Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Canva
A oferta de mandioca segue elevada, sustentada principalmente pelo interesse de produtores em se capitalizar e em liberar áreas de arrendamento, apontam pesquisadores do Cepea.
Assim, apesar de o ritmo de entrega de alguns produtores que têm apenas raízes de primeiro ciclo (com até 12 meses) ter diminuído, o volume disponível permaneceu expressivo, resultando em mais uma semana de queda nos valores – dados do Cepea mostram que trata-se do nono período consecutivo de baixas.
Pesquisadores do Centro de Pesquisas apontam que os atuais níveis de preços podem ser determinantes para a manutenção da oferta no médio e longo prazos. À medida que a disponibilidade de lavouras de segundo ciclo diminuir, produtores consultados pelo Cepea poderão optar por postergar ou reduzir a comercialização de raízes com até um ano de idade em razão da rentabilidade, o que também pode influenciar as decisões sobre as áreas destinadas à cultura.
Além dos fatores econômicos, as condições climáticas devem ganhar relevância nos próximos meses. O Cptec prevê redução dos volumes de precipitação entre junho e agosto no Centro-Sul, cenário que pode afetar tanto o preparo do solo e o plantio quanto a comercialização da mandioca, aponta o Cepea.
A oficialização de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal à União Europeia não surpreendeu o mercado. A medida inclui carne bovina, de frango e outras proteínas. A avaliação é da CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel.
A confirmação ocorreu na última sexta-feira (5), por meio de um documento assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A decisão está relacionada principalmente às exigências do bloco em relação à rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental.
Para a analista, o movimento apenas oficializa uma sinalização que já vinha sendo considerada pelo setor desde o anúncio inicial, em maio deste ano. “É uma análise que já vinha sendo feita lá atrás. A confirmação não muda o cenário. O mercado já esperava isso”, afirma Lygia.
UE: decisão sanitária ou de viés político?
Um dos pontos que chamam a atenção, de acordo com a CEO da Agrifatto, é que a suspensão da União Europeia não atinge outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai. A avaliação dela é de que há motivação política no movimento.
Apesar disso, Lygia avalia que não houve reação relevante no período entre o anúncio e a confirmação. “Não vimos nenhuma ação forte do governo nesse meio tempo para tentar explicar ou reverter. E o cenário segue o mesmo”, afirma.
Em abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu parte dos antimicrobianos usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal. Nesse sentido, a posição do governo brasileiro e de entidades do setor permanece de que a nossa produção já atende esses requisitos e que houve reforço na fiscalização.
A publicação da União Europeia, contudo, aponta que o Brasil não forneceu garantias suficientes sobre a não utilização de antibióticos na pecuária.
Além disso, a medida foi divulgada pouco depois da entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que reduziu tarifas sobre a carne brasileira. Antes da aprovação, o tratado causou uma série de protestos na Europa — a principal reivindicação é que os produtos brasileiros tirariam a competitividade dos produtores europeus.
Decisão causa prejuízo bilionário às exportações
Caso seja efetivada em 3 de setembro, a decisão da União Europeia pode gerar um prejuízo de US$ 1,84 bilhão às exportações brasileiras, sendo US$ 1 bilhão referente à carne bovina e US$ 763 milhões à carne de frango.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, reforça que a carne de frango do Brasil é rastreada durante todas as etapas de produção.
“Nós já cumprimos os requisitos e não há qualquer violação ou problema sanitário com as carnes brasileiras”, pontou ele, em vídeo enviado à nossa equipe de reportagem. Segundo Santin, o foco agora está na garantia de fiscalização por parte do governo brasileiro para verificar que os antimicrobianos proibidos não estão sendo usados.
“Esperamos que até 3 de setembro o Brasil possa levar todas as análises de risco que vão comprovar que o Mapa está fiscalizando toda a produção de carne”, afirmou Santin. Ele também afirma que tanto a ABPA quanto a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) seguem fornecendo informações ao governo que possam agilizar o processo.
Em 2025, as exportações brasileiras de carne de frango para o bloco europeu somaram 230,31 mil toneladas, conforme dados compilados pela Agrifatto. Isso representa 4,46% do total exportado pelo país no período. No que se refere à carne bovina, o Brasil exportou cerca de 128,11 mil toneladas, o equivalente a 3,53% dos nossos embarques.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) informou, nesta segunda-feira (8), que os volumes de gás natural previamente apresentados no leilão de reserva de capacidade não impedem a assinatura dos contratos das empresas vencedoras. A manifestação foi feita em nota técnica, após consulta encaminhada pela Comissão de Leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre divergências nos dados de consumo de usinas termelétricas em operação máxima.
O questionamento surgiu depois de a Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto (ATGás) apontar diferença entre os volumes inicialmente comunicados no certame e os montantes registrados nos termos de compromisso firmados, ou em negociação, entre titulares das usinas e transportadoras de gás natural. Segundo a informação apresentada, a divergência soma 4,8 milhões de metros cúbicos por dia.
Esses termos de compromisso são uma etapa necessária para a formalização dos contratos do leilão. Na resposta, a EPE afirmou que os volumes informados anteriormente não foram calculados para definir, de forma vinculante, os montantes contratuais finais a serem pactuados. Com isso, a empresa concluiu que não há impedimento técnico, no âmbito de sua competência, para a assinatura dos documentos e posterior formalização dos contratos.
Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural
Na nota técnica, a EPE também registrou que não identifica necessidade de encaminhar novos volumes para substituir os montantes já pactuados ou ainda a pactuar nos termos de compromisso. Segundo o texto, eventuais pedidos de validação dos volumes finais para comprovação da contratação firme de transporte devem ser direcionados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com análise caso a caso.
A diretoria da Aneel já aprovou a homologação dos produtos de 2026 do leilão de reserva de capacidade. A formalização abrange 13 unidades geradoras de diferentes companhias. A discussão sobre os volumes de gás se concentra nas usinas conectadas ao Sistema de Transporte de Gás Natural (STGN).
Para o setor produtivo, o tema se insere no debate sobre segurança de suprimento energético e custos operacionais, embora o material disponível não detalhe efeitos diretos e imediatos para segmentos específicos do agronegócio.
Com a posição técnica da EPE, o processo de contratação segue sem indicação formal de bloqueio por divergência de volume. A definição final sobre validação dos montantes de transporte, quando necessária, deverá ocorrer na esfera regulatória competente, com manifestação da ANP nos casos apresentados.
A compostagem, a vermicompostagem e suas aplicações serão tema de uma palestra nesta terça-feira (9), a partir das 14h, no Anfiteatro do prédio administrativo do Campus do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), em Júlio de Castilhos, na região central do Rio Grande do Sul. A atividade integra o projeto “Educação Ambiental e Sustentabilidade: Construindo Cidadania e Preservação na Comunidade”, desenvolvido pela instituição.
O encontro vai tratar do tratamento de resíduos orgânicos em áreas urbanas e rurais por meio das técnicas de compostagem e vermicompostagem. A proposta é apresentar como esses processos podem transformar resíduos em fertilizante orgânico para uso na produção de alimentos.
Participam da atividade a pesquisadora do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), Gerusa Steffen, órgão ligado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), e o pesquisador e engenheiro-agrônomo Ricardo Steffen.
Segundo Gerusa, a gestão de resíduos sólidos orgânicos representa um desafio logístico e ambiental, mas também uma alternativa técnica para aproveitamento de matéria-prima tanto nas cidades quanto no campo. De acordo com a pesquisadora, os compostos orgânicos gerados nesses processos fornecem 17 nutrientes essenciais às plantas e contribuem para melhorar propriedades físicas e biológicas do solo.
Do ponto de vista produtivo, o tema tem relação direta com sistemas agrícolas que buscam reduzir perdas de resíduos, ampliar a reciclagem de nutrientes e fortalecer práticas de manejo do solo. A utilização de compostos orgânicos também pode complementar estratégias de adubação, desde que observadas as recomendações técnicas para cada cultura e condição de uso.
As inscrições podem ser feitas pela plataforma do IFFar. A organização também informou que mais detalhes sobre o tema estão disponíveis na Circular Técnica 31, publicada em canal oficial do governo estadual. O conteúdo divulgado não informa número de vagas nem duração prevista da palestra.
A palestra amplia o acesso a informações técnicas sobre manejo de resíduos orgânicos e fertilização, tema com aplicação prática em propriedades rurais, hortas, viveiros e sistemas de produção de alimentos. Para orientações operacionais mais detalhadas, a referência disponível é a Circular Técnica 31 sobre compostagem e vermicompostagem de resíduos orgânicos.
A Receita Federal do Brasil (RFB) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) iniciaram, neste domingo (8), o envio de notificações a contribuintes do setor de combustíveis potencialmente enquadrados como devedores contumazes. A ação ocorre após uma primeira etapa voltada ao setor fumageiro e está fundamentada na Lei Complementar nº 225/2026 e na Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 6/2026. Segundo os órgãos, os contribuintes terão 30 dias para regularizar débitos, ajustar informações patrimoniais ou apresentar defesa administrativa.
De acordo com o conteúdo divulgado, a medida mira casos de inadimplência estruturada e reiterada. A norma permite que o contribuinte apresente elementos para afastar a caracterização como devedor contumaz. Se não houver regularização ou se a defesa for rejeitada, poderão ser aplicadas sanções como inscrição no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público (Cadin), proibição de contratar com o poder público, vedação à transação tributária, impedimento de usufruir de benefícios fiscais, declaração de inaptidão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e restrições relacionadas à recuperação judicial.
A Receita Federal e a PGFN informaram que empresas com dificuldades financeiras legítimas não são o foco da medida. O objetivo declarado é coibir a inadimplência estratégica e reduzir distorções concorrenciais no mercado de combustíveis. O material encaminhado não informa, porém, quantas empresas foram notificadas nesta etapa, nem o valor consolidado dos débitos envolvidos no setor.
Para o agronegócio, o tema tem relação direta com custos operacionais e logísticos. O combustível, especialmente o diesel, é insumo relevante no transporte de grãos, carnes, insumos e máquinas, além do abastecimento de operações no campo. Mudanças no ambiente concorrencial e regulatório desse mercado podem influenciar distribuição, oferta e formação de custos ao longo das cadeias produtivas, embora o impacto desta medida específica ainda dependa do alcance das notificações e da resposta das empresas envolvidas.
Sem a divulgação do número de notificações e do montante dos débitos, ainda não há base suficiente para dimensionar os efeitos econômicos da ação sobre o mercado de combustíveis. O desdobramento dependerá da regularização, do resultado das defesas administrativas e da eventual aplicação das medidas previstas na legislação.
A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, em parceria com a Embrapa Gado de Leite, lançou neste domingo (8), durante a Megaleite, o 28º Sumário de Touros Girolando e o 12º Sumário de Vacas Girolando. Os documentos reúnem avaliações genéticas e genômicas da raça, que, segundo a entidade, responde por cerca de 80% do leite produzido no Brasil. A edição deste ano passa a classificar os animais pelo Índice de Performance do Girolando (IPG).
O IPG consolida em uma única nota informações de produção, conformação funcional, sistema mamário e longevidade, com ponderação baseada na importância econômica de cada característica. Na prática, o índice busca facilitar a identificação de animais mais equilibrados para uso em reprodução e seleção do rebanho.
No caso dos touros, o sumário orienta a escolha de sêmen para acasalamentos dirigidos com base em PTAs genéticas e genômicas. Entre os critérios considerados estão qualidade de úbere, aprumos, fertilidade e tolerância ao calor. Já o sumário de vacas permite identificar matrizes com maior valor genético ou genômico, ampliando o uso desses animais como doadoras de embriões e mães de futuros reprodutores.
Segundo as informações apresentadas no evento, o Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG) elevou a venda de sêmen dos touros da raça de 90 mil doses, em 2010, para mais de 1 milhão de doses em 2026. O avanço reflete a adoção de reprodutores provados e, mais recentemente, da genômica, tecnologia que permite estimar com maior antecedência o potencial produtivo dos animais.
A associação e a Embrapa apontam que o uso dessas ferramentas pode acelerar o ganho genético do rebanho, com reflexos sobre eficiência produtiva, longevidade das vacas e racionalização do manejo. O material também serve de apoio para decisões em biotecnologias reprodutivas, como a Fertilização in Vitro (FIV), e para a definição de estratégias de reposição e multiplicação de animais superiores.
O lançamento na Megaleite reforça o papel do evento como vitrine de tecnologia para a pecuária leiteira. Com a atualização dos sumários e a adoção do IPG, produtores passam a contar com um novo parâmetro técnico para decisões de seleção, reprodução e investimento genético. A associação informou que os documentos estão disponíveis para consulta, mas não detalhou, no material enviado, indicadores adicionais de produtividade média ou recorte regional dos resultados desta edição.
O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Marcio Rea, afirmou nesta segunda-feira (8), em Brasília, que o Brasil precisaria realizar um leilão de reserva de capacidade por ano para acompanhar o crescimento da geração de energia limpa e ampliar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo ele, a necessidade de novos certames é elevada diante das dificuldades de operação do sistema em horários de pico de consumo.
Durante evento na capital federal, Rea disse que a necessidade de leilões de reserva de capacidade é “dez” em uma escala de zero a dez. De acordo com o diretor, a expansão das fontes solar e eólica vem aumentando a exigência por potência disponível para equilibrar o sistema, especialmente no fim da tarde, quando a geração solar recua e a demanda por eletricidade aumenta.
Segundo o ONS, esse descompasso entre oferta e consumo em diferentes horários torna a operação mais complexa e exige recursos capazes de responder com rapidez para preservar a estabilidade do SIN. Rea afirmou que o leilão realizado em 2026 trouxe “alívio”, mas disse que a contratação ainda não é suficiente para atender à necessidade crescente de confiabilidade e potência. O conteúdo disponível não informa o volume contratado no certame nem os prazos de entrada em operação dos empreendimentos.
O tema ganhou atenção adicional após o ONS acionar, no sábado, uma operação emergencial para reduzir a geração de energia, em caráter de teste. Segundo o diretor, a medida buscou avaliar procedimentos para situações em que haja excesso de geração sem demanda ou capacidade de escoamento compatível, o que poderia elevar o risco operacional no sistema.
Para o setor agropecuário, a discussão é acompanhada com atenção porque a confiabilidade do fornecimento elétrico afeta atividades dependentes de energia contínua, como irrigação, armazenagem, refrigeração, processamento e operações agroindustriais. A evolução dos próximos leilões e das regras de contratação tende a influenciar o ambiente de oferta e segurança energética, embora o impacto sobre tarifas e custos para o consumidor não tenha sido detalhado na fala do ONS.
A sinalização do ONS reforça a necessidade de expansão da capacidade de resposta do sistema elétrico à medida que cresce a participação de fontes intermitentes. Sem dados adicionais sobre contratação, calendário e regulamentação, ainda não é possível estimar com precisão os efeitos econômicos e operacionais das próximas medidas.
As expectativas medianas de inflação dos consumidores dos Estados Unidos para os próximos 12 meses recuaram de 3,6% em abril para 3,5% em maio, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Federal Reserve (FED) de Nova York. No mesmo levantamento, as projeções para três anos permaneceram em 3,1% e, para cinco anos, seguiram em 3%. O relatório também mostrou deterioração na percepção sobre crédito, emprego e finanças das famílias.
De acordo com o FED de Nova York, a parcela de entrevistados que espera maior facilidade para obter crédito no próximo ano diminuiu em maio. Já a percepção sobre o acesso ao crédito em comparação com um ano atrás permaneceu inalterada, sem variação informada além dessa estabilidade.
No mercado de trabalho, a probabilidade média percebida de conseguir um novo emprego em caso de perda do atual caiu 2,3 pontos porcentuais, para 43,7%. O resultado ficou abaixo da média móvel de 12 meses, de 46,8%, e foi o menor desde dezembro de 2025. Ao mesmo tempo, a probabilidade percebida de perder o emprego no próximo ano subiu para 15,1%, acima da média móvel histórica de 14,4%.
A pesquisa também registrou piora na avaliação das famílias sobre a própria situação financeira. Segundo o levantamento, aumentou a parcela de lares que relatou deterioração nas condições atuais, no maior nível desse indicador desde janeiro de 2023.
Do ponto de vista econômico, os dados ajudam a medir a percepção dos consumidores sobre inflação, crédito e renda nos Estados Unidos. Esse conjunto de indicadores é acompanhado pelo mercado porque pode influenciar a leitura sobre os próximos passos da política monetária norte-americana. Para o setor agropecuário, a trajetória dos juros nos EUA e do dólar tem relação com preços internacionais de commodities, fluxo de capital e competitividade das exportações. A pesquisa, porém, não traz projeções específicas para produtos agropecuários.
O levantamento mostra desaceleração marginal na expectativa de inflação de curto prazo, mas preserva sinais de restrição nas condições de crédito e de enfraquecimento na percepção das famílias sobre emprego e renda. Sem novos dados sobre política monetária ou reação imediata dos mercados, não há base técnica suficiente para projetar desdobramentos adicionais além do monitoramento do cenário macroeconômico norte-americano.
O Plenário do Senado deve analisar em Plenário, nesta quarta-feira (10), projeto que cria linha especial de financiamento para produtores rurais quitarem suas dívidas, com juros a partir de 3,5% ao ano. Fruto de ampla negociação entre líderes partidários e intensos debates na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o texto foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no fim de maio.
O PL 5.122/2023, relatado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), prevê que o novo crédito poderá ser usado para quitação de dívidas de crédito rural, empréstimos e Cédulas de Produto Rural contratados até 31 de dezembro de 2025, renegociadas ou não. Os débitos serão recalculados sem multa, juros de mora ou outra punição por inadimplência.
Os juros serão diferenciados por perfil do produtor:
O texto, apresentado pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE), já recebeu nove emendas de Plenário. Veja aqui outras condições estabelecidas no projeto.
O Plenário também votará a indicação de Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) até 2028. O OFS 4/2026 será o principal foco da sessão, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na terça-feira (2). Gonçalves teve o nome aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em 20 de maio.
Também poderá ser votada a proposta do Estatuto do Aprendiz, caso o texto seja aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos na manhã do mesmo dia. O PL 6.461/2019 estabelece regras para a jornada de trabalho, novas hipóteses de rescisão do contrato e direitos do aprendiz.
O relator do texto, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), afirma no relatório que o estatuto reorganiza as normas que hoje são dispersas. O texto estimula a formação de mão de obra qualificada e favorece a permanência dos jovens na escola, diz o senador.
Os senadores também votarão o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 121/2015, que regulamenta a profissão de protesista e ortesista ortopédicos — também responsáveis por produzir palmilhas e calçados ortopédicos sob medida. A relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), apoiou o texto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que aprovou o projeto em maio.
O texto prevê que somente fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e médicos poderão prescrever os aparelhos. A responsabilidade gerou controvérsia durante os 11 anos em que o texto tramitou no Senado: alguns senadores defendem que a atribuição seja exclusiva de médicos.
Também está na pauta o PL 6.423/2025, com novas diretrizes para a atividade de inteligência propostas pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência. O relator é o senador Nelsinho Trad (PSD-MS).
O projeto prevê que profissionais de inteligência poderão adotar identidade fictícia, até mesmo com documento físico, desde que autorizado por juiz. Também cria um novo tipo penal, o de revelar a identidade funcional desses profissionais, que será punido com reclusão de dois a seis anos, além de multa.
O texto busca reforçar a segurança aos órgãos de inteligência, por exemplo, ao reconhecer que podem utilizar ferramentas de inteligência artificial e tecnologias que fazem análise de grande quantidade de dados digitais.
O mercado da soja neste início de mês tem sido marcado pela alta liquidez. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o grande ritmo de exportações e a demanda aquecida por parte da indústria doméstica tem influenciaram no volume de movimentações.
Ainda segundo o centro de estudos, o cenário limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, visto que mesmo com safras recordes colhidas no Brasil e de perspectivas de alta demanda global, com avanços de colheita na Argentina e semeadura nos Estado Unidos.
Registros da exportação da soja brasileira confirmam a forte demanda de outros países . Dados da Secex que as exportações da oleaginosa chegaram a 14,82 milhões de toneladas do grão em maio. Mesmo com o volume recuado em relação ao mês de abril, existiu um crescimento de 5,1% em relação a maio de 2025. De janeiro a maio, embarques bateram recordes no período.
Na produção, brasileiros têm se preparado para um período de vazio sanitário da soja, uma medida fitossanitária destinada ao controle da ferrugem asiática. Nos EUA, o USDA informa que até o final de maio, a semeadura da safra 2026/27 alcançou 87% da da área prevista, acima da média de 80% observada nos últimos cinco anos.
Na Argentina, a bolsa de Cereales mostra que a colheita da soja chegou a 91,7% da área cultivada. Diante da boa produtividade, a estimativa é que a safra argentina siga mantida em 50,1 milhões de toneladas.