segunda-feira, maio 4, 2026
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Recomendações indicam cautela nas vendas de trigo


O mercado de trigo atravessa uma fase de transição, com perda de força no curto prazo, mas ainda sustentado por fundamentos que mantêm atenção sobre os preços nos próximos meses. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, a recomendação neste momento é adotar disciplina nas vendas, evitando decisões apressadas em meio à consolidação das cotações.

Para quem tem trigo disponível, a orientação principal é não vender de forma agressiva agora. O mercado saiu de uma sequência de alta mais forte, entrou em um movimento lateral em Chicago e testa se ainda há força para uma nova rodada de valorização. Nesse contexto, a estratégia sugerida é aproveitar eventuais testes de resistência, especialmente na faixa de 620 a 630 cents por bushel no contrato de julho de 2026 em Chicago, para realizar vendas parciais.

A recomendação prática é trabalhar em lotes, reduzindo o risco de concentrar decisões em um único momento. A análise sugere uma divisão em que 30% do volume seja vendido para aproveitar o rally recente, outros 30% sejam negociados em novas altas e os 40% restantes sejam mantidos, mirando possíveis prêmios ligados ao clima, ao USDA e à safra dos Estados Unidos.

O cenário de curto prazo é considerado lateral em Chicago, enquanto o médio prazo segue altista, apoiado por fundamentos globais e pelo mercado brasileiro. No longo prazo, a leitura é de alta moderada, em razão de estoques e área menores. Entre os fatores que sustentam esse viés estão as condições ruins do trigo de inverno nos Estados Unidos, a falta de umidade nas Grandes Planícies do Sul e Oeste, as exportações americanas fortes e a redução de área na Argentina.

Apesar disso, há pontos de pressão que exigem cautela. A realização de lucros após altas recentes, o trigo americano mais caro que outras origens, o aumento das exportações russas e restrições de importação na Indonésia limitam avanços mais consistentes. Abaixo de 590 cents por bushel em Chicago, o cenário técnico ficaria mais frágil.

Para os próximos dias, os principais sinais de alerta são chuvas efetivas nas Planícies dos Estados Unidos, queda forte em Chicago, aceleração da oferta russa e recuo expressivo do dólar. A postura indicada é vender com escala, acompanhando resistências e preservando parte da posição para capturar eventuais movimentos de alta.

 





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