China pode flexibilizar regras para soja brasileira após embargo de cargas

A China deve flexibilizar a política de tolerância zero para impurezas na soja brasileira em cargas destinadas ao país. O maior parceiro comercial do Brasil, conhecido pelas regras fitossanitárias rigorosas, avalia a mudança diante do impasse recente. Autoridades brasileiras estão na Ásia, junto a exportadores, para tratar do tema e de outras pautas comerciais.
O embargo atingiu cerca de 20 navios carregados com soja, gerando impactos para as tradings e a logística do setor. Cada embarcação retida transporta milhares de toneladas do grão.
A China, responsável por aproximadamente 80% das compras da soja brasileira, impediu o desembarque das cargas ao longo de março, provocando forte repercussão no agronegócio.
O bloqueio ocorreu após a detecção de impurezas, especialmente sementes de ervas daninhas consideradas proibidas pela legislação sanitária chinesa. O episódio levou à intensificação das negociações entre os dois países.
Os secretários do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart (Defesa Agropecuária) e Luís Rua (Relações Internacionais), estão em Pequim, acompanhados de exportadores, para buscar uma solução para o problema.
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Além dos prejuízos financeiros, principalmente para tradings como a Cargill, o embargo também provocou desorganização logística. O caso aumenta a pressão sobre o Brasil para reforçar os padrões de qualidade e limpeza da soja exportada.
O Canal Rural entrou em contato com o Ministério da Agricultura, que informou que técnicos estão na China apurando os problemas envolvendo os navios. Segundo a assessoria, representantes brasileiros tentam uma reunião com autoridades chinesas para solucionar a situação até a próxima semana.
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