sábado, maio 30, 2026

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Dirigente do Fed diz que juros dos EUA estão em boa posição e cita guerra como incerteza


Bolsas da Europa sobem enquanto petróleo recua em meio a incertezas sobre EUA e Irã

A presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, afirmou nesta sexta-feira (29) que a política monetária dos Estados Unidos está “em uma boa posição”. Em entrevista à Fox Business, a dirigente disse estar “cautelosamente otimista” com a economia norte-americana, mas destacou que a duração do conflito envolvendo o Irã e seus efeitos sobre os preços da energia seguem entre as principais incertezas do cenário.

As declarações ocorrem em um momento em que dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, acompanham os efeitos da alta recente do petróleo sobre a inflação e a atividade econômica. Segundo Daly, uma das perguntas centrais para a autoridade monetária é por quanto tempo a guerra com o Irã pode se prolongar e por quanto tempo os preços de energia permanecerão elevados.

O tema é acompanhado pelo mercado porque custos de energia mais altos podem dificultar o processo de desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Em um ambiente como esse, a condução dos juros tende a permanecer mais cautelosa, já que o Fed busca calibrar o ritmo da economia sem reacender pressões inflacionárias.

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Para o público do agronegócio, o assunto tem relevância por afetar variáveis macroeconômicas que influenciam o setor, como dólar, preços internacionais de combustíveis e custos logísticos. Alterações nessas referências podem atingir despesas com transporte, frete e energia, além de interferir na competitividade de produtos exportados. O conteúdo original, porém, não apresenta estimativas numéricas sobre esses efeitos específicos.

Daly também mencionou a inteligência artificial (IA) como um vetor com potencial para elevar a produtividade da economia. Segundo a dirigente, os formuladores de política monetária precisam monitorar tanto os riscos quanto os possíveis ganhos associados à adoção da tecnologia.

No curto prazo, o foco do mercado segue na trajetória da inflação, nos preços da energia e na evolução do conflito no Oriente Médio. Sem novas sinalizações quantitativas do Fed nesta sexta-feira (29), o alcance de eventuais efeitos sobre câmbio, combustíveis e cadeias produtivas dependerá dos próximos dados econômicos e do cenário geopolítico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE revisa alta do PIB do 4º trimestre de 2025 para 0,3%


3tentos registra lucro líquido ajustado de R$ 230,9 milhões no 1º trimestre

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou, nesta sexta-feira (29), a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2025 frente ao terceiro trimestre do mesmo ano, de alta de 0,1% para avanço de 0,3%. Na mesma divulgação das Contas Nacionais Trimestrais, o instituto informou que o PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a alta foi de 1,8%.

A revisão do dado do fim de 2025 foi publicada junto com os resultados dos três primeiros meses de 2026. Com a atualização, o IBGE elevou em 0,2 ponto percentual o desempenho do quarto trimestre de 2025 na série com ajuste sazonal, usada para comparar períodos consecutivos.

Já no início de 2026, o avanço de 1,1% ante o trimestre imediatamente anterior indica aceleração do nível de atividade em relação ao resultado revisado do fim do ano passado. Na base interanual, o crescimento de 1,8% mostra expansão em relação ao mesmo período de 2025.

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O PIB reúne o valor de bens e serviços produzidos no país e funciona como uma das principais referências para avaliar o ritmo da economia. Para o público do agronegócio, esse indicador é acompanhado porque influencia expectativas de demanda, investimento, renda, consumo de alimentos e condições gerais de financiamento, embora o material informado até aqui não detalhe, neste recorte, o desempenho específico da agropecuária, da indústria e dos serviços.

O conteúdo divulgado também não apresenta, no trecho disponível, a abertura por componentes da demanda, como consumo das famílias, investimentos e setor externo. Sem esse detalhamento, não é possível atribuir o resultado a uma cadeia produtiva específica ou medir, de forma isolada, os efeitos imediatos sobre o setor rural.

Com a revisão do quarto trimestre de 2025 e a divulgação do avanço de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, o dado reforça a importância de acompanhar a abertura setorial das Contas Nacionais para avaliar, com base técnica, o comportamento da agropecuária e das demais atividades ao longo do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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FPA pressiona Camex após adiamento de medida antidumping sobre leite do Mercosul


Camex aprova antidumping sobre leite em pó do Mercosul, mas suspende aplicação

A decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), ligado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), nesta quinta-feira (28), de adiar a aplicação imediata de medidas antidumping contra o leite em pó importado da Argentina e do Uruguai provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de representantes do setor leiteiro. O colegiado reconheceu a existência de dumping, mas informou que a medida será reavaliada diante de possíveis efeitos sobre a inflação de alimentos e sobre o ambiente diplomático no Mercosul.

A investigação foi conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial (Decom), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo o conteúdo informado, a apuração apontou margens de dumping superiores a 60% nas exportações analisadas de Argentina e Uruguai para o mercado brasileiro. O processo foi aberto no fim de 2024 após pedido apresentado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com a CNA, o leite em pó importado chega ao Brasil com preços até 53% inferiores aos praticados nos países de origem. A entidade atribui essa diferença a subsídios, incentivos fiscais e políticas de apoio adotadas pelos países vizinhos.

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O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o reconhecimento técnico do dumping sem a aplicação imediata das tarifas amplia a insegurança para a cadeia leiteira. Já a deputada Ana Paula Leão (PP-MG), vice-presidente da FPA para a região Sudeste, defendeu acompanhamento permanente do tema no Congresso e debate sobre competitividade, crédito e custos de produção.

Segundo representantes do setor citados no conteúdo, produtores de estados como Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina relatam receber menos de R$ 2 por litro, enquanto os custos superam R$ 2,40 por litro. Após a apresentação desses dados, a avaliação do setor é que o avanço das importações pressiona margens, reduz renda no campo e afeta pequenos e médios produtores.

A FPA também informou ter aprovado uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) na Comissão de Agricultura da Câmara para apurar operações de importação no setor.

Uma nova reunião da Camex está prevista para quarta-feira (25 de junho), quando poderá haver nova deliberação sobre a adoção efetiva das medidas antidumping. Até lá, o cenário regulatório permanece em aberto, sem definição final sobre tarifas e sem detalhamento adicional dos critérios que orientarão a decisão.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Diesel acompanha queda do petróleo


Os preços internacionais de energia encerraram a semana sob pressão, em um movimento 

influenciado pela expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Segundo informações da StoneX, o petróleo, o diesel e a gasolina registraram perdas relevantes no período, apesar de movimentos pontuais de recuperação em alguns contratos.

No petróleo, o contrato mais ativo do Brent fechou a sexta-feira (22) em alta de 0,94%, cotado a US$ 103,54 por barril. O WTI também avançou no pregão, com alta de 0,26%, para US$ 96,60 por barril. Mesmo com essa recuperação diária, os dois contratos acumularam quedas expressivas na semana, entre 5,5% e 8,4%, refletindo o maior otimismo do mercado em relação a um possível acordo entre EUA e Irã.

No diesel, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD recuou 4,1% na última semana, encerrando a sexta-feira (24) a US$ 3,8878 por galão. No mesmo intervalo, o diferencial entre NY Harbor ULSD e Brent caiu 2%, para US$ 59,7 por barril. A queda mais acelerada do petróleo contribuiu para a piora dos crack-spreads, enquanto as cotações do diesel acompanharam o movimento baixista, em meio ao leve crescimento dos estoques do produto no mercado norte-americano.

Apesar da retração, os diferenciais entre diesel e petróleo permaneceram sustentados, próximos de US$ 60 por barril desde o início do conflito no Golfo Pérsico.

Na gasolina, os preços também cederam. O produto encerrou a semana em queda de 6,7%, negociado perto de US$ 3,45 por galão. O diferencial entre RBOB e Brent recuou 10,2%, para US$ 41,5 por barril, pressionado por uma redução menor que a esperada nos estoques comerciais dos Estados Unidos.

 





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Despesa com juros do setor público soma R$ 84,76 bilhões em abril


Despesa com juros do setor público soma R$ 84,76 bilhões em abril

O setor público consolidado registrou despesa líquida de R$ 84,763 bilhões com juros em abril, informou o Banco Central (BC). Em março, o resultado havia sido negativo em R$ 118,862 bilhões. No mesmo relatório, a autoridade monetária informou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu de 80,0% do Produto Interno Bruto (PIB) para 80,4% no período.

Segundo o Banco Central, o resultado de abril foi composto por despesas de R$ 76,167 bilhões do governo central, R$ 7,967 bilhões dos governos regionais e R$ 629 milhões das empresas estatais. No acumulado de janeiro a abril, a conta de juros do setor público alcançou R$ 351,453 bilhões, o equivalente a 8,05% do PIB.

Em 12 meses, a despesa com juros somou R$ 1,096 trilhão, ou 8,43% do PIB. O BC também informou que, em 2025, o resultado nominal com juros ficou negativo em R$ 1,008 trilhão, primeira vez em que a série histórica superou a marca de R$ 1 trilhão nesse recorte acumulado.

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No caso da dívida, a DBGG passou de R$ 10,356 trilhões em março para R$ 10,443 trilhões em abril. Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a relação subiu de 92,0% para 93,1% do PIB. Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que considera as reservas internacionais, avançou de 66,8% para 67,4% do PIB, atingindo R$ 8,752 trilhões.

A dívida bruta é um dos indicadores usados por investidores e agências de classificação de risco para avaliar a solvência do país. Esse quadro é acompanhado de perto por agentes do agronegócio porque o comportamento das contas públicas interfere no ambiente macroeconômico, nas expectativas para juros, inflação e câmbio, variáveis que afetam o custo do crédito, a formação de preços e o planejamento financeiro de produtores, cooperativas e agroindústrias.

Os dados de abril indicam redução da despesa mensal com juros na comparação com março, mas mantêm elevado o patamar acumulado em 12 meses. O relatório do Banco Central não detalha efeitos setoriais específicos, e eventuais repercussões sobre crédito e custo financeiro dependerão da evolução das contas públicas e das condições monetárias nos próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PIB cresce 1,1% no 1º trimestre com avanço da agropecuária


Paraná projeta safra de soja de 21,78 milhões de toneladas em 2025/26

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 1,1% no primeiro trimestre de 2026 frente ao quarto trimestre de 2025, alcançando R$ 3,3 trilhões em valores correntes, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (29). O resultado foi positivo nos três grandes setores da economia, com alta de 2,0% na agropecuária, 1,0% na indústria e 0,5% nos serviços.

De acordo com o Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, o Valor Adicionado a preços básicos somou R$ 2,8 trilhões, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios totalizaram R$ 461,2 bilhões. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, a alta foi de 2,0%.

Segundo o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, a agropecuária esteve entre as atividades que mais contribuíram para o crescimento do período, ao lado da indústria extrativa e de outras atividades de serviços. Na comparação anual, o desempenho do setor agropecuário foi explicado pelo aumento da produção e da produtividade agrícola.

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O IBGE informou que a soja teve acréscimo de 4,8% na estimativa anual e alcançou produção recorde na série histórica, favorecida por condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras e pela expansão da área plantada. Em sentido oposto, culturas relevantes no primeiro trimestre registraram recuo, como milho, com queda de 2,5%, e arroz, com retração de 10,6% na estimativa anual de produção.

Pelo lado da demanda, a despesa de consumo das famílias subiu 1,0% ante o trimestre anterior, e a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 3,5%. Já no setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 1,7% frente ao trimestre imediatamente anterior, enquanto as importações cresceram 4,4%. Na comparação anual, as exportações aumentaram 7,4%, com destaque para petróleo e gás natural, produtos alimentícios e outros equipamentos de transporte.

Os dados do IBGE indicam que o desempenho da agropecuária sustentou parte relevante da expansão econômica no início de 2026, principalmente pelo avanço da soja. Para os próximos trimestres, a continuidade desse suporte dependerá da evolução climática, do comportamento das demais culturas e do ritmo da demanda interna e externa. A próxima divulgação do PIB, referente ao segundo trimestre, está prevista para terça-feira (1º de setembro).

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Camex aprova antidumping sobre leite em pó do Mercosul, mas suspende aplicação


Camex aprova antidumping sobre leite em pó do Mercosul, mas suspende aplicação

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou nesta quinta-feira (28) a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, mas determinou a suspensão imediata da medida. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo a pasta, a suspensão ocorreu por interesse público, enquanto será conduzida uma análise específica sobre os efeitos da eventual cobrança.

De acordo com o MDIC, a decisão foi tomada em reunião ordinária do Gecex-Camex. Em nota, o ministério informou que o colegiado aprovou o direito antidumping definitivo, mas decidiu suspender sua aplicação em caráter cautelar até a conclusão do processo de avaliação de interesse público.

Segundo a pasta, essa etapa adicional vai apurar os potenciais impactos da medida caso ela entre em vigor. O MDIC informou que a suspensão permanece até o fim dessas análises, sem indicar prazo na nota divulgada.

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A investigação foi conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Decom/MDIC) e havia sido iniciada em 2024. O parecer técnico do departamento apontou a existência de dumping nas exportações de leite em pó originárias da Argentina e do Uruguai.

Ainda conforme as informações divulgadas, os ministérios integrantes do Gecex aprovaram por unanimidade a aplicação da medida antidumping. A suspensão imediata, porém, foi proposta pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), com base na necessidade de avaliar o interesse público.

O motivo citado para essa análise foram os possíveis efeitos sobre a inflação de alimentos e sobre os preços do leite ao consumidor final. Para a cadeia pecuária, a decisão mantém, por ora, o fluxo das importações sem a incidência imediata do direito, enquanto o processo avalia o equilíbrio entre defesa comercial, abastecimento e formação de preços no mercado interno.

O desfecho da medida dependerá da análise de interesse público aberta pelo Gecex-Camex. Até a conclusão desse processo, o direito antidumping aprovado não será aplicado. O MDIC não informou, até o momento, o prazo para encerramento da avaliação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Censo Agropecuário 2027 entra em fase de testes e terá coleta entre março e outubro


Censo Agropecuário 2027 entra em fase de testes e terá coleta entre março e outubro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está em fase de testes para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2027. Segundo informações divulgadas em Brasília nesta terça-feira (26), as provas piloto seguem até novembro de 2026 para validar equipamentos, sistemas, questionários e procedimentos operacionais antes da coleta oficial, prevista para ocorrer entre março e outubro de 2027.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que duas rodadas de testes já foram realizadas em 12 municípios de 10 estados. As equipes passaram por Alfenas e Grão Mogol, em Minas Gerais; Bacabal, no Maranhão; Juazeiro e Sobradinho, na Bahia; Nova Friburgo, no Rio de Janeiro; Barcarena, no Pará; Uruçuí, no Piauí; Rio Verde, em Goiás; Corumbá, em Mato Grosso do Sul; Irati, no Paraná; e Viamão, no Rio Grande do Sul.

O IBGE ainda não divulgou os locais das próximas etapas. De acordo com a CNA, os testes fazem parte da preparação do levantamento decenal, considerado a principal base estatística da agropecuária brasileira. A pesquisa reúne informações sobre estabelecimentos rurais, perfil dos produtores, uso do solo, produção agropecuária, atividades florestais e aquícolas, além de dados sobre condições ambientais, gênero e sucessão familiar no campo.

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O questionário previsto para a operação conta com 48 blocos temáticos. Entre os itens apurados estão produção, mão de obra, tecnologia, uso da terra e características das propriedades. O levantamento abrange unidades de diferentes portes e formatos, em áreas rurais e urbanas, incluindo produção voltada à comercialização e à subsistência familiar.

Segundo a CNA, os dados do censo subsidiam políticas públicas ligadas à agricultura familiar, assistência técnica, crédito rural e planejamento territorial. Por isso, a entidade orienta os produtores a verificarem a identificação dos agentes em campo. Os recenseadores do IBGE devem atuar com crachá e vestimenta oficial da instituição, medida considerada necessária para reduzir o risco de abordagens irregulares ou golpes.

Pelo cronograma informado, os resultados preliminares do Censo Agropecuário 2027 devem ser divulgados em dezembro de 2027, e os dados definitivos, em dezembro de 2028. Até a conclusão das provas piloto, o IBGE ainda deve detalhar os próximos municípios que participarão da fase de testes.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Atualização técnica reúne equipes da cadeia da lã em Pedras Altas


Atualização técnica reúne equipes da cadeia da lã em Pedras Altas

Profissionais ligados à cadeia da lã participaram, nesta terça-feira (26), de um encontro de atualização técnica na Cabanha Vista Alegre, em Pedras Altas, no Rio Grande do Sul. A atividade reuniu comparsas credenciadas no Programa de Certificação da Lã Gaúcha, formadas por equipes especializadas em tosquia e acondicionamento de lã. O foco foi alinhar procedimentos e revisar critérios técnicos adotados pelo programa.

A capacitação integra o Termo de Cooperação firmado em 2024 entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). Segundo as instituições, o trabalho busca qualificar etapas da produção e reforçar a padronização dos processos ligados à certificação da lã produzida no estado.

Durante o encontro, os participantes discutiram práticas relacionadas à esquila, à classificação da fibra, ao acondicionamento e à rastreabilidade da produção. A proposta foi promover atualização técnica entre as equipes credenciadas e uniformizar procedimentos adotados no campo, ponto considerado central para a consistência do sistema de certificação.

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O médico-veterinário do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), vinculado à Seapi, Gabriel Fiori, acompanhou a atividade. De acordo com ele, a qualificação contínua das comparsas contribui para melhorar os processos e agregar valor ao produto final. A declaração foi dada no contexto das ações voltadas ao fortalecimento da cadeia da lã gaúcha.

Conforme a descrição do programa, as comparsas credenciadas têm função operacional relevante na certificação, por atuarem diretamente na tosquia e no acondicionamento da lã. Nesse modelo, a padronização técnica e o registro de origem são apresentados como instrumentos para ampliar a uniformidade e a confiabilidade do produto.

O material divulgado não informa o número de participantes, nem detalha metas quantitativas do programa ou volume de lã certificada até o momento.

O Programa de Certificação da Lã Gaúcha tem como objetivo fortalecer a ovinocultura no Rio Grande do Sul por meio da qualificação dos processos e da garantia de origem da fibra. Com base nas informações disponíveis, o avanço da iniciativa depende da manutenção do treinamento técnico das equipes e da aplicação uniforme dos critérios de certificação ao longo da cadeia produtiva.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Debate reforça desafios da agricultura tropical



Durante o evento, foi lançada a campanha “O que é que só o Brasil tem?”


Durante o evento, foi lançada a campanha “O que é que só o Brasil tem?”
Durante o evento, foi lançada a campanha “O que é que só o Brasil tem?” – Foto: Divulgação

A agricultura tropical voltou ao centro do debate sobre políticas públicas, inovação e competitividade do agronegócio brasileiro durante evento realizado nesta quarta-feira, em Brasília. O encontro reuniu autoridades, especialistas, produtores e representantes do setor para discutir a necessidade de regras e estratégias alinhadas às características produtivas do país, marcadas por clima quente, maior pressão de pragas e diversidade de solos.

Durante o evento, foi lançada a campanha “O que é que só o Brasil tem?”, criada para ampliar o conhecimento sobre o modelo agrícola tropical brasileiro e destacar a importância da ciência, da tecnologia e da regulação para a produção nacional. A iniciativa surgiu após pesquisa da CropLife Brasil, realizada pela Nexus, apontar desconhecimento sobre o conceito de agricultura tropical entre integrantes do Congresso Nacional, Executivo federal, jornalistas e empresários do agronegócio. Segundo o levantamento, 24% dos entrevistados não souberam definir o termo, enquanto apenas 1% o associou diretamente à tecnologia.

Nos debates, representantes do setor defenderam que o Brasil possui um sistema produtivo próprio, diferente do observado em países de clima temperado, e que isso exige políticas públicas específicas. A presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza, destacou a necessidade de aproximar a sociedade do tema e ampliar a compreensão sobre as soluções desenvolvidas para as condições tropicais do país.

Entre os pontos discutidos estiveram a modernização da legislação, a agilidade nos processos regulatórios e a importância da proteção à inovação. Representantes do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento defenderam a criação de um ambiente regulatório mais favorável para acelerar registros de produtos e estimular novas tecnologias voltadas à biodiversidade brasileira.

Produtores rurais também alertaram para os impactos de mudanças regulatórias sem previsibilidade e para a necessidade de tornar os insumos mais acessíveis, especialmente para pequenos e médios agricultores. Já representantes ligados ao comércio exterior ressaltaram que ainda existe desinformação internacional sobre o modelo produtivo brasileiro e sobre o uso de tecnologias adaptadas às condições tropicais.





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