quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Umidade dificulta tratos culturais na aveia



Baixa luz e chuvas impactam lavouras de aveia




Foto: Canva

O avanço da semeadura da aveia-branca no Rio Grande do Sul tem sido limitado pelas chuvas frequentes e pela decisão de parte dos produtores em priorizar o cultivo do trigo, que também enfrenta atrasos. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3).

Segundo o boletim, cerca de 80% da área prevista com aveia-branca já foi implantada no estado. De acordo com a entidade, “96% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 4% se encontram em floração, concentradas especialmente na Região Noroeste”.

O desenvolvimento da cultura tem sido considerado satisfatório, embora o crescimento de parte das lavouras esteja comprometido por baixa luminosidade. A Emater/RS-Ascar destacou ainda que o excesso de umidade no solo dificultou a realização de tratos culturais, especialmente o controle de plantas daninhas.

A projeção é de que a área cultivada com aveia-branca nesta safra chegue a 401.273 hectares, com produtividade estimada em 2.254 quilos por hectare.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, 97% das lavouras seguem em fase vegetativa. A baixa radiação solar e a umidade elevada favoreceram a incidência de doenças, com destaque para o complexo de manchas foliares. Em Ijuí, apesar da coloração pálida das plantas, atribuída à pouca luz solar, o desenvolvimento segue adequado, com folhas e colmos preservados.

A Emater/RS-Ascar também observou acamamento em áreas que atingiram os estágios de emissão de panícula e floração, causado pelo excesso de chuvas. Há ainda relatos de possíveis danos por geada, cuja extensão ainda está sendo avaliada.





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90% das lavouras estão em fase vegetativa


As lavouras de canola no Rio Grande do Sul avançam em meio a condições climáticas adversas. Conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), cerca de 95% da área prevista com a cultura já foi semeada no estado, mas o excesso de chuvas e as recentes geadas causaram impactos variáveis no desenvolvimento das plantações.

“O tempo firme no início do período favoreceu o crescimento das lavouras, mas os volumes elevados de precipitação registrados no final de semana dificultaram a realização de tratos culturais e prejudicaram a aeração do solo”, informou a Emater.

Segundo a entidade, 90% das lavouras encontram-se em fase de desenvolvimento vegetativo, enquanto 10% estão em floração. O registro de geadas levantou preocupações quanto a possíveis danos, especialmente em áreas com cultivos mais adiantados, que permanecem sob monitoramento.

A estimativa da Emater/RS-Ascar é de que 203.206 hectares sejam cultivados com canola nesta safra, com produtividade média projetada em 1.737 kg/ha.

Na região de Bagé, dos 6.500 hectares já semeados em São Borja, 20% estão em floração. A expectativa é concluir a área inicialmente prevista de 8.000 hectares, desde que o clima se mantenha favorável. Em Manoel Viana, as chuvas causaram perdas significativas, e há áreas onde se avalia a substituição da cultura, uma vez que o período ideal de plantio, conforme o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), já se encerrou.

Em Frederico Westphalen, 75% das lavouras estão em floração. Já na região de Ijuí, os impactos das geadas ainda estão sendo avaliados. A baixa luminosidade tem limitado o crescimento das plantas, embora lavouras implantadas entre o fim de maio e início de junho apresentem bom estande.

Na região de Santa Rosa, 97% da área prevista está implantada, com 30% das lavouras em floração. A Emater alerta para possíveis prejuízos causados pelas geadas de 24 e 25 de junho, ainda sob avaliação.

Em Soledade, mesmo com altos volumes de chuva, o desenvolvimento da cultura segue dentro do esperado. As lavouras iniciam a emissão da haste floral e seguem recebendo adubação nitrogenada e monitoramento fitossanitário.

No mercado, o preço da saca de 60 quilos variou entre as regiões: R$ 107,10 em Ijuí; R$ 108,00 em Frederico Westphalen; R$ 108,74 em Santa Rosa; e R$ 94,00 em Santana do Livramento.





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Preços do leite caem 2,18% em junho em Goiás



Creme a granel lidera queda no setor lácteo




Foto: Divulgação

O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, divulgado nesta segunda-feira (30/6) pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), apontou retração nos preços médios dos principais produtos derivados do leite em Goiás. O levantamento foi elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás.

Segundo o boletim, o creme a granel foi o item com maior desvalorização no período, registrando queda de 8,34% em relação ao mês anterior. Na sequência, os recuos foram verificados nos preços do queijo muçarela (-2,66%), leite UHT integral (-1,73%) e leite em pó integral (-1,10%). Já o leite condensado apresentou a menor variação negativa, com redução de 0,67%.

De acordo com a Seapa, “ao considerar os pesos relativos de cada item na composição da cesta de produtos lácteos, a variação média no mês de junho foi de -2,18%”.

O boletim está disponível no site oficial da secretaria e reúne dados utilizados para subsidiar decisões do setor produtivo e orientar políticas públicas voltadas à cadeia leiteira em Goiás.





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Umidade elevada prejudica alface e rúcula



Preços de folhosas se mantêm apesar de perdas




Foto: Pixabay

As condições climáticas adversas vêm impactando a produção de folhosas em diversas regiões do Rio Grande do Sul, segundo informações do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3).

Na região de Passo Fundo, o excesso de umidade tem favorecido a incidência de doenças, embora a sanidade e o desenvolvimento das plantas ainda sejam considerados satisfatórios. Os preços no mercado local permaneceram estáveis. A unidade de rúcula e alface foi comercializada a R$ 4,00, enquanto os molhos de couve e agrião foram vendidos a R$ 5,00.

Em Santa Rosa, os produtores relataram perdas mais severas. De acordo com o informativo, foram observados casos de apodrecimento, estiolamento e danos causados pelas chuvas fortes. “A qualidade e a aparência dos produtos foram comprometidas”, apontou a Emater. Mesmo diante das dificuldades, a comercialização segue com preços médios de R$ 2,00 por unidade de alface e rúcula, e o mesmo valor por maço de salsa e cebolinha.

A região de Soledade também enfrenta problemas semelhantes. Os cultivos de folhosas sofreram com o apodrecimento das folhas inferiores e o estiolamento das plantas, além do surgimento de doenças fúngicas e bacterianas, especialmente em áreas sem proteção. Ainda assim, a oferta de produtos continua estável, com alface e rúcula vendidas a R$ 2,00 a unidade e salsa e cebolinha a R$ 2,00 o maço.





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Paraná eleva produção de leite e carne



Produção de leite gera R$ 12 bi no Paraná




Foto: Pixabay

A bovinocultura paranaense apresentou crescimento em 2024, conforme aponta o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (3) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o levantamento, o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor de leite bovino alcançou R$ 12 bilhões em 2024, superando os R$ 11,3 bilhões registrados no ano anterior. O desempenho foi atribuído ao aumento no volume produzido, que passou de 4,45 bilhões de litros em 2023 para 4,62 bilhões de litros neste ano. Houve também uma leve elevação no preço médio pago ao produtor, de R$ 2,56 para R$ 2,59 por litro, posto na indústria.

O segmento de corte também contribuiu para a expansão do VBP estadual. A bovinocultura de corte movimentou R$ 6,9 bilhões em 2024, frente aos R$ 5,9 bilhões de 2023. O acréscimo de 16% foi impulsionado principalmente pelas altas nas cotações da arroba bovina ao longo do ano.





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Frio e umidade reduzem qualidade do morango



Clima afeta morango e preços sobem no RS




Foto: Seane Lennon

As condições climáticas registradas no Rio Grande do Sul têm impactado negativamente a produção de morangos em diferentes regiões do estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (3), o excesso de umidade, associado às baixas temperaturas, tem causado perdas nas lavouras, especialmente nas áreas laterais das estufas.

Na região de Caxias do Sul, produtores relataram perdas de flores e frutos e uma redução na qualidade dos morangos colhidos, que apresentam coloração menos intensa e sabor mais ácido. “O crescimento vegetativo das mudas plantadas entre abril e maio está sendo prejudicado pelas condições climáticas”, informou a Emater/RS-Ascar. A pressão de doenças tem exigido aplicações frequentes de fungicidas.

A oferta reduzida tem provocado aumento nos preços. O valor pago pelo quilo de morangos in natura vendidos diretamente ao consumidor varia entre R$ 35,00 e R$ 50,00. Para produtos congelados, os preços oscilam entre R$ 12,00 e R$ 15,00 por quilo. Já nas centrais de abastecimento (CEASAs), intermediários e mercados têm adquirido a fruta entre R$ 25,00 e R$ 40,00/kg. Segundo relatos de produtores de Nova Petrópolis, cargas provenientes de Minas Gerais estão sendo comercializadas em municípios da Serra, como Feliz e Caxias do Sul, para suprir parte da demanda local.

Em Pelotas, as cultivares de dias neutros em segundo ano e aquelas de plantio precoce iniciaram a floração e a frutificação. As colheitas iniciais vêm sendo comercializadas em feiras municipais com preços entre R$ 30,00 e R$ 40,00 o quilo. No entanto, mudas importadas da Espanha, Argentina e Chile ainda se encontram em fase inicial de desenvolvimento. A Emater/RS-Ascar também registrou perdas de mudas, tanto nacionais quanto importadas, atribuídas a falhas no acondicionamento, problemas fitossanitários e dificuldades logísticas. O clima tem favorecido a proliferação de doenças e pragas, como ácaros, resultando em aumento das perdas.





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Como se proteger da volatilidade do dólar no comércio exterior



“A gestão cambial precisa deixar de ser um ponto cego”



“A gestão cambial precisa deixar de ser um ponto cego"
“A gestão cambial precisa deixar de ser um ponto cego” – Foto: Pixabay

A instabilidade do dólar continua sendo um dos maiores desafios para empresas brasileiras que importam ou exportam. A variação cambial afeta custos, lucros e competitividade, exigindo planejamento financeiro e estratégias de proteção.

“A gestão cambial precisa deixar de ser um ponto cego e passar a integrar o planejamento estratégico. Estamos falando de decisões que impactam diretamente na saúde financeira e na capacidade de expansão das empresas”, alerta Thiago Oliveira, CEO da Saygo

Mais da metade das exportadoras relatam entraves cambiais, especialmente sem um planejamento adequado. Para reduzir os riscos, é essencial adotar instrumentos como hedge, contas em moeda estrangeira e plataformas tecnológicas que automatizam a gestão cambial.

“Não basta apenas saber o valor do câmbio no dia. É preciso ter visibilidade de toda a operação para tomar decisões estratégicas com base em dados”, explica Oliveira.

Consultorias especializadas ajudam a estruturar políticas sólidas, negociar com bancos e acessar inteligência de mercado. Soluções integradas permitem acompanhar operações em tempo real e tomar decisões estratégicas com base em dados.

Regimes como o Drawback e o modelo fiscal de Alagoas também ajudam a reduzir tributos e custos. Com a diversificação dos destinos de exportação, cresce a exposição a outras moedas, tornando ainda mais importante uma gestão cambial eficiente e bem orientada.

“Aqueles que conseguem alinhar eficiência operacional, inteligência cambial e visão estratégica sairão fortalecidos do atual cenário de incerteza global”, conclui Oliveira.

 





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Modernização na classificação da soja


AComissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (2), para discutir os avanços nos testes com tecnologias de classificação automatizada da soja e levantar as demandas identificadas no campo.

De acordo com o presidente da Comissão, André Dobashi, a CNA tem atuado para retirar a subjetividade da classificação da soja por meio de métodos automatizados e, ao mesmo tempo, trabalha na revisão da norma de qualidade com base nas percepções trazidas pelos produtores.

“Embora exista uma instrução normativa em vigor, muitos compradores não a aplicam corretamente, especialmente no que se refere ao uso de equipamentos e ao cumprimento do roteiro de classificação previsto. “Precisamos avançar na transparência da comercialização para dar mais segurança ao setor com o um todo”, afirmou.

Na reunião, o consultor técnico da CNA, Mauro Cézar Barbosa, apresentou as etapas do projeto e os resultados obtidos pelos equipamentos avaliados. “Hoje já dispomos de tecnologias como NIR, raio-X e imagem hiperespectral com potencial para uso comercial, que podem complementar o trabalho dos classificadores com mais precisão. Esses equipamentos permitem identificar com mais exatidão defeitos nos grãos, reduzindo a subjetividade nas análises”, explicou.

Segundo o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, a partir das contribuições das federações estaduais, foram destacados pontos prioritários que precisam ser enfrentados de forma estruturada.

“Foram apontadas questões como a falta de critérios de desconto mais transparentes e justos, a subjetividade ainda presente na análise visual e a ausência de um mecanismo claro de arbitragem em caso de divergência. Esses temas precisam estar no centro da discussão sobre modernização”, avaliou.

A CNA reforçou que está à disposição dos produtores e das federações para dar continuidade ao trabalho técnico e institucional em prol de uma classificação mais justa, transparente e moderna.





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Ciência e IA para impulsionar a produtividade


Por Flávia Macedo

Como a inteligência artificial pode ser aliada na pesquisa e diminuir o tempo para lançamentos de soluções que rompam a barreira da produtividade no campo?

Essa discussão aconteceu em Itu (SP) durante o Top Ciência realizado pela BASF. O evento contou com mais de 150 pesquisadores e especialistas que atuam no setor agrícola e puderam ouvir o que a área de tecnologia, mais precisamente os apps de inteligência artificial, têm a oferecer e contribuir no âmbito de pesquisas científicas, testes em laboratórios e experimentos a campo. 

“Na verdade não é um evento e sim um movimento que começa a reunir, de forma muito sistemática e organizada, toda a comunidade científica do Brasil, com pesquisadores e consultores. Esses profissionais, de forma incansável, fazem protocolos dos produtos e testam, para que a gente, em conjunto, possa levar aos produtores as melhores soluções para todos os sistemas produtivos”, destaca Graciela Mognol, diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura.

No palco, diversas palestras sobre IA no campo e, uma delas, foi conduzida por Dante Freitas e Renan Hannouche, cofundadores do Movimento Gravidade Zero. Eles apresentaram aplicativos que podem ajudar a ciência a caminhar mais rápido. 

O aplicativo “Elicit”, por exemplo, é abastecido, exclusivamente, com dados científicos e validados e pode ajudar a acelerar os resultados de pesquisas em laboratório. 

“Eu acho que a melhor forma da ciência e da pesquisa avançarem é usando ela [IA] como uma ‘cointeligência’, uma parceira e copilota. Eu não gosto de pensar que ela vai fazer o trabalho por mim, pois se eu só delegar para que ela escreva o artigo, eu não tenho a formação de opinião, a minha assinatura, a minha originalidade e a minha alma dentro daquela pesquisa”, ressalta Hannouche.

Portanto, a sugestão é que a IA entre como apoio para aumentar a capacidade do trabalho. Ele até sugere um novo termo para a sigla I.A., ao invés de inteligência artificial, mudar para “inteligência aumentada”. 

“Se eu peço para ela encontrar os contrapontos ou os pontos cegos, ou ainda que ela aumente a minha pesquisa, indo para outros países que não estavam dentro do meu radar, ou me dê outros artigos que eu não conseguia pesquisar, desta maneira, eu otimizo o meu tempo de uma forma muito mais inteligente”, acrescenta.

A abordagem chamada de “Humanware”, levada pelos pernambucanos, é uma alusão ao “software” e tenta mostrar os aspectos onde as emoções humanas serão o grande ativo para se destacar trabalhando com a inteligência artificial. 

“Da mesma forma que a gente investe, por exemplo, em inovação para construir um novo produto, onde são 20 anos de pesquisa, muitas vezes até 30 anos e com milhões investidos, talvez, a gente precise também fazer esse movimento para dentro. Quando você busca as melhores reações químicas entre seres humanos, é possível alavancar a potência e resolver desafios complexos”, destaca Dante Freitas.

Projetos inovadores serão reconhecidos e premiados em 2026

As palestras serviram de insights e um convite aos pesquisadores presentes. A ideia é que já a partir do dia seguinte ao evento, esses profissionais comecem a trabalhar em projetos que serão validados junto a empresa e reconhecidos em uma premiação prevista para acontecer em 2026. 

Os cases serão divididos em duas categorias: 1) sistemas produtivos e 2) soluções BASF. O primeiro são respostas criadas a partir de uma determinada problemática na propriedade, envolvendo uma ou mais culturas. Já a segunda categoria busca comprovar através do portfólio da empresa mudanças significativas na produtividade e sustentabilidade. 

“Os projetos vão passar por uma banca avaliadora que vai ser composta por pessoas da BASF e também da cadeia científica. Então, no ano que vem, na próxima edição, nós vamos premiar e reconhecer os melhores trabalhos que vão trazer maior resultado. Serão reconhecidos dez projetos, cinco de cada catgoria”, explica Rafael Milléo – gerente-técnico de Relacionamento da BASF Soluções para Agricultura.

Poderão participar cases já avançados e testados ou aqueles que ainda serão comprovados na próxima safra. 

“Se um projeto não tiver sido implementado, não tiver dados, nós temos essa safra inteira para implementar e acompanhar. Já os dados que estiverem comprovados, fica mais fácil essa análise. No entanto, até a safra que vem, todos os projetos serão tabulados e computados e vamos saber quais as inovações ou sugestões vão trazer maior rentabilidade ao produtor. 

O Top Ciência está retomando em 2025, pois já teve outras edições, de 2005 a 2016, e já soma mais de 3 mil trabalhos realizados e 213 premiações. A projeção é que o evento se torne fixo/anual no calendário da empresa.

“O que nós estamos fazendo nesse movimento é resgatar a oportunidade de ter as inovações conectadas a essa rede de conhecimento para que seja implementada junto aos nossos produtores e assim possamos garantir que as tecnologias obtenham o máximo de rendimento nas propriedades”, finaliza Antonio Azenha, gerente-sênior de Marketing da BASF Soluções para Agricultura.





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Mercados de carbono oferecem oportunidade para pecuária sustentável


Os mercados de carbono representam uma extraordinária oportunidade para a pecuária da América Latina e seu potencial deve ser desenvolvido com trabalho de colaboração entre governos, o setor privado, o setor acadêmico, a sociedade civil e produtores, de acordo com as conclusões de um seminário realizado na sede central do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

A capacidade da atividade pecuária na região para o sequestro de carbono nas terras pastoris contribui para a mitigação da variabilidade climática e são uma atraente possibilidade que pode trazer investimentos, concordaram os participantes no evento organizado pela Plataforma Mundial de Produtos Laticínios (GDP), a Mesa Redonda Global para a Carne Sustentável (GRSB) e a Federação Panamericana do Leite (FEPALE), junto com o IICA.

Durante o seminário, que contou com diferentes painéis de exposição e debate, foi discutido quais são os mercados de carbono, foram exploradas as alternativas para financiar projetos de captura de carbono na pecuária, foi revisada a realidade atual na região e se compartilharam metodologias e ideias para atingir por meio de passos concretos, o seu verdadeiro potencial.

Assistiram funcionários de ministérios e organismos internacionais, representantes do setor privado e do setor financeiro e associados de federações e cooperativas.

Durante a abertura da jornada participaram o Ministro de Agricultura e Pecuária da Costa Rica, Victor Carvajal; o Diretor Executivo da GDP, Donald Moore; e o Subdiretor Geral do IICA, Lloyd Day.

“A pecuária contribui para a segurança alimentar e nutricional e para gerar renda para as comunidades rurais, empoderar mulheres e dar emprego aos jovens. Consideramos que existe uma grande oportunidade para produtores pecuários e para governos, por meio da vinculação com os mercados de carbono, e precisamos tornar esse potencial uma realidade”, disse Donald Moore.

“Para isso é necessário trabalhar as políticas, a ciência e as finanças necessárias”, explicou. “Devemos nos concentrar nas estruturas regulamentares e em incluir a agricultura familiar. Estamos pedindo a colaboração entre os diferentes atores”.

Carvajal, pelo seu lado, deu detalhes da recente negociação da Costa Rica com o Banco Mundial de um crédito de 140 milhões de dólares para investimento no setor agropecuário, por meio de um esquema de pagamentos por resultado.

“Incorporamos diferentes elementos importantes para a pecuária costarricense, como a metodologia para a quantificação efetiva do carbono nos solos e a estratégia para comercializar esse carbono, agrupando pequenos criadores de gado. Daqui a quatro anos devemos ter mil criadores de gado recebendo pagamentos por serviços ambientais, graças à captura de carbono no solo”.

Lloyd Day se concentrou no extraordinário valor do setor pecuário em geral e do de laticínios em particular nas Américas e no mundo.

“Na nossa região, a pecuária e os laticínios estão dando passos muito importantes para implementar práticas tendentes a reduzir o seu impacto no meio-ambiente. E é fundamental que os setores alheios ao agro saibam disso. Hoje o setor agropecuário alimenta 8 bilhões de pessoas no planeta de forma mais eficiente que nunca e nos próximos 25 anos serão 2 bilhões de pessoas mais”, assegurou.

O Subdiretor Geral do IICA sublinhou que 1,3 bilhões de pessoas dependem da pecuária no mundo para gerar renda. E é imperativo deixar claro a contribuição dessa atividade para as três dimensões da sustentabilidade: econômica, social e ambiental. “Por tudo isso, devemos trabalhar arduamente para desbloquear os mercados de carbono para a pecuária na América Latina, o que aumentará a competitividade dos nossos criadores de gado”.

Atividade prioritária

Na América Latina há uns 4 bilhões de cabeças de gado para carne e leite, quase a metade deles no Brasil, destacou Ariel Londinsky, Secretário Geral da FEPALE.

“A atividade é muito importante e prioritária para todos os nossos países, apesar da grande heterogeneidade. O Brasil e a Argentina são exportadores e outros são importadores netos, e por isso é difícil generalizar o que acontece na América Latina. De todas as formas, produzimos 23% da carne do mundo e esse parâmetro tem crescido. Na produção de laticínios, somos responsáveis por 11 e 12% da produção mundial”, explicou Londinsky.

O dirigente empresarial advertiu que não há uniformidade de critérios ou significados sobre o conceito de “pecuária sustentável” na região e que a construção de indicadores e objetivos no nível regional é uma agenda ainda pendente. Também considerou que é necessário avançar com uma estratégia de comunicação regional para fortalecer a defensa das boas práticas pecuárias que se empregam no continente, ante o âmbito internacional.

Martín Fraguío, especialista do Grupo de Países Produtores do Sul (GPS), rede que agrupa instituições agropecuárias de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, explicou o funcionamento dos mercados de carbono regulamentados no artículo 6 do Acordo de Paris e disse que o grande desafio estratégico na tomada de decisões empresariais é deixar de investir em ativos que não poderão ser amortizados e investir nos que sim têm futuro.

Destacou, nesse sentido, a centralidade das soluções baseadas na natureza para atingir os objetivos do Acordo de Paris, e se referiu à grande oportunidade do setor agropecuário como o único âmbito de produção que pode se transformar em um grande capturador de carbono.

Porém, advertiu sobre o extraordinário volume dos investimentos necessários para transformar os sistemas de produção para atingir as metas de mitigação estabelecidas em Paris: entre 130 e 250 trilhões de dólares até 2050, dos quais os mercados de carbono contribuirão com 5-10%.

“Os mercados de carbono são essenciais para que as externalidades negativas tenham um custo e as externalidades positivas recebam uma renda. Devem ser gerados os recursos e capacidades para que os produtores pecuários monetizem suas boas práticas”, concluiu.

Jay Waldvogel, Assessor Estratégico da GDP, assegurou que já existem no mundo e na região muitos exemplos de sucesso e é necessário escalar esses programas. Nesse sentido, explicou que o tamanho potencial dos mercados de carbono na América Latina está em uma faixa de entre 25 e 60 milhões de toneladas de CO2 equivalente, o que pode representar mais de 6 bilhões de dólares em 2030.

“A oportunidade é enorme e podemos aproveitá-la, se entendemos a magnitude do tema. Existe demanda para os créditos de carbono e a pecuária tem a solução, mas precisamos de investimentos para que as coisas aconteçam”, concluiu.





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