quarta-feira, maio 13, 2026

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Chefe-geral da Embrapa Soja destaca papel da ciência no avanço da oleaginosa no Brasil



Durante o 10º Congresso Brasileiro de Soja (Cbsoja), realizado em Campinas (SP), o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, conversou com a equipe do Soja Brasil e destacou os 50 anos da instituição e sua contribuição estratégica para transformar o Brasil em uma potência global na produção da oleaginosa.

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Segundo ele, a evolução da soja no país, responsável por quase 7% do Produto Interno Bruto (PIB) e por mais de 2 milhões de empregos, só foi possível graças à ciência, à tecnologia e à formação de pessoas. Nepomuceno afirmou que toda a força do agro brasileiro, especialmente da soja, é resultado direto do investimento em pesquisa, inovação e da parceria com universidades e institutos de pesquisa.

Criada em 1975, a Embrapa Soja liderou o processo de adaptação da cultura ao clima tropical. O trabalho envolveu desde a correção de solos e o controle de pragas até o desenvolvimento de cultivares com genética de alta produtividade, adequadas às condições brasileiras. Segundo o pesquisador, foi necessário adaptar tecnologias de regiões de clima temperado e criar soluções específicas para áreas como o Cerrado, o que representou um grande desafio científico e tecnológico.

Com esse esforço, o Brasil se consolidou como líder mundial em agricultura tropical. Essa posição é fruto de décadas de dedicação com base no conhecimento científico desenvolvido no país.





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Trump diz que há 50% de chance de fechar acordo com União Europeia



Donald Trump afirmou, nesta sexta-feira (25), que as chances de fechar um acordo comercial com a União Europeia antes da entrada em vigor das novas tarifas em 1º de agosto são de apenas 50%, podendo ser até menores.

Trump comentou a situação pouco antes de embarcar para uma viagem à Escócia, indicando que a probabilidade de sucesso nas negociações é incerta. Segundo ele, qualquer acordo teria que resultar em uma redução (“buy down”) da tarifa de 30% prevista para ser aplicada ao bloco dos 27 países europeus.

O presidente também destacou que, anteriormente, avaliava em apenas 25% as chances de um acordo comercial com o Japão, mas, mesmo assim, os dois países anunciaram um entendimento nesta semana. O cenário, portanto, segue aberto e pressionado pelo prazo, com os riscos de tarifas mais altas caso não se chegue a um consenso com a União Europeia.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como está o mercado do milho?


Liquidez baixa e dependência do milho de fora continuam no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Mesmo com o avanço da colheita, a oferta interna continua limitada, com muitos produtores evitando negociar. Para agosto, compradores indicam valores entre R$ 66,00 e R$ 70,00/saca, enquanto os preços atuais giram em torno de R$ 64,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 65,00 em Não Me Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro”, comenta.

Descompasso entre pedidos e ofertas segue afetando o mercado de Santa Catarina. “O descompasso entre pedidos de venda e ofertas de compra continua sendo o principal obstáculo. Em Campos Novos, produtores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00/saca, enquanto as indústrias oferecem até R$ 75,00. No Planalto Norte, as pedidas giram em torno de R$ 80,00, mas as ofertas continuam limitadas a R$ 75,00”, completa.

Colheita segue avançando com boas expectativas no Paraná. “O mercado de milho no Paraná continua travado, com liquidez extremamente baixa e poucas negociações. A diferença entre os preços pedidos pelos produtores e as ofertas da indústria mantém o impasse. Enquanto os vendedores pedem em média R$ 76,00/saca FOB, com alguns casos chegando a R$ 80,00, o setor de rações segue ofertando R$ 73,00 CIF, o que impede qualquer retomada mais consistente nas vendas”, indica.

Incertezas após período de estabilidade nas cotações marcam o mercado do Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho em Mato Grosso do Sul segue travado, com liquidez extremamente baixa, mesmo após ajustes pontuais em algumas praças. Em Dourados, por exemplo, os preços subiram levemente nos últimos dias. Apesar disso, o movimento ainda é tímido, com retração de vendedores e compradores, o que impede avanços nas negociações”, conclui.

 





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Brasil pode liderar nova revolução energética


O petróleo foi o combustível do século 20. Agora, o motor do futuro será movido por metais invisíveis ao olhar comum, mas essenciais à nova economia mundial: os chamados metais das terras raras. Eles estão presentes em praticamente tudo que envolve tecnologia limpa e digital, de turbinas eólicas a carros elétricos, passando por baterias, painéis solares e até mísseis e satélites.

Mas a chave para essa nova era não é só o mineral. É também a fonte de energia.
E é aqui que entra a transição energética, liderada por fontes renováveis como o sol, o vento, a biomassa e o hidrogênio verde.

O que poucos se dão conta é que o Brasil é um dos únicos países do mundo com potencial real de dominar essas duas frentes ao mesmo tempo.

O que o Brasil tem?

  • Reservas importantes de terras raras, ainda pouco exploradas, principalmente no Norte e Nordeste.
  • Uma matriz energética limpa, com mais de 80% da eletricidade vinda de fontes renováveis.
  • Capacidade agrícola e biomassa, que o posicionam para liderar a produção de hidrogênio verde.
  • Tecnologia, mão de obra e base industrial que podem ser ativadas com estímulo e coordenação.

Ou seja: o Brasil pode ser fornecedor, desenvolvedor e consumidor das soluções do futuro.

Países como China, EUA e União Europeia já entenderam essa lógica. A disputa geopolítica pelas terras raras está em curso, com governos investindo bilhões para garantir cadeias de suprimento seguras. Ao mesmo tempo, a corrida por energia limpa acelera com metas climáticas ambiciosas até 2030 e 2050.

Se o Brasil seguir apenas exportando minério bruto, ficará preso à velha lógica colonial: fornecendo insumo barato e comprando a tecnologia cara.

Mas se assumir seu papel como potência mineral e energética, pode se tornar protagonista global — com autonomia, soberania e valor agregado.

O que falta?

  • Um plano nacional de terras raras, com foco em pesquisa, beneficiamento e agregação de valor.
  • Parcerias público-privadas para integrar ciência, indústria e setor energético.
  • Uma estratégia de segurança energética e soberania tecnológica.
  • E, acima de tudo, visão de longo prazo e vontade política.

O mundo caminha para uma economia de baixo carbono e alta tecnologia. Os pilares dessa nova era são claros: metais estratégicos e energia limpa. O Brasil é um dos poucos países com as duas chaves nas mãos.

A pergunta que fica é simples, mas poderosa: vamos entregar essas chaves ou usá-las para abrir o nosso próprio futuro?

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Cbsoja reúne 2 mil congressistas em Campinas (SP)



De 21 a 24 de julho, Campinas (SP) foi palco do X Congresso Brasileiro de Soja (CbSoja) e do Mercosoja 2025, que reuniram cerca de 2 mil participantes do Brasil, Argentina, Paraguai e China. Promovidos pela Embrapa Soja, os eventos celebraram os 100 anos da cultura da soja no país e discutiram os principais desafios técnicos, logísticos e de mercado.

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A programação técnica contou com quatro conferências e 15 painéis, que reuniram mais de 50 palestras com especialistas nacionais e internacionais de diferentes segmentos do complexo soja. Os temas abordaram desde fitossanidade, geopolítica e relação Brasil-China até sustentabilidade e inovação. “A resposta do público foi muito positiva. A programação agregou informação e promoveu reflexões importantes para a tomada de decisão”, avalia o presidente do evento, Fernando Henning, pesquisador da Embrapa.

Para o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, discutir sustentabilidade em um ano marcado pela COP 30 é ainda mais relevante. “Falamos sobre os impactos das mudanças climáticas, o papel da agricultura digital e como a sustentabilidade tende a pautar cada vez mais a agenda da soja”, pontua. Ele também ressaltou a importância econômica da cadeia, responsável por 6,4% do PIB brasileiro e cerca de 2 milhões de empregos.

A programação incluiu mini-workshops sobre temas práticos, como fertilidade do solo, bioinsumos e manejo de nematoides, além do workshop internacional Soybean2035, que debateu o futuro da biotecnologia na cultura da soja com especialistas do Brasil, China, Argentina, EUA e Canadá. Além disso, a sessão pôster reuniu 321 trabalhos técnicos-científicos.

A próxima edição do CBSoja e Mercosoja está marcada para 2028.



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mesmo com tarifação mercado segue negociando



Apesar das atuais complicações relacionadas à tarifação americana sobre as exportações brasileiras de suco, o mercado interno de frutas segue negociando as primeiras laranjas da safra 2025/26, assim como as tangerinas poncã. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, as laranjas do grupo das precoces ainda representam a maior parte das frutas entregues para a indústria de suco. Ao mesmo tempo, os limões tahiti apresentam baixa disponibilidade, devido à entressafra. Já quanto às tangerinas poncã, a safra caminha para o fim na região Sudeste. 

Ainda conforme pesquisadores do Cepea, diante das incertezas relacionadas à tarifação americana, indústrias brasileiras seguem recebendo frutas apenas via mercado spot e por meio de contratos já firmados, visto que novas contratações estão suspensas. 

Como a safra principal não começou e a maior parte das cargas é composta por variedades precoces, as frutas processadas atualmente apresentam limitações de qualidade, ressalta o Centro de Pesquisas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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diferença de preço entre brancos e vermelhos atinge o menor patamar do ano



ANÁLISE

Suínos: mesmo com baixa nas cotações, média mensal avança

Os preços do suíno vivo e da carne suína seguiram em queda nos últimos dias. É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).  Segundo o instituto, a pressão vem da menor demanda, reforçada pelo período de fim de mês.  Mesmo diante das recentes baixas nas cotações do […]



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cotações seguem em queda, mas menos intensas



Apesar de ainda estarem pressionadas, as cotações da carne de frango registraram melhoras neste mês de junho.É isso o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

As importações da carne de frango brasileira ocorre gradualmente após o país ser considerado livre da gripe aviária pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Dessa forma, ainda há descompasso entre a oferta e a demanda no mercado nacional. 

Ainda assim, segundo o instituto, as quedas observadas neste mês são mais brandas em comparação com o intervalo entre maio e junho. Neste intervalo, o preço da carne de frango resfriada havia registrado recuo expressivo de 13,4%. 

Pesquisadores ressaltam que, em julho, além do impacto das férias escolares, o período de fim de mês intensifica a pressão sobre os valores da carne.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Avanço de frente fria provoca chuva forte e ventos de até 70 km



O tempo fica instável nesta sexta-feira (25) entre o norte do Rio Grande do Sul e o leste do Paraná, com previsão de pancadas de chuva de moderada a forte intensidade. A instabilidade é provocada pela atuação de um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai. O destaque fica para o norte do Paraná, onde o sol predomina e a umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 30%. Outro ponto importante é o vento no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com rajadas entre 40 e 50 km/h e picos de até 70 km/h no litoral norte gaúcho.

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No Sudeste, o vento úmido que sopra do mar para o continente favorece a ocorrência de pancadas isoladas de chuva entre o centro e o litoral de São Paulo. Com o avanço de uma frente fria, o tempo se torna mais instável no sudeste de Minas Gerais, estado do Rio de Janeiro e extremo sul do Espírito Santo, com previsão de pancadas irregulares, localmente fortes. Entre o oeste de São Paulo e o centro-oeste de Minas, o predomínio é de tempo seco, com umidade relativa do ar abaixo de 30%.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O tempo segue firme no Centro Oeste com o clima muito seco em Goiás e no norte e interior de Mato Grosso. Já no extremo sul de Mato Grosso do Sul, pode chover de forma isolada, mas sem risco de temporais. Nas demais áreas do estado, o tempo permanece firme e seco, com umidade relativa do ar abaixo de 30%. O alerta maior é para a faixa que vai do norte de Mato Grosso do Sul ao norte de Goiás, passando pelo leste de Mato Grosso, onde a queda da umidade é mais significativa, ficando abaixo de 20%.

Enquanto no Nordeste, a chuva permanece concentrada no litoral, com atenção para o sul e leste da Bahia e também entre o litoral de Alagoas e o Rio Grande do Norte. Nessas áreas, as pancadas podem ser de intensidade moderada a forte, associadas ao calor e à entrada de ventos úmidos do oceano. No interior, o tempo segue firme e seco, com baixa umidade relativa do ar. O destaque fica para o oeste da Bahia, sul do Piauí e sul do Maranhão, onde a umidade cai abaixo de 20%.

Na Região Norte, há previsão de chuva forte entre Amazonas, Roraima e Amapá, com possibilidade de temporais no norte de Roraima. Em Manaus e Belém, as pancadas ocorrem de forma mais isolada e irregular. Já no sul de Rondônia e em Tocantins, o tempo segue seco, com alerta para umidade muito baixa em Palmas.



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AgroNewsPolítica & Agro

Trigo: mercado segue travado



No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam com moagem reduzida



No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam com moagem reduzida
No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam com moagem reduzida – Foto: Canva

O mercado de trigo no Sul do Brasil permanece em compasso de espera, com moinhos abastecidos e cautela nas compras. Segundo a TF Agroeconômica, os preços do trigo argentino spot em Rio Grande estão em US$ 272 por tonelada, nacionalizado, o que equivale a cerca de R$ 1.465,56 posto no porto, mais frete até o interior.

No Rio Grande do Sul, os moinhos continuam com moagem reduzida e alegam margens apertadas. As compras estão focadas em atender a demanda imediata, com preços variando conforme a qualidade e a localização do produto. Negócios pontuais acontecem em torno de R$ 1.300 para trigo de boa qualidade, embarque em agosto e pagamento em setembro. Já o trigo local segue sendo oferecido a R$ 1.380 posto moinho em Porto Alegre e Serra, e R$ 1.350 no centro do estado. O preço da pedra em Panambi está estável em R$ 70,00 por saca.

Em Santa Catarina, o cenário também é de lentidão. O mercado está praticamente parado, e o trigo gaúcho ainda é amplamente ofertado entre R$ 1.330 e R$ 1.360 FOB, o que impede valorização. O trigo importado via Paranaguá segue mais competitivo do que o paranaense. Na safra nova, há relatos de queda de até 20% na venda de sementes e a Conab estima redução de 6,3% na produção catarinense. Os preços da pedra variam entre R$ 72,00 e R$ 79,00 por saca, conforme a região.

No Paraná, o mercado segue travado, com moinhos pausando operações diante da demanda fraca. O trigo tipo 1 é pedido a R$ 1.500 FOB, mas compradores ofertam R$ 1.450 CIF. Trigo importado argentino e paraguaio é ofertado entre US$ 271 e 278 a depender do porto. A média de preços pagos aos agricultores subiu levemente para R$ 77,19, com margem de lucro estimada em 4,98%, acima do custo médio de produção de R$ 73,53 segundo o Deral.

 





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