limitar alternativas de comercialização em um momento de maior disponibilidade do grão.

 





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Plantar em morro parece solução, mas esconde riscos



Soja começou a ocupar espaço


Soja começou a ocupar espaço
Soja começou a ocupar espaço – Foto: Canva

O avanço da agricultura em áreas com relevo mais acidentado tem gerado discussões sobre viabilidade e riscos produtivos. Segundo informações de Fabiola De Almeida Machado, engenheira agrônoma, esse movimento já pode ser observado em algumas regiões do Rio Grande do Sul.

No estado, parte das lavouras, especialmente de grãos como a soja, começou a ocupar também áreas de morros e terrenos mais inclinados. Apesar desse avanço, o padrão predominante ainda são áreas planas ou levemente onduladas, consideradas mais adequadas para o cultivo em larga escala. Isso ocorre porque essas regiões facilitam o uso de máquinas agrícolas e reduzem riscos operacionais.

Em terrenos inclinados, um dos principais desafios é a erosão do solo, que pode ocorrer de forma intensa caso não haja manejo adequado. A perda de nutrientes e de estrutura do solo compromete a produtividade e pode gerar prejuízos ao longo do tempo. Além disso, essas áreas costumam apresentar menor fertilidade natural, exigindo correções frequentes e um manejo mais rigoroso para manter a capacidade produtiva.

Diante dessas limitações, o uso mais comum das áreas de morro no estado tende a ser direcionado para atividades como pastagens, fruticultura e reflorestamento, que se adaptam melhor às condições do relevo. Essas alternativas apresentam menor risco de degradação e, em muitos casos, maior sustentabilidade econômica.

Embora seja possível implantar lavouras em áreas inclinadas, a prática envolve custos mais elevados e maior exposição a perdas. Por isso, sem técnicas adequadas de conservação do solo e planejamento detalhado, esse tipo de cultivo não é considerado a opção mais indicada para grandes produções de grãos no estado.

 





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Setor hortifruti ganha novo impulso global


A cadeia de frutas e hortaliças ampliou sua presença internacional em 2026 com o avanço de eventos que reúnem diferentes etapas do setor. Um dos principais encontros do segmento registrou crescimento de público e reforçou sua atuação global.

A 43ª edição da Macfrut, realizada no Rimini Expo Centre, apresentou aumento no número total de visitantes, com destaque para a participação estrangeira, que cresceu mais de 12%. O evento reuniu compradores de mais de 80 países e contou com 1.400 expositores, distribuídos em áreas temáticas voltadas a toda a cadeia produtiva.

O resultado foi impulsionado pela atuação conjunta com parceiros institucionais. A Italian Trade Agency ampliou a presença de delegações internacionais, enquanto a AICS contribuiu com iniciativas ligadas à agricultura sustentável. A programação também incluiu conferências científicas com especialistas internacionais.

Durante a abertura, foi anunciado o lançamento do Observatório de Frutas e Hortaliças em parceria com a Nomisma. A participação do varejo italiano também se destacou, com expectativa de crescimento na próxima edição. Para 2027, a organização prevê mudanças no layout e negocia um acordo com a Informa, responsável pela Growtech, com foco no segmento de pré-colheita. A próxima edição ocorre de 20 a 22 de abril.

“Para o próximo ano, já introduzimos diversas novidades, começando por um novo layout de exposição que tornará o evento mais acessível para visitantes e compradores, ao mesmo tempo em que aumentará sua eficácia para os expositores”, disse Patrizio Neri, presidente da Cesena Fiera, organizadora da Macfrut. “Também estamos extremamente satisfeitos com o nível de participação e com o crescente perfil internacional da feira.”

“Também posso anunciar”, acrescentou Neri, “que estamos na fase final de assinatura de um acordo estratégico com a Informa, organizadora da Growtech, o principal evento mundial do setor de pré-colheita, com o objetivo de fortalecer ainda mais esse segmento dentro da Macfrut.”

 





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Com 35% da produção voltada à exportação, carne bovina entra em ciclo de valorização


O mercado da carne bovina no Brasil vive um ciclo de valorização sustentado pelo aumento da demanda, tanto no cenário interno quanto internacional. A avaliação foi apresentada por Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, durante fórum realizado na Nacional Hereford e Braford, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), nesta quinta-feira (23).

Segundo o analista, desde 2024 os preços da arroba do boi gordo vêm registrando alta consistente, impulsionada principalmente pelo consumo. “Não é a oferta que está puxando esse movimento, mas sim o crescimento da demanda, que sustenta toda a cadeia produtiva”, afirmou. Ele salientou ainda que a valorização impacta diretamente todos os elos do setor, refletindo tanto na rentabilidade do produtor quanto nos preços ao consumidor final.

No cenário externo, o ambiente também é favorável ao Brasil. Países como China, Estados Unidos e México ampliaram a demanda pela carne brasileira, enquanto novos mercados seguem em processo de abertura. Ao mesmo tempo, concorrentes relevantes enfrentam queda na produção. Os Estados Unidos, por exemplo, registram o menor nível de rebanho em décadas, o que os posiciona como importadores. “O mundo quer carne, e o Brasil tem capacidade para atender essa demanda, inclusive em mercados mais exigentes”, destacou Fabbri.

Atualmente, cerca de 35% da produção nacional é destinada à exportação, enquanto o mercado interno segue como principal destino. Para o consultor, fatores econômicos têm contribuído para sustentar o consumo. De acordo com o especialista, a redução do desemprego e o aumento da renda média têm elevado o padrão de consumo. “Com mais renda, o consumidor passa a buscar produtos de maior valor agregado”, explicou.

Além do cenário geral, o avanço da demanda tem favorecido a valorização de carnes com diferenciação de qualidade. O diretor do Programa Carne Certificada Hereford, Eduardo Eichenberg, destacou que o movimento já é perceptível no mercado. Segundo ele, a combinação entre demanda aquecida e oferta global mais restrita sustenta a tendência de preços firmes. “A perspectiva é positiva, com valorização contínua, ainda que em ritmo moderado”, afirmou.

Esse cenário se reflete também dentro da porteira. De acordo com Eichenberg, remates recentes ligados à entidade registraram valorização média próxima de 20% em relação ao ano anterior. Para o dirigente, o avanço da carne de qualidade está diretamente ligado à mudança no comportamento do consumidor. “Há uma busca crescente por produtos com padrão superior, o que favorece sistemas de certificação”, disse.

Entre os fatores que ganham peso na decisão de compra estão rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade. “O consumidor está mais exigente. A escolha não passa mais apenas pelo preço, mas pela confiança no produto e na cadeia de produção”, concluiu.

A expectativa, de acordo com os analistas no evento, para 2026 é de manutenção de um mercado firme, sustentado pela combinação entre demanda aquecida e oferta ajustada, com tendência de continuidade na valorização da carne bovina.

Na sequência, houve debates inerentes ao fórum com os representantes da cadeia da carne. Além de Fabbri e Eichenberg, participaram a consultora Ana Doralina Menezes, o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Eduardo Soares, o gerente executivo da associação, Felipe Azambuja, o representante do Frigorífico Silva, Mateus Silva, a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária,  Antonia Scalzilli, e o representante Grupo Mandabrasa, proprietário do 20 Barra 9, Pedro César Bergamaschi.

 





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IA avança no atendimento técnico do agro


A digitalização no campo avança com novas ferramentas voltadas a tornar o atendimento técnico mais ágil, padronizado e conectado às demandas do produtor rural. Durante a Agrishow 2026, realizada de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto, será apresentada uma solução inédita de inteligência artificial generativa aplicada ao segmento de pneus agrícolas.

Desenvolvido pela Titan Pneus em parceria com a Inovation AI Global, o agente virtual foi criado para apoiar a rede de revendedores da marca no acesso a informações técnicas sobre um portfólio com mais de 500 SKUs. A ferramenta responde por texto ou áudio, diretamente pelo celular, com dados contextualizados sobre produtos, aplicações e especificações.

Segundo a Titan, a iniciativa surgiu a partir de uma demanda das áreas comercial e de marketing para oferecer informações técnicas de forma clara, rápida e escalável às revendas. A proposta é que o agente atue como um especialista digital, sem substituir pessoas, mas facilitando o processo de atendimento e negociação com clientes.

Na Agrishow, os visitantes poderão testar a versão beta da solução por meio de um QR Code, que direciona o usuário ao WhatsApp. O Atlas Titan poderá detalhar configurações, fichas técnicas, guias de aplicação, imagens de produtos e recomendações de maquinário relacionadas ao portfólio de pneus agrícolas.

A tecnologia também foi projetada para identificar intenção de compra, estruturar leads e, futuramente, direcionar demandas ao revendedor mais próximo. Para a Titan, a plataforma deve ampliar a rastreabilidade das interações e o acompanhamento do funil comercial. A evolução do sistema prevê ainda recursos de hiperpersonalização, com recomendações orientadas pelo perfil e comportamento do cliente.

“A proposta é apoiar a revenda na indicação do produto certo, no momento ideal, com condições alinhadas ao perfil do produtor. Não se trata de envio massivo de informações, mas de uma comunicação altamente personalizada e orientada por dados”, finaliza Rafael Nascimento, CEO da Inovation AI Global.

 





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produtores buscam estratégias para reduzir impacto dos custos


A alta nos preços dos fertilizantes, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, pode impactar a agricultura brasileira e pressionar os custos de produção, segundo Instituto Agronômico, de Campinas. Diante desse cenário, a instituição recomenda maior eficiência no uso de insumos para preservar a produtividade. Entre as medidas indicadas estão a realização de análise de solo, a adoção de práticas agrícolas adequadas e o uso de calcário como forma de melhorar o aproveitamento dos nutrientes.

“Nosso objetivo é orientar estrategicamente os agricultores diante da muito provável alta nos preços dos fertilizantes, consequência da guerra que, além de inviabilizar rotas de transporte e encarecer os insumos, também vem comprometendo a infraestrutura de produção”, afirma Heitor Cantarella, pesquisador da área de solos e vice-coordenador do Instituto Agronômico, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo o Instituto Agronômico, a análise de solo permite identificar com precisão as necessidades nutricionais da lavoura, direcionando o investimento para o tipo e a quantidade adequados de fertilizantes. A prática contribui para o uso racional dos insumos, especialmente em um contexto de oferta restrita e preços elevados.

A instituição também destaca a importância da calagem, técnica que melhora a disponibilidade de nutrientes ao corrigir a acidez do solo e reduzir a toxidez do alumínio. O uso de calcário, insumo amplamente disponível no país, favorece o desenvolvimento radicular das plantas, amplia a absorção de nutrientes e contribui para a fertilidade do solo.

De acordo com Heitor Cantarella, as boas práticas agrícolas devem seguir o conceito 4C, baseado em dose certa, época certa, fertilizante certo e local certo. “O produtor pode ainda usar o que ele tem em sua propriedade, como é o caso do estercos e compostos”, orienta.

O pesquisador ressalta que instituições como o Instituto Agronômico têm o papel de antecipar desafios e oferecer soluções técnicas diante de cenários como o atual, marcado por fatores externos ao planejamento agrícola tradicional.

O contexto internacional contribui para a pressão sobre os preços dos insumos, uma vez que o Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes utilizados, muitos deles transportados pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica afetada pelo conflito. A região também concentra o escoamento de petróleo, matéria-prima relevante para fertilizantes nitrogenados.

Segundo Cantarella, a incerteza sobre custos de importação dificulta a formação de preços no mercado interno. “Para ilustrar essa situação, o enxofre, matéria-prima de vários fertilizantes, principalmente os fosfatados, já aumentou cerca de 300% a 400% desde o início da guerra”, comenta Cantarella.

O cenário pode ter reflexos na economia, seja pelo repasse de custos ao consumidor, com impacto na inflação, ou pelo aumento do endividamento dos produtores, caso não consigam compensar a elevação dos gastos. “Outro complicador é que o cenário de preços elevados de fertilizantes ocorre em um período em que os preços de commodities agrícolas estão deprimidos. Para contribuir nesse cenário, o IAC lança mão de conhecimentos já desenvolvidos e consolidados e reforça as orientações com soluções factíveis para que os produtores possam enfrentar os desafios nessa época de crise”, comenta o especialista em solos no Brasil.





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Clima pode reduzir produtividade no Centro-Oeste


O milho segunda safra no Centro-Oeste brasileiro avança sob condições climáticas adversas, marcadas por chuvas irregulares e temperaturas elevadas, que já começam a afetar o desenvolvimento das lavouras. O cenário, observado nas últimas semanas em estados como Goiás e Mato Grosso do Sul, acende um alerta para possíveis perdas de produtividade em fases críticas do ciclo da cultura.

De acordo com monitoramento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o desenvolvimento do milho segunda safra segue, em geral, dentro de condições consideradas favoráveis, apesar da má distribuição das chuvas e da redução dos volumes em algumas regiões produtoras.

Ainda assim, a irregularidade climática tem provocado respostas distintas entre os estados. Enquanto algumas áreas mantêm bom desenvolvimento, outras já enfrentam limitações hídricas que comprometem o potencial produtivo.

No Mato Grosso do Sul, as chuvas esparsas dificultaram a finalização do plantio em áreas remanescentes. Mesmo com lavouras em bom estado geral, produtores enfrentam aumento da incidência de pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e a lagarta-do-cartucho, exigindo intensificação no manejo fitossanitário.

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O principal ponto de atenção está nas regiões sudoeste e sul do estado. Nessas áreas, a combinação de baixos volumes de chuva e temperaturas elevadas tem reduzido os estoques de água no solo. No município de Dourados, estimativas do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) indicam déficit hídrico persistente ao longo do ciclo, refletindo na perda de potencial produtivo da cultura.

Em Goiás, a umidade residual no solo ainda sustenta o desenvolvimento das lavouras na maior parte do estado. No entanto, o cenário começa a se deteriorar, especialmente nas regiões Sul e Leste. Nessas áreas, a redução das chuvas aliada às altas temperaturas intensifica a perda de água do solo justamente em fases críticas do milho, como floração e enchimento de grãos — períodos de maior demanda hídrica.

No município de Rio Verde, dados do SISDAGRO apontam aumento do déficit hídrico desde março, com impacto direto no rendimento. A estimativa é de perda de 52,6% no potencial produtivo.

A previsão climática para os próximos 15 dias indica manutenção da irregularidade das chuvas no Centro-Oeste.

De acordo com dados divulgados, os maiores volumes — acima de 60 mm — devem se concentrar no noroeste e oeste de Mato Grosso e no centro-sul de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, os acumulados tendem a ficar abaixo de 40 mm, com possibilidade de volumes inferiores a 10 mm em regiões de Goiás, sudeste de Mato Grosso e Distrito Federal.

As temperaturas máximas devem variar entre 26 °C e 34 °C, podendo ultrapassar esse patamar em algumas áreas. A umidade relativa do ar também deve permanecer baixa, abaixo de 40%, favorecendo a continuidade do déficit hídrico.

O cenário reforça o aumento do risco produtivo para o milho segunda safra, especialmente se a irregularidade das chuvas persistir. A restrição hídrica nas fases mais sensíveis pode comprometer tanto o rendimento quanto a qualidade dos grãos.

 





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Comissão aprova atualização de tecnologia em contratos de governo



Proposta autoriza atualização de tecnologia em contratos públicos durante a vigência


Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados

23/04/2026 – 18:36  

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que autoriza a inclusão, em contratos de até cinco anos firmados pelo poder público, de regras para a troca de máquinas e a atualização de versões de softwares durante a vigência de acordo.

O texto prevê a adoção de um novo modelo, chamado “como serviço”, com repasse de responsabilidade de infraestrutura e de manutenção para a empresa contratada. A atual Lei de Licitações e Contratos Administrativos permite acordos com este prazo apenas para aluguel de equipamentos e o uso de programas de informática. Além disso, a lei só permite a atualização dos referidos equipamentos e programas após o fim do contrato em vigor.

O que a proposta muda na lei:

O colegiado aprovou o parecer do relator, deputado David Soares (Pode-SP), favorável ao Projeto de Lei 5297/25, de autoria do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). Soares reforçou que o modelo atual é incompatível com a velocidade de inovação de tecnologia.

“A proposta confere maior racionalidade à gestão pública de tecnologia, ao permitir que os órgãos e entidades acompanhem o ritmo de evolução do setor, otimizando recursos públicos e evitando a defasagem funcional dos sistemas e equipamentos utilizados”, destacou no relatório.

Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Emanuelle Brasil

Edição – Ana Chalub





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Tecnologias para milho e soja movimentam equipe da Sipcam Nichino na edição 2026 da Agrishow, em Ribeirão Preto-SP


Ocorre na paulista Ribeirão Preto, no período de 27 de abril a 1º de maio, a edição 2026 da Agrishow, uma das maiores feiras do país nas áreas de máquinas e insumos para o agronegócio. Presente entre as principais empresas do setor de defensivos agrícolas, a Sipcam Nichino leva para seu estande informações relevantes sobre as soluções Fiera® e Click® Pro e também anuncia o lançamento de uma nova tecnologia para soja.

Lançado recentemente no país, o inseticida Fiera® trouxe ao mercado um conceito no controle da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), hoje considerada a praga mais desafiadora do cereal, na safra de verão e na segunda safra.

“Está comprovado em experimentos: o controle da ‘ninfa’ da ‘cigarrinha’ tornou-se central na estratégia de manejo do produtor de milho, para ele colher sucesso na quebra de ciclo, na contenção da praga e produzir mais e melhor”, explica Marcelo Palazim, coordenador de marketing da Sipcam Nichino. “O inseticida age na fase ‘ninfal’ e na fertilidade e fecundidade das fêmeas adultas da cigarrinha, com redução na postura e na eclosão de ovos”, ele continua.

Em relação ao herbicida Click® Pro, igualmente lançado em períodos recentes, o agrônomo ressalta a efetividade da solução no manejo de invasoras de difícil controle do milho.

“Trata-se de uma solução altamente inovadora, composta pela mistura de dois ativos sinérgicos no controle de plantas daninhas: terbutilazina e mesotriona. É um herbicida de ação pós-emergente, seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas”, acrescenta Palazim.

Conforme o agrônomo, o produto revelou em testes e áreas comerciais entregar controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual pós-emergente, “inclusive ante espécies de difícil controle resistentes ao glifosato e à atrazina”.

Ainda durante a Agrishow, a Sipcam Nichino inicia as ações de lançamento do herbicida Cervino® Gold. “O sojicultor brasileiro passará a contar com uma solução consistente no manejo das plantas daninhas mais importantes da cultura. O novo herbicida superou seus competidores nas avaliações a campo”, antecipa Marcelo Palazim.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

 





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