domingo, junho 28, 2026

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Aneel aprova uso de R$ 5,53 bilhões para atenuar tarifas de 22 distribuidoras


Aneel aprova reajuste médio de 6,58% para energia no Amazonas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) as condições para distribuir aos consumidores de 22 distribuidoras os recursos arrecadados com a repactuação de dívidas de geradoras hidrelétricas ligadas ao encargo de Uso de Bem Público (UBP). Até o momento, o valor estimado é de R$ 5,53 bilhões. Segundo a agência, a medida busca equilibrar os custos das concessionárias e aproximar os reajustes tarifários da baixa tensão de 4,51%.

De acordo com a Aneel, o montante ainda pode aumentar, porque a estimativa atual considera apenas as hidrelétricas que já manifestaram adesão à repactuação. Das 34 geradoras elegíveis, 24 assinaram aditivo ao contrato de concessão e aderiram ao pagamento integral do UBP.

A possibilidade de quitação antecipada foi aberta pela Lei nº 15.235/2025, que autorizou as geradoras a pagar o montante anual do encargo à vista, com desconto de 50%. A mesma norma determinou que os valores pagos antecipadamente fossem revertidos em desconto tarifário para consumidores cativos nas áreas da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

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Segundo a decisão da diretoria, a distribuição dos recursos vai alcançar todas as distribuidoras das regiões Norte e Nordeste, além de Mato Grosso e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. Um dos exemplos citados pela agência foi o Reajuste Tarifário Anual de 2026 da antiga Amazonas Energia, aprovado nesta terça-feira (19), com alta média de 3,79% para baixa tensão. Antes da aplicação do redutor via UBP, a estimativa era de elevação média de 23,15%, considerando baixa e alta tensão.

Para o setor produtivo, a definição tem relevância porque a energia elétrica compõe custos operacionais de irrigação, armazenagem, refrigeração, beneficiamento e agroindústria, especialmente em regiões atendidas pelas distribuidoras contempladas. O efeito prático para produtores e consumidores rurais, no entanto, dependerá do valor final arrecadado e da aplicação nos processos tarifários de cada concessionária.

A quitação dos valores pelas geradoras está prevista para julho. Conforme a Aneel, somente no início do mês será possível confirmar o total efetivamente arrecadado com as repactuações e o alcance final do redutor tarifário nas distribuidoras atendidas pela medida.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Exigências sanitárias pressionam pecuária



O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina


O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina
O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina – Foto: Pixabay

A ampliação das exigências sanitárias internacionais voltou a pressionar a pecuária brasileira a buscar alternativas produtivas alinhadas à segurança alimentar e à ausência de resíduos químicos. A recente restrição da União Europeia à importação de determinados produtos de origem animal do Brasil, motivada pela falta de garantias sobre o não uso de antimicrobianos, reforçou o debate sobre tecnologias capazes de manter produtividade e competitividade em mercados mais rigorosos.

O tema ganha força também após a suspensão do uso da virginiamicina no mercado nacional, cenário que aumenta a necessidade de soluções para substituir aditivos tradicionais. Para o médico veterinário Cláudio Franco Real, do Grupo Real, a escolha dos protocolos produtivos passou a ser estratégica. Segundo ele, a homeopatia veterinária, pesquisada e aplicada há mais de quatro décadas pela empresa, pode contribuir para a produtividade e atender às novas demandas regulatórias.

“O anúncio deve ser lido como um sinalizador de que a busca pelo alimento seguro deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma necessidade mercadológica. A escolha dos protocolos produtivos e das tecnologias utilizadas na pecuária é cada vez mais estratégica”, comenta.

O desafio do setor, porém, vai além da substituição de insumos. A integração da nutrição animal aos sistemas de rastreabilidade passa a ser vista como etapa essencial, incluindo o controle sobre aditivos, suplementos e tecnologias utilizados durante todo o ciclo produtivo.

Para Cleisy Ferreira, doutora em Zootecnia, os aditivos homeopáticos já são uma realidade no campo, com aplicações em controle parasitário, reprodução, desempenho zootécnico e problemas de pele. Com as novas exigências, especialistas avaliam que o Brasil pode transformar o cenário em oportunidade, desde que avance em rastreabilidade e adoção de tecnologias compatíveis com mercados exigentes.

 





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O agronegócio brasileiro enfrenta endividamento e desafios estruturais


O agronegócio brasileiro, reconhecido por sua potência e capacidade de exportação, enfrenta um cenário preocupante de endividamento e desafios estruturais que comprometem sua competitividade no mercado internacional. Segundo o comentarista Miguel Daú, a situação é complexa e exige atenção das autoridades.

Desafios enfrentados pelo agronegócio

  • Taxas de juros elevadas que dificultam a competitividade.
  • Logística complexa em um país continental.
  • Condições climáticas adversas que afetam a produção.
  • Dependência de insumos importados, com apenas 20 a 30% sendo produzidos internamente.
  • Inadimplência crescente entre os produtores.

Impactos do endividamento

O endividamento no setor agrícola é alarmante, com muitos produtores enfrentando dificuldades financeiras devido a condições climáticas e a falta de apoio governamental. A necessidade de aprovação de projetos para financiar esses produtores é urgente, mas a viabilidade dos recursos disponíveis é incerta.

Perspectivas futuras

Apesar das dificuldades, o agronegócio brasileiro continua a ser um pilar da economia, exportando para cerca de 200 países. No entanto, a mediocridade das ações governamentais e a falta de um planejamento eficaz podem comprometer ainda mais o futuro do setor. A situação exige uma resposta rápida e eficaz para garantir a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio no cenário global.

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Acompanhe a premiação do Personagem Soja Brasil 2025/26!


Programa Soja Brasil Ep 34

Após a escolha dos produtores e pesquisadores mais votados do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26, o público poderá acompanhar a cerimônia que reconhece profissionais de destaque no agronegócio brasileiro.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

A premiação será transmitida no dia 18 de junho, às 18h (horário de Mato Grosso do Sul), direto de Campo Grande, homenageando trajetórias que contribuem para o avanço da produção da oleaginosa no país.

Durante o evento, serão anunciados os vencedores de cada categoria, um definido por votação popular e outro escolhido pelo júri técnico.

Não fique de fora!

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Brasil se destaca como protagonista em segurança alimentar e energética


O Brasil se destaca como um protagonista em segurança alimentar e energética, segundo Dr. Clínio Nastari, CEO da Datagro, uma das principais empresas de consultoria independente no setor agrícola e energético. Em entrevista ao programa Giro do Boi, Nastari abordou os desafios enfrentados pela pecuária e o potencial do país na produção de alimentos e biocombustíveis.

Desafios e Potencial do Brasil

O CEO da Datagro enfatizou que a segurança alimentar, a independência energética e a emergência climática são as principais preocupações do século. Ele destacou que o Brasil está bem posicionado para enfrentar esses desafios, não apenas internamente, mas também servindo como exemplo para outros países.

  • O Brasil passou de importador a um dos maiores exportadores de alimentos, alimentando 1,6 bilhão de pessoas.
  • A produção de grãos aumentou de 47 milhões para mais de 350 milhões de toneladas nos últimos 50 anos.
  • O país substitui 48% do consumo de gasolina com biocombustíveis, um número sem igual no mundo.

Expansão dos Biocombustíveis

Nastari também mencionou o potencial de crescimento na produção de etanol, que deve ultrapassar 24 bilhões de litros até 2034. Atualmente, 83% da frota de veículos leves no Brasil é flex, mas apenas 26,5% utilizam etanol hidratado, indicando um grande espaço para expansão.

  • A produção de etanol de milho deve alcançar 12 bilhões de litros nesta safra.
  • Projeções indicam que a oferta de DDG (subproduto do etanol) deve dobrar, beneficiando a pecuária.
  • O volume de gado confinado no Brasil já representa 22% do abate, com previsão de chegar a 40% nos próximos anos.

Com essas iniciativas, o Brasil se posiciona como um líder global em segurança alimentar e energética, enfrentando os desafios climáticos e contribuindo para a sustentabilidade do planeta.

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Abate de frangos cresce 3,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE


Abate de frangos cresce 3,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta IBGE

Os produtores brasileiros abateram 1,71 bilhão de frangos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2026, segundo resultados preliminares divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira (19). O volume representa alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve recuo de 0,4%.

Os dados fazem parte das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. Além do aumento no número de aves abatidas, o peso acumulado das carcaças de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano.

Na comparação anual, o volume em peso avançou 7,0% ante o primeiro trimestre de 2025. Já em relação ao quarto trimestre do ano passado, o indicador registrou alta de 2,3%. O resultado mostra que, apesar da leve redução no número de cabeças abatidas frente ao trimestre imediatamente anterior, o volume total de carcaças seguiu em elevação.

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Como os números divulgados pelo IBGE são preliminares, o instituto ainda não detalhou, no conteúdo informado, a distribuição regional do abate nem os fatores que explicam o desempenho do trimestre. Também não foram apresentados, nesse recorte, dados sobre participação por estados ou variações por unidade da federação.

O abate sob inspeção sanitária é um indicador acompanhado pela cadeia avícola porque reflete o nível de atividade formal da produção e do processamento industrial. O avanço na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior sinaliza expansão do volume processado dentro do sistema inspecionado.

Sem detalhamento adicional nesta prévia, a leitura técnica do resultado fica concentrada na evolução dos volumes de aves e do peso das carcaças apurados pelo levantamento oficial.

Os números finais das pesquisas do IBGE poderão oferecer detalhamento adicional sobre a distribuição regional e o comportamento da cadeia avícola ao longo de 2026. Até o momento, a prévia indica crescimento anual do abate e do volume processado, sem informações complementares sobre os fatores determinantes desse movimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Vigilância sanitária apreende 100 kg de alimentos vencidos em estabelecimento


impróprios para consumo
Foto: Cortesia

Na manhã desta terça-feira (19), a Vigilância Sanitária de Maceió (Visa) apreendeu 100 kg de alimentos impróprios para consumo em um estabelecimento comercial, no bairro Ponta Verde, em Maceió.

Durante a ação, foram encontrados produtos vencidos, entre eles carne bovina, carne de charque, ovos, manteiga, goiabada, fubá, farinha de trigo e sal de parrilla.

Segundo o chefe especial da Visa, Airton Santos, durante a fiscalização, a equipe do órgão também identificou adulteração de vencimento de produtos com o uso de caneta, uma prática ilegal que configura crime e representa grave risco à saúde pública. Os alimentos foram recolhidos para descarte.

carne vencida
Foto: Cortesia

“O responsável pelo estabelecimento é reincidente e já havia sido notificado anteriormente pela Visa. O estabelecimento foi autuado e os representantes deverão responder a processo administrativo, cuja penalidade inclui multa que pode variar de R$180 a R$38 mil em caso de reincidência da infração”, informa Santos.

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Aneel aprova reajuste médio de 6,58% para energia no Amazonas


Aneel aprova reajuste médio de 6,58% para energia no Amazonas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (19) o Reajuste Tarifário Anual de 2026 da distribuidora que atende o Amazonas, agora sob controle da Âmbar Energia Amazonas. O aumento médio será de 6,58%, com vigência a partir da próxima terça-feira (26). O porcentual ficou 16,57 pontos percentuais abaixo da estimativa inicial de 23,15%, após a consideração de recursos da repactuação de parcelas do Uso de Bem Público (UBP).

Segundo a decisão da Aneel, os consumidores atendidos em alta tensão terão reajuste médio de 13,24%. Nesse grupo estão indústrias e grandes empresas. Para a baixa tensão, faixa que inclui consumidores residenciais, rurais, pequenos comércios e pequenas indústrias, o aumento médio será de 3,79%.

A Aneel informou que os consumidores de baixa tensão representam 99,7% das unidades atendidas no estado. A distribuidora, sediada em Manaus, atende cerca de 1,06 milhão de unidades consumidoras. De acordo com nota técnica de 2026 da agência, o faturamento anual associado ao consumo de energia elétrica é de R$ 4,39 bilhões.

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Os principais fatores de pressão sobre o reajuste foram os encargos setoriais e o custo de aquisição de energia. Os componentes financeiros também pressionariam a tarifa, mas o efeito foi atenuado com a entrada de recursos vinculados à repactuação de valores devidos a título de UBP.

Para os consumidores do campo, o resultado reduz a intensidade do reajuste inicialmente projetado, já que o grupo rural está inserido na baixa tensão. Esse custo influencia despesas operacionais em atividades que dependem de bombeamento, refrigeração, armazenagem, beneficiamento e processamento em pequena escala.

A Aneel calcula, de forma preliminar, um efeito tarifário final de 4,51% para consumidores de baixa tensão das distribuidoras do Norte e Nordeste em 2026, após a aplicação de recursos da repactuação do UBP. O valor estimado supera R$ 5,53 bilhões e deve funcionar como referência máxima para os reajustes desse segmento. No caso do Amazonas, a baixa tensão ficou abaixo desse patamar, em 3,79%.

A agência ainda trata o efeito de 4,51% para Norte e Nordeste como preliminar e sujeito a revisão. No caso do Amazonas, o reajuste aprovado já incorpora o redutor tarifário e passa a valer na próxima terça-feira (26), com efeito direto sobre consumidores rurais e demais unidades enquadradas na baixa tensão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ONU mantém projeção e prevê desaceleração do PIB do Brasil em 2026


Fazenda mantém projeção de alta de 2,3% para o PIB de 2026

A Organização das Nações Unidas (ONU) projetou crescimento de 2,0% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026, abaixo da expansão de 2,3% estimada para 2025. Os números constam no relatório semestral sobre perspectivas da economia global, divulgado nesta segunda-feira (19). Para 2027, a previsão foi mantida em 2,3%, sem revisão em relação ao documento publicado em janeiro.

Segundo a ONU, a perda de ritmo da atividade brasileira em 2026 deve ocorrer em um ambiente de condições monetárias ainda restritivas. Na prática, o relatório associa o cenário à manutenção de juros em patamar elevado em relação à inflação, fator que tende a limitar consumo, investimento e tomada de crédito.

Ao mesmo tempo, o organismo afirma que há vetores de sustentação para a demanda doméstica. Entre eles, cita medidas expansionistas, como reajustes do salário mínimo e ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para famílias de menor renda. A avaliação é de que esses fatores podem compensar parcialmente a desaceleração provocada pelo aperto monetário.

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O documento também destaca que o Brasil aparece entre os países com mercado de trabalho resiliente em 2026. Outro ponto observado é o avanço de políticas industriais, com menção à estratégia Nova Indústria Brasil, apoiada por financiamento ao desenvolvimento e suporte setorial direcionado.

Para o setor agropecuário, o relatório não traz estimativas específicas sobre produção, exportações ou renda no campo. Ainda assim, o quadro macroeconômico é acompanhado pelo mercado rural porque juros, renda das famílias e atividade econômica influenciam o custo do crédito, o consumo interno de alimentos, o ritmo da agroindústria e as decisões de investimento de produtores, cooperativas e empresas da cadeia.

Sem detalhar setores, a ONU mantém a leitura de desaceleração moderada da economia brasileira em 2026, seguida de crescimento de 2,3% em 2027. Como o relatório não apresenta recortes para o agronegócio, o impacto direto sobre o setor dependerá da evolução dos juros, da demanda doméstica e das condições de financiamento ao longo do período.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Relator defende projeto que pune alta abusiva no preço dos combustíveis


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

O relator do Projeto de Lei 1625/26, deputado Merlong Solano (PT-PI), defendeu nesta terça-feira (19) a aprovação da proposta do governo que criminaliza o aumento abusivo nos preços dos combustíveis. O texto estava na pauta de votações do Plenário da Câmara dos Deputados e prevê pena de detenção de 2 a 5 anos, além de multa, para reajustes sem justa causa com objetivo de elevar arbitrariamente os lucros.

Em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, Merlong Solano afirmou que já apresentou parecer favorável, mas disse estar aberto a alterações para viabilizar acordo entre as lideranças. Segundo o relator, eventuais mudanças podem ser incorporadas para aperfeiçoar a redação antes da deliberação em Plenário.

A proposta integra o pacote de medidas anunciado pelo governo após a escalada do conflito no Oriente Médio, que passou a pressionar o mercado internacional de energia. De acordo com o texto, a pena poderá ser aumentada de 1/3 até a metade se a prática ocorrer em contexto de calamidade pública, crise de abastecimento ou instabilidade relevante do mercado fornecedor.

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O deputado também citou medidas provisórias e ações administrativas adotadas pelo Executivo para reduzir os efeitos da volatilidade internacional sobre o mercado doméstico. Entre elas, mencionou incentivos ao diesel produzido e importado, redução de tributos e iniciativas voltadas ao gás de cozinha, querosene de aviação e biodiesel.

Para o setor agropecuário, o tema tem relação direta com custos operacionais e logísticos. O diesel é insumo central no transporte de insumos, na movimentação de máquinas agrícolas e no escoamento da produção. Alterações no preço dos combustíveis também influenciam frete, armazenagem e custos das cadeias de alimentos. O texto analisado, porém, não detalha critérios objetivos adicionais para caracterizar a expressão “sem justa causa”, ponto que pode ser alvo de debate técnico e jurídico durante a tramitação.

Além do PL 1625/26, a Câmara pode analisar nesta semana o Projeto de Lei Complementar 114/26, que propõe vincular o aumento extraordinário de arrecadação federal com a alta do barril do petróleo exportado a medidas de estabilização dos preços dos combustíveis.

Até o momento, não havia no conteúdo disponível definição sobre a votação final das propostas nem sobre o texto consolidado que poderá sair do Plenário. O andamento dessas medidas será acompanhado por agentes do transporte, da distribuição e dos setores produtivos dependentes de combustível, incluindo as cadeias do agronegócio.

Fonte: camara.leg.br

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