sexta-feira, julho 3, 2026

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Banco do Brasil renegocia mais de R$ 430 milhões nos dois primeiros dias do Novo Desenrola


BB, Banco do Brasil, crédito rural
Foto: Governo Federal

O Banco do Brasil (BB) renegociou mais de R$ 430 milhões nos dois primeiros dias de operação do Novo Desenrola, iniciado na quarta-feira (6). Segundo nota divulgada pela instituição, o volume inclui operações com empresas, pessoas físicas enquadradas nas regras do programa e clientes que renegociaram dívidas fora dos critérios da iniciativa federal.

Do total informado pelo BB, R$ 202,8 milhões correspondem à repactuação de dívidas de empresas, em 1.611 operações contratadas para 1,6 mil clientes. Nessa frente, o programa utiliza linhas como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa de Crédito para Microempresas (Procred).

Para pessoas físicas dentro das condições do Novo Desenrola, o banco registrou 12.614 renegociações, somando R$ 10,4 milhões. Esse grupo reúne clientes com renda de até cinco salários mínimos e dívida de até R$ 15 mil, com atraso entre 90 dias e dois anos.

O BB informou ainda ter realizado 22.258 operações renegociadas fora dos critérios do programa do governo, totalizando R$ 219,6 milhões. De acordo com a instituição, o processo tem sido feito pelos canais oficiais do banco, com descontos que podem chegar a 90%, conforme o perfil da dívida e da negociação.

Os números mostram que, neste início, a maior parte do valor renegociado ficou concentrada no segmento empresarial e nas operações fora do recorte oficial do programa. Isso indica que a demanda por repactuação alcança diferentes perfis de clientes, não apenas o público-alvo inicial da política pública.

Na prática, a renegociação pode reduzir pressão de curto prazo no caixa de empresas e famílias, especialmente em casos com parcelas em atraso. No caso das empresas, isso pode ajudar na reorganização financeira e na manutenção do acesso ao crédito. O banco, no entanto, não divulgou, até esta sexta-feira (8), estimativa oficial sobre o efeito dessas renegociações na inadimplência ou na qualidade de sua carteira.

O avanço do Novo Desenrola deve ser acompanhado nas próximas semanas para medir adesão, perfil das dívidas repactuadas e alcance entre pequenos negócios e consumidores. Sem esse detalhamento adicional, ainda não há base técnica suficiente para projetar o impacto total do programa sobre o sistema de crédito.

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Evento do Comitê Científico do Plano Rio Grande debate clima extremo e estratégias de resiliência


Os impactos dos eventos meteorológicos extremos no Estado e as estratégias de enfrentamento nortearam o encontro promovido pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Plano Rio Grande, realizado nesta quarta-feira (6/5), em Porto Alegre. O debate integrou a programação da Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, promovida pelo governo do Estado, em alusão aos dois anos das enchentes de 2024. 

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Dividida em dois painéis, a atividade intitulada “Tempo severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções” reuniu pesquisadores, gestores públicos, profissionais da área ambiental e o público geral no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). 

Ciência e gestão pública unem esforços por resiliência

Conforme o secretário-executivo do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, Joel Goldenfum, o encontro reforçou a importância da integração entre ciência, gestão pública e sociedade para o enfrentamento dos desafios impostos pelos eventos meteorológicos extremos, com foco na construção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da resiliência no Estado.  

Goldenfum também ressaltou o papel da memória coletiva na construção de políticas mais eficazes de prevenção. “Eventos como este, inseridos na Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, nos ajudam a manter viva a reflexão sobre o que ocorreu e a transformar o aprendizado em ação”, defendeu. 

Governo do Estado inicia programação em alusão aos dois anos de reconstrução e recomeço pós-enchente de 2024

O secretário-adjunto em exercício da Secretariade Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), Sandro Kirst, enalteceu o papel do Comitê, vinculado à Sict. “Tanto na integração entre inovação e ciência para o enfrentamento dos desafios climáticos quanto no fortalecimento da capacidade do Estado de antecipar riscos, qualificar a gestão pública e promover respostas mais eficazes diante dos eventos extremos”, pontuou. 

A solenidade de abertura contou, ainda, com manifestações da secretária-adjunta da pasta da Reconstrução Gaúcha, Ângela Oliveira; do diretor do Departamento de Projetos e Gestão do Conhecimento da Defesa Civil, tenente-coronel Vanderlan Frank Carvalho; da coordenadora do Gabinete de Estudos Climáticos (GabClima) do Ministério Público do RS e procuradora de Justiça, Sílvia Cappelli; do representante do procurador-geral de Justiça, Alexandre Sikinowski Saltz; e do representante da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), professor Vagner Anabor. 

Realidade climática estadual

O primeiro painel, realizado no turno da manhã, abordou os impactos diretos das tempestades severas, incluindo danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e riscos à população. A programação contou com a participação de Anabor, que defendeu a formação qualificada de meteorologistas e a ampliação dos investimentos em tecnologia de monitoramento.  

Governo do Estado destina R$ 14 bilhões na recuperação do RS, ampliando capacidade de resposta e prevenção a eventos climáticos

Também pela UFSM, o professor Maurício Ilha de Oliveira apresentou definições e registros de fenômenos como tornados, microexplosões e granizo no Estado. Encerrando o painel, o docente da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Leonardo Calvetti, tratou dos sistemas de radares meteorológicos, suas aplicações e dos avanços tecnológicos recentes no Rio Grande do Sul. 

No período da tarde, o segundo painel discutiu avaliação de danos, capacitação e estratégias de mitigação. O meteorologista da UFSM, Murilo Machado Lopes, apresentou a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e Avaliação de Danos, voltada a ampliar o conhecimento da sociedade sobre fenômenos meteorológicos severos por meio de capacitação e da definição de procedimentos para o registro desses eventos. 

A programação contou também com a participação do tenente-coronel Carvalho, que representou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Luciano Boeira. Ao falar sobre o passado, o presente e projetar o futuro da Defesa Civil, fez reflexões sobre a evolução das políticas públicas e os desafios na área. 

O evento, realizado pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática e pela Sict, contou com a parceria da UFSM e da Ufpel, além do apoio da Secretaria da Reconstrução Gaúcha e da Defesa Civil. 

Texto: Ascom SictEdição: Secom





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Touro premiado no circuito de rodeios é apreendido em operação contra o PCC


Foto: Polícia Civil SP

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas supostamente comandado pelo PCC. A ação ocorreu em oito cidades paulistas e resultou na apreensão de veículos, dinheiro, cavalos, bois e no bloqueio de R$ 10 milhões em bens e contas bancárias dos investigados.

Entre os animais apreendidos está o touro “Império”, terceiro colocado no ranking da Confederação Nacional de Rodeio (CNAR) em julho de 2025. O animal chamou atenção por ser conhecido no circuito de rodeios do país.

Segundo as investigações conduzidas pelo Departamento de Polícia Judiciária de Campinas (Deinter-2) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), empresas dos setores de transporte e rodeio eram utilizadas para movimentar recursos de origem ilícita por meio de sócios “laranjas”, dando aparência de legalidade ao dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

Os investigadores identificaram ligações de Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, com as empresas investigadas. Conforme a polícia, ele ostentava nas redes sociais um patrimônio milionário incompatível com a renda declarada.

O filho dele, Mateus Magrini, também é alvo da operação. De acordo com a investigação, ele teria movimentado dinheiro ilícito por meio de uma empresa do ramo musical. Mateus já havia sido alvo da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, ao lado do MC Ryan, apontado como ex-enteado de “Diabo Loiro”.

As investigações apontam movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelos suspeitos. Um dos alvos da operação já havia sido preso preventivamente no ano passado em uma apuração do Gaeco de Campinas sobre um suposto plano de uma facção criminosa para assassinar um promotor de Justiça.

O nome “Operação Caronte” faz referência ao personagem da mitologia grega responsável por conduzir as almas ao submundo de Hades.

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Exportações de carne de frango batem recorde em abril e se aproximam de US$ 1 bilhão


Carne de frango
Foto: Ari Dias/AEN

As exportações brasileiras de carne de frango mantiveram ritmo positivo em abril e registraram o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 486,5 mil toneladas da proteína, considerando produtos in natura e processados.

O resultado representa alta de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando os embarques somaram 475,9 mil toneladas.

A receita gerada pelas exportações alcançou US$ 940,5 milhões em abril, avanço de 3,8% na comparação anual. No mesmo mês do ano passado, o faturamento havia sido de US$ 906,1 milhões.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, os embarques brasileiros de carne de frango chegaram a 1,943 milhão de toneladas, crescimento de 4,3% frente ao mesmo período do ano passado.

Em receita, o setor acumulou US$ 3,704 bilhões entre janeiro e abril, alta de 6,1% na comparação com os primeiros quatro meses de 2025.

China lidera compras; México e União Europeia ampliam demanda

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em abril, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas exportadas, alta de 13,1%; Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas (+5,2%); e União Europeia, com 33 mil toneladas, avanço de 23,1%.

O México chamou atenção pelo forte crescimento das compras, com aumento de 50,2% nos embarques, totalizando 27,1 mil toneladas no mês.

Já alguns mercados registraram retração, como Emirados Árabes Unidos (-52,7%), Filipinas (-10,7%) e Coreia do Sul (-10,2%).

Setor cita cenário internacional dinâmico

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho das exportações reflete a expansão da presença brasileira em mercados estratégicos da Ásia, Europa e América Latina.

De acordo com Santin, apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o setor conseguiu manter o abastecimento aos países da região e preservar o fluxo internacional das exportações brasileiras.

O executivo destacou ainda que os resultados do primeiro quadrimestre reforçam a competitividade da avicultura brasileira, sustentada pela eficiência produtiva, capacidade de abastecimento e segurança sanitária.

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Safra 2026/27 de laranja deve cair quase 13% no cinturão citrícola de SP e MG


Laranja
Foto: Jaelson Lucas/AEN

A safra de laranja 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro/Sudoeste de Minas Gerais deve somar 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos.

A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e aponta queda de 12,9% em relação ao ciclo anterior, quando a produção alcançou 292,94 milhões de caixas. O volume também fica 14,7% abaixo da média registrada nos últimos dez anos na principal região produtora de laranja para suco do mundo.

Segundo o levantamento, a redução da safra está ligada à bienalidade dos pomares, ao menor número de frutos por árvore e ao aumento da queda prematura de laranjas. Esses fatores acabaram superando os ganhos obtidos com o maior peso médio dos frutos e com a ampliação do número de árvores produtivas.

Clima definiu perfil da safra

De acordo com a Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), o clima teve impacto direto sobre as floradas e o desenvolvimento dos frutos ao longo do ciclo.

A estiagem registrada em maio de 2025 provocou estresse hídrico nas plantas. Nas regiões com maior presença de irrigação, o manejo ajudou a estimular a primeira florada, embora as temperaturas acima da média em setembro tenham prejudicado parte do pegamento dos frutos.

Já nas áreas menos irrigadas, a combinação entre calor e baixo volume de chuvas entre julho e setembro limitou a primeira florada. Com a volta das chuvas a partir de outubro, a segunda florada ganhou força e passou a predominar na safra.

Mesmo assim, as temperaturas elevadas em dezembro também afetaram parte desses frutos. As chuvas mais regulares entre dezembro e março ajudaram a reduzir as perdas e sustentaram o desenvolvimento das laranjas.

“O cenário afetou não apenas o potencial produtivo, mas também a uniformidade e a qualidade da safra, exigindo maior atenção no manejo”, afirmou o gestor da PES, Guilherme Rodriguez.

Greening segue como desafio

O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, afirmou que a nova estimativa reforça o cenário de maior pressão sobre a citricultura.

“Esta é uma safra impactada pela variabilidade climática e pela maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos”, disse.

Segundo o último levantamento do Fundecitrus, realizado em setembro de 2025, o greening atingiu 47,6% das laranjeiras do parque citrícola.

Além da doença, o setor também enfrenta pressão da leprose, previsão de El Niño no segundo semestre de 2026 e tendência de colheita mais tardia.

Frutos maiores e menor produtividade

Com menos frutos por árvore, a tendência é de laranjas maiores nesta safra. A projeção indica peso médio de 160 gramas por fruto no momento da colheita, acima do registrado no ciclo anterior.

Mesmo assim, a produtividade média deve cair para 697 caixas por hectare, retração de 13,8% frente à safra passada.

O levantamento também estima taxa de queda prematura de frutos em 23,7% e perda total de frutos em 31,3%. Segundo o Fundecitrus, os números também refletem mudanças na metodologia de medição, que passou a considerar dados de derriça durante a colheita.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Preços dos alimentos sobem 1,6% em abril, diz FAO


Índice de preços dos alimentos da FAO sobe 1,6% em abril

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu pelo terceiro mês consecutivo em abril. O indicador alcançou 130,7 pontos, com alta de 1,6% em relação ao nível revisado de março e avanço de 2,0% na comparação anual, informou a entidade nesta sexta-feira (8).

O movimento foi sustentado principalmente pela valorização dos óleos vegetais e dos cereais.

No grupo dos cereais, o subíndice avançou 0,8% sobre março. Segundo a FAO, o trigo subiu 0,8%, diante de preocupações com a seca em partes dos Estados Unidos e da Austrália, além da expectativa de menor plantio em 2026 por causa dos custos elevados de fertilizantes. O milho teve alta de 0,7%, apoiado por oferta sazonal mais ajustada, clima adverso no Brasil e demanda firme para etanol. O arroz avançou 1,9%, enquanto o sorgo recuou 4,0%.

Nos óleos vegetais, a alta foi de 5,9% no mês, com o índice atingindo o maior nível desde julho de 2022. De acordo com o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, o encarecimento do petróleo elevou a demanda por biocombustíveis e pressionou as cotações de palma, soja, girassol e colza. No óleo de palma, os preços subiram pelo quinto mês seguido, com perspectiva de menor produção no Sudeste Asiático.

O subíndice de carnes aumentou 1,2% em abril e renovou recorde histórico, com ganho de 6,4% em 12 meses. A carne bovina foi influenciada por preços mais altos no Brasil, em meio à oferta limitada de animais prontos para abate e ao processo de recomposição do rebanho.

A carne suína também subiu, com apoio da demanda sazonal na União Europeia. Em sentido oposto, os laticínios caíram 1,1%, refletindo oferta abundante de leite na Europa e na Oceania. O açúcar recuou 4,7% no mês e 21,2% em um ano, com perspectiva de maior oferta global, melhora de safra na China e na Tailândia e início da colheita no Brasil.

Para o quadro global de oferta, a FAO elevou sua projeção para a produção mundial de cereais em 2025 para 3,04 bilhões de toneladas, alta de 6,0% sobre o ano anterior. Para 2026, porém, a estimativa da safra mundial de trigo foi reduzida para 817 milhões de toneladas, cerca de 2% abaixo do ano passado, em um cenário de incerteza com insumos e energia.

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Rio Grande do Sul é escolhido para lançamento mundial de tecnologia eólica com participação do governo do Estado


Porto Alegre sediou nesta quarta-feira o lançamento mundial do aerogerador Nordex Delta 4000 – N175/7.0MW, um dos modelos mais avançados da tecnologia eólica onshore disponíveis atualmente no mercado global. O evento foi promovido pelo Sindienergia-RS, em parceria com a Nordex Energy Brasil, com apoio da Invest RS e do Governo do Rio Grande do Sul.

A agenda reuniu lideranças institucionais, executivos e especialistas do setor energético, além de representantes do governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também participaram representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), entre eles o diretor de Energia, Rodrigo Rende, além de integrantes da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict).

A escolha do Rio Grande do Sul para sediar o lançamento reforça o posicionamento estratégico do Estado no cenário nacional da energia renovável e evidencia o potencial gaúcho para atração de investimentos ligados à inovação, infraestrutura e geração de energia limpa.

Com capacidade de 7.0 MW, o novo aerogerador foi desenvolvido para ampliar a eficiência e a competitividade de projetos eólicos, contribuindo para a expansão de uma matriz energética mais sustentável e diversificada.

A presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, destacou que o lançamento aproxima o setor produtivo gaúcho das tecnologias mais avançadas do mercado internacional. “Temos trabalhado para fortalecer o debate sobre diversificação da matriz energética e descarbonização. Receber o lançamento do Nordex Delta 4000 no Rio Grande do Sul conecta o nosso ambiente de negócios às principais tendências globais do setor”, afirmou.

O vice-presidente para a América Latina da Nordex, Federico Bianchi, explicou que a escolha pelo Rio Grande do Sul levou em consideração o potencial competitivo do Estado. “Os ventos do Rio Grande do Sul são extremamente competitivos em comparação aos padrões globais. Somado à capacidade de interconexão e às oportunidades de novos investimentos, o Estado se apresenta como um ambiente muito atrativo para expansão do setor”, avaliou.

Para o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o setor energético é atualmente um dos principais diferenciais competitivos do Estado. “O Rio Grande do Sul lidera a agenda nacional de transição energética e vem fortalecendo conexões com investidores para consolidar essa posição estratégica”, afirmou.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, o lançamento simboliza o avanço do Estado na construção de um ambiente favorável a investimentos de longo prazo. “Estamos consolidando um ambiente seguro, competitivo e preparado para receber grandes investimentos. O avanço de tecnologias como esta transforma potencial natural em desenvolvimento econômico, geração de empregos qualificados e fortalecimento da cadeia produtiva gaúcha”, destacou.

Além do novo aerogerador, o evento também apresentou soluções em torres híbridas de aço e concreto, ampliando possibilidades operacionais para projetos eólicos no Brasil.

Texto: Ascom Sedec e Ascom Sindienergia-RS Edição: Secom





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Preço dos ovos sobe até 10% no início de maio com reação da demanda


Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.
Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.

O mercado brasileiro de ovos começou maio em recuperação, com aumento gradual das vendas e avanço nas cotações da proteína em diversas regiões do país. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do produto chegou a 10% nos últimos dias entre as praças acompanhadas pelo órgão.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, os descontos praticados no fim de abril ajudaram a reduzir os estoques, favorecendo a retomada dos preços neste começo de mês.

Além disso, a demanda apresentou melhora impulsionada pelo maior poder de compra da população no período de recebimento de salários, movimento considerado típico no início de cada mês.

Outro fator que tem sustentado a alta dos preços é a preparação das redes atacadistas e varejistas para o Dia das Mães, uma das datas de maior movimentação no comércio brasileiro.

Com a combinação entre estoques mais ajustados e aumento da procura, produtores passaram a ter maior margem para negociar os ovos a preços mais elevados, segundo o Cepea.

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Após três meses de queda, preço do frango volta a subir


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após três meses consecutivos de queda, o mercado avícola brasileiro registrou a primeira alta de preços em 2026. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), abril terminou com valorização nas cotações de todos os produtos da cadeia do frango.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete, pressionados pela alta dos combustíveis.

Na Grande São Paulo, o preço médio do frango inteiro congelado encerrou abril em R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da recuperação, o valor ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também inferior à média de janeiro deste ano, quando o produto atingiu R$ 7,47/kg em valores corrigidos pelo IPCA de março de 2026.

Segundo o Cepea, desde dezembro o frango congelado acumula desvalorização real de 8,9%.

O Centro de Pesquisas destaca que a alta dos preços ganhou força principalmente no fim da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo com o pagamento dos salários.

Além disso, os reajustes nos combustíveis elevaram os custos logísticos, encarecendo o transporte da proteína e contribuindo para a valorização do produto no mercado interno.

Já na segunda metade do mês, os feriados nacionais de Tiradentes, em 21 de abril, e do Dia do Trabalho, em 1º de maio, reduziram o ritmo da demanda e provocaram ajustes pontuais nos preços da carne de frango.

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Após três meses de queda, preço do frango volta a subir


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após três meses consecutivos de queda, o mercado avícola brasileiro registrou a primeira alta de preços em 2026. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), abril terminou com valorização nas cotações de todos os produtos da cadeia do frango.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete, pressionados pela alta dos combustíveis.

Na Grande São Paulo, o preço médio do frango inteiro congelado encerrou abril em R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da recuperação, o valor ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também inferior à média de janeiro deste ano, quando o produto atingiu R$ 7,47/kg em valores corrigidos pelo IPCA de março de 2026.

Segundo o Cepea, desde dezembro o frango congelado acumula desvalorização real de 8,9%.

O Centro de Pesquisas destaca que a alta dos preços ganhou força principalmente no fim da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo com o pagamento dos salários.

Além disso, os reajustes nos combustíveis elevaram os custos logísticos, encarecendo o transporte da proteína e contribuindo para a valorização do produto no mercado interno.

Já na segunda metade do mês, os feriados nacionais de Tiradentes, em 21 de abril, e do Dia do Trabalho, em 1º de maio, reduziram o ritmo da demanda e provocaram ajustes pontuais nos preços da carne de frango.

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