Tecnologia, manejo e precisão: a receita por trás de uma soja campeã

Itapetininga, no interior de São Paulo, consolidou-se como uma das principais produtoras de soja do estado. Na safra 2025/26, o município produziu cerca de 119,7 mil toneladas do grão, segundo o Sindicato Rural de Itapetininga. A Expedição Soja Brasil visitou uma fazenda premiada da região que se tornou referência em produtividade e manejo. Neste ciclo, a propriedade alcançou quase 96 sacas por hectare.
Além da importância para o agronegócio, Itapetininga também se destaca na economia paulista. De acordo com o último levantamento do IBGE, referente a 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) do município se aproxima de R$ 8 bilhões.
Segundo o diretor do Sindicato Rural de Itapetininga, Marcos Müller, a soja ganhou força na região ao longo da última década. “A área de plantio, a quantidade colhida em milhares de toneladas e também o rendimento por área vêm crescendo. Esse avanço chega a superar 100% nos últimos anos”, diz.
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Um dos responsáveis por esses resultados é o produtor rural Hiroyuki Oi Kekok, da Fazenda Estância Célia. A propriedade conquistou o Prêmio Desafio de Máxima Produtividade de Soja da safra 2024/25 na região Sudeste, com rendimento de 119,25 sacas por hectare.
Segundo o produtor, o resultado foi consequência da combinação entre planejamento, escolha da melhor janela de plantio, clima favorável e um manejo realizado dentro do cronograma.
“Nessa área que ganhou o prêmio conseguimos fazer o plantio na melhor janela. O clima também foi extremamente favorável ao desenvolvimento da cultura e seguimos toda a programação de manejo, com aplicações de inseticidas, herbicidas, fertilizantes foliares e nutrientes. Foi uma área em que conseguimos cumprir todo o cronograma no momento certo”, comenta.
A alta produtividade, porém, é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de décadas. Hiroyuki explica que os investimentos em agricultura de precisão transformaram a eficiência da fazenda.
“Faz mais de 20 anos que comecei a investir em agricultura de precisão. Percebemos a necessidade de melhorar a qualidade operacional da fazenda. Hoje ela nos ajuda a medir o desempenho das operações, quantificar a produção e avaliar parâmetros como qualidade do plantio, pulverização, colheita e perdas. Tudo isso faz parte de um grande pacote de gestão que contribui para alcançar altas produtividades”, conclui.
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