EUA iniciam investigação comercial contra 60 países; Brasil está entre os analisados

Os Estados Unidos iniciaram investigações comerciais contra cerca de 60 países por possíveis práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado. A apuração é conduzida pelo escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e inclui o Brasil entre os países analisados.
Segundo o representante comercial Jamieson Greer, trabalhadores e empresas americanas podem estar competindo com produtores estrangeiros que teriam uma “vantagem de custo artificial” obtida por meio dessas práticas.
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A investigação buscará avaliar se os governos estrangeiros adotaram medidas suficientes para impedir a produção e a importação de bens associados ao trabalho forçado. Caso seja constatado que essas práticas prejudicam empresas e trabalhadores americanos, o governo dos EUA poderá adotar medidas comerciais contra os países envolvidos.
Entre as possíveis ações estão a imposição de tarifas adicionais, restrições às importações, suspensão de concessões em acordos comerciais ou a negociação de compromissos formais para que os governos investigados eliminem essas práticas.
O processo inclui consultas com os países analisados e, se necessário, poderá evoluir para disputas formais no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
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