domingo, abril 26, 2026

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Redução das chuvas em abril eleva risco de perda para culturas de 2ª safra, diz Inmet


milho, cereal, grão
Foto: Aiba/divulgação

A perspectiva de redução das chuvas ao longo deste mês eleva o risco de perda para culturas de segunda safra no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em nota, o instituto afirma que, com o início do outono, a preocupação nas áreas centrais do Brasil passa a ser o período final da estação chuvosa com a transição para a seca. “Essa mudança no regime de precipitação afeta diretamente as culturas agrícolas de segunda safra, como algodão, feijão e milho”, observou o Inmet.

De acordo com o instituto, o plantio das culturas de segunda safra foi atrasado e fora da janela ideal em Estados como Goiás e Minas Gerais em virtude de chuvas no momento da semeadura. Com o ciclo atrasado, as lavouras encontram-se entre as fases vegetativa e reprodutiva, período em que há maior demanda por água nas plantas, o que eleva a sensibilidade das culturas ao estresse hídrico, segundo o Inmet.

“Até o momento, o desenvolvimento das culturas tem sido favorecido por chuvas frequentes e temperaturas próximas do normal. No entanto, a preocupação aumenta devido à previsão de redução das chuvas a partir da segunda quinzena de abril”, prevê o instituto.

Goiás e Minas Gerais devem ter chuvas abaixo do histórico

Em áreas de Goiás e Minas Gerais, o acumulado de chuvas em abril deve ficar abaixo do histórico observado para o mês com maior restrição hídrica, projeta o Inmet. Já as temperaturas devem permanecer elevadas, entre 26ºC e 34ºC. “Este cenário de baixos acumulados de chuva, associado a temperaturas do ar elevadas e à baixa umidade relativa, impõe restrições ao desenvolvimento das culturas de milho, feijão e algodão na região”, alerta o instituto em nota.

No milho de segunda safra, o estresse hídrico pode prejudicar o desenvolvimento da cultura com impactos na formação de espigas e no número de grãos, de acordo com o Inmet. Para o feijão, os efeitos podem resultar em queda de produtividade. Já no algodão, a diminuição antecipada das chuvas tende a reduzir o número de maçãs por planta e o potencial produtivo das lavouras, aponta o instituto.

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Mais de 61% dos acidentes fatais em armazenagem de grãos ocorreram em espaços confinados


Acidentes em silos
Foto: divulgação/ Corpo de Bombeiros do Paraná

Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os acidentes fatais em estruturas de armazenagem de grãos no Brasil se concentraram, em 2025, em ambientes de alto risco: 61,2% ocorreram em espaços confinados e 71,6% estavam ligados a silos.

O levantamento também aponta que 64,2% das ocorrências envolveram atmosfera potencialmente perigosa, com presença de gases, poeira explosiva ou risco de incêndio, evidenciando que a maioria dos acidentes fatais no setor está associada a condições estruturais previsíveis e passíveis de prevenção.

Segundo um engenheiro de segurança do trabalho e instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Filipe Campos, o acidente que mais ocorre é o soterramento. “Hoje, o campeão de acidentes em silo é o soterramento, que ocorre quando uma massa de grãos cede e cobre o trabalhador durante a execução de atividades”, explica.

Além disso, há registros de engolfamento (quando o trabalhador é sugado por grãos ao pisar em superfícies instáveis) e, em menor escala, casos relacionados à inalação de gases tóxicos. “No passado recente, havia mais acidentes por asfixia. Mas, com o avanço de tecnologias como medidores de gases e melhorias na engenharia dos ambientes, esses casos diminuíram significativamente”, afirma.

Segundo Campos, um episódio emblemático ocorreu no Paraná, há cerca de três anos, quando a explosão em uma estrutura de armazenamento resultou na morte de nove trabalhadores. Desde então, o setor tem intensificado investimentos em prevenção.

Falhas na supervisão e estrutura

Apesar da evolução, Campos aponta que a falta de supervisão adequada e de condições estruturais ainda contribui para acidentes. Normas regulamentadoras como a NR-33 (espaços confinados) e a NR-31.13 (segurança em silos) estabelecem diretrizes claras, como a obrigatoriedade de supervisores, vigias e permissões formais para entrada nos silos.

“O trabalho não pode ser feito de forma isolada. É necessário ter equipe treinada, supervisão e equipamentos adequados, como cintos de segurança e pontos de ancoragem resistentes”, destaca o instrutor.

Ele reforça que a segurança depende de três pilares principais: capacitação dos trabalhadores, investimento em engenharia e tecnologia, e supervisão constante. “Não adianta treinar se não há estrutura. E não adianta ter estrutura se não há fiscalização do cumprimento das normas”, aponta.

Os equipamentos de proteção individual (EPIs) e dispositivos de segurança representam um investimento significativo para as empresas. Um medidor de gases, por exemplo, pode custar entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. Já itens como cintos de segurança e talabartes variam entre R$ 300 e R$ 500.

Redução de acidentes, mas com ressalvas

Na avaliação do instrutor, houve uma redução nos acidentes nos últimos anos, especialmente em regiões com maior fiscalização e adoção de boas práticas. “Tem empresas que não permitem a entrada em espaços confinados sem todos os procedimentos de segurança. Nessas, dificilmente você vê acidentes fatais”, diz.

No entanto, ele alerta que ainda há falhas, principalmente em empresas que não seguem integralmente as normas ou negligenciam a supervisão.

Fiscalização e políticas públicas

De acordo com Campos, estados como Mato Grosso têm intensificado a fiscalização, o que contribui para a melhoria das condições de trabalho. Além disso, campanhas de conscientização e o uso de plataformas digitais têm ampliado o acesso à informação sobre segurança.

Entre os principais desafios estão a rotatividade de trabalhadores, que dificulta a consolidação da cultura de segurança, e a necessidade de maior comprometimento das empresas com a adequação às normas.

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Projeto no Rio Grande do Sul mapeia emissões na ovinocultura


Um projeto pioneiro no Rio Grande do Sul visa mapear as emissões de gases em propriedades com criação de ovinos. A iniciativa tem como objetivo apontar estratégias de mitigação e auxiliar na valorização da carne ovina.

Detalhes do projeto

O projeto é conduzido por uma empresa de pesquisa e consultoria, em parceria com o Sebrae e uma cooperativa do setor mineral. Inicialmente, o estudo envolverá propriedades ligadas a uma cooperativa na cidade de Lavras do Sul, além de propriedades vizinhas nos municípios de Bajé e Dom Pedrito.

Etapas do estudo

  • Início previsto para maio.
  • Realização de inventários de emissões de carbono.
  • Identificação do comportamento dos gases em cada sistema produtivo.
  • Participação de 30 produtores no primeiro momento.

Objetivos e impacto

A iniciativa busca levantar dados sobre as emissões, identificar o que está correto e o que precisa ser melhorado, além de sugerir ações para reduzir as emissões nas propriedades. O projeto também pretende demonstrar que a combinação de agronegócio e sustentabilidade é uma realidade, contribuindo para a valorização da carne ovina.

Contexto da ovinocultura no Rio Grande do Sul

O estado possui um dos maiores rebanhos ovinos do país, com quase 2 milhões de cabeças, concentrando-se nas regiões da campanha, fronteira e sul, com aptidão para a produção de carne e lã.

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Feijão carioca tem alta na demanda e pressão nos preços


O mercado de feijão carioca apresentou uma reação significativa na última semana, impulsionada pela retomada das negociações por parte dos compradores, especialmente por lotes de melhor qualidade, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Alta nos preços

No consumo, o feijão carioca avançou 15,40% no mês e acumula uma alta de 27,73% nos últimos 12 meses. Apesar do aumento na demanda, os produtores enfrentam dificuldades para repassar os preços ao varejo devido a limitações na oferta.

Perspectivas para a soja

Os preços da soja recuaram no Brasil, pressionados pela queda do dólar em relação ao real e pela expectativa de uma ampla oferta interna. O cenário cambial e a expectativa de uma safra recorde têm deixado os agentes do mercado cautelosos.

Aumento na área plantada

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta um aumento na área plantada na safra 2025/2026, com estimativa de mais de 48 milhões de hectares e produtividade média elevada. A colheita já avança, atingindo 85,7% da área em estados como Mato Grosso e Paraná.

Preocupações no Rio Grande do Sul

Por outro lado, persistem preocupações no Rio Grande do Sul, onde a irregularidade das chuvas comprometeu a produtividade. A colheita do arroz na região já supera 79% da área semeada, com bom desempenho nas regiões de planície costeira externa e zona sul.

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Produção de alho no Brasil deve cair até 20% em 2026


A produção de alho no Brasil deve registrar uma queda entre 15% e 20% em 2026, conforme estimativa da Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA). A cultura, que envolve cerca de 40.000 produtores, principalmente nas regiões do Cerrado e Sul, enfrenta forte pressão devido à concorrência com o alho importado, especialmente da Argentina.

Impacto da concorrência

O excesso de oferta registrado em 2025 resultou na queda dos preços no mercado interno, trazendo prejuízos aos produtores brasileiros. Diante desse cenário, a ANAPA planeja protocolar até maio um pedido de investigação por prática de dumping contra o alho argentino, que entra no Brasil sem tarifas devido ao Mercosul.

Dados sobre importações

  • Em 2025, o Brasil importou quase 9 milhões de caixas de alho argentino de 10 kg.
  • A expectativa é que esse volume ultrapasse 10 milhões de caixas em 2026.
  • As importações brasileiras de alho fresco ou refrigerado cresceram mais de 9% em 2025.
  • A Argentina é a principal fornecedora, seguida pela China, que enviou 67.000 toneladas.

Preocupações futuras

Outro ponto de preocupação é o retorno da competitividade do alho chinês no mercado brasileiro. Apesar da tarifa antidumping em vigor há cerca de duas décadas, um recente mecanismo de compromisso de preços firmado com empresas chinesas sem o aval da ANAPA tem permitido a entrada do produto a valores abaixo do custo nacional, aumentando a pressão sobre os produtores brasileiros.

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CNA defende Brasil em resposta a investigação dos EUA sobre trabalho escravo


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) respondeu formalmente a uma investigação do governo dos Estados Unidos que questiona o rigor brasileiro no combate ao trabalho análogo à escravidão. A entidade entregou documentos técnicos para contestar as acusações e defender a eficácia da legislação nacional.

Defesa da CNA

A CNA protocolou a defesa do setor agropecuário na investigação aberta pelos Estados Unidos com base na seção 301, que alega que a inexistência de um regime específico de proibição de importação de bens produzidos com trabalho escravo acarretaria em prejuízos à economia e ao comércio norte-americano.

Elementos da defesa

  • A defesa apresenta elementos que comprovam a robustez do arcabouço legal institucional brasileiro no combate ao trabalho escravo.
  • Destaca que a penalização no setor agropecuário é mais severa do que em qualquer outra economia citada na investigação.
  • Aponta diferenças regulatórias no tratamento do tema entre os países.
  • Reforça a importância de abordar o tema com viés de cooperação e multilateralismo.

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Projeto de renegociação de dívidas rurais será votado até 28 de a


O aumento do endividamento no setor agrícola acende um sinal de alerta entre produtores e lideranças do agro. Com custos de produção elevados e preços pressionados, o setor enfrenta um cenário de asfixia financeira, intensificando a busca por alternativas de renegociação das dívidas e novas formas de financiamento. O projeto de renegociação das dívidas rurais pode avançar no Senado ainda neste mês.

O relator da proposta, Alceu Moreira, sinalizou que o texto deve ser votado até o dia 28 de abril. O endividamento do produtor brasileiro é uma constante, chegando a níveis insuportáveis, o que inviabiliza a produção. O governo, por sua vez, informou que não há recursos orçamentários disponíveis para operações de socorro aos produtores.

Alternativas de financiamento

Para contornar a situação, foi criado o projeto 5122, que se financia por meio de fundos constitucionais nos estados. O objetivo é socorrer os produtores rurais afetados por catástrofes, como a seca no Rio Grande do Sul e em outros estados. O montante necessário para essa operação já chega a R$ 100 bilhões.

Próximos passos

O senador Renan Calheiros, que preside a comissão responsável pela votação, afirmou que o projeto será analisado na CAI, que é terminativa, ou seja, saindo de lá, segue para sanção presidencial. Há a possibilidade de ajustes nas datas e na estrutura do projeto, visando torná-lo um instrumento permanente para situações extremas no futuro.

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Embrapa Cerrados apresenta inovações em cultivo sustentável


A Embrapa Cerrados recebeu um grupo de jornalistas para apresentar inovações em cultivos adaptados às condições do bioma cerrado. Durante a visita, foram destacadas novas soluções para o cultivo de espécies como açaí, baunilha, pitaia e baru, que estão sendo desenvolvidas para se adequar ao clima da região.

Novas culturas em destaque

  • Açaí: Cultivado no Centro-Oeste, com foco em sistemas irrigados para superar a seca.
  • Baunilha: Enfrenta desafios devido à necessidade de umidade, mas é uma aposta para diversificação.
  • Pitaia: Fruta exótica com alto valor comercial, já presente em menus de restaurantes.
  • Baru: Alimento nativo que ganha espaço na alimentação e na economia local.

Desafios e soluções

A adaptação de plantas de diferentes regiões do Brasil ao cerrado é um dos principais desafios enfrentados pelos pesquisadores. A Embrapa busca desenvolver cultivares que sejam resistentes a doenças e que se adaptem às condições climáticas locais.

Importância da pesquisa

A visita dos jornalistas teve como objetivo proporcionar um contato direto com a base produtiva e científica, destacando a importância da inovação para a preservação ambiental e a segurança alimentar. Os participantes também puderam degustar alimentos típicos da biodiversidade do cerrado, evidenciando a riqueza dos produtos locais.

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AgroNewsPolítica & Agro

Sementes prometem mudar tudo no plantio de cana



“Vamos usar equipamentos de outras culturas”


"Vamos usar equipamentos de outras culturas"
“Vamos usar equipamentos de outras culturas” – Foto: Pixabay

A adoção de novas tecnologias no plantio agrícola avança com propostas que buscam maior eficiência, escala e padronização. Nesse contexto, iniciativas voltadas à substituição de métodos tradicionais indicam uma mudança relevante na forma de implantação das lavouras.

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura nesta semana uma planta de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, marcando uma nova fase de um projeto desenvolvido ao longo de 13 anos. Segundo o diretor comercial Luiz Antônio Dias Paes, a proposta é substituir práticas como o uso de colmos e mudas pré-brotadas, com a introdução de uma tecnologia voltada ao plantio comercial sem a necessidade de viveiros.

“Vamos usar equipamentos de outras culturas, de parceiros, de tecnologia do ponta, para que o produtor possa, principalmente, ter escala. Então, é uma etapa importantíssima para que possamos ir para a próxima etapa, que é uma planta comercial. Aí, sim, já a semente estará mais próximo do cliente”, complementa.

A unidade inaugurada tem caráter demonstrativo e permitirá ampliar testes relacionados ao plantio mecanizado, automação e padronização dos processos. A expectativa é avançar para uma etapa comercial, aproximando o produto do mercado. Na safra 2025/26, já houve plantios experimentais em usinas parceiras e áreas externas, além da implantação de 20 hectares com uso de sementes.

Entre os desafios apontados estão questões logísticas e o desenvolvimento de maquinários, conduzido em parceria com empresas do setor. A meta é elevar significativamente a capacidade operacional, com potencial de ampliar o rendimento diário de plantio. “O cuidado com relação ao plantio é chave para a formação de um canavial que vai ficar no campo por cerca de cinco anos. Além de escolher a genética certa e produzir corretamente, por enquanto, atentar à qualidade do viveiro e da muda é essencial”, afirma.

 





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