domingo, junho 28, 2026

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Piracanjuba compra Laticínio Sertão e amplia operação em Alagoas


Piracanjuba compra Laticínio Sertão e amplia operação em Alagoas

O Grupo Piracanjuba anunciou nesta terça-feira (19) a aquisição do Laticínio Sertão, indústria de queijos localizada em Monteirópolis (AL). Segundo a empresa, a operação reforça a estratégia de expansão no Nordeste e amplia sua atuação no segmento de lácteos e derivados. Os valores da transação não foram divulgados, e a conclusão do negócio ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

De acordo com nota da companhia, a compra fortalece a competitividade logística do grupo na região e abre espaço para futuros investimentos na ampliação da planta industrial. A unidade adquirida está instalada em uma área de 70 hectares na zona rural de Monteirópolis, município com cerca de 7 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fundado em 1955, o Laticínio Sertão é especializado na produção de queijo coalho, mussarela, queijo prato, provolone, ricota, cheddar, requeijão e manteiga, com distribuição concentrada no Nordeste. Segundo o presidente do Grupo Piracanjuba, Luiz Claudio Lorenzo, a expectativa é ampliar gradualmente tanto a produção quanto o mix fabricado na planta.

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A empresa informou ainda que pretende manter os cerca de 70 empregos diretos atualmente existentes na unidade. Inicialmente, a produção seguirá com a marca Laticínio Sertão e, de forma gradual, passará a incorporar a marca Piracanjuba.

Para a cadeia leiteira, a operação amplia a presença de uma indústria de grande porte em uma região estratégica para distribuição de derivados. O Grupo Piracanjuba informa ter mais de 200 produtos no portfólio, mais de 4,7 mil colaboradores, dez unidades fabris e 16 postos de resfriamento de leite, com capacidade de processamento superior a 7 milhões de litros por dia.

Até a análise do Cade, as duas empresas continuarão operando de forma independente. Não foram informados, até o momento, detalhes sobre eventual expansão da captação de leite, cronograma de investimentos ou mudanças na originação de matéria-prima.

O avanço da operação dependerá da decisão regulatória do Cade e de definições futuras sobre investimento industrial e integração logística. Até lá, o dado objetivo disponível é a manutenção da operação atual da unidade e a intenção do grupo de expandir de forma gradual a produção e o portfólio no Nordeste.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Conab: colheita de soja chega a 98,8% no Brasil; quais estados faltam concluir os trabalhos?


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Colheitadeiras de soja em fazenda no oeste da Bahia. Foto: Jefferson Aleffe

A colheita de soja no Brasil chegou a 98,8% da área cultivada, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 98,3%, o que representa aumento de 0,5%.

No mesmo período do ano passado, os trabalhos atingiam 98,9%, indicando queda de 0,1%. Já a média dos últimos cinco anos é de 98,4%, com avanço de 0,4%.

Colheita de soja por estado

Por estado, Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná já concluíram a colheita, todos com 100% da área. O Piauí aparece com 99%, seguido por Santa Catarina, com 94,2%, Rio Grande do Sul, com 94%, e Maranhão, com 81%.

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Fazenda eleva projeção da inflação para 4,5%


O Ministério da Fazenda elevou de 3,7% para 4,5% a projeção de inflação para este ano, levando a estimativa oficial ao limite máximo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. A revisão foi divulgada no Boletim Macrofiscal, publicado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica, e reflete os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,3% para este ano e em 2,6% para 2027.

O documento reúne previsões econômicas que servem de base para a elaboração do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas. O texto, que deve ser enviado ao Congresso Nacional na sexta-feira (22), orienta a execução do Orçamento federal e inclui indicações de bloqueios e contingenciamentos para cumprimento das metas fiscais.

Segundo a equipe econômica, a principal pressão inflacionária veio da alta do petróleo no mercado internacional, que superou os US$ 110 por barril em meio às tensões no Golfo Pérsico. “A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados”, informa a Secretaria de Política Econômica no relatório.

O governo afirmou, porém, que parte do impacto deverá ser reduzida pela valorização do real e por medidas adotadas para conter o repasse dos combustíveis ao consumidor. “Parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal”, destacou o documento.

Com a revisão, a projeção oficial de inflação ficou exatamente no teto do sistema de metas contínuas, que estabelece centro de 3% e intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Para 2027, a estimativa de inflação também foi elevada, passando de 3% para 3,5%.

Apesar da piora no cenário inflacionário, o Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a previsão de crescimento econômico para este ano. Para 2027, a expectativa também foi preservada em 2,6%, percentual que a equipe econômica projeta para os anos seguintes.

A avaliação da equipe econômica é de desaceleração gradual da atividade nos próximos trimestres devido aos efeitos da política monetária restritiva, com retomada parcial prevista para o fim do ano. “No primeiro trimestre, a projeção agregada também foi preservada, embora com alterações de composição: a indústria passou a contribuir menos, os serviços ganharam participação e a agropecuária manteve sua contribuição”, informa a Secretaria de Política Econômica.

O governo prevê uma desaceleração mais intensa no segundo e terceiro trimestres, seguida de recuperação parcial da indústria no encerramento do ano.

As estimativas do governo seguem acima das projeções do mercado financeiro. Segundo o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, analistas projetam inflação de 4,92% neste ano e crescimento econômico de 1,85%.

A Secretaria de Política Econômica afirmou que segue monitorando os riscos internacionais, mas destacou a resiliência do mercado de trabalho brasileiro como fator de sustentação da atividade econômica.

A alta do petróleo também deve ampliar as receitas do governo federal. De acordo com cálculos da Secretaria de Política Econômica, o avanço nos preços da commodity pode elevar a arrecadação em cerca de R$ 8,5 bilhões por mês.

O cálculo considera receitas provenientes de royalties, dividendos, Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Imposto de Exportação ligados ao setor petrolífero. “O ganho arrecadatório viabiliza uma resposta fiscal firme e responsável, aliada da política monetária e do compromisso com a consolidação em curso”, destaca a Secretaria de Política Econômica.

Com informações da Agência Brasil*





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Galípolo diz que Brasil mantém juros altos mesmo com inflação acima da meta


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19), em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o Brasil mantém taxas de juros historicamente mais altas do que países pares, enquanto a inflação segue acima da meta em parte relevante dos últimos anos. Segundo ele, desde 2020, o Banco Central só não precisou enviar carta aberta ao Ministério da Fazenda em 2020 e 2023.

Durante a audiência, Galípolo afirmou que, nos últimos seis anos, o Banco Central não cumpriu a meta de inflação em quatro ocasiões. Segundo o presidente da autoridade monetária, essa combinação entre juros elevados e dificuldade de convergência da inflação levanta uma questão estrutural sobre a economia brasileira: por que o país exige um esforço monetário maior para alcançar efeito semelhante ao observado em outras nações.

Galípolo disse que um dos pontos centrais desse debate está no comportamento dos núcleos de inflação. De acordo com ele, o Banco Central acompanha esses indicadores e, no momento, a média dos núcleos roda em nível semelhante ao da inflação cheia.

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O presidente do BC também mencionou o chamado misery index, indicador que combina desemprego e inflação. Segundo ele, esse índice está no menor patamar da série histórica no Brasil, mas a correlação com a percepção de bem-estar perdeu força após choques de oferta recentes. Ao citar preços de alimentos como carne, leite e ovos, Galípolo afirmou que a percepção da população recai sobre o custo efetivo dos itens de consumo, independentemente do dado inflacionário agregado.

Na avaliação do presidente do BC, os choques de oferta e a perda de renda durante a pandemia também estimularam maior uso de financiamento pelas famílias. Ele afirmou que esse movimento foi observado internacionalmente e que, no Brasil, ganhou intensidade com o avanço da bancarização, processo que, segundo ele, também se relaciona com o Pix.

Para o setor agropecuário, a discussão é acompanhada de perto porque juros e inflação influenciam custo de crédito, capital de giro, consumo de alimentos e planejamento de investimento nas cadeias produtivas. O presidente do BC, no entanto, não detalhou efeitos setoriais específicos para o agro durante a audiência.

A fala de Galípolo reforça que o debate sobre inflação, núcleos inflacionários e transmissão da política monetária segue no centro da agenda econômica. Sem anúncio de mudança imediata de política nesta audiência, o cenário continua dependente da evolução dos preços e da atividade, com impacto potencial sobre crédito e financiamento em toda a economia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa apresenta Zarc Níveis de Manejo e aplicativos na Hortitec 2026


Embrapa vai apresentar Zarc Níveis de Manejo na Hortitec 2026

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agricultura Digital vai apresentar o Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM) e aplicativos voltados ao planejamento agrícola durante a 31ª Hortitec, em Holambra (SP). A feira será realizada entre terça-feira (17) e quinta-feira (19) de junho de 2026. A proposta é demonstrar, com recursos interativos, como a evolução do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) pode apoiar decisões técnicas no campo.

Segundo as informações divulgadas pela Embrapa, um cubo de realidade aumentada será usado para explicar o funcionamento do ZarcNM, metodologia que amplia o escopo do Zarc ao incorporar níveis de manejo e indução de tecnologia nos sistemas produtivos. A ferramenta chega após 30 anos de uso do zoneamento como base para o planejamento da produção agrícola e da avaliação de risco climático.

Em maio, o projeto piloto do ZarcNM foi expandido para a soja nos três estados da região Sul e em Mato Grosso do Sul. No caso do milho segunda safra, a ampliação alcançou o Paraná e Mato Grosso do Sul. Também houve aumento no percentual de subvenção para produtores com melhor manejo do solo, medida que reforça a relação entre tecnologia, gestão de risco e seguro rural.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Durante a Hortitec, o público poderá acessar, por meio de totem interativo e tablet, a versão web do Zarc PlantioCerto, o aplicativo móvel Agritempo e a AgroAPI, plataforma da Embrapa voltada ao mercado de tecnologias em agricultura digital. A AgroAPI também será tema de palestra na quarta-feira (18), às 13h45.

Vídeos exibidos no evento vão apresentar ações do Semear Digital, Centro de Ciência para o Desenvolvimento financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). De acordo com a Embrapa, novos projetos adaptam essa metodologia para diferentes territórios brasileiros. O material divulgado não detalha, até o momento, quais culturas hortícolas terão aplicações específicas apresentadas no evento.

A programação indica avanço no uso de ferramentas digitais para manejo e redução de risco climático, com aplicação prática para produtores e técnicos. A 31ª Hortitec será realizada no Parque de Exposições da Expoflora, na Alameda Maurício de Nassau, 675, em Holambra (SP), com funcionamento das 9h às 19h na quarta-feira (17) e quinta-feira (18), e das 9h às 17h na sexta-feira (19).

Fonte: embrapa.br

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Preço do etanol recua pela oitava semana seguida, diz Cepea


Preço do etanol cai em 19 estados e no DF, aponta ANP

O mercado paulista de etanol recuou pela oitava semana seguida no tipo hidratado e pela sétima no tipo anidro. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), usinas tentaram ser mais firmes em relação aos valores, porém a baixa demanda apresentada exigiu uma maior flexibilidade, visto a necessidade de realizar a comercialização.

Ainda segundo o centro de pesquisas, distribuidoras que realizaram compras na semana anterior não enxergaram ser necessário novas aquisições, o que fez com que empresas utilizassem apenas o que já tinham em estoque.

Pesquisadores ressaltam que a expectativa é que fatores climáticos devem influenciar no suporte das cotações. Chuvas previstas para o final da semana podem aliviar a pressão de tancagem enfrentada por algumas unidades produtoras, por conta de uma possível interrupção temporária na moagem.

Enquanto isso, o mercado do combustível segue de olho em relação ao anuncio da Petrobras sobre possíveis reajustes nos preços da gasolina, o que pode contribuir numa maior estabilidade no setor de combustíveis.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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USDA informa avanço do plantio de milho e soja nos Estados Unidos


USDA informa avanço do plantio de milho e soja nos Estados Unidos

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (18), que o plantio de milho no país alcançou 76% da área prevista até o último domingo (17). No caso da soja, a semeadura chegou a 67%. Os dados constam do relatório semanal de acompanhamento de safra e mostram ritmo acima da média de cinco anos para as duas culturas.

Segundo o USDA, o plantio de milho está no mesmo nível registrado há um ano e 6 pontos porcentuais acima da média dos últimos cinco anos. A emergência das lavouras atingiu 39%, ante 47% no mesmo período de 2025 e 37% na média histórica.

Na soja, o avanço da semeadura superou tanto o desempenho do ano passado quanto o padrão recente. O índice de 67% se compara a 63% em igual período de 2025 e a 53% na média de cinco anos. Já a emergência alcançou 32%, em linha com o observado um ano antes e acima da média histórica de 23%.

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O relatório também trouxe atualização para o trigo. No trigo de inverno, 27% das áreas apresentavam condição boa ou excelente até o último domingo (17), queda de 1 ponto porcentual na semana. Na mesma data do ano passado, esse percentual era de 52%. O USDA informou ainda que 71% da safra tinha perfilhado, acima de 62% em 2025 e de 58% na média de cinco anos.

Para o trigo de primavera, o plantio estava em 73%, contra 80% um ano antes e 66% na média de cinco anos. A emergência chegou a 39%, ante 42% no ano passado e 34% na média histórica.

No algodão, os produtores haviam semeado 41% da área prevista, ligeiramente acima de 38% no mesmo período de 2025 e de 40% na média de cinco anos.

Os números do USDA servem de referência para o acompanhamento da oferta agrícola dos Estados Unidos, principal exportador global em importantes segmentos do mercado de grãos e fibras.

No momento, os dados indicam avanço consistente do plantio de milho e soja em relação à média histórica, enquanto o trigo de inverno segue com condição inferior à do ano passado. O impacto sobre produção e mercado dependerá da evolução climática e do desenvolvimento das lavouras nas próximas semanas, segundo o acompanhamento oficial do USDA.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa apresenta soluções para milho e sorgo na Agrobalsas 2026


AgroBalsas destaca sorgo, milho e tecnologias da Embrapa no Matopiba

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Milho e Sorgo apresentou, entre domingo (11) e sexta-feira (16), tecnologias voltadas à produção agrícola durante a Agrobalsas 2026, realizada na Fazenda Sol Nascente, em Balsas, no Maranhão. A programação destacou o potencial de expansão do sorgo no Matopiba e reuniu debates sobre clima, risco agrícola, sustentabilidade produtiva e inovação no campo.

Segundo a Embrapa, a atuação da unidade teve foco na transferência de tecnologia para diferentes perfis de produtores, da agricultura familiar aos sistemas produtivos de maior escala. A pesquisadora Mariela Mattos da Silva representou a Embrapa Milho e Sorgo no estande institucional da empresa e também nas ações integradas do Hub Matopiba.

De acordo com Mattos, a participação no evento permitiu ampliar o diálogo com estudantes, professores, produtores rurais, técnicos, representantes institucionais, empresas e autoridades. Entre os temas discutidos estiveram o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), estratégias de adaptação produtiva e o uso de tecnologias desenvolvidas pela instituição.

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Entre as soluções apresentadas, a Embrapa destacou os bioinsumos Bioma Phos e Bioma Hydratus. Segundo a pesquisadora, os produtos foram desenvolvidos em parceria público-privada com o objetivo de ampliar produtividade e resiliência das lavouras. O material divulgado não informa indicadores de adoção, área atendida ou resultados quantitativos de campo apresentados durante a feira.

A programação técnica da Agrobalsas também contou com painéis e workshops com participação de outras unidades da Embrapa. No painel “Regenerando a Agricultura”, estiveram as pesquisadoras Mariângela Hungria, da Embrapa Soja, e Ana Paula Packer, da Embrapa Meio Ambiente. No IV Workshop do Agronegócio Familiar, participaram pesquisadores da Embrapa Maranhão e da Embrapa Amazônia Oriental.

A instituição informou ainda que a presença integrada das unidades reforçou a construção conjunta de soluções para os desafios produtivos do Matopiba, região que concentra expansão agrícola e demanda por tecnologias adaptadas às condições locais.

A Embrapa avalia que a participação na Agrobalsas 2026 também abriu espaço para novas parcerias e para o fortalecimento de sua atuação no Matopiba. Com foco em milho, sorgo, bioinsumos e gestão de risco climático, a tendência é de continuidade das ações de validação e difusão tecnológica na região, embora o material divulgado não detalhe cronograma ou metas futuras.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa vai apresentar Zarc Níveis de Manejo na Hortitec 2026


Embrapa vai apresentar Zarc Níveis de Manejo na Hortitec 2026

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Agricultura Digital vai apresentar o Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM) na edição 2026 da Hortitec, marcada para ocorrer entre terça-feira (17) e quinta-feira (19), em Holambra (SP). A tecnologia será demonstrada com apoio de um cubo de realidade aumentada, que deve mostrar o funcionamento da metodologia, considerada uma evolução do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Segundo a Embrapa, o ZarcNM amplia a lógica do Zarc, usado há 30 anos no planejamento da produção agrícola com base na avaliação de riscos climáticos. A proposta da nova metodologia é incorporar também níveis de manejo e qualificação dos sistemas produtivos, associando risco climático à adoção de tecnologia no campo.

O tema ganhou espaço recente na política agrícola. Em maio, foi aprovada a expansão do projeto piloto do ZarcNM para a soja nos três estados da região Sul e em Mato Grosso do Sul, além do milho segunda safra no Paraná e em Mato Grosso do Sul. Também houve ampliação do percentual de subvenção para produtores com melhor manejo do solo, o que reforça a ligação da ferramenta com o seguro rural e com a gestão técnica da produção.

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Durante a Hortitec, o público também poderá acessar, em totem interativo e tablet, a versão web do Zarc PlantioCerto, o aplicativo móvel Agritempo e a AgroAPI, plataforma da Embrapa voltada ao mercado de tecnologias em agricultura digital. A AgroAPI será tema de palestra na quarta-feira (18), a partir das 13h45.

A programação ainda inclui vídeos sobre ações de inclusão socioprodutiva e digital desenvolvidas pelo Semear Digital, centro financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). De acordo com a Embrapa, novos projetos estão adaptando essa metodologia para diferentes territórios brasileiros.

A 31ª Hortitec será realizada no Parque de Exposições da Expoflora, na Alameda Maurício de Nassau, 675, em Holambra. O evento ocorre das 9h às 19h na quarta-feira (17) e na quinta-feira (18), e das 9h às 17h na sexta-feira (19).

A apresentação do ZarcNM na Hortitec ocorre em um momento de expansão da ferramenta e de maior integração entre manejo, risco climático e instrumentos de apoio ao produtor. Os efeitos práticos sobre a adoção em outras culturas e regiões dependem do avanço das etapas técnicas e regulatórias já em curso.

Fonte: embrapa.br

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Abate de bovinos cresce 3,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE


Abate de bovinos cresce 3,3% no primeiro trimestre, aponta IBGE

Os produtores brasileiros abateram 10,29 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (19). O volume representa alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve recuo de 6,8%, segundo os dados preliminares das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais.

A produção de carcaças bovinas somou 2,63 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2026. O resultado ficou 5,1% acima do registrado no primeiro trimestre de 2025. Em relação ao quarto trimestre de 2025, porém, houve redução de 10,2%.

Os números do IBGE indicam avanço anual tanto no volume de animais abatidos quanto no peso de carcaças produzidas, o que amplia a base de acompanhamento da oferta no setor pecuário e na indústria frigorífica. Como o levantamento divulgado é preliminar, o instituto ainda não detalhou, no conteúdo informado, os recortes por estados, participação regional ou perfil dos animais abatidos.

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No segmento de suínos, o abate alcançou 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre de 2026. O total representa crescimento de 5,5% frente ao mesmo intervalo de 2025 e leve recuo de 0,1% na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.

O peso acumulado das carcaças suínas chegou a 1,37 milhão de toneladas no período. Houve aumento de 2,6% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e queda de 3,0% ante o quarto trimestre de 2025.

Os dados reforçam o comportamento de expansão anual na produção de proteínas animais inspecionadas, ao mesmo tempo em que mostram desaceleração na margem trimestral. Esse movimento é acompanhado pelo mercado porque sinaliza o ritmo de oferta de gado e suínos para abate e o nível de atividade das plantas frigoríficas.

Como os resultados são preliminares, a leitura técnica mais detalhada sobre distribuição regional e fatores de mercado depende da abertura completa das estatísticas do IBGE. Até o momento, o levantamento confirma alta anual no abate de bovinos e suínos e recuo na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

Fonte: Estadão Conteúdo

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