Fluxo em estradas pedagiadas cai 1% em maio, aponta ABCR

O fluxo total de veículos nas rodovias pedagiadas do Brasil recuou 1,0% em maio ante abril, na série dessazonalizada, segundo o índice da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), divulgado nesta quarta-feira (10) e elaborado em conjunto com a Tendências Consultoria. Na comparação com maio de 2025, o indicador avançou 2,2%. O resultado mensal foi influenciado pela queda no tráfego de veículos leves, enquanto o segmento de pesados registrou alta.
De acordo com a ABCR, o fluxo de veículos leves caiu 1,8% entre abril e maio, compensando a elevação de 0,8% no tráfego de pesados. No confronto interanual, os leves subiram 2,4% e os pesados, 1,5%.
Segundo os analistas da Tendências Consultoria, Thiago Xavier e Felipe Melchert, o resultado de maio não anulou integralmente a alta de 2,1% observada em abril, quando o movimento foi favorecido pelo feriado de Tiradentes. Eles apontam que a demanda das famílias ainda encontra suporte no mercado de trabalho e na renda, mas enfrenta pressão da inflação, dos combustíveis, do crédito mais restritivo e do endividamento.
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No caso dos veículos pesados, os analistas afirmam que a alta na margem ocorreu mesmo em um ambiente de aumento do diesel e de pressões sobre fretes e custos de insumos. Para o setor agropecuário, esse dado é acompanhado como indicador da atividade logística, já que o transporte rodoviário tem peso no escoamento de grãos, proteínas animais, fertilizantes e demais insumos.
No recorte regional, o Rio de Janeiro apresentou alta de 1,2% no fluxo total entre abril e maio, com avanço de 5,5% nos pesados. Em relação a maio de 2025, a expansão foi de 3,5%. Em São Paulo, o tráfego total caiu 1,3% na margem, com recuo de 2,3% nos leves e alta de 0,5% nos pesados. Na comparação anual, o avanço foi de 1,1%.
Os dados de maio indicam desaceleração no fluxo total, mas manutenção de crescimento no segmento de pesados, que serve como referência para a atividade de transporte e distribuição. Ainda segundo a Tendências Consultoria, a continuidade das políticas de subvenção, o comportamento do diesel e o repasse de custos ao frete devem seguir no radar dos agentes econômicos nos próximos meses.
Fonte: Estadão Conteúdo
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