sábado, junho 13, 2026

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Suinocultura brasileira se destaca no mercado internacional em maio


A suinocultura brasileira voltou a ganhar destaque no mercado internacional, apresentando resultados positivos em maio. Com a demanda aquecida e a abertura de novos mercados, o setor acumulou avanços significativos nas exportações.

Resultados de maio

Os números de maio reforçam o bom momento da suinocultura brasileira, com um aumento nas exportações e novas oportunidades no mercado internacional:

  • Exportação de carnes suínas: 129,4 mil toneladas, 9% a mais que no mesmo período do ano passado.
  • Receita gerada: 302 milhões de dólares, crescimento de 3,8%.
  • Acumulado de janeiro a maio: 661 mil toneladas exportadas, crescimento de 13% em relação ao ano anterior.
  • Receita acumulada: 1,546 bilhões de dólares, 11% a mais que no mesmo período do ano passado.

Diversificação de mercados

O setor se destaca pela diversificação de mercados, com os principais compradores em maio sendo:

  • Filipinas
  • Japão
  • Chile
  • México
  • China

Além disso, novos mercados, como Costa do Marfim e Geórgia, também contribuíram para o aumento das exportações.

Reconhecimento internacional

Um marco importante foi o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, o que permitirá a ampliação do escopo de produtos exportados, especialmente para a China. Estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso já possuem plantas habilitadas para exportar carne suína com osso e miúdos, o que pode gerar mais de 100 milhões de dólares a mais na balança comercial.

Esses resultados demonstram a fortaleza da suinocultura brasileira, que é o terceiro maior exportador mundial e deve manter essa posição, contribuindo para a segurança alimentar global.

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Embrapa desenvolve soluções inovadoras para controle de pragas na avicultura


As pragas, como o cascudinho e os piolhos, continuam a ser um desafio significativo para a avicultura brasileira, afetando tanto a produção de frango de corte quanto a de ovos. Esses insetos não apenas causam prejuízos econômicos, mas também comprometem o bem-estar animal e a biosseguridade, além de potencialmente aumentar os impactos ambientais quando o controle não é realizado de maneira adequada.

Desenvolvimento de soluções

Em busca de alternativas mais eficazes, a Embrapa, em parceria com a iniciativa privada, está desenvolvendo compostos bioativos e novos protocolos de controle integrado de pragas. Essas inovações visam auxiliar os produtores no monitoramento e manejo das infestações.

Principais pragas e seus impactos

  • Cascudinho: afeta a produção de frango de corte.
  • Piolhos: impactam a produção de ovos.
  • Outras pragas: moscas e pássaros também são preocupações para a avicultura.

Essas pragas não apenas prejudicam a produção, mas também atuam como vetores de doenças que podem afetar a saúde pública.

Inovações em controle

O projeto da Embrapa inclui o desenvolvimento de insumos orgânicos e biológicos, além de minerais com potencial inseticida. A pesquisa envolve a combinação de diferentes tipos de insumos para criar um protocolo de controle integrado que visa:

  • Reduzir a dependência de produtos químicos de alto impacto.
  • Aumentar a efetividade do controle de pragas.
  • Minimizar os riscos de contaminação para os produtores.

O pesquisador Gilberto Schim destaca que a abordagem não busca eliminar completamente os químicos, mas sim reduzir sua utilização, promovendo um manejo mais sustentável.

Benefícios para os produtores

A adoção de protocolos de controle integrado pode trazer diversas vantagens para os produtores, como:

  • Ampla capacidade de controle de pragas.
  • Redução da carga de trabalho.
  • Menor risco de problemas de saúde relacionados ao uso de insumos químicos.

Essas inovações têm o potencial de transformar a avicultura brasileira, promovendo práticas mais sustentáveis e seguras.

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Clima pode impactar jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos


A Copa do Mundo de Futebol, que começa nesta quinta-feira, enfrenta preocupações relacionadas ao clima, que podem impactar os jogos e a experiência dos torcedores. Nos Estados Unidos, uma lei obriga a paralisação de eventos esportivos em caso de risco de raios, o que gera apreensão entre organizadores e seleções.

Previsão do tempo para os jogos

O Brasil estreia no sábado contra Marrocos em Nova York, e a previsão é de tempo firme na região. No entanto, a primavera nos EUA traz riscos de temporais e tornados, especialmente nas áreas onde as sedes estão localizadas.

Riscos climáticos durante a Copa

  • Possibilidade de tornados e furacões durante o torneio.
  • O Vale dos Tornados atravessa o país, afetando algumas sedes.
  • Temporada de furacões pode trazer instabilidade climática, especialmente para as sedes no México.

Expectativas para os jogos do Brasil

Para o jogo de abertura da Copa no México, há previsão de chuvas, principalmente no segundo tempo. Já para o jogo do Brasil em Nova York, a expectativa é de clima favorável, com temperaturas entre 32 e 34 graus Celsius.

Impactos no Brasil

Enquanto isso, o Brasil enfrenta um novo ciclone extra tropical, que deve trazer chuvas volumosas em várias regiões, afetando a colheita e a umidade do solo. A previsão é de que as chuvas ajudem a recuperar os reservatórios, mas podem causar transtornos em atividades agrícolas.

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Projetos sobre contratação de safrista entram em debate na Câmara


Regras para contratação de trabalhador safrista serão debatidas em audiência na Câmara

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça-feira (9), de uma audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados para discutir propostas que alteram as regras de contratação do trabalhador agrícola safrista. O debate analisou os Projetos de Lei 676/25 e 1456/25, voltados aos contratos de safra, modalidade prevista na Lei 5.889/73 para atividades rurais com duração vinculada ao ciclo produtivo.

Os contratos de safra são usados em operações cuja demanda por mão de obra acompanha etapas específicas da atividade agrária, como preparo do solo, tratos culturais e colheita. Segundo a CNA, esse tipo de vínculo é aplicado em culturas com necessidade concentrada de trabalhadores em períodos determinados do calendário agrícola.

Durante a audiência, o assessor jurídico da entidade, Rodrigo Costa, afirmou que os dois projetos tratam de um ponto recorrente no setor: a adequação da legislação trabalhista às características operacionais da atividade agropecuária. De acordo com ele, o PL 1456/25 busca reconhecer formalmente a dinâmica dos ciclos produtivos agrários, com foco em maior previsibilidade contratual e segurança jurídica.

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Em relação ao PL 676/25, Costa disse que a proposta traz avanços na simplificação burocrática e pode ampliar a aderência das regras à realidade operacional do campo, com possível efeito sobre a contratação, especialmente na agricultura familiar. As informações apresentadas na audiência, no entanto, não detalham prazos de tramitação nem o texto integral das mudanças previstas em cada projeto.

Do ponto de vista técnico, o tema tem relação direta com a organização da mão de obra no meio rural. Alterações em contratos de safra podem afetar custos administrativos, formalização de vínculos e gestão de passivos trabalhistas em cadeias que dependem de trabalho temporário em fases específicas da produção.

A discussão ainda está em fase de análise legislativa, e os efeitos práticos para produtores e empregadores rurais dependerão do conteúdo final aprovado no Congresso. Até o momento, o debate público indica foco em segurança jurídica, simplificação de regras e adequação dos contratos à sazonalidade da produção agropecuária.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Fluxo em estradas pedagiadas cai 1% em maio, aponta ABCR


Fiscalização de concessões de rodovias federais entra em debate na Câmara

O fluxo total de veículos nas rodovias pedagiadas do Brasil recuou 1,0% em maio ante abril, na série dessazonalizada, segundo o índice da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), divulgado nesta quarta-feira (10) e elaborado em conjunto com a Tendências Consultoria. Na comparação com maio de 2025, o indicador avançou 2,2%. O resultado mensal foi influenciado pela queda no tráfego de veículos leves, enquanto o segmento de pesados registrou alta.

De acordo com a ABCR, o fluxo de veículos leves caiu 1,8% entre abril e maio, compensando a elevação de 0,8% no tráfego de pesados. No confronto interanual, os leves subiram 2,4% e os pesados, 1,5%.

Segundo os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, o resultado de maio não anulou integralmente a alta de 2,1% observada em abril, quando o movimento foi favorecido pelo feriado de Tiradentes. Eles apontam que a demanda das famílias ainda encontra suporte no mercado de trabalho e na renda, mas enfrenta pressão da inflação, dos combustíveis, do crédito mais restritivo e do endividamento.

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No caso dos veículos pesados, os analistas afirmam que a alta na margem ocorreu mesmo em um ambiente de aumento do diesel e de pressões sobre fretes e custos de insumos. Para o setor agropecuário, esse dado é acompanhado como indicador da atividade logística, já que o transporte rodoviário tem peso no escoamento de grãos, proteínas animais, fertilizantes e demais insumos.

No recorte regional, o Rio de Janeiro apresentou alta de 1,2% no fluxo total entre abril e maio, com avanço de 5,5% nos pesados. Em relação a maio de 2025, a expansão foi de 3,5%. Em São Paulo, o tráfego total caiu 1,3% na margem, com recuo de 2,3% nos leves e alta de 0,5% nos pesados. Na comparação anual, o avanço foi de 1,1%.

Os dados de maio indicam desaceleração no fluxo total, mas manutenção de crescimento no segmento de pesados, que serve como referência para a atividade de transporte e distribuição. Ainda segundo a Tendências Consultoria, a continuidade das políticas de subvenção, o comportamento do diesel e o repasse de custos ao frete devem seguir no radar dos agentes econômicos nos próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IBGE recebe R$ 143,4 milhões em remanejamento para ações censitárias


IBGE recebe R$ 143,4 milhões em remanejamento para ações censitárias

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recebeu R$ 143,4 milhões do remanejamento de R$ 262,2 milhões autorizado no orçamento federal, conforme a Portaria SOF/MPO nº 222, publicada em junho de 2026. Segundo o órgão, os recursos foram reclassificados como investimento para dar continuidade às ações dos censos demográfico, agropecuário e geográfico. A medida alcança a estrutura de coleta, processamento e tratamento de informações em todo o país.

Do total remanejado pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF), vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento, cerca de 54,7% foram destinados ao IBGE. A mudança não altera o valor global já aprovado para os programas, mas ajusta a classificação da despesa para permitir a execução em itens de investimento, como equipamentos, tecnologias e infraestrutura operacional.

De acordo com o IBGE, o reforço busca sustentar a continuidade das operações censitárias e aprimorar processos de campo e de tratamento de dados. O órgão informou que a medida atende às necessidades operacionais ao longo do exercício fiscal e está amparada pela legislação orçamentária vigente.

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Para o setor agropecuário, a menção ao Censo Agropecuário dá relevância direta ao remanejamento. Esse levantamento reúne informações sobre área produtiva, uso da terra, perfil dos estabelecimentos, produção, tecnologia, mão de obra e características regionais da atividade rural. Esses dados servem de base para políticas públicas, crédito, assistência técnica, planejamento logístico e análises de mercado.

Em nota divulgada pelo instituto, o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, afirmou que o reforço de recursos amplia a capacidade de produção de estatísticas e informações públicas. O texto oficial não detalha, porém, o cronograma de execução do novo montante nem a divisão exata dos recursos entre os diferentes censos contemplados.

Com o remanejamento, o IBGE ganha margem orçamentária para manter ações estratégicas de coleta e estruturação de dados. No caso do agro, o alcance prático do reforço dependerá da execução dos investimentos e do detalhamento operacional das etapas do Censo Agropecuário, informação que ainda não foi especificada no ato publicado.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Como o setor do tabaco se tornou protagonista no combate ao trabalho infantil?


Por: Cristina Quatke, vice-presidente de Responsabilidade Social do SindiTabaco

Quando se fala em combate ao trabalho infantil no meio rural, é importante olhar para exemplos concretos de ações que geraram resultados ao longo do tempo. O setor do tabaco no Sul do Brasil é um desses casos. Há 28 anos, muito antes de o tema ganhar a relevância que possui atualmente, as empresas associadas ao SindiTabaco iniciaram uma jornada estruturada para conscientizar produtores sobre a legislação, reforçar a importância da educação e criar oportunidades para crianças e adolescentes das comunidades rurais.

O primeiro passo foi dado em 1998, com o programa O Futuro é Agora!, pioneiro no setor agrícola brasileiro. A iniciativa levou informação, orientação e projetos educacionais para milhares de famílias produtoras de tabaco.

Ao longo dos anos, esse compromisso foi fortalecido por meio de parcerias com instituições públicas e privadas. Em 2008 e 2011, acordos firmados com o Ministério Público do Trabalho ampliaram as ações para toda a Região Sul, reforçando a importância da matrícula e frequência escolar dos filhos dos produtores, além de campanhas educativas e atividades de conscientização.

Outra frente importante foi a realização dos Ciclos de Conscientização sobre saúde, segurança e proteção da criança e do adolescente. Desde 2009, a iniciativa já impactou quase 50 mil pessoas em mais de 70 municípios dos três estados do Sul. Em 2012, mais de 1,3 mil profissionais das equipes de campo das empresas associadas receberam treinamento específico sobre proteção da criança e do adolescente, com participação da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os resultados desse trabalho foram evidenciados pelo Censo Demográfico do IBGE, que apontou, em 2010, que as pequenas propriedades produtoras de tabaco apresentaram o maior índice de redução do trabalho infantil do Brasil em comparação com o censo anterior.

Mas o setor entendeu que conscientizar era apenas parte da solução. Era preciso criar perspectivas concretas para os adolescentes do campo.

Foi com esse propósito que nasceu, em 2015, o Instituto Crescer Legal. Mantido pelas empresas associadas ao SindiTabaco, o Instituto passou a atuar no desenvolvimento de jovens rurais por meio da educação, do empreendedorismo e da qualificação profissional.

Desde 2016, o Programa de Aprendizagem Profissional Rural oferece uma oportunidade inédita para adolescentes entre 14 e 17 anos, unindo formação, geração de renda e desenvolvimento de competências para a gestão das propriedades rurais. Os resultados mostram a relevância dessa iniciativa:

✔ 1,2 mil jovens atendidos em 62 turmas de 23 municípios da Região Sul até 2025;

✔ 38% das propriedades familiares passaram a diversificar sua produção com hortaliças, frutas e grãos;

✔ 48% dos jovens demonstraram interesse em atuar como sucessores da propriedade familiar;

✔ 87% concluíram o Ensino Médio ou ingressaram no Ensino Superior;

✔ 71% melhoraram suas habilidades de comunicação, 65% ampliaram seu engajamento comunitário e 57% se tornaram mais proativos.

Mais do que números, esses resultados mostram que o combate ao trabalho infantil passa necessariamente pela criação de oportunidades para os jovens e pelo fortalecimento das famílias rurais.

Em 2021, esse trabalho recebeu reconhecimento nacional com o Prêmio Brasil Amigo da Criança. Mas a principal conquista continua sendo a construção de um futuro com mais educação, qualificação e perspectivas para as novas gerações do campo.

O protagonismo do setor do tabaco no combate ao trabalho infantil não surgiu por acaso. É resultado de quase três décadas de investimento contínuo em conscientização, educação, parcerias institucionais e desenvolvimento das comunidades.

Porque proteger a infância e criar oportunidades para os jovens é um compromisso que se constrói todos os dias.





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PEC sobre autonomia financeira do Banco Central avança no Senado


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira (10), em votação simbólica, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central do Brasil (BC). O texto, que tramitava no colegiado havia mais de dois anos, agora segue para análise do plenário. Antes da votação, houve tentativa do governo de adiar a deliberação para discutir ajustes com o relator.

O substitutivo apresentado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) transforma o Banco Central em uma entidade pública de natureza especial. Pela proposta, a autoridade monetária passaria a formular o próprio orçamento, submetido ao Conselho Monetário Nacional (CMN) e a uma comissão do Senado. O texto também prevê a inclusão do Pix na Constituição.

O governo resistiu à versão aprovada. Segundo o argumento apresentado durante a tramitação, a mudança institucional poderia elevar a volatilidade dos resultados primários. Isso ocorreria porque, com a saída do BC da condição de autarquia, eventuais transferências entre o Tesouro Nacional e a instituição deixariam de ser registradas como fluxo financeiro e passariam a entrar no resultado primário.

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Como alternativa, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), apresentou uma emenda para manter o Banco Central como autarquia federal. Pela proposta, o orçamento da autoridade monetária ficaria sob aprovação apenas do CMN. Wagner afirmou que o texto foi construído com participação do presidente do BC e de integrantes da equipe econômica, entre eles o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Durante a sessão, senadores discutiram a possibilidade de unificar os textos, mas não houve acordo. A expectativa é que novos ajustes sejam debatidos na tramitação em plenário.

Para o setor agropecuário, o tema é acompanhado porque decisões que alterem a governança do Banco Central podem influenciar a condução da política monetária, a percepção fiscal, o comportamento do câmbio e o custo do crédito. Esses fatores têm relação direta com financiamento rural, formação de preços de insumos e competitividade das exportações do agronegócio.

Como a proposta ainda será analisada pelo plenário do Senado, o alcance prático das mudanças depende da redação final e de eventual acordo entre relator e governo. Até o momento, não há definição sobre quais ajustes poderão ser incorporados ao texto na próxima etapa da tramitação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil e Trinidad e Tobago ampliam agenda agropecuária no Caribe


Brasil e Trinidad e Tobago ampliam agenda agropecuária no Caribe

A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a Trinidad e Tobago, realizada nesta quarta-feira (10), avançou em tratativas de cooperação agropecuária com foco em comércio, pesquisa e inovação. A agenda reuniu autoridades dos dois países, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e centros de pesquisa do Caribe. Entre os temas discutidos estão material genético, exportações brasileiras, cacau e distribuição regional de fertilizantes.

Segundo o Mapa, a delegação brasileira, liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares, reuniu-se com o ministro da Agricultura, Terras e Pesca de Trinidad e Tobago, Ravi Ratiram, e com o diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim. No encontro, foram debatidos intercâmbio de material genético, ampliação do comércio agropecuário e cooperação tecnológica.

Trinidad e Tobago manifestou interesse em acessar material genético brasileiro de mandioca, café e coco-anão. O país também apresentou proposta para instalação de uma planta esmagadora de soja, com produção de óleo vegetal e ração animal voltada ao mercado caribenho. O Brasil, por sua vez, indicou interesse em avançar nos protocolos de certificação sanitária para exportação de carne bovina, carne suína, pet food e citros.

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Na área tecnológica, a missão apresentou o uso de bioinsumos no Brasil, com cerca de 42 milhões de hectares manejados com tecnologias de controle biológico, de acordo com o ministério. A comitiva também visitou o Caribbean Agricultural Research and Development Institute (CARDI), que atua em 14 países da Comunidade do Caribe (CARICOM), para discutir cooperação em banana resistente à Fusarium TR4, milho, trigo tropical, forrageiras e melhoramento genético da raça ovina Berganês.

Outra frente da agenda foi o Cocoa Research Centre (CRC), da Universidade das Índias Ocidentais, que mantém cerca de 2.400 acessos genéticos de cacau. Também houve visita técnica a Point Lisas, polo petroquímico com potencial logístico para distribuição de fertilizantes na região.

Os desdobramentos comerciais e sanitários ainda dependem de avanço técnico e regulatório entre os países. Com base na agenda divulgada, a cooperação pode ampliar intercâmbio em pesquisa, genética e acesso a mercados, mas não foram informados prazos para conclusão de protocolos ou implementação dos projetos discutidos.

Fonte: gov.br

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Preço do etanol cai em 18 estados e média nacional recua para R$ 4,18 por litro


Preço do etanol cai em 18 estados e média nacional recua para R$ 4,18 por litro

Os preços médios do etanol hidratado caíram em 18 estados na semana passada, subiram em três e no Distrito Federal e ficaram estáveis em cinco, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (10) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na média nacional, o biocombustível recuou 0,95% e passou a R$ 4,18 por litro nos postos pesquisados. Em São Paulo, principal estado produtor e consumidor, o valor caiu 1,27%, para R$ 3,88 por litro.

De acordo com os dados compilados pela ANP, as altas semanais foram registradas no Acre, onde o preço médio subiu 1,13%, para R$ 5,39 o litro; na Bahia, com avanço de 3,74%, para R$ 4,99; no Pará, com alta de 0,78%, para R$ 5,17; e no Distrito Federal, com elevação de 2,2%, para R$ 4,18.

O menor preço encontrado em um posto foi de R$ 2,94 por litro, em São Paulo. O maior valor registrado na semana foi de R$ 6,60 por litro, no Acre. Entre as médias estaduais, o menor preço também ficou em São Paulo, a R$ 3,88, enquanto o Amapá teve a maior média, de R$ 5,85 por litro.

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No recorte de competitividade frente à gasolina, o etanol foi considerado vantajoso em sete estados e no Distrito Federal. Na média nacional, a paridade ficou em 63,24%, nível favorável ao biocombustível. Os porcentuais foram de 69,99% na Bahia, 63,72% no Distrito Federal, 65,58% em Goiás, 58,74% em Mato Grosso, 63,37% em Mato Grosso do Sul, 66,83% em Minas Gerais, 64,34% no Paraná e 60,06% em São Paulo.

Esse indicador é acompanhado pelo setor sucroenergético porque influencia o consumo do hidratado no mercado interno. Além do preço nas bombas, a competitividade depende do rendimento dos veículos flex. O levantamento informado não detalha, porém, os efeitos por usina, distribuidora ou região produtora nesta semana.

Os números da ANP indicam manutenção de um ambiente competitivo para o etanol na média nacional, com destaque para estados do Centro-Sul, onde estão concentradas produção e oferta. O comportamento das próximas semanas dependerá da evolução dos preços da gasolina, da oferta do biocombustível e da dinâmica da safra de cana-de-açúcar.

Fonte: Estadão Conteúdo

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