sábado, junho 27, 2026

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AIE alerta para risco no mercado de petróleo entre julho e agosto


Japão prorroga redução de exigência de estoques privados de petróleo até 15 de junho

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta quinta-feira (21), em Londres, que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto. Segundo ele, o cenário combina interrupção das exportações do Oriente Médio, redução dos estoques e aumento sazonal do consumo de combustíveis no verão do Hemisfério Norte. O alerta foi feito durante evento na Chatham House.

De acordo com Birol, mais de 14 milhões de barris por dia foram retirados do mercado no Oriente Médio em meio à guerra envolvendo o Irã e ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. O dirigente classificou o episódio como a maior crise energética já registrada em termos de volume afetado.

A AIE informou que vem liberando entre 2,5 milhões e 3 milhões de barris por dia ao mercado, no que descreve como o maior uso coordenado de reservas estratégicas da história. Além disso, a agência citou a liberação acumulada de 400 milhões de barris e o uso de estoques comerciais como fatores que amorteceram o choque inicial de oferta.

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Mesmo assim, Birol afirmou que esse mecanismo não resolve o problema estrutural. Segundo ele, os estoques estão em queda no momento em que a demanda por combustíveis começa a subir. A principal condição para normalização, de acordo com a AIE, é a reabertura total e incondicional do Estreito de Ormuz.

O diretor também afirmou que a recuperação da produção e da capacidade de refino no Oriente Médio tende a ser lenta e desigual. Ele citou Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos como países com maior capacidade financeira e tecnológica para acelerar a retomada, enquanto apontou o Iraque como ponto de maior vulnerabilidade, pela dependência das receitas do petróleo e pela baixa capacidade de armazenamento.

Para o agronegócio, o quadro exige monitoramento do mercado internacional de energia, já que oscilações no petróleo podem influenciar diesel, transporte e custos operacionais. O impacto sobre preços internos, porém, dependerá da evolução da crise, do câmbio e das políticas de abastecimento.

Até o momento, a AIE indica risco elevado para o equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo, mas não apresentou uma data para normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz. Sem reabertura da rota e recomposição dos estoques, a agência sinaliza manutenção da pressão sobre o mercado de energia nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MP junto ao TCU pede homologação de leilão de reserva de capacidade


CPFL Energia eleva lucro líquido para R$ 1,909 bilhão no primeiro trimestre

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) determine, em caráter cautelar, a homologação dos resultados do leilão de reserva de capacidade nos prazos previstos em edital. A nova manifestação foi apresentada nesta quarta-feira (21), em meio à apuração de possíveis irregularidades no certame conduzido no setor elétrico. O pedido sustenta que o descumprimento do edital, sem base legal, não encontra amparo no ordenamento jurídico.

No início de abril, o próprio MPTCU havia solicitado a suspensão do andamento do leilão até a análise completa dos questionamentos levantados. Entre os pontos citados estavam a elevação dos preços-teto em curto intervalo de tempo e o suposto baixo nível de competição, refletido em deságios reduzidos no resultado final.

Na nova representação, o órgão passou a defender a homologação do certame dentro do cronograma previsto, mas reiterou a necessidade de verificação da legalidade do processo. Segundo o pedido, o TCU deve examinar especialmente a definição dos preços-teto, as condições de competição e a observância dos princípios de isonomia e de seleção da proposta mais vantajosa para a administração pública.

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O relator do caso no TCU, ministro Jorge Oliveira, determinou nesta terça-feira (20) que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) preste esclarecimentos em até cinco dias úteis sobre as irregularidades apontadas. Até o momento, o ministro não acolheu os pedidos cautelares para cancelar a formalização do resultado do leilão.

Antes disso, a Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear (AudElétrica) havia recomendado a suspensão da adjudicação e da homologação parcial dos produtos termelétricos de 2026, 2027, 2028, 2029 e 2031. O parecer apontou risco de contratação desvantajosa e de longa duração, com repercussões para consumidores e para a racionalidade econômica da expansão de potência no sistema elétrico nacional.

Para o setor produtivo, incluindo agroindústrias, armazenagem e atividades rurais com maior dependência de energia elétrica, o desfecho do processo é relevante porque contratos de capacidade podem influenciar custos futuros do sistema. O material disponível, no entanto, não informa valores financeiros do leilão nem estimativa objetiva de impacto tarifário.

O próximo passo é a manifestação da Aneel ao TCU dentro do prazo fixado. Até que o tribunal conclua a análise, permanece a disputa entre o cumprimento imediato do edital e a apuração técnica sobre competitividade, preços e legalidade do leilão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa apresenta tecnologias sustentáveis a estudantes da UFS em Sergipe


Embrapa apresenta tecnologias sustentáveis a estudantes da UFS em Sergipe

Estudantes dos cursos de Ecologia e Engenharia de Pesca da Universidade Federal de Sergipe (UFS) participaram, na segunda-feira (19) e na terça-feira (20), de visitas técnicas a unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Sergipe. As atividades ocorreram no Campo Experimental de Itaporanga d’Ajuda e no Laboratório de Pesquisa e Inovação em Maricultura (Lapimar), em Aracaju. A programação apresentou tecnologias voltadas à produção agropecuária e aquícola com foco em sustentabilidade, manejo e biossegurança.

No Campo Experimental de Itaporanga d’Ajuda, a turma de Ecologia conheceu estruturas e práticas aplicadas à produção rural. Segundo a Embrapa, foram apresentados a fossa séptica biodigestora, o sistema de vermicompostagem e o processo de produção do BIOGEO, adubo líquido usado como insumo agrícola. A visita também incluiu a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Caju, onde os alunos observaram espécies da Mata Atlântica e a integração entre conservação ambiental e pesquisa de campo.

A apresentação técnica foi conduzida pelo supervisor do campo experimental, Cleverson Matos, e pelo técnico agrícola Adenilton Cícero. De acordo com a professora Bianca Giuliano, da UFS, a atividade aproximou os estudantes da pesquisa aplicada e do funcionamento de soluções voltadas à agricultura de base sustentável.

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No Lapimar, os alunos de Engenharia de Pesca acompanharam a estrutura de laboratórios voltados à maricultura, malacocultura e sanidade aquícola. O pesquisador Carlos Alberto da Silva detalhou os ambientes laboratoriais, os sistemas de recirculação de larvas, os filtros mecânicos e biológicos e o fluxo de água entre filtros e tanques de criação. O técnico William Cabral apresentou rotinas operacionais e procedimentos adotados no espaço.

A pesquisadora Alitiene Pereira conduziu a visita aos laboratórios de Malacocultura e Aquicultura, onde também foram mostrados experimentos em andamento com peixes e crustáceos. Segundo a equipe técnica, o laboratório conta com estruturas de aeração, desinfecção da água e geração elétrica de suporte, além de equipamentos usados em análises histológicas, hematológicas e microbiológicas. A Embrapa não informou, no material divulgado, volume de investimentos, capacidade operacional ou cronograma detalhado dos próximos projetos.

As visitas técnicas ampliam o contato de estudantes com tecnologias de manejo, sanidade e produção sustentável já aplicadas em pesquisa agropecuária e aquícola. Do ponto de vista setorial, a formação de profissionais com conhecimento em sistemas produtivos, biossegurança e uso de insumos sustentáveis é um dos pontos de apoio para inovação no campo e na aquicultura, embora o impacto direto dessas ações dependa da adoção futura das tecnologias e da continuidade dos projetos apresentados.

Fonte: embrapa.br

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Acelen Renováveis anuncia biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia


Acelen Renováveis anuncia biorrefinaria de US$ 1,5 bilhão na Bahia

A Acelen Renováveis anunciou nesta quinta-feira (21) investimento de US$ 1,5 bilhão para iniciar a construção de uma biorrefinaria de combustíveis renováveis em São Francisco do Conde, na Bahia. A unidade tem início de operação previsto para 2029 e capacidade estimada em 1 bilhão de litros por ano de combustível sustentável de aviação e diesel renovável. Parte do aporte será financiada por um consórcio de 10 instituições financeiras liderado por HSBC e International Finance Corporation (IFC).

Segundo a companhia, a planta utilizará a tecnologia HEFA, sigla em inglês para ésteres e ácidos graxos hidroprocessados, uma das rotas empregadas na produção de combustíveis renováveis. O projeto será instalado em área industrial já existente e integra uma estrutura mais ampla cujo investimento total da primeira unidade deve superar US$ 3 bilhões.

A empresa informou que o complexo incluirá um braço agroindustrial voltado ao cultivo, extração e beneficiamento de coprodutos da macaúba, além do uso de óleo de soja e de óleo de cozinha usado como matérias-primas. Nesse ponto, o empreendimento cria uma conexão direta com o setor agropecuário, ao abrir demanda para oleaginosas, biomassa e sistemas integrados de fornecimento.

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De acordo com a Acelen Renováveis, a previsão é cultivar 144 mil hectares em áreas degradadas, dos quais 20% devem ser destinados a parcerias com agricultura familiar e pequenos produtores. No pico das obras, a expectativa é de 3,6 mil empregos diretos e indiretos.

A International Finance Corporation, braço do Grupo Banco Mundial para o setor privado, atuou na coordenação geral e na estruturação financeira ao lado do HSBC. Também integram o consórcio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), BID Invest, Bradesco, BBVA, Bank of China e outras instituições internacionais.

Segundo a companhia, cerca de 90% da comercialização de SAF e HVO já está estruturada e assinada. Já a estimativa de movimentação de até US$ 40 bilhões na economia brasileira e de 85 mil empregos na próxima década foi atribuída a estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Do ponto de vista do agronegócio, o projeto adiciona uma nova frente de demanda para matérias-primas renováveis e para sistemas de produção em áreas degradadas. Ainda assim, detalhes sobre cronograma agrícola, contratos de fornecimento e escala efetiva de compra de insumos por cadeia produtiva não foram informados pela empresa até o momento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Vendas externas de milho dos EUA somam 2,13 milhões de toneladas na safra 2025/26


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

Exportadores dos Estados Unidos venderam 2,13 milhões de toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 14 de maio, informou nesta quinta-feira (21) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa alta em relação à semana anterior e avanço de 71% sobre a média das últimas quatro semanas. O resultado também superou as projeções de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.

Considerando as duas safras, 2025/26 e 2026/27, as vendas externas somaram 2,4 milhões de toneladas no período. Desse total, 281,4 mil toneladas foram registradas para o ciclo 2026/27, com destino ao México, a destinos não revelados e à Jamaica. O volume consolidado ficou acima da faixa estimada por analistas, que projetavam vendas entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas.

Na safra 2025/26, os principais compradores foram Japão, com 779,8 mil toneladas, Coreia do Sul, com 463,8 mil toneladas, México, com 342,2 mil toneladas, Colômbia, com 157,6 mil toneladas, e Espanha, com 124 mil toneladas. Parte do volume foi compensada por reduções de 356,5 mil toneladas para destinos desconhecidos.

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Já os embarques efetivos de milho dos Estados Unidos totalizaram 1,45 milhão de toneladas na mesma semana. O resultado representa queda de 13% ante a semana anterior e recuo de 21% em relação à média das últimas quatro semanas. Os principais destinos dos embarques foram Japão, com 441 mil toneladas, México, com 385,3 mil toneladas, Colômbia, com 93,9 mil toneladas, Taiwan, com 81,3 mil toneladas, e Arábia Saudita, com 74,2 mil toneladas.

Os dados do USDA são acompanhados pelo mercado porque indicam o ritmo da demanda internacional pelo cereal norte-americano. Em um cenário de concorrência entre grandes exportadores, o desempenho das vendas e dos embarques dos Estados Unidos serve como referência para a formação de preços e para a competitividade do milho no comércio global, incluindo o mercado brasileiro.

No curto prazo, o relatório reforça um ritmo de vendas externas acima do esperado para o milho dos Estados Unidos. O efeito sobre preços e fluxos de comércio dependerá da continuidade da demanda nas próximas semanas, além da evolução da oferta e da competitividade entre origens exportadoras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Presidente do Líbano diz que futuro acordo não cederá território


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17 Abr (Rtrs) – O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse nesta sexta-feira que qualquer acordo futuro alcançado pelo governo não cederia nenhum território ou prejudicaria os direitos nacionais do Líbano, sem dizer se estava se referindo a possíveis negociações com Israel.

O discurso televisionado foi seu primeiro discurso desde que os EUA intermediaram um cessar-fogo para acabar com os combates entre Israel e o grupo armado Hezbollah na quinta-feira. O texto do acordo diz que Israel e o Líbano manteriam conversações diretas para produzir uma “paz entre os dois países”.

(Reportagem de Enas Alashray e Laila Bassam)

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China suspende compras de três frigoríficos brasileiros de carne bovina


China suspende compras de três frigoríficos brasileiros de carne bovina

A China suspendeu as importações de carne bovina e derivados de três frigoríficos brasileiros, segundo registros da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). A medida passou a valer na quarta-feira (20) e envolve unidades da JBS, em Pontes e Lacerda (MT), da PrimaFoods, em Araguari (MG), e da Frialto, em Matupá (MT). O motivo informado foi a detecção de resíduos de acetato de medroxiprogesterona, substância proibida pela China em animais de corte.

As desabilitações constam no sistema Ciferquery SingleWindow, plataforma da GACC para registro de empresas importadoras de alimentos. As plantas suspensas são a JBS S/A, de Pontes e Lacerda (MT, SIF 51), a PrimaFoods, de Araguari (MG, SIF 177), e a Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos S/A, Frialto, de Matupá (MT, SIF 4490).

De acordo com comunicado consultado pelo Broadcast Agro, a suspensão foi informada ao governo brasileiro ainda na quarta-feira (20) pela adidância agrícola em Pequim, em ofício enviado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Até a publicação do conteúdo-base, as desabilitações ainda não apareciam integradas ao Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF).

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Segundo a comunicação chinesa, o composto identificado foi o acetato de medroxiprogesterona, um hormônio sintético usado como medicamento veterinário no controle do ciclo reprodutivo. A China proíbe a substância em animais destinados ao abate para produção de carne.

Com a nova decisão, sobe para quatro o número de frigoríficos brasileiros de carne bovina com embarques suspensos para o mercado chinês. Em abril, a China já havia interrompido as compras da Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados Ltda., do grupo Frigosul (SulBeef), em Várzea Grande (MT, SIF 1206), também sob alegação de resíduo da mesma substância em lote de carne bovina congelada desossada.

Procurados, JBS, PrimaFoods, Frialto e o Mapa não haviam se manifestado até a publicação do conteúdo original. O espaço permanece aberto para posicionamento.

A suspensão recai sobre plantas específicas, mas o caso amplia a atenção sobre controles sanitários e exigências do principal destino da carne bovina brasileira. Sem manifestação oficial das empresas e do ministério até o momento, não há informação pública sobre prazo para eventual revisão da medida ou sobre o volume diretamente afetado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara aprova projeto que garante benefícios a trabalhadores safristas


A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 715 de 2023, que garante aos trabalhadores safristas o direito de continuar recebendo benefícios sociais, como o Bolsa Família, durante o contrato de safra, que pode durar até 6 meses. A proposta agora segue para sanção presidencial.

Detalhes da proposta

O projeto assegura a compatibilidade entre o contrato de trabalho por safra e a condição de titular de benefícios sociais. O relator da matéria, deputado Evair Vieira de Melo, destacou que as regras atuais prejudicam tanto os trabalhadores quanto os empregadores rurais.

  • A nova regra visa aumentar a oferta de mão de obra no campo.
  • Desestimula a informalidade no setor agrícola.
  • O Senado havia aprovado um limite de 3 meses, que foi ampliado pela Câmara para 6 meses.

Importância do contrato de safra

O contrato de safra desempenha um papel essencial na manutenção da produção agrícola e da pecuária nacional. No entanto, as regras atuais do Bolsa Família não contemplam adequadamente a especificidade do trabalho do safrista, especialmente em regiões com limitações de culturas agrícolas.

Expectativas e reações

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion, comemorou a aprovação, ressaltando a importância de garantir acesso à mão de obra e a formalização do trabalho temporário de safra.

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Projeto une cultivo de soja e apicultura para promover sustentabilidade no Paraná


soja abelha
Foto: Pixabay. Montagem Canal Rural

Um projeto desenvolvido no Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Assis Brasil, em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, tem aproximado estudantes da agricultura sustentável por meio da integração entre a apicultura e cultivo de soja. A iniciativa é realizada em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

A proposta busca desmistificar a ideia de que a cultura da soja prejudica as abelhas. Durante as atividades, os alunos acompanham todas as etapas do processo produtivo e observam, na prática, os benefícios da polinização para a lavoura.

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Além do contato com práticas sustentáveis, os estudantes também aprendem sobre tecnologias utilizadas no agronegócio moderno, como GPS agrícola, pulverização de alta precisão, drones e aplicação de microrganismos no plantio. O objetivo é ampliar a eficiência produtiva e reduzir perdas no campo.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação, o projeto fortalece a formação técnica dos estudantes e contribui para a conscientização ambiental, aproximando os jovens das inovações do setor agrícola.

Estudos acompanhados pelo IDR-Paraná e informações da Embrapa Soja reforçam a importância das abelhas para a produtividade agrícola. De acordo com os pesquisadores, a soja possui flores ricas em néctar, favorecendo o desenvolvimento das colmeias e aumentando a produção de mel.

As informações são do Governo do Estado do Paraná.

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Comissão aprova incentivo a cooperativas e negócios comunitários na Amazônia


Comissão aprova incentivo a cooperativas e negócios comunitários na Amazônia

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (21), um projeto de lei que prevê incentivo a cooperativas e pequenos negócios comunitários na região Norte. O texto busca ampliar apoio técnico, gerencial e de assistência a produtores locais, como comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, por meio de incubadoras adaptadas às condições da Amazônia.

A proposta aprovada é um substitutivo ao Projeto de Lei 3616/25. Em vez de criar um novo programa federal, o texto incorpora a prioridade de fomento à Amazônia na Lei do Sistema Nacional de Economia Solidária (Lei 15.068/24), que já está em vigor e conta com previsão orçamentária. Segundo a relatora, deputada Dandara (PT-MG), a mudança busca evitar entraves legais e fiscais.

De acordo com o autor da proposta, deputado Duda Ramos (Pode-RR), menos de 3% dos empreendimentos solidários da região Norte já passaram por incubadoras de negócios. Essas estruturas oferecem capacitação, apoio à gestão e assistência técnica para empreendimentos em fase inicial.

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O texto determina que esse apoio leve em conta as condições logísticas e produtivas da Amazônia. Na justificativa apresentada à comissão, a relatora afirmou que o funcionamento das incubadoras precisa considerar fatores como isolamento de comunidades e transporte condicionado ao ciclo dos rios.

A medida também prevê estímulo às chamadas tecnologias sociais amazônicas. Pela proposta, o conceito passa a abranger soluções técnicas de baixo custo, sustentáveis e desenvolvidas com participação de universidades e comunidades locais. Entre os exemplos citados estão sistemas de conservação de polpas de frutas para transporte fluvial e uso de energia solar em áreas sem acesso regular à rede elétrica.

Para o setor produtivo regional, o projeto pode ampliar o suporte a cadeias da sociobiodiversidade, como açaí e castanha, ao estruturar assistência técnica e organização coletiva. O texto ainda não traz estimativa de recursos adicionais nem detalhamento operacional sobre a implementação das incubadoras.

O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise da Comissão de Finanças e Tributação e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Até essa etapa, o alcance prático da medida dependerá da redação final e da regulamentação posterior.

Fonte: camara.leg.br

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