quarta-feira, março 11, 2026
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O que é realmente um carro sustentável?



“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia”


“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia"
“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia” – Foto: Pixabay

A discussão sobre veículos sustentáveis ganhou força, mas quando se observa o uso típico do motorista brasileiro, o cenário muda. Segundo Evanderson Marques, gerente comercial, quem roda cerca de 30 quilômetros por dia com um hatch compacto urbano descobre que o “carro mais limpo” nem sempre é o que parece. Ele analisou 48 meses de utilização e concluiu que comparar apenas emissões no escapamento não reflete o impacto real. A fabricação do veículo pesa tanto quanto o combustível e altera de forma significativa o resultado ambiental.

Quando se colocam na mesma mesa energia, manutenção, depreciação e impacto ao longo do ciclo de vida, aparecem diferenças importantes. O compacto elétrico registra o menor custo por quilômetro e oferece a maior economia mensal, favorecido pelo baixo gasto energético e pela manutenção reduzida. No entanto, o modelo flex 1.0 abastecido com etanol continua sendo uma referência ambiental no ciclo de vida, já que o caráter renovável da cana compensa parte relevante das emissões geradas no uso diário.

Para quem roda pouco, Marques destaca que a decisão precisa ir além da tecnologia. É necessário avaliar o impacto da construção, a liquidez de revenda, o custo real por quilômetro e a previsibilidade financeira. Nesse conjunto, as respostas começam a mudar e mostram que sustentabilidade não é apenas uma questão de motor, mas de entender todo o ciclo que envolve o veículo. A escolha mais racional exige comparar o todo, e não apenas o que sai pelo escapamento. 

“No fim, quem roda pouco precisa olhar além da tecnologia. Precisa comparar impacto de construção, liquidez de revenda, custo real por km e previsibilidade. E é aí que as respostas começam a mudar. Já parou para pensar?”, conclui, em seu perfil no LinkedIn.

 





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