sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Anomalia radicular levanta debate no campo



As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule


As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule
As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule – Foto: Divulgação

Um sintoma incomum identificado em lavouras de milho da safrinha 2025 chamou a atenção de pesquisadores e técnicos de campo. Em área cultivada após soja, no interior de São Paulo, foram observadas raízes adventícias com formação semelhante a um perfilhamento, comportamento que não costuma aparecer em plantas sadias. O registro foi feito em uma lavoura semeada no início de março, destacando um exemplo prático de alterações inesperadas no desenvolvimento radicular.

As raízes adventícias surgem a partir dos nós do caule, normalmente a partir do estádio V10, contribuindo para a estabilidade da planta e para a absorção de água e nutrientes próximos à superfície do solo. A ocorrência de um perfilhamento nesse tipo de raiz não aparece em referências técnicas e, segundo o pesquisador da Fundação ABC Mauricio Mega Celano, não há relatos semelhantes disponíveis na literatura ou mesmo na internet que apresentem esse tipo de anomalia.

A interpretação do fenômeno permanece em aberto, já que múltiplos fatores podem interagir e provocar respostas fisiológicas atípicas. Entre as hipóteses levantadas, uma das mais prováveis envolve efeito residual de herbicidas usados na soja, especialmente inibidores de ALS como diclosulam, cloransulam e imazetapyr. Esses produtos, empregados no controle de plantas daninhas de difícil manejo, podem interferir no milho cultivado em sucessão quando há excesso ou desrespeito ao período de persistência no solo.

O caso reforça a importância de atenção contínua no campo e evidencia como práticas de manejo podem influenciar a estrutura radicular do milho em sistemas pós-soja. A observação, segundo Celano, destaca que ainda há muito a aprender a partir das ocorrências reais nas lavouras. Fonte: Mauricio Mega Celano, pesquisador da Fundação ABC.

 





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Edição genética reforça defesa natural de plantas



Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos


Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas
Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas – Foto: Pixabay

A recuperação de mecanismos naturais de defesa em plantas por meio da edição genética vem ganhando espaço como alternativa para reduzir perdas causadas por pragas agrícolas. A técnica possibilita resgatar proteínas inibidoras da alfa-amilase, características de variedades silvestres e capazes de tornar o amido praticamente indigerível para insetos que atacam sementes e grãos, sem alterar a digestibilidade para humanos e animais. A estratégia busca reforçar a proteção de cultivos amplamente consumidos, como milho e leguminosas, especialmente vulneráveis a besouros e outras espécies que degradam o amido.

Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas e destaca o potencial da edição genética para ampliar a produção desses inibidores. O trabalho, conduzido por pesquisadores da Embrapa e do Centro de Pesquisa em Genômica para o Cambio Climático, reúne resultados sobre a prospecção de genes envolvidos na síntese dos inibidores, a avaliação da ação dessas moléculas em insetos alvo e não alvo e o desenvolvimento de plantas transgênicas capazes de superexpressá-las. Também menciona progressos na proteção de propriedade intelectual associados a essas descobertas.

Apesar dos resultados, o uso de transgênese clássica enfrenta entraves econômicos e regulatórios, além de uma aceitação limitada no mercado. A edição genética surge como alternativa ao permitir modificar genes da própria planta, o que pode levar à criação de variedades que não se enquadram como transgênicas segundo critérios da CTNBio. Isso reduz custos e amplia o interesse da agroindústria. Os autores ressaltam que ferramentas como CRISPR permitem ajustes precisos para reforçar a defesa contra insetos sem comprometer a segurança alimentar.

 





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O que é realmente um carro sustentável?



“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia”


“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia"
“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia” – Foto: Pixabay

A discussão sobre veículos sustentáveis ganhou força, mas quando se observa o uso típico do motorista brasileiro, o cenário muda. Segundo Evanderson Marques, gerente comercial, quem roda cerca de 30 quilômetros por dia com um hatch compacto urbano descobre que o “carro mais limpo” nem sempre é o que parece. Ele analisou 48 meses de utilização e concluiu que comparar apenas emissões no escapamento não reflete o impacto real. A fabricação do veículo pesa tanto quanto o combustível e altera de forma significativa o resultado ambiental.

Quando se colocam na mesma mesa energia, manutenção, depreciação e impacto ao longo do ciclo de vida, aparecem diferenças importantes. O compacto elétrico registra o menor custo por quilômetro e oferece a maior economia mensal, favorecido pelo baixo gasto energético e pela manutenção reduzida. No entanto, o modelo flex 1.0 abastecido com etanol continua sendo uma referência ambiental no ciclo de vida, já que o caráter renovável da cana compensa parte relevante das emissões geradas no uso diário.

Para quem roda pouco, Marques destaca que a decisão precisa ir além da tecnologia. É necessário avaliar o impacto da construção, a liquidez de revenda, o custo real por quilômetro e a previsibilidade financeira. Nesse conjunto, as respostas começam a mudar e mostram que sustentabilidade não é apenas uma questão de motor, mas de entender todo o ciclo que envolve o veículo. A escolha mais racional exige comparar o todo, e não apenas o que sai pelo escapamento. 

“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia. Precisa comparar impacto de construção, liquidez de revenda, custo real por km e previsibilidade. E é aí que as respostas começam a mudar. Já parou para pensar?”, conclui, em seu perfil no LinkedIn.

 





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Produtividade maior com manejo de sementes no milho



“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra”


“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra"
“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra” – Foto: USDA

A safra de milho verão apresenta cenário favorável para 2025/26, com estimativa de 25,6 milhões de toneladas semeadas, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Nesse contexto, iniciativas voltadas ao uso eficiente de insumos têm impulsionado ganhos de produtividade em áreas selecionadas, com resultados que chegam a 10%.

Entre essas ações está o projeto P de Produtividade, desenvolvido pela Pioneer, marca da Corteva Agriscience. A proposta recomenda populações de híbridos de forma personalizada, considerando as particularidades de cada talhão. A estratégia utiliza tecnologias para mapear zonas de manejo e orientar a taxa variável de sementes, ajustando a distribuição conforme a variabilidade do solo e do ambiente. 

“A semeadura é um dos momentos-chave no início da safra e demanda atenção especial do produtor. Para o bom desenvolvimento do milho, é importante que ele tenha o mapeamento e o histórico da área onde fará o plantio, etapa essencial para a distribuição adequada das sementes”, ressalta Geliandro Rigo, Líder de Marketing de Campo da Pioneer®. “Com foco em aliar produtividade com rentabilidade, otimizando os recursos, oferecemos uma recomendação personalizada de taxa variável de sementes para que o milhocultor possa utilizar o híbrido mais indicado, de acordo com as zonas de manejo pré-definidas, de forma a distribuir melhor a quantidade de sementes a partir do perfil de cada talhão”, explica.

A iniciativa identifica diferenças produtivas com apoio de imagens de satélite e consolida as recomendações em uma plataforma própria, que gera prescrições carregadas diretamente na plantadeira. O processo inclui acompanhamento dos representantes comerciais, responsáveis por auxiliar na interpretação dos mapas e na definição técnica das áreas.

Em sua terceira safra, o projeto já mapeou 40 mil hectares, principalmente no Cerrado. Produtores relatam ganhos consistentes, como no Grupo Tamburi, em Nova Crixás, onde a ferramenta trouxe melhor uniformidade ao talhão e eficiência agronômica de até 10%. Além do desempenho no campo, a solução reforça a proximidade entre a marca e os agricultores ao oferecer recomendações individualizadas.

 





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Geopolítica vira o jogo no agro brasileiro



No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco


No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco
No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco – Foto: Pixabay

As últimas movimentações do mercado deixaram claro que as cotações do agronegócio estão reagindo muito mais à geopolítica do que a fatores como clima, safra ou logística. De acordo com o estrategista em agronegócio Ale Delara, decisões tomadas nos Estados Unidos e na China estão orientando preços no Brasil com intensidade e velocidade.

A arroba do boi foi um dos primeiros sinais dessa mudança. Os preços recuaram após um ruído diplomático vindo da China, principal compradora da carne brasileira. Logo depois, a direção inverteu quando os Estados Unidos anunciaram a retirada de tarifas, impulsionando novamente o valor da arroba.

No mercado de café, o movimento foi ainda mais brusco. As cotações derreteram na ICE NY diante da expectativa de maior entrada de produto brasileiro no mercado internacional, cenário alimentado pelo contexto político e comercial entre as grandes potências. A soja também reagiu rapidamente. As compras chinesas ultrapassaram três milhões de toneladas, suficiente para mudar o rumo das cotações em Chicago e no Brasil, mostrando o peso das decisões de Pequim no equilíbrio global da oferta.

Para Ale Delara, a simultaneidade desses movimentos revela que fatores externos estão guiando os preços antes mesmo que qualquer alteração física de oferta e demanda ocorra. As relações entre Washington e Pequim estão definindo tendências e exigindo que produtores e agentes do setor acompanhem de perto o ambiente internacional, já que as decisões políticas estão redesenhando, dia após dia, o mercado agrícola brasileiro. As informações foram divulgadas em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Consultoria aponta avanço nas compras de soja



A soja americana segue mais cara que a brasileira


A soja americana segue mais cara que a brasileira
A soja americana segue mais cara que a brasileira – Foto: Divulgação

A movimentação dos contratos de soja na bolsa de Chicago terminou o dia em alta, sustentada por sinais de maior demanda externa e pela expectativa gerada antes do feriado nos Estados Unidos. O mercado reagiu ao aumento das compras divulgado no fim da sessão anterior, o que deu novo impulso às cotações.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para janeiro subiu 0,60%, fechando em 1131,50 centavos de dólar por bushel. A posição de março avançou 0,53%, para 1140,75 centavos. No mercado de derivados, o farelo para dezembro registrou leve alta de 0,03%, enquanto o óleo para o mesmo mês teve valorização de 1,13%.

A consultoria informou que, de acordo com a Reuters, entre dez e quinze carregamentos de soja foram adquiridos pela China na terça-feira, após conversa entre os presidentes dos Estados Unidos e da China. A reportagem relata que o diálogo teria incentivado a ampliação das compras de produtos agrícolas, o que contribuiu para fortalecer a demanda pela oleaginosa americana.

Com essas operações, as aquisições chinesas teriam atingido cerca de 35% do volume previsto em acordo de 12 milhões de toneladas, acima dos 16% já confirmados pelo departamento oficial de agricultura dos Estados Unidos. A expectativa é de que essas vendas sejam divulgadas na sessão de sexta-feira.

A TF Agroeconômica destaca que a soja americana segue mais cara que a brasileira, o que mantém compradores privados voltados ao produto do Brasil. Assim, o avanço recente das compras permanece concentrado nas estatais chinesas, que garantiram o ritmo de negociações ao longo da semana.

 





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Ministro Fávaro destaca o papel fundamental dos adidos agrícolas para o avanço das exportações brasileiras


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, nesta quarta-feira (26), da abertura oficial do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas, realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília-DF.

O evento tem como tema principal “Parcerias que vão Além” e reúne 54 adidos agrícolas, sendo 40 em missão e 14 recém-designados, além das equipes dos escritórios da ApexBrasil em Bogotá, Miami, Bruxelas, Moscou, Dubai, Lisboa e Pequim.

Na ocasião, o ministro Carlos Fávaro evidenciou a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reconstruir a credibilidade internacional do Brasil. “Parece que alguma coisa falava para ele: em algum momento vai acontecer uma mudança e a geopolítica e as relações comerciais serão muito afetadas, e o Brasil precisa estar preparado. Ele foi lá, começou a escalar o time, escolheu o Jorge para estar na Apex, nos escolheu para estar no Mapa, escolheu o time do MRE, escolheu o vice-presidente no MDIC. Essas escolhas foram determinantes para reposicionar o país no cenário global”, disse.

Destacou o papel fundamental das adidâncias agrícolas para o crescimento do comércio brasileiro no exterior e a importância do trabalho conjunto entre governo, adidos e setor produtivo. “É um momento muito especial. Todos nós fazemos parte da história que está acontecendo no mundo. Os adidos agrícolas contribuem abrindo muitas portas. Cada abertura e ampliação de mercados é mais emprego, mais desenvolvimento e mais oportunidade”, afirmou Fávaro.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, reforçou a importância estratégica do encontro e das parcerias institucionais. “Este é um momento de celebração das conquistas que alcançamos até aqui. Dos 491 mercados que abrimos pelo mundo e das mais de 200 ampliações, boa parte só foi possível graças ao trabalho dos adidos agrícolas, ao apoio das embaixadas e à promoção comercial conduzida pela ApexBrasil. Mas também é um momento de planejamento. O cenário internacional muda a cada segundo e precisamos estar preparados, com diretrizes claras, para avançar ainda mais em 2026”, destacou.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou os resultados expressivos alcançados pelo Brasil até outubro deste ano, demonstrando o fortalecimento da presença internacional do país. “Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil já alcançaram 74 bilhões de dólares este ano, um número que não víamos há mais de uma década. Esses resultados são fruto do trabalho de todos nós, da credibilidade que o país voltou a conquistar e do empenho das nossas equipes no Brasil e no exterior”, afirmou.

Ao falar sobre os avanços recentes, o ministro Carlos Fávaro salientou o impacto econômico das aberturas de mercado e das negociações sanitárias conduzidas pelas equipes do Mapa e pelos adidos agrícolas. “A consequência do nosso trabalho tem efeitos para toda a sociedade brasileira. Eu acredito no trabalho, na perseverança e na dedicação, e é isso que faz as coisas acontecerem”, disse.

Na oportunidade, as autoridades ressaltaram o impacto da estratégia de abertura e ampliação de mercados conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com o apoio do Ministério das Relações Exteriores. Já são US$ 3 bilhões em novos negócios, e mais US$ 33 bilhões previstos.

Integraram também a mesa de abertura a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, e o embaixador especial da FAO para o Cooperativismo e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues.

Realizado pelo Mapa e pela ApexBrasil, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Encontro está sendo realizado desde o dia 24 de novembro e vai até 2 de dezembro.

O objetivo é estreitar relações entre instituições governamentais, adidos agrícolas, equipes técnicas e setores produtivos do agro, contribuindo para o aumento das exportações brasileiras e o acesso aos mercados internacionais de forma mais eficiente.

A programação conta com reuniões individuais entre entidades do setor privado, adidos agrícolas e representantes dos escritórios da ApexBrasil a respeito de temas como abertura e melhoria de acesso a mercados, parcerias estratégicas e promoção comercial. Além disso, será realizada uma visita de campo ao Complexo Industrial no Paraná.

 





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Ministro Fávaro destaca modernização do Inmet na comemoração dos 116 anos do instituto


O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, nesta quarta-feira (26), da cerimônia em alusão aos 116 anos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O evento ocorreu na sede do instituto, em Brasília (DF).

Criado pelo Decreto nº 7.672, de 18 de novembro de 1909, o Inmet nasceu como Diretoria de Meteorologia e Astronomia, vinculada ao então Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio, com a missão de ampliar a qualidade da produção nacional por meio de informações meteorológicas. O nome atual foi instituído em novembro de 1992, pela Lei nº 8.490.

Responsável por representar o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM), o Inmet coordena a rede de observação que integra o Sistema de Vigilância Meteorológica Mundial. Sua atuação envolve a emissão diária de previsões, avisos de tempo severo, boletins agroclimatológicos e a disponibilização de dados em tempo real. As informações fornecidas pelo instituto apoiam ações preventivas de órgãos públicos e setores produtivos, contribuindo para reduzir riscos, mitigar desastres e proteger vidas e recursos.

Durante a cerimônia, o ministro Carlos Fávaro destacou o processo de modernização e fortalecimento institucional. “O Inmet é um órgão de 116 anos que ficou quase duas décadas sem concurso e com estações defasadas. Modernizar não é simples, mas a equipe confiou no processo. Hoje vemos um instituto que recupera sua autoestima e volta a ser motivo de orgulho”, disse.

“Sempre pergunto: como era o seu celular há dez anos? Ele é o mesmo hoje? Não. Então como aceitar que as nossas estações meteorológicas mais modernas também tenham dez anos? Se queremos enfrentar as mudanças climáticas com seriedade, precisamos de tecnologia atualizada, e é isso que estamos fazendo ao modernizar o Inmet”, completou.

“Tenho certeza de que, juntos, trabalhando de mãos dadas, vamos fazer com que o Inmet continue sendo um instituto de excelência e um grande orgulho para todos nós”, destacou o ministro.

Fávaro também comentou sobre a convocação do concurso. “Depois de quase duas décadas sem concurso, já chamamos 80 novos servidores e abriremos mais vagas. Esse reforço de pessoal é fundamental para modernizar o Inmet e garantir que o instituto volte a operar com a capacidade que o Brasil exige”.

O diretor do Inmet, Carlos Jurgielewicz, também ressaltou os avanços recentes. “Depois de 19 anos, conseguimos realizar um novo concurso público para o Inmet, abrindo 80 vagas e já com autorização para ampliar em mais 25% esse número em janeiro de 2026. Esse reforço de pessoal marca uma virada histórica e permite fortalecer a instituição para responder às demandas da meteorologia moderna”.

“Estamos modernizando o Inmet com reformas na sede, novas estações, parcerias estratégicas e a criação de uma sala de situação totalmente atualizada. Esse conjunto de ações vai dar à meteorologia brasileira um novo patamar de impacto e confiança, refletindo o compromisso do ministério e dos servidores com o país”, completou o diretor.

ASSINATURAS Durante o evento, foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Inmet e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com foco em modelagem numérica, previsão de tempo, clima, qualidade do ar e uso de informações de satélites. O objetivo é desenvolver, aprimorar e aplicar sistemas e modelos para apoiar ações de monitoramento climático e atmosférico.

Na ocasião, o ministro Fávaro também assinou a Portaria nº 863, que estabelece as normas de relacionamento entre o Inmet e as fundações de apoio.

 





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Governo federal anuncia mais R$ 3,3 bi para reconstrução do RS


O governo federal anunciou hoje (26) a liberação de mais R$ 3,3 bilhões para a realização de obras de reconstrução do Rio Grande do Sul, afetado por enchentes ocorridas em maio de 2024. Desse montante, R$ 726 milhões serão destinados para a construção de 3949 novas moradias, em 62 municípios gaúchos, com menos de 50 mil habitantes. Na ocasião, também foi realizada a entrega simbólica de 8000 moradias, adquiridas por meio do Programa Compra Assistida, no âmbito do Minha Casa, Minha Vida – Reconstrução.

A modalidade permite que as famílias gaúchas habilitadas sejam atendidas por meio da compra de imóveis novos ou usados, com financiamento do governo federal.

Durante a cerimônia com o anúncio dos investimentos, no Palácio do Planalto, a prefeita do município de Estrela, no Vale do Taquari Carine Schwingel disse que aguardava com grande expectativa a entrega das moradias.

“Não tem como ter o desenvolvimento de uma família se ela não tiver uma base sólida, uma casa construída. É isso o que vemos aqui”, afirmou.

A prefeita disse ainda ser importante o apoio do governo federal para a realização de obras para as pequenas cidades, cujo orçamento é pequeno para a realização de grandes obras.

“A enchente ensinou que a gente precisa ter investimentos na área ambiental para que a gente possa transformar nossos centros urbanos em espaços com soluções baseadas na natureza como base, como pilar e não como luxo”, disse.

“A força do governo federal é transformadora nos municípios e a esperança que temos é de vocês continuarem apoiando a gente”, agradeceu.

Com cerca de 35 mil habitantes, Estrela teve três bairros destruídos pelas enchentes e 1,5 mil famílias tiveram suas casas destruídas. A dona de casa Elga Gomes de Lima foi uma delas. Beneficiária do programa Compra Assistida. Depois de perder a moradia, Elga teve que morar com sua família na casa do sogro. Ela agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela iniciativa.

“A nossa história revela a dura realidade enfrentada por muitas famílias, mas também tem mostrado o seu compromisso [de Lula] com as pessoas do Rio Grande do Sul, nos dando a possibilidade de termos novamente o nosso próprio lar”, disse.

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que o Compra Assistido foi voltado para as famílias com necessidades mais emergenciais e que as famílias atendidas pelas estratégias de médio prazo, serão beneficiadas com as 3949 novas unidades contratadas que serão entregues a partir de 2026.

“Não tivemos compra assistida em todas os municípios porque tem cidades no Rio Grande do Sul em que não existem imóveis prontos e acabados que podem ser comprados. Então tivemos a necessidade de construí-los”, apontou.

O governo anunciou que mais R$ 571 milhões foram destinados para as cidades de Porto Alegre e São Leopoldo para obras de infraestrutura de adaptação e prevenção de eventos climáticos extremos.

Para Porto Alegre foram destinados R$ 502 milhões que serão usados para a construção de galerias e canais. Já em São Leopoldo são R$ 69,3 milhões para a aquisição de casas de bombas e contrução de redes de galeria no município.

Serão investidos ainda R$ 197,6 milhões para obras de drenagem no estado e outros R$ 13,4 para a realização de obras de contenção de encostas.

O ministro da Integração e Desenvolvimento Nacional, Waldez Góes, disse que a realização das obras mostra que o governo entende a necessidade de levar investimentos para que as cidades enfrentem eventos climáticos extremos.

“A memória da tragédia ainda é viva, mas é maior a coragem do povo gaúcho que vivenciei, durante o ano de 2024, junto com os colegas do governo federal”, disse. “Estes novos investimentos são a renovação do nosso pacto. É a certeza que a solidariedade do primeiro dia se transformou numa ação permanente para um futuro seguro”, conclui Góes.

Segundo o ministro, o governo também está investindo mais de R$ 40 milhões para realizar o mapeamento topográfico e aerofotogramétrico de 186 municípios na região do Rio Guaíba e da Lagoa dos Patos, “para ter informações suficientes para prevenir e mitigar efeitos de novas cheias que possam vir”, disse.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa disse que até o momento, dos R$ 111 bilhões anunciados pelo governo federal para socorrer o estado, já foram aplicados R$ 90 bilhões. O ministro destacou a agilidade do governo no socorro ao estado, após as enchentes. Segundo o ministro, a ação do governo federal virou uma referência para o país de como o governo federal acolhe e trata os desastres ocorridos o território nacional.

“Nunca antes na história desse país um governo federal acolheu tão rápido, de forma tão abrangente e com o volume de recursos aportados pelo governo federal no Rio Grande do Sul”, disse. “Na história do Brasil não tem nada paralelo que possa ser comparado com a ação do governo federal, não só no volume de recursos, mas no tempo de resposta”, concluiu.





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Mercado global de arroz segue pressionado e com ajustes



O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro


O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro
O IGC informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro – Foto: Pixabay

A movimentação recente no mercado global de arroz foi marcada por pressão das colheitas e ritmo moderado nas negociações, o que manteve as cotações em queda em diversos centros produtores. O cenário apresentou variações conforme a origem do grão e refletiu também a falta de dados atualizados do órgão agrícola dos Estados Unidos, mencionada por relatórios setoriais.

O Conselho Internacional de Grãos informou que seu subíndice do cereal recuou 1% em novembro, efeito da atividade mais lenta e de fatores sazonais, embora tenha observado sinais de recuperação após o preço internacional atingir o menor nível em oito anos. A entidade relatou que, na Tailândia, atrasos na colheita da nova safra e expectativas de vendas para a Ásia sustentaram aumento no arroz branco com 5% de quebra. Na Índia, a oferta maior da safra kharif reduziu o valor do arroz branco, enquanto o parboilizado avançou diante da escassez no mercado interno e da procura de países vizinhos. 

Nos Estados Unidos, o relatório destacou que a demanda de compradores do Pacífico Asiático elevou as ofertas do arroz de grão médio ao maior patamar em 15 meses. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura registrou queda global em outubro, com recuos mais intensos no arroz glutinoso e continuidade da trajetória descendente do Indica, que atingiu o menor nível desde 2019. A instituição mencionou que ampla oferta, forte concorrência e efeitos cambiais mantiveram os valores sob pressão em vários países.

Nas Américas, a tendência permaneceu fraca, enquanto produtores dos Estados Unidos relataram que a confirmação de uma venda ao Oriente Médio trouxe algum otimismo ao segmento de grãos longos. Mesmo assim, a avaliação é que os preços no mercado à vista continuam abaixo do necessário para estimular novas vendas, conforme publicação de representantes do setor.

 





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