segunda-feira, julho 6, 2026

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Prêmio +Admirados do Agro entra no último dia de votação com Canal Rural entre finalistas


Prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio

Termina nesta segunda-feira (4) a votação do prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026. O Canal Rural está entre os finalistas em diversas categorias da premiação, que reconhece profissionais e veículos da cobertura jornalística do setor.

Promovida pelo site Jornalistas&Cia, a iniciativa vai eleger os 50 jornalistas mais admirados do agronegócio no Brasil, além dos três destaques em categorias como site, canal de vídeo, podcast e programas especializados.

O Canal Rural concorre nas seguintes categorias:

  • Site/portal: Canal Rural
  • Canal de vídeo (YouTube/Instagram): Canal Rural
  • Programa de TV especializada: Mercado&Cia, Rural Notícias e Giro do Boi

Jornalistas indicados

Nesta etapa, os eleitores podem classificar jornalistas e publicações do 1º ao 5º lugar. Confira os indicados do Canal Rural:

  • Beatriz Gunther (site Canal Rural)
  • Eliza Maliszewski (Canal Rural RS)
  • Flávia Marques (Mercado&Cia)
  • Jaqueline Silva (A Protagonista)
  • João Nogueira (Mercado&Cia)
  • Juliana Azevedo (Interligados)
  • Luis Roberto Toledo (site Canal Rural)
  • Luiz Patroni (Canal Rural MT)
  • Marusa Trevisan (Planeta Campo)
  • Pedro Silvestre (Canal Rural MT)
  • Pryscilla Paiva (Mercado&Cia)
  • Victor Faverin (site Canal Rural)
  • Vitória Rosendo (site Canal Rural)

A votação está aberta ao público e pode ser realizada até o fim do dia. Vote agora!

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Exportações de soja crescem 5,9% no primeiro trimestre, segundo Conab


grãos - soja
Foto: R.R. Rufino/Embrapa

As exportações brasileiras de soja avançaram no primeiro trimestre de 2026 e já superam em 5,92% o volume embarcado no mesmo período de 2025. O movimento acompanha o ritmo da colheita, que já atinge cerca de 88,1% da área cultivada, segundo o Boletim Logístico de abril da Companhia Nacional de Abastecimento.

No caso do milho, o crescimento é ainda mais expressivo: os embarques acumulados até março registram alta de 15,25% na comparação anual. Para a primeira safra, a colheita já ultrapassa metade da área plantada.

O escoamento de grãos segue concentrado nas regiões Centro-Oeste e Sul, com destaque para Mato Grosso, principal estado exportador.

Para a soja, o Arco Norte respondeu por 39% dos embarques no trimestre. Na sequência aparecem o porto de Santos (SP), com 36,2%, e Paranaguá (PR), com 18,3%.

No milho, o padrão se repete. O Arco Norte lidera com 34,9% das exportações, seguido por Santos (29,1%) e Rio Grande (RS), com 16%.

Fretes sobem com avanço da colheita

O aumento no volume transportado impactou diretamente os custos logísticos. Segundo a Conab, os fretes subiram nas principais rotas do país, pressionados pela demanda e por fatores como combustível e gargalos operacionais.

No Centro-Oeste, Goiás registrou as maiores altas, com fretes até 35% mais caros em rotas com origem em Cristalina. Em Mato Grosso, o avanço da colheita no Vale do Araguaia elevou os custos em até 10%, mesma variação observada em Mato Grosso do Sul.

No Distrito Federal, os preços subiram até 12%, acompanhando o pico da colheita da soja.

Sudeste e Sul também registram alta nos custos

No Paraná, os fretes aumentaram até 11%, com destaque para a região de Ponta Grossa, impactada por custos operacionais e combustíveis.

Em São Paulo, as tarifas subiram até 30% em relação a março, enquanto Minas Gerais registrou elevação mais moderada, de até 10%. No caso do café, o transporte voltou a ganhar força, especialmente em rotas para o sul mineiro.

Com o deslocamento de transportadores para o Centro-Oeste, o Nordeste também apresentou elevação nos fretes. No oeste da Bahia, região produtora de soja, os valores subiram até 19%.

O Maranhão registrou a maior alta percentual, com aumento de até 23%, principalmente no escoamento da soja no sul do estado. Já no Piauí, as cotações ficaram mais estáveis, com variação máxima de 8%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Recomendações indicam cautela nas vendas de trigo


O mercado de trigo atravessa uma fase de transição, com perda de força no curto prazo, mas ainda sustentado por fundamentos que mantêm atenção sobre os preços nos próximos meses. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, a recomendação neste momento é adotar disciplina nas vendas, evitando decisões apressadas em meio à consolidação das cotações.

Para quem tem trigo disponível, a orientação principal é não vender de forma agressiva agora. O mercado saiu de uma sequência de alta mais forte, entrou em um movimento lateral em Chicago e testa se ainda há força para uma nova rodada de valorização. Nesse contexto, a estratégia sugerida é aproveitar eventuais testes de resistência, especialmente na faixa de 620 a 630 cents por bushel no contrato de julho de 2026 em Chicago, para realizar vendas parciais.

A recomendação prática é trabalhar em lotes, reduzindo o risco de concentrar decisões em um único momento. A análise sugere uma divisão em que 30% do volume seja vendido para aproveitar o rally recente, outros 30% sejam negociados em novas altas e os 40% restantes sejam mantidos, mirando possíveis prêmios ligados ao clima, ao USDA e à safra dos Estados Unidos.

O cenário de curto prazo é considerado lateral em Chicago, enquanto o médio prazo segue altista, apoiado por fundamentos globais e pelo mercado brasileiro. No longo prazo, a leitura é de alta moderada, em razão de estoques e área menores. Entre os fatores que sustentam esse viés estão as condições ruins do trigo de inverno nos Estados Unidos, a falta de umidade nas Grandes Planícies do Sul e Oeste, as exportações americanas fortes e a redução de área na Argentina.

Apesar disso, há pontos de pressão que exigem cautela. A realização de lucros após altas recentes, o trigo americano mais caro que outras origens, o aumento das exportações russas e restrições de importação na Indonésia limitam avanços mais consistentes. Abaixo de 590 cents por bushel em Chicago, o cenário técnico ficaria mais frágil.

Para os próximos dias, os principais sinais de alerta são chuvas efetivas nas Planícies dos Estados Unidos, queda forte em Chicago, aceleração da oferta russa e recuo expressivo do dólar. A postura indicada é vender com escala, acompanhando resistências e preservando parte da posição para capturar eventuais movimentos de alta.

 





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Ana Repezza assume CropLife Brasil e prioriza diálogo com governo e inovação agrícola


Ana Repezza assume presidência da CropLife Brasil
Foto: Italo Oliveira/ Agência Triative

A CropLife Brasil empossou, nesta segunda-feira (4), Ana Repezza como nova presidente da entidade. A executiva assume o cargo com foco em ampliar o diálogo institucional, avançar em pautas regulatórias e reforçar a presença do setor nos debates internacionais sobre inovação agrícola.

À frente da associação, Repezza será responsável por articular os interesses dos quatro segmentos representados pela CropLife: defensivos químicos, biológicos, sementes e biotecnologia. A gestão ocorre em um momento de desafios regulatórios e econômicos para o setor de insumos.

Segundo a nova presidente, a prioridade será fortalecer a interlocução com o poder público. “Quero ampliar o diálogo produtivo com o governo, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Temos temas com impacto direto na pesquisa e na segurança jurídica do setor”, afirmou.

A executiva também destacou o potencial do Brasil no cenário global. Para ela, o país pode avançar não apenas como exportador de alimentos, mas também como referência em ciência aplicada à agricultura tropical.

Entre as diretrizes da nova gestão estão o estímulo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo, a valorização de boas práticas agrícolas e o fortalecimento da participação brasileira em discussões internacionais sobre segurança alimentar e inovação.

A escolha de Repezza foi feita pelo Conselho de Administração da CropLife Brasil, após um processo estruturado. Durante o período de transição, a entidade foi conduzida de forma colegiada.

Trajetória

Com mais de 25 anos de experiência, Ana Repezza tem atuação nas áreas de comércio exterior, relações institucionais e atração de investimentos. Antes de assumir a presidência da CropLife, esteve à frente da Diretoria de Negócios da ApexBrasil, onde liderou mais de 50 missões comerciais internacionais.

A executiva também foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com atuação na formulação de políticas comerciais e regulação de bens agrícolas e industriais.

Repezza é mestre em Gestão Internacional pela University of London, possui MBA em Negócios Internacionais pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização pelo World Trade Institute, da Universidade de Berna. É formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Tecnologia transforma gestão na pecuária


Tecnologia transforma gestão na pecuária
Foto: Divulgação

A incorporação de tecnologia tem transformado a gestão das fazendas. Em um cenário de expansão da pecuária e maior exigência por eficiência, produtores têm investido em ferramentas que permitem acompanhar indicadores em tempo real e tomar decisões com base em dados.

Dados do IBGE e da Embrapa apontam o avanço da adoção tecnológica no campo brasileiro, impulsionando sistemas mais intensivos e produtivos.

No Tocantins, onde o rebanho supera 11 milhões de cabeças, segundo a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), esse movimento reforça a profissionalização da atividade. Na prática, softwares de gestão, identificação eletrônica e sensores permitem o controle detalhado do rebanho, redução de falhas e melhor planejamento das operações.

O uso de drones também vem ampliando o monitoramento de pastagens e áreas produtivas, garantindo mais agilidade e precisão no manejo.

Na Fazenda Santana, em Pium, a pecuarista Maria Elizabeth de Rooy Nascimento já utiliza essas tecnologias na rotina. “Há seis anos adotamos software de gestão e brinco eletrônico, o que trouxe mais organização das informações, rastreabilidade e controle individualizado dos animais”, afirma.

“Com a gestão individualizada, conseguimos avaliar melhor a produção e descartar animais menos produtivos. O brinco eletrônico trouxe mais agilidade no manejo e reduz erros, enquanto o uso de drones aumentou a precisão nas operações e reduziu desperdícios”, explica.

Gestão na pecuária; Matopiba; tecnologia,
Foto: Divulgação

A análise de solo também passou a orientar o uso mais eficiente de insumos e a produtividade das pastagens. A produtora destaca ainda que a adoção exigiu adaptação.

“Houve resistência no início, mas com treinamento e resultados práticos, a equipe passou a utilizar as ferramentas com confiança.”

Tecnologia e genética

Além da gestão, outro ponto de destaque é a integração entre tecnologia e genética. O cruzamento de dados sobre desempenho, ganho de peso, fertilidade e qualidade de carcaça permite uma seleção mais precisa dos animais, acelerando os resultados ao longo dos ciclos produtivos.

Para o presidente da Novilho Precoce Tocantins, Fernando Penteado, a tecnologia já é parte essencial da atividade.

“O produtor que trabalha com informação e ferramentas modernas ganha eficiência, melhora a qualidade da produção e evolui com mais consistência. Hoje, quem não acompanha esse movimento acaba ficando para trás.”

A tendência é que o uso de tecnologia continue avançando no campo, consolidando a gestão baseada em dados como um dos pilares da pecuária moderna.


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Irrigação encerra Agrishow 2026 com vendas abaixo de 2025, mas acima da expectativa inicial


Irrigação encerra Agrishow 2026 com vendas abaixo de 2025, mas acima da expectativa inicial

As empresas de irrigação avaliam que o segmento teve desempenho mais resistente do que outras áreas de máquinas agrícolas na 31ª Agrishow, encerrada na sexta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP). Embora as vendas tenham ficado abaixo das registradas em 2025, fabricantes afirmam que o resultado superou as projeções mais pessimistas levadas à feira.

Segundo Cristiano Del Nero, diretor-presidente da Valley e presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a expectativa inicial era de retração de cerca de 30% nas vendas durante o evento. A estimativa atual da empresa é fechar a feira com queda entre 15% e 18%.

Del Nero afirma que, no consolidado de 2025, ainda sem números oficiais divulgados pela entidade, a expectativa do setor é de recuo próximo de 8% em irrigação. Em outros segmentos da indústria de máquinas, as quedas superam 10% e, em alguns casos, se aproximam de 15%.

Na avaliação do executivo, a demanda é sustentada pelo papel técnico da irrigação na redução do risco climático e na estabilidade da produção. Segundo ele, o uso de pivôs centrais permite ampliar a regularidade de produtividade e, em algumas propriedades, viabilizar segunda e terceira safra. Ele relata também predominância de compras com recursos próprios, embora em ritmo menor do que no período imediatamente posterior à pandemia.

Já Luiz Alberto Roque, CEO da Bauer e da Irricontrol, informou que a empresa confirmou retração de cerca de 30% nas vendas na comparação com a feira do ano passado, dentro do planejado. Ele destacou melhora no fluxo de negócios ao longo dos dias do evento e citou avanço de modalidades como barter, Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e linhas dolarizadas.

Apesar da diferença na leitura sobre financiamento, as empresas convergem em um ponto: o produtor está mais seletivo e prioriza investimentos com retorno direto na produtividade e maior previsibilidade de receita. Esse movimento ajuda a explicar por que a irrigação segue com espaço relevante, mesmo em um ambiente de crédito mais caro e cautela no mercado de máquinas.

O cenário observado na Agrishow indica manutenção do interesse por projetos de irrigação, sobretudo entre produtores que já operam com a tecnologia e buscam expandir área irrigada. A evolução das vendas no restante de 2026 dependerá da disponibilidade de crédito, do custo financeiro e da continuidade da demanda por sistemas com retorno produtivo mensurável.

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Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%


Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.

No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.

A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.

Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.

No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.

Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.

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Focus eleva projeção do IPCA de 2026 para 4,89% e mantém pressão acima da meta


Focus eleva projeção do IPCA de 2026 para 4,89% e mantém pressão acima da meta

A mediana das projeções do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 4,86% para 4,89% no relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (4). O avanço afasta a estimativa do teto de 4,50% da meta contínua de inflação e ocorre em meio ao aumento das incertezas externas, com destaque para os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços do petróleo.

Segundo o levantamento, a alta para 2026 foi a oitava consecutiva. Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a mudanças recentes de cenário, a mediana passou de 4,89% para 4,91%.

Para 2027, a projeção intermediária permaneceu em 4,00%, após cinco semanas de elevação. Há um mês, estava em 3,85%. No recorte das 104 atualizações mais recentes, o porcentual também ficou em 4,00%.

A trajetória projetada pelo mercado continua acima da calculada pelo próprio Banco Central. No comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da última quarta-feira (29), a autoridade monetária revisou sua estimativa para o IPCA de 2026 de 3,9% para 4,6% e a de 2027 de 3,3% para 3,5%.

Na avaliação do Copom, houve aumento da incerteza inflacionária por causa da falta de clareza sobre a duração dos conflitos no Oriente Médio e seus efeitos sobre a cadeia global de suprimentos e os preços de commodities. O petróleo é um dos principais canais de transmissão desse risco, por seu peso direto em combustíveis e indireto em fretes e custos de produção.

No Focus, a mediana para o IPCA de 2028 subiu de 3,61% para 3,64%, enquanto a de 2029 ficou em 3,50% pela 35ª semana seguida.

Desde 2025, a meta de inflação é contínua, com centro de 3,0% e intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Se o IPCA acumulado em 12 meses ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central é considerado fora da meta. Nesse cenário, novas altas nas expectativas tendem a manter o mercado atento aos próximos sinais da política monetária.

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Indicador Boi Gordo Cepea fecha abril em queda


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

O indicador do boi gordo do Cepea encerrou o mês cotado a R$ 354,45 por arroba, com queda de 0,44%. O recuo ocorre em meio à menor liquidez no mercado físico, especialmente na véspera do feriado, quando frigoríficos reduziram a atuação e produtores limitaram as vendas.

Na última quinta-feira (30), o mercado operou em compasso de espera. Parte dos compradores ficou fora das negociações, alegando escalas de abate mais alongadas.

Do lado da oferta, pecuaristas resistiram aos preços mais baixos. As vendas ficaram restritas a lotes pontuais, voltados à necessidade de caixa no curto prazo.

Em São Paulo, a liquidez foi ainda mais baixa que em outras regiões. Os negócios ocorreram entre R$ 350 e R$ 360 por arroba.

Praças têm comportamento misto

Apesar da queda no indicador, algumas regiões registraram valorização ao longo do mês. O movimento foi observado em praças como Cuiabá, Colíder e Rondonópolis, em Mato Grosso, além de Rondônia, Tocantins, Pará e Centro-Sul da Bahia, com altas entre 1% e 2%.

Por outro lado, houve pressão baixista em regiões como Norte de Minas Gerais, Norte de Goiás, Cassilândia (MS), Goiânia (GO), Triângulo Mineiro (MG), além de Bauru e Presidente Prudente (SP). Nessas localidades, as quedas variaram de 0,5% a 2%.

Carne no atacado sobe mesmo com consumo cauteloso

No atacado da Grande São Paulo, as vendas de carne bovina foram consideradas moderadas nos últimos dias. Operadores aguardaram o desempenho do consumo durante o feriado e o fim de semana para reavaliar os estoques.

Mesmo com o ritmo mais lento, os preços avançaram no mês. Segundo o Cepea, todos os cortes registraram alta:

  • traseiro: +3,8%
  • dianteiro: +5%
  • ponta de agulha: +6,9%
  • boi casado: +4,5%

Mercado monitora retomada após feriado

O início do novo mês deve ser marcado pela recomposição das negociações. O comportamento da demanda e o posicionamento de frigoríficos e pecuaristas devem definir a tendência dos preços nas próximas semanas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja sobe, mas produtor vê ganho escapar


O mercado da soja teve comportamento regional distinto, com preços sustentados em portos e algumas praças do interior, enquanto a logística segue como principal fator de pressão sobre a rentabilidade do produtor. Os dados são da TF Agroeconômica.

No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 79% dos 6,62 milhões de hectares cultivados, mas a umidade elevada e as chuvas frequentes ainda restringem as janelas de trabalho no campo. O déficit de armazenagem de 3,5 milhões de toneladas pressiona o escoamento nas áreas já colhidas e reduz a capacidade de retenção do grão. No físico, Passo Fundo, Ijuí, Cruz Alta e Santa Rosa avançaram para R$ 125,00 por saca, enquanto o Porto de Rio Grande permaneceu em R$ 128,00.

Em Santa Catarina, Campos Novos subiu para R$ 125,50 por saca, com influência da paridade com São Francisco do Sul e da demanda industrial regional. Rio do Sul ficou em R$ 118,00 e Palma Sola em R$ 113,00. A produção total é estimada em 3,1 milhões de toneladas, com crescimento de 21,4% na área de segunda safra, que já supera 70 mil hectares. No porto de São Francisco, a cotação foi de R$ 129,20.

No Paraná, Paranaguá chegou a R$ 131,00, enquanto Cascavel e Maringá subiram para R$ 121,00. A produção estimada pelo Deral é de 21,7 milhões de toneladas, mas o déficit de 12,6 milhões de toneladas em armazenagem reduz o poder de negociação. Relatos de diesel até R$ 2,50 acima da referência em regiões do interior aumentam a preocupação com os custos logísticos.

No Mato Grosso do Sul, a colheita alcançou 97,1% da área monitorada. Campo Grande ficou em R$ 112,00, mesmo valor de Dourados, enquanto São Gabriel do Oeste recuou para R$ 107,00. Em Mato Grosso, a colheita foi concluída, com atenção voltada ao escoamento. O estado enfrenta déficit de 53,4 milhões de toneladas em silos, o maior do país, em um cenário de fretes pressionados e necessidade de venda imediata.

 





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