sexta-feira, junho 12, 2026
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Consultoria vê trigo com negócios lentos


O mercado de trigo no Sul do país segue em ritmo lento, com poucos negócios e compradores seletivos diante dos custos e do comportamento da demanda por farinhas. As informações são da TF Agroeconômica.

No Rio Grande do Sul, os preços avançaram levemente, mas sem movimentos significativos na semana. A alta do trigo argentino em Canoas, a US$ 300,00 por tonelada, elevou também as referências para o trigo local, com indicações de R$ 1.350,00 por tonelada FOB para embarque em junho e julho, R$ 1.370,00 para julho e agosto e R$ 1.400,00 para agosto cheio. No CIF, o trigo de boa qualidade ficou entre R$ 1.480,00 e R$ 1.500,00, enquanto lotes de menor qualidade foram indicados entre R$ 1.400,00 e R$ 1.420,00. A disponibilidade estimada é de cerca de 190 mil toneladas, volume considerado insuficiente para chegar à próxima safra, em novembro. O trigo branqueador teve negócios entre R$ 1.450,00 e R$ 1.480,00 FOB, enquanto a safra nova foi indicada a R$ 1.250,00 FOB para novembro.

Em Santa Catarina, o mercado permaneceu estável, com negócios pontuais. O frete segue como principal fator de diferença nos preços finais. O trigo catarinense subiu para a faixa mínima de R$ 1.350,00 a R$ 1.400,00 por tonelada FOB, enquanto ofertas do Paraná recuaram para R$ 1.320,00 a R$ 1.350,00 no Sudoeste. No balcão, houve estabilidade em algumas praças e altas pontuais em Chapecó e Xanxerê.

No Paraná, o mercado também segue devagar, influenciado por estoques, importação e farinhas. Há moinhos abastecidos e compras concentradas em setembro e na safra nova. O trigo branqueador segue próximo de R$ 1.450,00 FOB, enquanto a safra nova aparece entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 FOB.

 





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