sexta-feira, março 13, 2026

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Você viu? Frango vencido há 8 anos é apreendido pelo Ministério Público em armazém


frango vencido e fiscalização de mercado no Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação/MPRS

Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apreendeu 675 quilos de alimentos e bebidas impróprios para consumo no início de outubro deste ano, no município de Alecrim, na região noroeste do estado. Entre os itens recolhidos, chamou atenção um frango com validade vencida há oito anos.

O caso ganhou ampla repercussão e o conteúdo, publicado no site do Canal Rural logo após a operação, figurou entre os mais lidos de 2025.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de um comerciante, onde os produtos eram armazenados de forma irregular em um imóvel anexo ao mercado de sua propriedade. Segundo o MPRS, os alimentos e bebidas estavam sem comprovação de origem, fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação.

Durante a fiscalização, foram apreendidos diversos itens, como vinho, cachaça, banha, ovos, mel, queijo, feijão, leite e carne, todos considerados impróprios para consumo. Os fiscais também recolheram unidades de álcool cuja venda é proibida e medicamentos vencidos, cuja comercialização é ilegal.

Continuidade de operação no município

A ação integra uma operação mais ampla conduzida pelo MPRS no município de Alecrim. Dias antes, as equipes já haviam cumprido nove mandados de busca e apreensão na mesma cidade, dando início às investigações.

Somadas, as ações resultaram na apreensão de cerca de 25 toneladas de produtos impróprios para consumo, incluindo 14 toneladas de bebidas irregulares, sem procedência, com rótulos adulterados ou com prazo de validade vencido.

Trabalho integrado de fiscalização

A operação contou com a atuação conjunta de diferentes órgãos. Participaram servidores da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRS), da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, da Secretaria Estadual da Saúde e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar.

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Eleições, juros altos e clima extremo são os principais desafios do agro em 2026


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Toda vez que um ano eleitoral se aproxima, eu costumo ouvir a mesma pergunta no campo, na indústria e nos mercados: “Vai ser um ano bom ou ruim?” A resposta nunca é simples, e em 2026, menos ainda.

O que dá para afirmar, com segurança, é que não será um ano tranquilo. Nem no Brasil, nem fora dele. O mundo ainda tenta digerir os excessos da expansão monetária dos últimos anos, os juros seguem elevados em termos históricos, o crescimento global patina e o sistema financeiro opera sob tensão. Aqui dentro, somam-se as eleições, que sempre trazem volatilidade, ruído e decisões que nem sempre obedecem à lógica econômica.

Maílson da Nóbrega resumiu bem o cenário ao afirmar que 2026 será um ano de volatilidade. Concordo. E acrescento: não será apenas volatilidade de mercado, mas de expectativas. Promessas de um lado, cautela do outro, e um pós-eleição que já nasce pressionado por um quadro fiscal apertado.

Como se política, juros e câmbio não bastassem, há ainda um fator que o produtor conhece de perto: o clima. Eventos extremos, chuvas irregulares e períodos mais longos de estresse hídrico aumentam a imprevisibilidade da produção e reforçam a necessidade de planejamento mais conservador.

Mais do que tentar adivinhar para onde vão juros, câmbio ou preços, a pergunta correta para o agro é outra: como atravessar 2026 sem perder o controle do negócio?

Da porteira para dentro: menos emoção, mais método

Para o produtor rural, 2026 não será um ano para decisões impulsivas. Discursos otimistas sempre surgem em anos eleitorais, mas o custo do dinheiro segue alto e a volatilidade pode engolir margens rapidamente.

O foco precisa estar em controle de custos, produtividade real e preservação de caixa. Investir só onde o retorno é claro. Evitar alavancagem excessiva. E entender que travar preços quando a margem aparece não é perder oportunidade, é garantir sobrevivência.

2026 não será o ano de acertar o melhor momento do mercado. Será o ano de errar menos.

Da porteira para fora: crescer sem margem é armadilha

Na agroindústria, o cuidado precisa ser redobrado. Estímulos ao consumo e expectativas políticas costumam criar uma falsa sensação de crescimento. O risco está em confundir volume com resultado.

Com juros ainda elevados e câmbio sujeito a solavancos, crescer sem margem é receita conhecida para problemas de caixa. A indústria que atravessa bem ciclos como esse é aquela que trabalha com contratos bem amarrados, estoques ajustados e disciplina financeira.

Mais do que expandir, 2026 exigirá eficiência.

Exportações: essenciais, mas não blindadas

O agronegócio seguirá sendo a grande âncora externa do Brasil. As exportações continuarão fundamentais, mas é um erro achar que isso garante tranquilidade automática.

O cenário global segue frágil, com crescimento limitado e alta sensibilidade a juros e conflitos comerciais. Os preços podem oscilar com força ao longo do ano, e o câmbio brasileiro tende a reagir a qualquer ruído político.

Para o exportador não dá para operar contando com um único cenário. O hedge cambial deixa de ser sofisticação e passa a ser ferramenta básica. Diversificar mercados, cuidar da logística e proteger margem será tão importante quanto produzir bem.

2026 será vencido por quem for disciplinado

Não se trata de pessimismo. É realismo. 2026 não premiará quem apostar alto esperando um cenário perfeito. Vai premiar quem fizer o básico muito bem feito.

Produtores com custos sob controle e dívida administrável terão mais resiliência. Indústrias que priorizarem eficiência atravessarão o ano com menos sustos. Exportadores que entenderem que volatilidade é regra e não exceção estarão mais preparados.

Em anos como 2026, o agro não vence tentando adivinhar o futuro. Vence fazendo bem o dever de casa, todos os dias.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Pesca artesanal ganha selo oficial de identificação de origem; saiba mais


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), instituiu o Selo Pesca Artesanal do Brasil – Identificação de Origem. A medida foi oficializada pela Portaria Interministerial nº 14, de 23 de dezembro de 2025.

O selo tem como objetivo identificar o pescado oriundo da pesca artesanal e ampliar o acesso desses produtos aos mercados consumidores. A iniciativa também busca reconhecer o trabalho de pescadoras e pescadores artesanais em diferentes regiões do país.

Segundo o secretário de Territórios e Sistemas Produtivos Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira, a criação do selo integra ações voltadas à identificação de origem. “Essa iniciativa faz parte da estratégia de identificação de origem e valorização de produtos oriundos dos diversos segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais”, afirmou.

Quem pode solicitar o selo

Podem solicitar o Selo Pesca Artesanal do Brasil pescadoras e pescadores artesanais inscritos no Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) do MDA e no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), na categoria de Pescador ou Pescadora Profissional Artesanal, com licença ativa ou deferida emitida pelo MPA.

A portaria também permite que associações, cooperativas e outras formas coletivas de organização que produzam ou comercializem pescado artesanal solicitem o selo. Nesse caso, ao menos 50% dos integrantes da diretoria devem possuir RGP ativo.

A definição de pesca artesanal segue a Lei nº 11.959, de 19 de junho de 2009, que considera a atividade aquela praticada diretamente por pescador profissional, de forma autônoma ou em regime de economia familiar, com meios próprios de produção ou contrato de parceria, utilizando embarcações de pequeno porte.

Os pescadores artesanais também estão enquadrados na Lei da Agricultura Familiar (Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006), o que garante acesso a políticas públicas destinadas ao segmento.

Valorização e acesso a mercados

De acordo com o coordenador-geral de Inclusão Produtiva e Etnodesenvolvimento Quilombola e de Povos e Comunidades Tradicionais da SETEQ, Ernando Pinto, o selo tem impacto direto no reconhecimento dos produtos da pesca artesanal.

“O Selo será um divisor de águas no fortalecimento das mulheres pescadoras e de organizações de pescadores artesanais no Brasil, trazendo o reconhecimento dos produtos da pesca, como peixes, lagosta, camarão e outros. Além disso, vai trazer mais espaço nos mercados para os produtos oriundos da pesca artesanal”, disse.

A concessão do Selo Pesca Artesanal do Brasil está vinculada à emissão do Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf). O pedido deve ser feito por meio do site Vitrine da Agricultura Familiar.

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Temporais devem atingir boa parte do país nesta segunda-feira


chuva, temporal, raios, tempestade
Foto: Motion Array

As instabilidades atmosféricas seguem atuando com força nesta segunda-feira (29), provocando chuva em diversas regiões do Brasil. No Sul, Sudeste e Centro-Oeste, há risco de temporais, enquanto o calor continua predominando em grande parte do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

No Rio Grande do Sul, a segunda-feira começa com chuva na metade sul do estado. Ao longo do dia, as instabilidades avançam para a metade norte, favorecidas pelo calor e pela umidade. Há previsão de chuva moderada a forte no sudoeste, na região central e na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPOA).

No oeste e na metade norte do Rio Grande ddo Sul assim como em Santa Catarina e no Paraná, o risco é de temporais. No leste catarinense e paranaense, a situação é de perigo, com chance de volumes elevados de chuva.

As temperaturas seguem altas na maior parte da Região Sul, mas o dia deve ser mais ameno entre a Serra Gaúcha, a Serra Catarinense e áreas do norte do Rio Grande do Sul.

Sudeste

No Sudeste, o tempo permanece mais estável durante a madrugada em grande parte do estado de São Paulo. Pela manhã, há chance de chuva no Triângulo Mineiro, no sul de Minas Gerais, além de áreas do sul, nordeste e interior paulista.

Com a passagem de uma frente fria mais fraca pelo litoral e a atuação de ventos que mantêm o fluxo de calor e umidade, as pancadas de chuva ganham força ao longo do dia. Há risco de temporais em grande parte de São Paulo e no sul de Minas Gerais.

Na metade sul do Rio de Janeiro, a chuva pode ocorrer de forma moderada a forte, enquanto em áreas do Espírito Santo, do norte fluminense e de grande parte de Minas Gerais, o tempo segue mais firme.

No sul paulista, as temperaturas ficam um pouco mais baixas em relação aos últimos dias, mas ainda faz calor. No restante da região, os termômetros continuam elevados. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem ocorrer no norte do Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo.

Centro-Oeste

Enquanto no Centro-Oeste, a presença de uma área de baixa pressão no Paraguai, aliada ao calor e à umidade, favorece o retorno das chuvas de forma mais generalizada.

No norte de Mato Grosso, a chuva ocorre desde as primeiras horas do dia e se espalha ao longo da manhã. Em Mato Grosso do Sul, as instabilidades avançam principalmente a partir da tarde, com risco de temporais no sul, sudeste e leste do estado. Até a noite, a tendência é de diminuição das instabilidades em grande parte da região.

Nordeste

Já no Nordeste, a chuva ganha força no Maranhão e no sul do Piauí, com precipitações de moderada a forte intensidade. Nas demais áreas do Piauí, as pancadas ocorrem de forma mais isolada. No sul, norte e interior do Ceará, no extremo oeste da Bahia, na metade oeste de Pernambuco e em áreas do litoral leste da região, a chuva ocorre de forma fraca e localizada.

Nas demais áreas nordestinas, o tempo segue firme, com predomínio de sol e temperaturas elevadas. Em áreas do interior da Bahia, do Rio Grande do Norte e no norte da Paraíba, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h podem atingir áreas do litoral leste.

Norte

E na região Norte, as instabilidades continuam atuando em Amazonas, Rondônia, Pará, Acre e Roraima, com chuva de moderada a forte intensidade. No Amapá e no oeste do Amazonas, há risco de temporais. O tempo segue abafado em toda a região.

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AgroNewsPolítica & Agro

Morre Flávio Augusto Pilau, referência do agronegócio



Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro



Foto: Divulgação

Flávio Augusto Pilau, um dos nomes mais respeitados do agronegócio brasileiro, faleceu aos 74 anos. Natural de Giruá (RS), ele foi pioneiro em frentes produtivas no Sul e Centro-Oeste, com atuação marcante na agricultura de grãos e gestão rural inovadora.

Criado em uma das famílias mais tradicionais do município, Pilau cresceu em meio ao desenvolvimento agrícola de Giruá — cidade que se consolidou com a força produtiva do campo e a instalação de iniciativas industriais como a Refinasul SA, referência no refino de óleos vegetais desde 1966.

Empreendedor nato, Flávio expandiu os negócios da família ao migrar para Rondonópolis (MT) e posteriormente para o oeste da Bahia, sempre apostando em regiões com potencial produtivo, mas ainda carentes de infraestrutura. Em Guiratinga e Tesouro (MT), dedicou-se nos últimos anos à Fazenda Kaiser, onde cultivava soja e milho com altos índices de produtividade e tecnologia de ponta.

Sua liderança no agronegócio teve importante contribuição familiar. Ao lado do filho Alexis Pilau — entusiasta da tecnologia no campo —, fortaleceu o modelo de gestão da fazenda, ampliando os resultados e consolidando o nome da família como referência nacional no setor.

Mesmo com atuação predominante no Centro-Oeste, Pilau manteve vínculos profundos com o Rio Grande do Sul, onde mantinha residência em Porto Alegre e cultivava laços duradouros com amigos, produtores e empresários do agro.

Flávio deixa sua esposa Maria Angélica, o filho Alexis e seus irmãos Ricardo, Silvio, Ângela  e Cristiane.

Flávio Pilau será lembrado pela visão de futuro, pela coragem de desbravar novas fronteiras agrícolas e por seu compromisso com o desenvolvimento rural sustentável.





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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado amplia registros e acirra competição



Os números mostram concentração relevante entre os maiores players


Os números mostram concentração relevante entre os maiores players
Os números mostram concentração relevante entre os maiores players – Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de defensivos agrícolas manteve trajetória de expansão em 2025, com avanço no número de registros e maior diversidade de empresas atuando no segmento. De acordo com análise de Artur Vasconcelos Barros, diretor executivo do Grupo Central Campo, com base em dados do Ministério da Agricultura, o ano foi encerrado com 508 registros concedidos a 139 empresas diferentes, consolidando um ambiente mais competitivo e regulatório.

Os números mostram concentração relevante entre os maiores players, mas também evidenciam forte pulverização. As dez empresas com mais registros somaram parcela expressiva do total, com destaque para Nortox, com 32, seguida por AllierBrasil Agro e Cropchem, ambas com 18, Rainbow Defensivos Agrícolas com 17, Syngenta com 15, Sumitomo Chemical, CHDS do Brasil e Yonon Brasil com 12 cada, além de Helm do Brasil e Gênica Inovação Biotecnológica, com 10 registros. Ainda assim, outras 129 empresas conseguiram aprovações ao longo do ano, reforçando o alto nível de concorrência e a complexidade do mercado.

Na distribuição por classes, os herbicidas seguiram liderando, com 152 registros, à frente de fungicidas, inseticidas e acaricidas. Os produtos biológicos e microbiológicos também ganharam espaço, com volumes relevantes em inseticidas e fungicidas desse perfil, sinalizando que esse tipo de tecnologia já integra de forma estrutural as estratégias das empresas. A evolução histórica confirma a tendência de crescimento, com 330 registros em 2021, 344 em 2022, 356 em 2023, salto para 454 em 2024 e novo avanço em 2025. A leitura estratégica indica que o registro de produtos está cada vez mais ligado a portfólio, planejamento regulatório e posicionamento de longo prazo, mais do que à simples ampliação de volume.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita impulsiona identidade do feijão-preto



A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo


A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo
A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo – Foto: Canva

A abertura da colheita de feijão-preto marca um novo ciclo produtivo e reposiciona uma região do Sul do país como polo de qualidade e identidade agrícola. Segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses, a colheita da primeira safra 2026 teve início em Prudentópolis, no Paraná, em um encontro que reuniu agentes públicos, entidades de apoio e representantes da cadeia produtiva.

O início dos trabalhos foi apresentado como ponto de partida para uma estratégia voltada à agregação de valor, que vai além do volume colhido e prioriza padrão, origem e método produtivo. A proposta discutida foi organizar um caminho capaz de conectar produção, qualidade, história e consumo, consolidando o município como referência nacional em feijão-preto com identidade territorial.

Entre os direcionamentos técnicos, houve consenso na escolha das cultivares Urutau e UNAMAX, consideradas adequadas às condições da região por atributos agronômicos, sabor e textura. Também foi reforçado o conceito de feijão regenerativo, com práticas focadas na manutenção do solo vivo, uso de cobertura, rotação de culturas e defesa biológica no controle de pragas, reduzindo a dependência de soluções mais agressivas.

A rastreabilidade foi apontada como fator decisivo para conectar lote, origem e padrão de qualidade ao mercado, permitindo que compradores e consumidores reconheçam a procedência do produto. Nesse contexto, o orgulho do produtor foi tratado como ativo econômico, com potencial para se transformar em valor percebido, marca e preferência de compra.

O debate incluiu ainda a defesa do consumo de comida de verdade, com destaque para o papel do arroz com feijão diante do avanço dos ultraprocessados. As condições naturais da região, como clima ameno, altitude próxima de mil metros e elevado índice de chuvas, foram citadas como diferenciais produtivos. 

 





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Moagem de cana diminui no Norte e Nordeste, mas produção de etanol cresce


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Foto: CNA

A moagem total de cana na safra 2025/26 nas regiões Norte e Nordeste somou 32,5 milhões de toneladas, volume 9,4% abaixo dos 35,9 milhões de toneladas processados no mesmo período da safra anterior.

A informação, baseada até 30 de novembro, foi compilada pela Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) com informações fornecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Para o presidente da entidade, Renato Cunha, o cenário reflete desafios estruturais e conjunturais da safra atual: “Os números mostram uma safra mais curta até o momento, especialmente no Nordeste, mas também evidenciam a resiliência do setor, com destaque para o direcionamento e crescimento do etanol anidro, fundamental para a matriz energética e para o cumprimento das metas de descarbonização”, avalia.

Retração na moagem

Na Região Norte, a moagem recuou 10,9%, passando de 7,1 milhões para 6,3 milhões de toneladas, enquanto no Nordeste a queda foi de 9,1%, de 28,7 milhões para 26,1 milhões de toneladas.

O menor volume de cana processada refletiu diretamente na produção de açúcar, que apresentou redução de 24% no total das duas regiões, com 1,66 milhão de toneladas produzidas frente às 2,18 milhões de toneladas do ciclo anterior.

No etanol, o desempenho foi heterogêneo entre os produtos. A produção total nas regiões Norte e Nordeste alcançou 1,38 milhão de metros cúbicos, queda de 7,8% em relação à safra passada.

O etanol hidratado foi o principal responsável pelo recuo, com retração de 11,3% no acumulado até 30 de novembro. Em contrapartida, o etanol anidro apresentou maior resiliência, encerrando o período praticamente estável, com leve queda de 2,0% no consolidado regional e crescimento de 5,1% no Nordeste, evidenciado uma mudança no perfil produtivo da safra atual.

Qualidade da cana

Os dados de Açúcar Total Recuperável (ATR), principal indicador de qualidade da cana-de-açúcar, também refletem o impacto da menor moagem, conforme a NovaBio.

O ATR total nos produtos finais caiu 15,3% nas regiões Norte e Nordeste, com o indicador por tonelada de cana recuando 6,5% no consolidado regional, pressionado principalmente pelo desempenho do Nordeste, que registrou queda de 9,6%, enquanto a Região Norte apresentou avanço de 6,1%.

No comparativo entre estimativa e realização da safra 2025/26, até o fim de novembro o setor alcançou 55% da moagem estimada de cana-de-açúcar no total das regiões. A Região Norte apresentou execução mais avançada, com 88,3% da estimativa, enquanto o Nordeste atingiu 50,4%.

No etanol total, o índice de realização foi de 54,5% no consolidado regional, com destaque para o Norte, que já alcançou 96,4% da estimativa prevista para o período.

Estoques de etanol

Os estoques físicos de etanol nas Regiões Norte e Nordeste também apresentaram queda relevante na comparação entre as safras.

Na posição até 30 de novembro de 2025, o estoque total somou 326,2 mil metros cúbicos, recuo de 28,9% em relação aos 458,7 mil metros cúbicos registrados na mesma data de 2024. O etanol anidro apresentou redução de 25,4%, enquanto o hidratado teve queda ainda mais acentuada, de 31,5%.

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Soja: Preços cedem em Chicago, com falta de novidades e pressionada pelo…


Mercado carece de novas notícias para se reestabelecer

Logotipo Notícias Agrícolas

Os preços da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (18), ainda pressionados pela falta de novas informações que possam garantir um combustível a mais ao mercado neste momento. Por volta de 15h20 (horário de Brasília), na reta final do pregão, os futuros da oleaginosa perdiam de 3,25 a 4,25 pontos nos principais contratos, levando o janeiro a US$ 10,55 e o maio a US$ 10,75 por bushel. 

Com o “mais do mesmo” para os traders, as cotações seguem caminhando de lado no mercado futuro norte-americano, esperando por notícias novas que possa redirecioná-lo de forma mais consistente. Assim, para alguns analistas e consultores de mercado, os preços estão agora trabalhando em um intervalo de US$ 10,40 a US$ 11,00 por bushel. 

Continuam a ser monitorados pelo mercado o clima para a nova safra da América do Sul, a demanda da China nos EUA, o movimento dos derivados e os macrocenários, principalmente o geopolítico. 

Outro fator que limitou o fôlego da soja em Chicago nesta semana foram as consecutivas altas do dólar frente ao real. A moeda americana já subiu por quatro sessões, superou os R$ 5,50 e vai dando mais competitividade da oleaginosa brasileira. Já nesta quinta-feira, porém, a divisa americana voltou a recuar, porémm, insuficiente para permitir uma retomada da soja na CBOT. 

Paralelamente, a volatilidade dos derivados também segue acompanhada e hoje as perdas no óleo de soja – embora mais contidas do que as dos últimos dias – também pesam sobre o grão. O farelo de soja, por sua vez, volta a subir e ajuda no suporte e no equilíbrio. 

Nem mesmo um novo anúncio de venda de soja pelos EUA nesta quinta-feira foi suficiente para puxar as cotações. 

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Por:

Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes

Fonte:

Notícias Agrícolas





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Mesmo após gripe aviária, setor de frango tem balanço positivo


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após superar o foco da doença de Newcastle em granja comercial de frangos em Anta Gorda (RS) em 2024, o Brasil enfrentou outro desafio sanitário. Em 2025 um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), desta vez em uma granja comercial no município de Montenegro (RS).

Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo diante das restrições impostas por alguns países parceiros, o balanço do ano foi positivo para o setor, evidenciando a alta eficiência e resiliência das instituições públicas e privadas, incluindo produtores e a indústria.

Contrariando o comportamento típico de início de ano, levantamento do Cepea mostra que o frango inteiro resfriado se valorizou em janeiro no atacado da Grande SP, dando continuidade ao movimento iniciado em agosto/24. O forte ritmo das exportações, a oferta controlada e a demanda interna firme foram os principais pilares de sustentação dos preços nos primeiros meses de 2025.

No entanto, com a confirmação do caso de gripe aviária em uma granja de matrizes de ovos férteis em Montenegro, em maio, diversos países suspenderam as compras da carne brasileira, levando o setor a realocar internamente parte dos volumes que seriam embarcados. Como resultado, os preços do frango inteiro resfriado, sobretudo no estado de SP, caíram fortemente por três meses consecutivos.

Pesquisadores do Cepea indicam que, com o intuito de minimizar os impactos e evitar o surgimento de novos focos, houve um eficiente controle sanitário, permitindo a flexibilização das restrições impostas pelos principais parceiros comerciais do Brasil já nos meses seguintes.

Assim, apesar dos recuos de preços, as médias anuais do frango inteiro congelado superaram as de 2024, apontam dados do Cepea. O frango vivo (média de SP), inclusive, atingiu a maior média anual desde 2022. Esse cenário, aliado à terceira menor média do farelo de soja de toda a série Cepea (iniciada em 2004) e a mais baixa desde 2011, elevou o poder de compra do avicultor paulista frente ao derivado para o melhor desempenho da história.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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