A 91ª Expozebu começa neste sábado (25) em Uberaba (MG), com uma programação focada em genética zebuína, negócios e eventos técnicos. Organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), a feira ocorrerá até 3 de maio no Parque Fernando Costa.
A expectativa é receber cerca de 400 mil visitantes ao longo dos nove dias de evento. A agenda inclui julgamentos de animais, leilões, palestras, rodeio e atividades promovidas por núcleos da entidade.
Destaques da programação
Um dos destaques da edição de 2026 é a agenda de remates, com 40 leilões e nove shoppings genéticos programados. Parte das negociações começou antes da abertura oficial, com eventos desde a última quarta-feira (22).
O grupo Canal Rural transmite ao vivo 31 leilões da programação, permitindo acompanhamento para criadores e investidores em todo o país. Segundo a organização, a expectativa é repetir ou superar o volume de negócios da edição passada, que movimentou mais de R$ 200 milhões.
Programação técnica e atrações
A programação técnica contempla julgamentos das principais raças zebuínas, com cerca de 3 mil animais inscritos. Também estão previstos encontros setoriais, palestras e o Zebu Connect Day + Dia de Campo, agendado para 27 de abril.
Esta edição contará com uma etapa do Campeonato de Montarias em Touros do Circuito Rancho Primavera (CRP), dentro do Expozebu Rodeo Shows. As apresentações ocorrerão nos dias 24, 25, 30 de abril e 2 de maio, com shows de artistas como Gusttavo Lima, Leonardo e Ana Castela.
O Lance Rural fará cobertura em tempo real da Expozebu 2026, com notícias, resultados de julgamentos e acompanhamento dos remates. A programação completa dos leilões e transmissões pode ser acessada no site da ABCZ.
O milho segunda safra no Centro-Oeste brasileiro avança sob condições climáticas adversas, marcadas por chuvas irregulares e temperaturas elevadas, que já começam a afetar o desenvolvimento das lavouras. O cenário, observado nas últimas semanas em estados como Goiás e Mato Grosso do Sul, acende um alerta para possíveis perdas de produtividade em fases críticas do ciclo da cultura.
De acordo com monitoramento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o desenvolvimento do milho segunda safra segue, em geral, dentro de condições consideradas favoráveis, apesar da má distribuição das chuvas e da redução dos volumes em algumas regiões produtoras.
Ainda assim, a irregularidade climática tem provocado respostas distintas entre os estados. Enquanto algumas áreas mantêm bom desenvolvimento, outras já enfrentam limitações hídricas que comprometem o potencial produtivo.
No Mato Grosso do Sul, as chuvas esparsas dificultaram a finalização do plantio em áreas remanescentes. Mesmo com lavouras em bom estado geral, produtores enfrentam aumento da incidência de pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e a lagarta-do-cartucho, exigindo intensificação no manejo fitossanitário.
O principal ponto de atenção está nas regiões sudoeste e sul do estado. Nessas áreas, a combinação de baixos volumes de chuva e temperaturas elevadas tem reduzido os estoques de água no solo. No município de Dourados, estimativas do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO) indicam déficit hídrico persistente ao longo do ciclo, refletindo na perda de potencial produtivo da cultura.
Em Goiás, a umidade residual no solo ainda sustenta o desenvolvimento das lavouras na maior parte do estado. No entanto, o cenário começa a se deteriorar, especialmente nas regiões Sul e Leste. Nessas áreas, a redução das chuvas aliada às altas temperaturas intensifica a perda de água do solo justamente em fases críticas do milho, como floração e enchimento de grãos — períodos de maior demanda hídrica.
No município de Rio Verde, dados do SISDAGRO apontam aumento do déficit hídrico desde março, com impacto direto no rendimento. A estimativa é de perda de 52,6% no potencial produtivo.
A previsão climática para os próximos 15 dias indica manutenção da irregularidade das chuvas no Centro-Oeste.
De acordo com dados divulgados, os maiores volumes — acima de 60 mm — devem se concentrar no noroeste e oeste de Mato Grosso e no centro-sul de Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, os acumulados tendem a ficar abaixo de 40 mm, com possibilidade de volumes inferiores a 10 mm em regiões de Goiás, sudeste de Mato Grosso e Distrito Federal.
As temperaturas máximas devem variar entre 26 °C e 34 °C, podendo ultrapassar esse patamar em algumas áreas. A umidade relativa do ar também deve permanecer baixa, abaixo de 40%, favorecendo a continuidade do déficit hídrico.
O cenário reforça o aumento do risco produtivo para o milho segunda safra, especialmente se a irregularidade das chuvas persistir. A restrição hídrica nas fases mais sensíveis pode comprometer tanto o rendimento quanto a qualidade dos grãos.
A gastronomia tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para aproximar o agronegócio do consumidor final e fortalecer a percepção sobre a origem dos alimentos. O tema foi destaque no programa “Entre Gerações”, do Canal Rural, que discutiu o papel do marketing na conexão entre campo e cidade.
Dados apresentados no programa reforçam a relevância do setor. Nos nove primeiros meses de 2025, o agro brasileiro cresceu mais de 11% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado por uma safra robusta. Ainda assim, especialistas apontam que o desafio vai além da produção: é preciso comunicar melhor o que acontece dentro e fora da porteira.
Comunicação e valor agregado entram no centro da estratégia
A proposta do projeto “Entre Gerações” é justamente reduzir essa distância. A iniciativa reúne diferentes agentes do setor para ampliar o diálogo com a sociedade e transformar produtos agropecuários em marcas com maior valor agregado.
Para o especialista em marketing do agro José Luiz Tejon, a comunicação é parte central desse processo. Segundo ele, o marketing no setor vai além da venda.
“Marketing no agronegócio é reunir o talento do produtor às percepções e aos desejos do consumidor. Marketing não é fazer o que as pessoas querem, é fazer aquilo que elas não sabem que querem”, diz Tejon
Na prática, iniciativas como campanhas voltadas à carne suína têm buscado simplificar a comunicação e estimular o consumo, destacando atributos como segurança alimentar e versatilidade do produto.
Redes sociais e gastronomia impulsionam conexão com o público
O uso de conteúdos gastronômicos tem ganhado força como ponte entre produção e consumo. Criadores de conteúdo e chefs vêm apostando em receitas e demonstrações práticas para facilitar a decisão de compra e reduzir barreiras.
O influenciador e empresário do setor de carnes Netão explica que mostrar o produto pronto muda a forma como o consumidor se relaciona com o alimento.
“Se eu mostrar o prato pronto, eu estou resolvendo a dor do cliente.”
Segundo ele, a estratégia ajuda a simplificar a escolha e aumentar a confiança.
Netão também destaca que a comunicação digital abriu espaço para produtores e empreendedores se aproximarem do público. “Basta um celular para você começar.”
Além disso, a transparência sobre o processo produtivo tem impacto direto na percepção de valor. “Toda vez que você mostra um pouco do seu bastidor, você agrega mais valor ao seu produto”, afirma o empresário.
Origem e informação ganham peso na decisão de consumo
A busca por informações sobre origem, qualidade e segurança dos alimentos tem influenciado cada vez mais o comportamento do consumidor.
A empreendedora Flávia Brunelli destaca que esse movimento exige uma comunicação mais clara por parte do setor. Segundo ela, mostrar o que acontece na produção é fundamental para quebrar barreiras e ampliar o consumo.
Na avaliação dela, quando o consumidor entende a origem e os processos envolvidos, há maior confiança na escolha do produto.
Cadeia da suinocultura amplia produção e busca novos mercados
O debate também destacou o avanço da suinocultura brasileira. O abate de suínos no país passou de 39,26 milhões de cabeças em 2015 para 60,69 milhões no ano passado. No mesmo período, as exportações cresceram, com alta de 12% em 2025 frente a 2024, tendo as Filipinas como principal destino.
Com um mercado mais exigente, a indústria tem investido na diversificação de cortes e na adaptação aos diferentes perfis de consumo. A estratégia inclui ampliar o acesso a novos produtos e fortalecer a presença da proteína suína na alimentação cotidiana.
Nova geração aposta em comunicação, tecnologia e inovação
Para especialistas e representantes do setor, a nova geração tem papel central na transformação da comunicação no agro.
O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, Marcelo Lopes, avalia que ainda há desafios na relação com o consumidor, mas vê avanços na forma como o setor vem se posicionando.
Já entre produtores e influenciadores, a recomendação é clara: investir em conhecimento, comunicação e consistência. “Insistir, persistir e nunca desistir”, afirma Netão.
A combinação entre inovação, presença digital e estratégia de comunicação aparece como um dos principais caminhos para ampliar o alcance do agro e fortalecer sua conexão com a sociedade.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou nesta sexta-feira (24), ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, vão representar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), no domingo (26).
Segundo a equipe de comunicação do governo, não está prevista uma ida de Lula para o evento. Ele deve fechar o terceiro mandato à frente da Presidência sem ir até a feira do agro.
Como mostrou o Broadcast Agro, a ida do presidente ao evento começou a ser avaliada pelo Palácio do Planalto na manhã desta sexta-feira. Até então, estava descartada a presença de Lula na Agrishow, assim como foi nas edições anteriores do atual mandato.
A ideia, conforme a apuração do Broadcast Agro, era que Lula estivesse acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Agricultura, André de Paula.
Equipes do governo federal já organizavam a compra de passagens para Ribeirão Preto e a estrutura do evento para receber o presidente, apurou a reportagem.
O fato de ser ano eleitoral estava pensando na decisão, segundo fontes. Demais presidenciáveis também devem comparecer à Agrishow.
Na gestão atual, a participação do governo na Agrishow é envolta de imbróglios. Em 2023, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, se disse desconvidado do evento, o que levou a questionamentos sobre o patrocínio do Banco do Brasil ao evento.
Nas edições posteriores, Alckmin e Fávaro representaram o governo federal.
De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.
Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.
Regiões Sul e Sudeste puxam crescimento
No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.
Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.
Produção interna cresce e importações recuam
A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.
Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.
Biodiesel acelera com mistura maior
No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.
“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.
Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.
Guerra no Oriente Médio segue no radar
Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.
Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.
A demanda por diesel no Brasil deve alcançar novo recorde em 2026, impulsionada pelo agronegócio, exportações e transporte rodoviário de cargas. Segundo projeção da StoneX, o consumo de diesel B está estimado em 70,8 milhões de metros cúbicos, alta de 1,9% em relação ao ano anterior.
De acordo com a consultoria, o avanço será sustentado pelo ritmo da colheita agrícola, maior movimentação logística e crescimento da atividade industrial. “A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística, que seguem puxando a demanda por combustíveis”, afirmou o especialista em Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
Apesar de um início de ano mais fraco, com retração de 1,7% nas vendas no primeiro bimestre, o mercado deve ganhar força ao longo dos próximos meses. O resultado inicial foi influenciado pelo atraso na colheita da soja e pela antecipação de compras no fim de 2025 para evitar o aumento do ICMS em janeiro.
Outro indicativo de retomada veio do transporte rodoviário: o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas subiu 7,5% em março, reforçando a expectativa de recuperação no setor de cargas.
Sul e Sudeste puxam crescimento
No cenário regional, Sudeste e Sul devem liderar a expansão do consumo, favorecidos pelo desempenho industrial, recuperação da produção agrícola e maior fluxo logístico em direção aos portos.
Já o Centro-Oeste deve registrar crescimento mais moderado, refletindo a perspectiva de menor safra de grãos, apesar do avanço do transporte de etanol de milho.
A StoneX também aponta mudanças na oferta de combustíveis. A produção nacional de diesel A cresceu 4,5% no primeiro trimestre, com reforço das refinarias diante das incertezas globais.
Com isso, a expectativa é de queda nas importações em 2026, que devem somar 17,2 milhões de metros cúbicos, recuo de 0,6%, reduzindo a participação do produto externo no abastecimento nacional.
Biodiesel acelera com mistura maior
No segmento de biocombustíveis, a expansão tende a ser ainda mais forte. A demanda por biodiesel deve subir 7,2% em 2026, alcançando 10,4 milhões de metros cúbicos, impulsionada pela mistura obrigatória B15 e pelo aquecimento econômico.
“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto a maior demanda por diesel no país, além da busca por alternativas que reduzam a dependência externa”, destacou a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Isabela Garcia.
Segundo a consultoria, o óleo de soja seguirá como principal matéria-prima, ampliando sua participação para 84,7%, apoiado pela ampla oferta doméstica e pela previsão de esmagamento recorde no ano. Em um cenário com adoção do B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de metros cúbicos.
Guerra no Oriente Médio segue no radar
Mesmo com as incertezas no cenário internacional, especialmente os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre os preços de energia, a StoneX avalia que a demanda por diesel deve permanecer resiliente, por estar diretamente ligada à atividade econômica, ao transporte de cargas e à produção agroindustrial.
Por outro lado, a consultoria alerta que uma piora no ambiente econômico e inflacionário pode afetar setores agrícolas e industriais, trazendo impacto negativo ao consumo de diesel B.
A eficiência da pulverização agrícola segue como um dos principais desafios da produção no campo. Estudos da área de tecnologia de aplicação apontam que apenas parte dos defensivos aplicados atinge o alvo biológico.
Em condições reais, a deposição efetiva pode variar entre 30% e 70%, dependendo de fatores como tipo de equipamento, cultura e condições climáticas, como vento e umidade. O restante do volume aplicado pode ser perdido por deriva, evaporação ou escorrimento.
Deriva aumenta perdas e riscos
Entre os principais fatores de perda está a deriva, fenômeno que ocorre quando as gotas são levadas para fora da área-alvo.
Pesquisas da American Society of Agricultural and Biological Engineers (ASABE) e do USDA indicam que esse deslocamento pode ultrapassar 10% do volume aplicado em condições desfavoráveis.
Situações como uso de gotas muito finas, vento acima do recomendado e regulagem inadequada de equipamentos aumentam esse risco.
Além de reduzir a eficiência do controle de pragas, a deriva pode causar contaminação ambiental e danos a culturas vizinhas.
A FAO aponta que o manejo inadequado de pesticidas e a baixa eficiência na aplicação ainda estão entre os principais desafios da agricultura global.
Em países com grande escala produtiva, como o Brasil, pequenas perdas operacionais podem gerar impactos econômicos e ambientais relevantes.
Tecnologia avança, mas adoção ainda é desafio
A tecnologia de aplicação tem evoluído para reduzir perdas e aumentar a precisão no campo. O tema é foco de pesquisas conduzidas por universidades e centros especializados.
Um dos grupos que atuam nessa área é o liderado pelo pesquisador Adriano Arrué Melo, da Universidade Federal de Santa Maria, que desenvolve estudos voltados à redução da deriva e ao aumento da eficiência operacional.
Segundo o pesquisador, o principal desafio não está apenas na inovação, mas na adoção prática dessas soluções.
“A tecnologia existe e evolui rapidamente, mas o impacto real depende da aplicação correta no campo”, afirma.
Capacitação ganha importância no campo
A qualificação dos operadores aparece como fator central para melhorar a eficiência da pulverização.
Programas de treinamento têm buscado reduzir a distância entre pesquisa e prática. Um exemplo é o curso de boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas, já realizado em diversos municípios do Rio Grande do Sul.
As capacitações abordam temas como tamanho de gota, condições climáticas, regulagem de equipamentos e escolha de pontas de pulverização.
Segundo especialistas, esses fatores influenciam diretamente o risco de deriva e o desempenho da aplicação.
Além dos ganhos técnicos, a capacitação também atende a exigências legais. No Rio Grande do Sul, já é obrigatória a qualificação para aplicação de herbicidas hormonais. A medida reforça a necessidade de formação contínua no setor.
Especialistas defendem que a ampliação desse tipo de exigência para outros estados pode elevar o padrão de segurança e eficiência da agricultura brasileira.
Impacto direto na produtividade
A baixa eficiência na aplicação de defensivos afeta diretamente o custo de produção e o resultado no campo.
Com perdas operacionais elevadas, o produtor pode gastar mais insumos sem obter o efeito esperado no controle de pragas e doenças.
O avanço da tecnologia, aliado à capacitação, é apontado como caminho para reduzir desperdícios, aumentar a precisão e melhorar a rentabilidade da atividade.
Proposta autoriza atualização de tecnologia em contratos públicos durante a vigência
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Foto: Renato Araújo / Câmara dos Deputados
23/04/2026 – 18:36
A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou proposta que autoriza a inclusão, em contratos de até cinco anos firmados pelo poder público, de regras para a troca de máquinas e a atualização de versões de softwares durante a vigência de acordo.
O texto prevê a adoção de um novo modelo, chamado “como serviço”, com repasse de responsabilidade de infraestrutura e de manutenção para a empresa contratada. A atual Lei de Licitações e Contratos Administrativos permite acordos com este prazo apenas para aluguel de equipamentos e o uso de programas de informática. Além disso, a lei só permite a atualização dos referidos equipamentos e programas após o fim do contrato em vigor.
O que a proposta muda na lei:
O colegiado aprovou o parecer do relator, deputado David Soares (Pode-SP), favorável ao Projeto de Lei 5297/25, de autoria do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM). Soares reforçou que o modelo atual é incompatível com a velocidade de inovação de tecnologia.
“A proposta confere maior racionalidade à gestão pública de tecnologia, ao permitir que os órgãos e entidades acompanhem o ritmo de evolução do setor, otimizando recursos públicos e evitando a defasagem funcional dos sistemas e equipamentos utilizados”, destacou no relatório.
Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.
Ocorre na paulista Ribeirão Preto, no período de 27 de abril a 1º de maio, a edição 2026 da Agrishow, uma das maiores feiras do país nas áreas de máquinas e insumos para o agronegócio. Presente entre as principais empresas do setor de defensivos agrícolas, a Sipcam Nichino leva para seu estande informações relevantes sobre as soluções Fiera® e Click® Pro e também anuncia o lançamento de uma nova tecnologia para soja.
Lançado recentemente no país, o inseticida Fiera® trouxe ao mercado um conceito no controle da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), hoje considerada a praga mais desafiadora do cereal, na safra de verão e na segunda safra.
“Está comprovado em experimentos: o controle da ‘ninfa’ da ‘cigarrinha’ tornou-se central na estratégia de manejo do produtor de milho, para ele colher sucesso na quebra de ciclo, na contenção da praga e produzir mais e melhor”, explica Marcelo Palazim, coordenador de marketing da Sipcam Nichino. “O inseticida age na fase ‘ninfal’ e na fertilidade e fecundidade das fêmeas adultas da cigarrinha, com redução na postura e na eclosão de ovos”, ele continua.
Em relação ao herbicida Click® Pro, igualmente lançado em períodos recentes, o agrônomo ressalta a efetividade da solução no manejo de invasoras de difícil controle do milho.
“Trata-se de uma solução altamente inovadora, composta pela mistura de dois ativos sinérgicos no controle de plantas daninhas: terbutilazina e mesotriona. É um herbicida de ação pós-emergente, seletivo para o milho, indicado ao manejo de monocotiledôneas e dicotiledôneas”, acrescenta Palazim.
Conforme o agrônomo, o produto revelou em testes e áreas comerciais entregar controle superior de folhas largas e gramíneas, com longo efeito residual pós-emergente, “inclusive ante espécies de difícil controle resistentes ao glifosato e à atrazina”.
Ainda durante a Agrishow, a Sipcam Nichino inicia as ações de lançamento do herbicida Cervino® Gold. “O sojicultor brasileiro passará a contar com uma solução consistente no manejo das plantas daninhas mais importantes da cultura. O novo herbicida superou seus competidores nas avaliações a campo”, antecipa Marcelo Palazim.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
O Laboratório de Referência Enológica Evanir da Silva (Laren) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) concluiu neste mês a microvinificação da safra de uva de 2026, com a análise de 268 amostras de 43 variedades coletadas em 40 municípios gaúchos. O trabalho técnico realizado durante a vindima gera dados estratégicos para a fiscalização, contribuindo para garantir a autenticidade dos vinhos e sucos de uva produzidos no Rio Grande do Sul.
As coletas foram realizadas entre janeiro e março, conforme o Plano Amostral do laboratório, e as amostras encaminhadas à cantina do Laren, em Caxias do Sul. Entre as variedades com maior número de coletas estão bordô, isabel e niágara branca. Os municípios com maior volume de amostras foram Bento Gonçalves, Pinto Bandeira e Flores da Cunha.
A microvinificação consiste na produção de pequenos lotes de vinho para avaliar variáveis qualitativas das uvas. O processo inclui retirada manual das bagas dos cachos, esmagamento, fermentação em pequena escala e análises físico-químicas e isotópicas.
Parâmetros de referência
Segundo a fiscal estadual agropecuária e responsável pelas microvinificações, Fernanda Varela Nascimento, os resultados integram um banco de dados histórico utilizado como referência para o setor há mais de duas décadas.
“O processo envolve a retirada manual das bagas do cacho, o esmagamento das uvas, a fermentação em pequena escala e análises físico-químicas e isotópicas. Os resultados alimentam um banco de dados utilizado há mais de duas décadas como referência para o setor”, explica Fernanda.
As análises mensuram parâmetros como teor de açúcar, acidez, densidade e outros indicadores que influenciam diretamente o perfil dos vinhos produzidos. As informações também subsidiam o monitoramento da safra e auxiliam na caracterização da identidade dos vinhos elaborados no Estado. “Nosso trabalho é verificar se o produto final está de acordo com os parâmetros da legislação”, resume.
Considerado estratégico para o ciclo produtivo, o trabalho do Laren contribui para a qualificação da produção vitivinícola gaúcha. A qualidade das uvas e a precisão das análises enológicas impactam o desempenho das vinícolas e a competitividade dos vinhos do Rio Grande do Sul nos mercados nacional e internacional.
Acervo histórico
Desde 2004, o Laren elabora anualmente vinhos genuínos por meio de microvinificações que compõem um banco de referência utilizado em análises isotópicas e cromatográficas. Atualmente, o acervo reúne milhares de garrafas armazenadas na cantina do laboratório.
O Laren também é o único laboratório do Brasil a realizar análises de água exógena no vinho, método que permite identificar a presença de água adicionada além da naturalmente existente na fruta.
O número de amostras coletadas a cada ano é definido com base na produção do ano anterior, considerando município e variedade. As coletas são realizadas por fiscais estaduais agropecuários em todas as regiões vitícolas do Rio Grande do Sul.
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A Sipcam Nichino apresenta no evento informações sobre os produtos Fiera® e Click® Pro – Foto: Agrolink
Tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e ao manejo de pragas e plantas daninhas ganham destaque em um dos principais eventos do agronegócio brasileiro. A edição 2026 da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto entre 27 de abril e 1º de maio, reúne empresas e produtores em torno de soluções para diferentes culturas.
A Sipcam Nichino apresenta no evento informações sobre os produtos Fiera® e Click® Pro, além de anunciar uma nova tecnologia voltada à soja. O inseticida Fiera®, recentemente lançado, introduz um novo conceito no controle da cigarrinha-do-milho, praga considerada uma das mais desafiadoras para o cereal tanto na safra de verão quanto na segunda safra.
De acordo com Marcelo Palazim, o manejo da fase ninfal da cigarrinha passou a ser central para interromper o ciclo da praga e garantir melhores resultados produtivos. O produto atua nessa fase e também interfere na fertilidade das fêmeas, reduzindo a postura e a eclosão de ovos.
No caso do herbicida Click® Pro, a empresa destaca a eficiência no controle de plantas daninhas de difícil manejo no milho. A solução combina terbutilazina e mesotriona, com ação pós-emergente e seletividade para a cultura, apresentando resultados consistentes no controle de folhas largas e gramíneas, inclusive espécies resistentes.
Durante a feira, a companhia também inicia o lançamento do herbicida Cervino® Gold, voltado à sojicultura. Segundo Palazim, o produto demonstrou desempenho superior em avaliações de campo no controle das principais plantas daninhas da cultura. “O sojicultor brasileiro passará a contar com uma solução consistente no manejo das plantas daninhas mais importantes da cultura. O novo herbicida superou seus competidores nas avaliações a campo”, antecipa Marcelo Palazim.