terça-feira, março 10, 2026
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Edição genética reforça defesa natural de plantas



Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos


Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas
Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas – Foto: Pixabay

A recuperação de mecanismos naturais de defesa em plantas por meio da edição genética vem ganhando espaço como alternativa para reduzir perdas causadas por pragas agrícolas. A técnica possibilita resgatar proteínas inibidoras da alfa-amilase, características de variedades silvestres e capazes de tornar o amido praticamente indigerível para insetos que atacam sementes e grãos, sem alterar a digestibilidade para humanos e animais. A estratégia busca reforçar a proteção de cultivos amplamente consumidos, como milho e leguminosas, especialmente vulneráveis a besouros e outras espécies que degradam o amido.

Um artigo publicado na Biotechnology Journal revisa avanços obtidos nas últimas duas décadas e destaca o potencial da edição genética para ampliar a produção desses inibidores. O trabalho, conduzido por pesquisadores da Embrapa e do Centro de Pesquisa em Genômica para o Cambio Climático, reúne resultados sobre a prospecção de genes envolvidos na síntese dos inibidores, a avaliação da ação dessas moléculas em insetos alvo e não alvo e o desenvolvimento de plantas transgênicas capazes de superexpressá-las. Também menciona progressos na proteção de propriedade intelectual associados a essas descobertas.

Apesar dos resultados, o uso de transgênese clássica enfrenta entraves econômicos e regulatórios, além de uma aceitação limitada no mercado. A edição genética surge como alternativa ao permitir modificar genes da própria planta, o que pode levar à criação de variedades que não se enquadram como transgênicas segundo critérios da CTNBio. Isso reduz custos e amplia o interesse da agroindústria. Os autores ressaltam que ferramentas como CRISPR permitem ajustes precisos para reforçar a defesa contra insetos sem comprometer a segurança alimentar.

 





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