sexta-feira, maio 8, 2026
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Safra 2026/27 de laranja deve cair quase 13% no cinturão citrícola de SP e MG


Laranja
Foto: Jaelson Lucas/AEN

A safra de laranja 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro/Sudoeste de Minas Gerais deve somar 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos.

A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e aponta queda de 12,9% em relação ao ciclo anterior, quando a produção alcançou 292,94 milhões de caixas. O volume também fica 14,7% abaixo da média registrada nos últimos dez anos na principal região produtora de laranja para suco do mundo.

Segundo o levantamento, a redução da safra está ligada à bienalidade dos pomares, ao menor número de frutos por árvore e ao aumento da queda prematura de laranjas. Esses fatores acabaram superando os ganhos obtidos com o maior peso médio dos frutos e com a ampliação do número de árvores produtivas.

Clima definiu perfil da safra

De acordo com a Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), o clima teve impacto direto sobre as floradas e o desenvolvimento dos frutos ao longo do ciclo.

A estiagem registrada em maio de 2025 provocou estresse hídrico nas plantas. Nas regiões com maior presença de irrigação, o manejo ajudou a estimular a primeira florada, embora as temperaturas acima da média em setembro tenham prejudicado parte do pegamento dos frutos.

Já nas áreas menos irrigadas, a combinação entre calor e baixo volume de chuvas entre julho e setembro limitou a primeira florada. Com a volta das chuvas a partir de outubro, a segunda florada ganhou força e passou a predominar na safra.

Mesmo assim, as temperaturas elevadas em dezembro também afetaram parte desses frutos. As chuvas mais regulares entre dezembro e março ajudaram a reduzir as perdas e sustentaram o desenvolvimento das laranjas.

“O cenário afetou não apenas o potencial produtivo, mas também a uniformidade e a qualidade da safra, exigindo maior atenção no manejo”, afirmou o gestor da PES, Guilherme Rodriguez.

Greening segue como desafio

O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, afirmou que a nova estimativa reforça o cenário de maior pressão sobre a citricultura.

“Esta é uma safra impactada pela variabilidade climática e pela maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos”, disse.

Segundo o último levantamento do Fundecitrus, realizado em setembro de 2025, o greening atingiu 47,6% das laranjeiras do parque citrícola.

Além da doença, o setor também enfrenta pressão da leprose, previsão de El Niño no segundo semestre de 2026 e tendência de colheita mais tardia.

Frutos maiores e menor produtividade

Com menos frutos por árvore, a tendência é de laranjas maiores nesta safra. A projeção indica peso médio de 160 gramas por fruto no momento da colheita, acima do registrado no ciclo anterior.

Mesmo assim, a produtividade média deve cair para 697 caixas por hectare, retração de 13,8% frente à safra passada.

O levantamento também estima taxa de queda prematura de frutos em 23,7% e perda total de frutos em 31,3%. Segundo o Fundecitrus, os números também refletem mudanças na metodologia de medição, que passou a considerar dados de derriça durante a colheita.

*Com informações da assessoria de imprensa

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