sexta-feira, julho 17, 2026

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TCU vai apurar aprovação do E32 pelo CNPE após pedido do MP


CNPE vai deliberar sobre aumento do etanol na gasolina na terça-feira (14)

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu que a Corte apure indícios de irregularidades na aprovação da elevação temporária da mistura de etanol anidro na gasolina para 32%, o chamado E32. A medida foi aprovada na terça-feira (14) pelo Comitê Nacional de Política Energética (CNPE), em meio às repercussões do conflito entre Irã e Estados Unidos sobre a política energética.

No pedido encaminhado ao TCU, o subprocurador Lucas Furtado afirmou haver indícios de que a decisão tenha sido impulsionada predominantemente por critérios econômicos e conjunturais, sem a divulgação de estudos técnicos suficientemente detalhados sobre seus efeitos sobre a frota nacional, os consumidores e a segurança do abastecimento.

Segundo o documento, o Tribunal deverá verificar se a elevação da mistura foi precedida de estudos técnicos suficientes, análise de impacto regulatório, avaliação de riscos, demonstração de economicidade, disponibilidade de oferta, adequada motivação e observância dos princípios da eficiência, razoabilidade, transparência e proteção do consumidor.

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O pedido também inclui o exame de possíveis consequências da medida sobre a qualidade e a segurança dos combustíveis, a compatibilidade e a durabilidade de veículos e equipamentos, o consumo, os custos de manutenção, o abastecimento, o preço final e a segurança da frota nacional.

Lucas Furtado afirmou que o objetivo da medida pode ser legítimo e compatível com a busca por maior segurança energética, mas sustentou que a urgência econômica e a gravidade do cenário internacional não dispensam a administração pública de demonstrar, de maneira documentada, a viabilidade técnica, a adequação econômica, a segurança operacional e os impactos sociais da decisão.

No entendimento do Ministério Público, a alteração na composição dos combustíveis com efeitos nacionais não pode ser tratada como simples mecanismo emergencial de contenção de preços. Com o pedido aceito, caberá ao TCU analisar o processo administrativo relacionado à aprovação do E32.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Projeto sobre tarifa de energia para irrigação avança no Senado com emendas para térmicas


Projeto sobre tarifa de energia para irrigação avança no Senado com emendas para térmicas

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou nesta semana o Projeto de Lei nº 5.017/2019, que trata de descontos especiais nas tarifas de energia elétrica usada em irrigação, aquicultura e exploração de poços para consumo humano. A versão aprovada incorporou dispositivos sobre contratação de usinas termoelétricas a gás e pequenas hidrelétricas. O Instituto Internacional Arayara divulgou manifesto de oposição ao texto.

Segundo o Instituto Internacional Arayara, a proposta foi alterada por emendas incluídas em substitutivo apresentado no início da semana. A organização afirmou que o texto “desfigura” a proposta original e avaliou que a medida “cria consumidores cativos de energia fóssil”.

O relator da matéria é o senador Hermes Klann (PL-SC). Entre os dispositivos incluídos, está a previsão de que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realize leilões para contratação de geração termoelétrica na Região Norte com uso de gás natural de origem amazônica.

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O substitutivo também prevê a contratação de 2,5 gigawatts (GW) de térmicas a gás com inflexibilidade mínima de 70%. Outro trecho trata da contratação de 4,9 GW de hidrelétricas com potência de até 50 megawatts (MW).

No manifesto, a Arayara afirmou que os custos dessas contratações seriam repassados à conta de luz ao longo dos próximos 30 anos. A entidade também declarou que o texto altera regras do regime de partilha de petróleo para repassar custos de infraestrutura privada à União, com efeito sobre receitas destinadas ao Fundo Social e a políticas públicas.

Outro ponto do texto aprovado na CI do Senado busca autorizar novo leilão de passivos judiciais do risco hidrológico, conhecido no setor como GSF. Esse risco está relacionado à geração de energia abaixo do previsto por usinas em períodos de poucas chuvas e outras condições climáticas adversas, situação que pode desencadear disputas judiciais.

Com a aprovação na Comissão de Serviços de Infraestrutura, o projeto avança no Senado com um escopo que reúne descontos tarifários para atividades como irrigação e aquicultura e novas regras para contratação de geração termoelétrica e hidrelétrica.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Vendas semanais de milho dos EUA 2025/26 caem para 315 mil toneladas


USDA informa venda de 190 mil toneladas de farelo de soja dos EUA para as Filipinas

Os exportadores dos Estados Unidos venderam 315 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 9 de julho, informou nesta quinta-feira (16) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume foi o menor do ano comercial e ficou 44% abaixo do registrado na semana anterior. Na comparação com a média das últimas quatro semanas, a queda foi de 61%.

Considerando as duas safras, as vendas semanais totalizaram 626,2 mil toneladas. Desse total, 311,2 mil toneladas foram negociadas para a safra 2026/27, com destino a Colômbia, México, Japão, destinos desconhecidos e Nicarágua.

O resultado combinado das duas safras ficou abaixo das estimativas de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que projetavam vendas entre 800 mil e 2,1 milhões de toneladas.

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Entre os principais compradores do milho da safra 2025/26, o Japão liderou com 137,1 mil toneladas, seguido por Colômbia, com 135,2 mil toneladas, Coreia do Sul, com 94,2 mil toneladas, Venezuela, com 85,7 mil toneladas, e Vietnã, com 71,6 mil toneladas.

Parte do volume foi compensada por cancelamentos. Os principais foram registrados para destinos desconhecidos, com 452,5 mil toneladas, além de El Salvador, com 6 mil toneladas, Canadá, com 4,7 mil toneladas, e Malásia, com 2 mil toneladas.

Nos embarques da semana, os Estados Unidos exportaram 1,59 milhão de toneladas de milho. O volume representa queda de 14% em relação à semana anterior e recuo de 9% na comparação com a média das últimas quatro semanas.

Os principais destinos dos embarques foram México, com 519,1 mil toneladas, Japão, com 300,6 mil toneladas, Vietnã, com 205,5 mil toneladas, Coreia do Sul, com 162,4 mil toneladas, e Colômbia, com 103,7 mil toneladas.

Os dados divulgados pelo USDA mostram recuo nas vendas semanais da safra 2025/26 e embarques de 1,59 milhão de toneladas na semana encerrada em 9 de julho, com Japão, Colômbia, México, Vietnã e Coreia do Sul entre os principais destinos do milho norte-americano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Senado aprova medida provisória que altera piso mínimo do frete rodoviário


O Senado Federal aprovou a medida provisória que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário, após uma série de mudanças no texto. A proposta foi discutida amplamente para atender caminhoneiros, empresas e usuários do setor.

Aprovação e acordos

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, destacou que o acordo para a votação envolveu governo, parlamentares e representantes dos setores envolvidos, buscando um consenso. A medida foi aprovada para evitar que perdesse a validade, o que prejudicaria todos os envolvidos.

Alterações significativas

Entre as principais mudanças, destaca-se a exclusão da previsão de um piso salarial nacional de R$ 5.000 para caminhoneiros de longa distância, considerada inconstitucional. Além disso, as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas foram alteradas para incluir custos operacionais, como:

  • Combustível
  • Manutenção
  • Pneus
  • Seguros
  • Tributos
  • Salários
  • Tempo de carga e descarga

Próximos passos

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra SA para elaborar os cálculos dos pisos, que deverão ser atualizados semestralmente em caso de variação de 5% ou mais no preço dos combustíveis. Com a aprovação, o texto segue agora para sanção presidencial.

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Beef Report 2026 aponta produção recorde e R$ 1,15 trilhão na pecuária de corte


Beef Report 2026 aponta produção recorde e R$ 1,15 trilhão na pecuária de corte

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) apresentou, nesta quinta-feira (16), em Brasília, a 11ª edição do Beef Report, com os principais indicadores da pecuária de corte brasileira. O levantamento, elaborado em parceria com a Athenagro Consultoria, mostra que 2025 foi um ano histórico para o setor, com produção de 12,35 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC), movimentação de R$ 1,159 trilhão e exportações de 3,5 milhões de toneladas.

Segundo a ABIEC, o Brasil abateu 47,79 milhões de bovinos em 2025 e faturou US$ 18 bilhões com as exportações de carne bovina para 177 países. O desempenho consolidou o país, pela primeira vez, como o maior produtor mundial de carne bovina e manteve a liderança nas exportações globais.

A participação das vendas externas na produção nacional atingiu 36,7%, o maior patamar da série histórica. As exportações cresceram 20,6% em volume e 40% em receita na comparação com 2024. A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, seguida por Estados Unidos, Chile, União Europeia e Rússia.

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No mercado interno, foram absorvidos 7,87 milhões de TEC, o equivalente a 63,3% da produção nacional. O consumo per capita foi estimado em 37,04 quilos equivalente carcaça por habitante ao ano. O relatório também mostra que 63,6% dos bovinos abatidos passaram por estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF), responsáveis por 66,5% de toda a carne produzida no país.

Entre 1990 e 2025, a produção nacional de carne bovina cresceu 146,6%, enquanto o rebanho avançou 40%. A produtividade aumentou 183% no período, com redução de 18% na área de pastagens, para cerca de 160 milhões de hectares. Em 2025, confinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP) responderam por 23% dos bovinos abatidos, e cerca de 19 milhões de animais receberam dietas com altos níveis de concentrado.

O estudo de descarbonização incorporado ao Beef Report estima redução de pelo menos 79,9% na intensidade das emissões por quilo de carne até 2050. Com desmatamento zero, adoção das tecnologias do Plano ABC+, redução da idade de abate e uso de aditivos para mitigação de metano, a redução pode chegar a 92,6%.

Para os próximos dez anos, o Beef Report projeta produção de 15,18 milhões de TEC até 2035, alta de cerca de 23% sobre 2025. As exportações devem avançar de 4,53 milhões para 7,09 milhões de TEC, crescimento de 56,5%. O relatório já está disponível em português e inglês no site da ABIEC.

Fonte: abiec.com.br

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Tecnologia, manejo e precisão: a receita por trás de uma soja campeã


Reprodução Soja Brasil

Itapetininga, no interior de São Paulo, consolidou-se como uma das principais produtoras de soja do estado. Na safra 2025/26, o município produziu cerca de 119,7 mil toneladas do grão, segundo o Sindicato Rural de Itapetininga. A Expedição Soja Brasil visitou uma fazenda premiada da região que se tornou referência em produtividade e manejo. Neste ciclo, a propriedade alcançou quase 96 sacas por hectare.

Além da importância para o agronegócio, Itapetininga também se destaca na economia paulista. De acordo com o último levantamento do IBGE, referente a 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) do município se aproxima de R$ 8 bilhões.

Segundo o diretor do Sindicato Rural de Itapetininga, Marcos Müller, a soja ganhou força na região ao longo da última década. “A área de plantio, a quantidade colhida em milhares de toneladas e também o rendimento por área vêm crescendo. Esse avanço chega a superar 100% nos últimos anos”, diz.

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Um dos responsáveis por esses resultados é o produtor rural Hiroyuki Oi Kekok, da Fazenda Estância Célia. A propriedade conquistou o Prêmio Desafio de Máxima Produtividade de Soja da safra 2024/25 na região Sudeste, com rendimento de 119,25 sacas por hectare.

Segundo o produtor, o resultado foi consequência da combinação entre planejamento, escolha da melhor janela de plantio, clima favorável e um manejo realizado dentro do cronograma.

“Nessa área que ganhou o prêmio conseguimos fazer o plantio na melhor janela. O clima também foi extremamente favorável ao desenvolvimento da cultura e seguimos toda a programação de manejo, com aplicações de inseticidas, herbicidas, fertilizantes foliares e nutrientes. Foi uma área em que conseguimos cumprir todo o cronograma no momento certo”, comenta.

A alta produtividade, porém, é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de décadas. Hiroyuki explica que os investimentos em agricultura de precisão transformaram a eficiência da fazenda.

“Faz mais de 20 anos que comecei a investir em agricultura de precisão. Percebemos a necessidade de melhorar a qualidade operacional da fazenda. Hoje ela nos ajuda a medir o desempenho das operações, quantificar a produção e avaliar parâmetros como qualidade do plantio, pulverização, colheita e perdas. Tudo isso faz parte de um grande pacote de gestão que contribui para alcançar altas produtividades”, conclui.

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Cafés do Brasil ficam fora de nova tarifa de 25% dos EUA


Cafés do Brasil ficam fora de nova tarifa de 25% dos EUA

Entidades da cadeia do café no Brasil divulgaram nesta quinta-feira (16) comunicado conjunto em que celebram a decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de isentar todos os cafés brasileiros da nova taxa de 25% aplicada a produtos exportados pelo Brasil. O anúncio foi realizado na noite de quarta-feira (15), segundo as associações.

Em nota conjunta, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) afirmaram que o trabalho com a National Coffee Association (NCA), com apoio de importadores dos Estados Unidos, resultou em dois pontos para o setor brasileiro.

Segundo as entidades, houve a manutenção dos cafés que já estavam previamente sugeridos na lista de exceção no âmbito da investigação da Seção 301 do USTR e a ampliação dessa lista, com a inclusão do café solúvel não aromatizado entre os produtos isentos da nova tarifa.

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Com isso, informaram Abic, Abics e Cecafé, o café verde e os cafés industrializados do Brasil, incluindo o solúvel e seus subprodutos, ficam excluídos da possibilidade de taxação de 25% para ingresso no mercado norte-americano.

As entidades destacaram ainda que a decisão protege as exportações brasileiras de café aos Estados Unidos, estimadas entre US$ 2,0 bilhões e US$ 2,5 bilhões por ano. No comunicado, o mercado norte-americano é citado como o maior consumidor e importador mundial de café.

As associações também registraram que segue em andamento uma segunda investigação do USTR, também no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que pode abrir nova possibilidade de tarifas sobre o café brasileiro, na ordem de 12,5%.

Abic, Abics e Cecafé afirmaram que continuarão o trabalho de representação em defesa da sustentabilidade, da qualidade e da competitividade dos cafés do Brasil, com foco nos interesses dos diferentes atores da cadeia produtiva.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dívidas rurais serão reguladas por medida provisória


O governo federal e o Congresso Nacional fecharam nesta quarta-feira (15) um acordo para substituir o projeto de lei que tratava da renegociação de dívidas rurais por uma medida provisória (MP). O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, após reunião com ministros, parlamentares e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida permitirá a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas de produtores rurais, com condições diferenciadas para agricultores afetados por perdas decorrentes de eventos climáticos e oscilações nos preços agrícolas.

Acordo

Participaram da reunião os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e de Relações Institucionais, José Guimarães; o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta; o deputado Arnaldo Jardim, e a senadora Tereza Cristina, ambos da FPA. 

Hugo Motta ressaltou que o entendimento buscou conciliar o atendimento aos produtores com a responsabilidade fiscal. “Depois da aprovação no Senado, sem acordo com o governo, chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores”, disse o presidente da Câmara.

Adesão

A MP beneficiará produtores e cooperativas que registraram perdas entre 2019 e 2025.

Na regra geral, poderão renegociar as dívidas agricultores que tiveram:

  • Perdas em duas ou mais safras;
  • Redução mínima de 30% da renda bruta, causada por eventos climáticos ou queda dos preços agrícolas.

Os produtores com perdas mais severas deverão comprovar:

  • Três ou mais safras afetadas;
  • Redução de pelo menos 40% da renda bruta, especialmente em regiões atingidas por eventos climáticos, como o Rio Grande do Sul.

Condições

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a proposta foi construída para atender a maior parte dos produtores em dificuldades sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

“O Banco do Brasil está pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas, para que a gente vá adiante e para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar”, disse o ministro.

As condições variam conforme o perfil do produtor.

Regra geral

Para produtores enquadrados nas regras gerais, a MP prevê:

  • Prazo: até oito anos para pagamento;
  • Carência: até dois anos para pagar a primeira parcela;
  • Entrada não será exigida.

Juros anuais:

  • 6% para operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • 9% para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);
  • 12% para os demais produtores.

Maiores perdas

Nos casos de perdas mais expressivas provocadas por eventos climáticos, as condições serão mais favoráveis:

  • Prazo de até 10 anos;
  • Carência de até dois anos; e
  • Entrada dispensada.

Juros anuais:

  • 5% para o Pronaf;
  • 8% para o Pronamp;
  • 11% para grandes produtores.

Fundo garantidor

A medida provisória também criará um fundo similar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para ampliar o acesso ao financiamento rural de médio e longo prazo.

Segundo Durigan, a União poderá aportar até R$ 2 bilhões no mecanismo, que também deverá contar com a participação de bancos, estados e municípios.

“Vamos avançar, do ponto de vista da União, com um limite de até R$ 2 bilhões de aporte para esse fundo garantidor. Também vamos convocar bancos, estados e municípios que queiram contribuir”, informou.

Outras medidas

Além da renegociação das dívidas, a MP prevê:

  • Suspensão por 30 dias das parcelas contempladas pelo acordo, inclusive das que venceriam imediatamente;
  • Reaproveitamento das garantias já vinculadas aos financiamentos, sem exigência de novos bens;
  • Possibilidade de os bancos prorrogarem automaticamente operações enquanto os pedidos de renegociação são analisados;
  • Criação de mecanismos para facilitar o crédito rural e reduzir o custo das operações.

Com o acordo, o projeto de lei que tramita no Congresso será retirado de pauta e substituído pela medida provisória, cuja publicação, segundo o governo, ocorrerá ainda nesta quarta-feira.





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Urgência para sustar ampliação de reserva no Pantanal avança na Câmara


Urgência para sustar ampliação de reserva no Pantanal avança na Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo 171/26, que susta a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã, no Pantanal de Mato Grosso. A área protegida fica nos municípios de Cáceres e Poconé. Com a urgência, a proposta poderá ser analisada diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões permanentes da Casa.

O projeto tem como alvo o Decreto 12.887/26, publicado em março, que ampliou a reserva de 11 mil para 68 mil hectares. A justificativa apresentada para a medida foi a importância ambiental da área, além do argumento de que não há conflitos de terra na região, que tem quase 70% de vegetação natural preservada.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a estação ecológica abriga um berçário de peixes considerado vital para o Pantanal, funciona como corredor ecológico para espécies ameaçadas e está localizada em área alagável, sem atividade econômica consolidada.

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A autora do projeto, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), afirmou que a ampliação ocorreu sem ouvir produtores rurais e a população local. Em declaração no debate, a parlamentar disse que a reserva já existia e era preservada pela população de Cáceres. Também criticou o aumento da área protegida e afirmou que a medida atingiu produtores que atuam na região.

Pela legislação, estações ecológicas têm uso restrito, são destinadas a pesquisas e conservação e não podem ser exploradas economicamente. Nessas áreas, atividades agropecuárias e turismo comercial são proibidos.

Durante a discussão, o deputado Tadeu Veneri (PT-PR) criticou a tramitação em urgência e defendeu a proteção do Pantanal. Segundo ele, a votação direta em Plenário, sem análise das comissões, é precipitada e pode gerar contestações posteriores.

Com a aprovação da urgência, o projeto que tenta barrar a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã terá tramitação acelerada na Câmara, em um debate que reúne preservação ambiental, uso do território e a atuação de produtores rurais no Pantanal mato-grossense.

Fonte: camara.leg.br

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VBP da agropecuária é estimado em R$ 1,4 trilhão em junho


VBP da agropecuária é estimado em R$ 1,4 trilhão em junho

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) foi estimado em R$ 1,4 trilhão em junho. Desse total, R$ 893,1 bilhões correspondem ao faturamento da lavoura e R$ 511,1 bilhões à pecuária. O indicador mede o faturamento da produção agropecuária dentro dos estabelecimentos rurais e é calculado mensalmente com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores.

A lavoura concentra 64% do VBP estimado para junho, enquanto a pecuária representa 36%. Em valores absolutos, os segmentos somam R$ 893,1 bilhões e R$ 511,1 bilhões, respectivamente.

Entre os produtos e atividades com maior participação no indicador, a soja lidera com valor estimado de R$ 335,8 bilhões. Na sequência aparecem bovinos, com R$ 249,5 bilhões, milho, com R$ 155,3 bilhões, cana-de-açúcar, com R$ 108,7 bilhões, e frangos, com R$ 107,3 bilhões.

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Juntos, esses cinco itens respondem por 68,3% do VBP nacional. A soja, sozinha, representa 23,9% do valor total estimado. A bovinocultura corresponde a aproximadamente 17,5% do indicador.

No recorte por unidades da Federação, Mato Grosso apresenta o maior valor estimado, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15,2% do total. Minas Gerais aparece em seguida, com R$ 167,8 bilhões, participação de 12%. São Paulo ocupa a terceira posição, com R$ 158,4 bilhões, ou 11,3% do VBP.

Os valores de 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até maio de 2026.

A estimativa de junho mostra um VBP de R$ 1,4 trilhão, com predominância da lavoura no faturamento total e maior participação de soja, bovinos, milho, cana-de-açúcar e frangos na composição do indicador.

Fonte: gov.br

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