quinta-feira, abril 30, 2026

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Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep


extração de petróleo
Foto: Cícero Oliveira/ Agecom/UFRN

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram que deixarão a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e a Opep+ a partir de 1º de maio, segundo informou a agência Reuters nesta terça-feira (28).

A decisão foi confirmada pelo ministro de Energia do país, Suhail Mohamed al-Mazrouei, que afirmou que a saída ocorreu após uma revisão das estratégias energéticas nacionais.

Segundo ele, a medida é de caráter político e foi tomada de forma independente, sem negociação prévia com outros membros do grupo, incluindo a Arábia Saudita, principal liderança da organização.

Movimento ocorre em meio a tensões no mercado

A saída dos Emirados, integrante da Opep desde 1967, acontece em um momento de instabilidade no mercado global de energia, marcado por conflitos no Oriente Médio e dificuldades logísticas no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

De acordo com a Reuters, o cenário tem afetado o fluxo de exportações, após ameaças e ataques a embarcações na região.

Impacto e bastidores

Apesar do potencial impacto político dentro da Opep+, o ministro afirmou que a decisão não deve provocar grandes efeitos imediatos no mercado, diante do contexto atual.

A saída também ocorre após críticas dos Emirados a outros países árabes, por considerarem insuficiente o apoio diante de ataques atribuídos ao Irã durante o conflito recente.

Aliado estratégico dos Estados Unidos, o país amplia, com a decisão, o distanciamento em relação ao bloco, que historicamente atua de forma coordenada para influenciar a oferta global de petróleo e os preços da commodity.

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Gasolina sobe 6,23% em abril e pressiona IPCA-15


Gasolina sobe 6,23% em abril e lidera pressão individual no IPCA-15, diz IBGE

A prévia da inflação oficial mostrou aceleração dos custos de transportes em abril. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28) indicam que a gasolina subiu 6,23% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) e foi o item de maior impacto individual no resultado mensal, com contribuição de 0,32 ponto porcentual.

Segundo o IBGE, os combustíveis tiveram alta média de 6,06% em abril. Além da gasolina, o óleo diesel avançou 16,00% e respondeu pela terceira maior pressão individual sobre o índice, com 0,04 ponto porcentual. O etanol subiu 2,17%, enquanto o gás veicular recuou 1,55%.

Com esse movimento, o grupo Transportes passou de alta de 0,21% em março para elevação de 1,34% em abril. A contribuição do grupo para o IPCA-15 do mês foi de 0,27 ponto porcentual. Os números mostram que a aceleração dos combustíveis foi o principal vetor de encarecimento dentro da categoria.

Outros itens de mobilidade tiveram variações mais moderadas. O ônibus urbano subiu 0,44%, o táxi avançou 0,08%, o metrô teve alta de 0,53%, o ônibus intermunicipal aumentou 0,14% e a integração de transporte público registrou elevação de 0,90%.

Na direção oposta, a passagem aérea caiu 14,32% em abril, o maior alívio individual sobre o IPCA-15 no período, com impacto de -0,12 ponto porcentual. Esse recuo reduziu parcialmente a pressão do grupo Transportes, mas não foi suficiente para neutralizar a alta dos combustíveis.

Na prática, o resultado indica aumento mais concentrado nos custos de deslocamento dependentes de combustíveis, com potencial de pressão sobre fretes, mobilidade urbana e despesas operacionais de atividades produtivas. O IBGE não apresentou, nesse recorte, detalhamento adicional sobre repasses futuros.

Os dados de abril mostram que a trajetória do grupo Transportes ficou condicionada ao comportamento dos combustíveis. A continuidade ou não dessa pressão dependerá das próximas variações de preços nas bombas e de eventuais reajustes em outros serviços de mobilidade.

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Governador de MG anuncia investimentos para produtores de cana de açúcar


Conab estima produção de cana-de-açúcar em 709,1 milhões de toneladas na safra 2026/27

O governador de Minas Gerais anunciou novos investimentos voltados para os produtores de cana de açúcar, com o objetivo de promover a expansão das usinas e a geração de biometano.

Promoção financeira e novos investimentos

O primeiro movimento anunciado pelo governador é a promoção financeira que permitirá às usinas de cana utilizar o crédito acumulado de ICMS em novos investimentos. Essa medida visa transformar as usinas em centros de produção de etanol a partir da cana e do milho.

Gasoduto fechado para biometano

Além disso, foi anunciado um investimento de R$ 50 milhões em um gasoduto fechado, que conectará as usinas de cana e permitirá a geração de biometano, um gás equivalente ao gás natural. Este projeto visa atender os polos industriais de Uberlândia e Uberaba.

  • O biometano será utilizado na produção de fertilizantes em Uberaba.
  • O investimento é realizado pela Gasmig com apoio do estado.
  • A expectativa é que a nova indústria traga avanços significativos para a região.

Importância da comunicação no agronegócio

O governador também destacou a importância da presença do Canal Rural em Minas Gerais, que terá uma equipe dedicada à cobertura diária do agronegócio, especialmente em Uberaba, uma região central na pecuária do estado.

  • A emissora buscará levar notícias bem apuradas e de qualidade.
  • A presença do Canal Rural permitirá uma maior interação com os produtores.

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Etanol: aumento para o E32 deverá elevar a demanda de anidro em 1,76 bilhão de litros em 12 meses


MME confirma mistura de 32% de etanol na gasolina por até 180 dias
Imagem produzida por inteligência artificial

O final de abril tem sido marcado pelo anúncio por parte do ministro de Minas e Energia de que pretende encaminhar ao CNPE, na primeira semana de maio, para análise e possível aprovação, do padrão de 32% de etanol anidro adicionado à gasolina no Brasil.

A Safras & Mercado, ainda em sua segunda estimativa para a safra 2026/27, já havia antecipado que o governo tentava elevar o blend do anidro e gasolina em 2026. Porém, a tratativa inicial observada até então, era sobre o 35%, sem prazo definido para entrar em vigor e com uma clara dependência de testes de eficiência dos motores por parte do CNPE e da ANP.

Porém, ainda no início de abril o próprio governo federal comunicou ao mercado que deveria buscar um nível de blend menor, porém com mais rápida implementação, ainda no primeiro semestre de 2026. De fato, o final da quarta semana de abril foi marcado pela indicação de data e de volume, para a primeira semana de maio (pelo menos por parte da deliberação do CNPE) e de 32%.

Ainda em março, em nosso segundo levantamento da safra 2026/27, havíamos feitos alguns cálculos para tentar estimar o impacto na curva de demanda de anidro da possível implementação do E35, que era acenado até então, o qual também serve de base para estimativa do E32.

A Safras & Mercado observou que, entre abril e junho de 2025, o padrão médio de demanda de anidro fora de 1,02 bilhão de litro. Esse volume é derivado da composição de 27% do consumo de gasolina C em todo o Brasil divulgado pela ANP.

A Safras & Mercado desconsiderou o primeiro trimestre de 2025 em função da sazonalidade do período e dos impactos sobre a demanda de combustíveis em geral. Isso porque em janeiro temos o menor nível de demanda do ano, o qual cresce rapidamente em fevereiro em função do feriado prolongado de Carnaval.

Em nossa visão, o padrão regular de demanda de combustíveis ao longo do ano ocorre mesmo entre abril a novembro, com dezembro também sendo um ponto fora da curva em função da sazonalidade de demanda elevada de combustíveis em função das festas de Natal e Ano Novo. Com isso, partimos da premissa de que o padrão médio de demanda do anidro no E27 em 2025 fora de 1,02 bilhão de litros. Em agosto houve a mudança para o E30, sendo que a demanda de 1,16 bilhão de litros de anidro em agosto fora um nível intermediário de
crescimento do consumo de anidro.

Podemos dizer que a média de demanda de anidro sob o E30 ficou mais clara somente a partir de setembro, onde o mercado se mostrou claramente consolidado. O próprio mês de julho também foi um período intermediário de crescimento na demanda de anidro que não reflete o nível normal de crescimento do consumo de anidro, assim como agosto.

Logo, de setembro a dezembro de 2025 o etanol anidro teve um novo padrão de consumo já sob um mercado sob clara maturação do E30 com uma média mensal de demanda de 1,24 bilhão de litros. Nesse sentido a Safras & Mercado alerta que a mudança do E27 para o E32 gerou um crescimento na demanda de anidro de 21,57% em sua média mensal de consumo que saiu de 1,02 bilhão de litros para 1,24 bilhão de litros.

Com isso, podemos interpretar que a elevação de três pontos porcentuais no blend de anidro de 27% para 30% resultou em um crescimento médio de 220 milhões de litros ao mês de demanda de anidro em todo o Brasil. Pegando esse volume mensal de crescimento e multiplicando por 12 meses chegamos a um padrão de 2,64 bilhões de litros por ano a mais de demanda de anidro com a passagem do E27 para o E30. Aprofundando mais este cálculo, sob o nível recente de consumo de gasolina em 2025, podemos interpretar que cada ponto porcentual de aumento do blend de anidro a gasolina equivale a um crescimento de 880 milhões de litros no acumulado em 12 meses. Partindo desta premissa, podemos antecipar que a elevação de dois pontos porcentuais na composição de anidro a gasolina do E30 atual para o E32 deverá resultar em um acréscimo de demanda em 12 meses de 1,76 bilhão de litros.

Esse volume se mostra próximo aos dados que a própria Unem ventilou a mídia de um aumento anualizado na demanda de etanol com a nova medida de 2,0 bilhões de litros ao ano.Além disso as indicações são de que a medida a ser adotada para a elevação do blend de anidro para 32% será com caráter excepcional, com vigência inicial de 180 dias prorrogáveis por mais 180 dias, que garantiria o E32 ao menos até dezembro.

É interessante contrapor esses dados de neutralização de demanda de gasolina C com as importações da mesma, que é o objetivo do MME, em função dos efeitos das guerras no Oriente Médio e das elevações do petróleo, que comprometem o controle inflacionário no Brasil e prejudicam a atual política de redução das taxas de juros em fase inicial pelo BC.

Os dados mais recentes da ANP mostram que em entre 2024 e 2025 as importações de gasolina A pelo Brasil cresceram 27% saindo de 2,73 para 3,49 bilhões de litros enquanto que a média dos últimos 5 anos de importações de gasolina A por parte do Brasil oscila em 3,44 bilhões de litros, sem considerar os dados de 2026. Com isso o ano de 2025 fora um período de importações 1,63% maiores que a média dos últimos 5 anos, o que mostra um mercado aquecido. Sobre 2026 a ANP tem atualizado apenas os dados de janeiro e fevereiro com volumes respectivos de 269 e 411 milhões de litros. Com isso foi possível ver que em fevereiro houve um aquecimento de curto prazo nas importações de gasolina A na faixa de 52%, o que é muito elevado para o curto prazo.

Além disso, as importações de fevereiro de 2026 (dados mais recentes disponíveis pela
ANP) mostram que os 411 milhões de litros de gasolina A importados se posicionaram 41% mais altos que a média de 5 anos sobre o mesmo período que oscila em 291 milhões de litros. No comparativo anual [fevereiro de 2026 contra fevereiro de 2025] há um crescimento também muito elevado das importações de gasolina, na faixa de 249% contra o volume de 117 milhões de litros importados em fevereiro de 2025.

A expectativa da Safras & Mercado para 2026 é que sejam importadas apenas 3 bilhões de litros de gasolina A por parte do Brasil. Caso se confirme, esse volume representará uma queda de 14% em relação as importações de 3,49 bilhões de litros de 2025. A queda nas importações será resultado tanto do aumento do blend de anidro a gasolina quanto em função dos elevados níveis de defasagem dos preços da gasolina praticadas nas refinarias do Brasil em relação aos preços internacionais que tem oscilado entre 30% a 70% a depender do dia visto ao longo dos quatro primeiros meses de 2026.

A própria elevação do E30 para o E32 deverá neutralizar a necessidade de importação de, ao menos, 1,76 bilhão de litros em 12 meses de gasolina A. Além disso, a Safras & Mercado alerta que a elevação do blend de anidro e gasolina de 27% para 30% deverá neutralizar a importação de 2,64 bilhões de litros em 12 meses. Isso, somado à neutralização de mais 1,76 bilhão de litros em 12 meses da elevação do E30 para E32, o resultado final será a neutralização de 4,40 bilhões de litros de importação de gasolina A em 12 meses com a elevação acumulada do E27 para o E32, o que, em tese, tem a capacidade de deixar o Brasil autossuficiente em gasolina A em um ano.

Pela ótica do açúcar, essa questão soma mais um vetor de força sobre o mesmo na Bolsa de Nova York onde podemos enumerar os seguintes vetores de influência sobre a quinta e última semana de abril e a primeira de maio: Os fatores de alta que têm impactado o açúcar bruto em Nova York ao longo desta semana estão relacionados aos novos dados de oferta e demanda mundial publicados pelo USDA relativos a safra nova 2026/27 e podem ser enumerados em:

  1. queda de 2,97% na produção do Brasil (com um corte de 1,30 milhão de toneladas, saindo de 43,80 para 42,50 milhões de toneladas);
  2. queda de 1,47% nas exportações do Brasil que deverão sair de 34,10 para 33,60 milhões de toneladas, com um corte de 501 mil toneladas;
  3. queda de 9,53% na demanda interna do Brasil que deverá sair de 9,94 para 9 milhões de toneladas, com um corte de 948 mil toneladas;
  4. Queda de 15,62% na produção da Tailândia que deverá recuar de 11,25 para 9,50 milhões de toneladas, com um corte de 1,75 milhão de toneladas;
  5. Queda de 14,29% nas exportações da Tailândia, que deverão recuar 1,00 milhão de toneladas, saindo de 7 milhões para 6 milhões de toneladas.

Já os vetores de queda no mercado se relacionam aos dados da China publicados pelo USDA, também relativos a safra nova 2026/27 como:

  1. Alta de 69,39% nos estoques iniciais da safra nova, com acréscimo de 1,14 milhão de toneladas, com os volumes saindo de 1,63 para 2,78 milhões de toneladas;
  2. Alta de 0,79% na produção da China, que deverá sair de 12,60 para 12,70 milhões de toneladas;
  3. Estabilidade na demanda interna em 15,80 milhões de toneladas;
  4. Alta de 44,56% nos estoques finais da safra nova, com ganhos em volume de 1,24 milhão de toneladas, os quais deverão sair de 2,78 para 4,02 milhões de toneladas; estabilidade nas importações da China em 4,50 milhões de toneladas.
Maurício Muruci, de Safras & Mercado

*Maurício Muruci é especialista em açúcar, etanol e biodiesel da Safras & Mercado, com mais de 15 anos de experiência em análises econômicas e consultoria para mercados agrícolas


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Governador de MG anuncia investimentos para produtores de cana de açúcar


O governador de Minas Gerais anunciou novos investimentos voltados para os produtores de cana de açúcar, com o objetivo de promover a expansão das usinas e a geração de biometano.

Promoção financeira e novos investimentos

O primeiro movimento anunciado pelo governador é a promoção financeira que permitirá às usinas de cana utilizar o crédito acumulado de ICMS em novos investimentos. Essa medida visa transformar as usinas em centros de produção de etanol a partir da cana e do milho.

Gasoduto fechado para biometano

Além disso, foi anunciado um investimento de R$ 50 milhões em um gasoduto fechado, que conectará as usinas de cana e permitirá a geração de biometano, um gás equivalente ao gás natural. Este projeto visa atender os polos industriais de Uberlândia e Uberaba.

  • O biometano será utilizado na produção de fertilizantes em Uberaba.
  • O investimento é realizado pela Gasmig com apoio do estado.
  • A expectativa é que a nova indústria traga avanços significativos para a região.

Importância da comunicação no agronegócio

O governador também destacou a importância da presença do Canal Rural em Minas Gerais, que terá uma equipe dedicada à cobertura diária do agronegócio, especialmente em Uberaba, uma região central na pecuária do estado.

  • A emissora buscará levar notícias bem apuradas e de qualidade.
  • A presença do Canal Rural permitirá uma maior interação com os produtores.

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AgroNewsPolítica & Agro

agroindústria cresce e ganha destaque no setor


O agronegócio brasileiro tem ampliado a estratégia de agregação de valor por meio da agroindústria diante do aumento da produção de commodities, das exigências por sustentabilidade e da demanda global. O movimento ganha visibilidade durante a Agrishow, considerada a principal feira de tecnologia para o setor na América Latina, onde soluções voltadas à inovação e à geração de valor agregado são apresentadas.

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que o agronegócio brasileiro registrou Produto Interno Bruto de R$ 775,3 bilhões em 2025. No entanto, levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada aponta que a agroindústria representa 24,3% desse total, evidenciando espaço para expansão dentro da cadeia produtiva.

Para João Carlos Marchesan, o cenário revela potencial de crescimento. “esse dado mostra que existem oportunidades para uma expansão dentro da cadeia produtiva, especialmente diante de um mercado internacional cada vez mais competitivo e exigente”.

A feira apresenta a incorporação de tecnologias nas cadeias produtivas, com soluções como piloto automático, telemetria e inteligência artificial aplicadas às operações agrícolas. Equipamentos mais conectados e eficientes permitem reduzir perdas, otimizar o uso de insumos e ampliar a produtividade, enquanto ferramentas como robôs autônomos, drones e sistemas de agricultura de precisão ampliam o uso de dados na tomada de decisão.

Marchesan afirma que o evento integra diferentes etapas do setor. “A feira é esse ponto de convergência entre as commodities e a agroindústria. Se, por um lado, o campo é exemplo na liderança da produção de alimentos com qualidade e de forma sustentável, capaz de contribuir com a segurança alimentar mundial, a agroindústria encontra no agronegócio brasileiro, produtos que podem ganhar alto valor de mercado, com grande potencial de expansão dos negócios”.

Além das soluções no campo, a Agrishow também reúne tecnologias voltadas ao controle e à qualidade ao longo da cadeia produtiva, incluindo sistemas integrados de gestão, análise de dados, processamento e rastreabilidade. Equipamentos com sensores para medição de carbono e evapotranspiração também são apresentados, alinhados às exigências de mercados internacionais.

“O diferencial competitivo do agronegócio brasileiro, preparado para competir em segmentos de alto valor agregado, está na Agrishow”, finaliza Marchesan.

A 31ª edição da Agrishow ocorre entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, com ingressos disponíveis em diferentes faixas de preço e horários de visitação definidos ao longo do período do evento.





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Mercado do boi gordo desacelera e registra negociações lentas


preço boi

O mercado do boi gordo iniciou a semana com baixa liquidez e ritmo lento de negociações em diversas regiões do país, segundo análise do Cepea divulgada nesta segunda-feira (28).

De acordo com o levantamento, a menor atuação dos frigoríficos foi o principal fator para o enfraquecimento das negociações, com compradores mais retraídos e, em alguns casos, fora do mercado.

São Paulo tem menor liquidez e escalas mais longas

No estado de São Paulo, a liquidez foi ainda mais reduzida. O destaque ficou para o alongamento das escalas de abate, que variaram entre 10 e 14 dias.

O indicador do boi gordo do Cepea fechou o dia com média de R$ 360,70 por arroba à vista.

Segundo pesquisadores, houve relatos de frigoríficos que não abriram preços ao longo do dia, enquanto outros ofertaram valores abaixo dos praticados na semana anterior, sem fechamento de negócios.

Mato Grosso registra queda em Cáceres

Em Cáceres (MT), os compradores voltaram ao mercado com preços mais baixos. As cotações recuaram entre R$ 5 e R$ 10 por arroba, com média de R$ 344,68 à vista.

Já na região de Colíder (MT), os preços se mantiveram estáveis, variando entre R$ 345 e R$ 355, com negócios pontuais chegando a R$ 360. As escalas de abate na região giram em torno de uma semana.

Goiás também tem ritmo lento

Em Goiás, o mercado seguiu com negociações travadas, reflexo das escalas alongadas dos frigoríficos e da menor saída de carne no mercado interno.

Os preços do boi gordo variaram entre R$ 335 e R$ 345 por arroba, com escalas de abate entre 9 e 15 dias.

Pecuaristas resistem, mas vendas acontecem

Apesar da pressão dos compradores, os pecuaristas tentam segurar as vendas diante dos preços mais baixos. No entanto, a necessidade de caixa e a oferta de animais prontos para abate levam à concretização de negócios nos valores propostos pela indústria.

O cenário reforça o momento de cautela no mercado pecuário, com a dinâmica de preços ainda influenciada pela postura dos frigoríficos e pela demanda doméstica.

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Combustíveis e alimentos fazem prévia da inflação disparar em abril


IPCA-15 sobe 0,89% em abril com avanço de alimentos e combustíveis

A prévia da inflação oficial de abril ficou em 0,89%, acima dos 0,44% registrados em março, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28). O resultado foi puxado principalmente pelos grupos Alimentação e bebidas e Transportes. No acumulado de 12 meses, o indicador avançou 4,37%.

O grupo Alimentação e bebidas subiu 1,46% em abril e respondeu pelo maior impacto positivo no índice geral, com 0,31 ponto percentual. Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio acelerou de 1,10% em março para 1,77% em abril. Entre os produtos com maior alta, o IBGE destacou cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%).

A alimentação fora do domicílio também ganhou força. O segmento passou de 0,35% em março para 0,70% em abril, com avanço do lanche, de 0,50% para 0,87%, e da refeição, de 0,31% para 0,65%.

Transportes registrou alta de 1,34% e teve o segundo maior impacto no IPCA-15, com 0,27 ponto percentual. O movimento foi influenciado pelos combustíveis, que saíram de queda de 0,03% em março para alta de 6,06% em abril. A gasolina subiu 6,23% e foi o principal impacto individual do mês, com 0,32 ponto percentual.

Saúde e cuidados pessoais avançou 0,93%, com impacto de 0,13 ponto percentual. O grupo refletiu altas em higiene pessoal (1,32%), produtos farmacêuticos (1,16%) e plano de saúde (0,49%). Segundo o IBGE, o resultado dos medicamentos considera a autorização de reajuste de até 3,81% a partir de terça-feira (1º).

Regionalmente, Belém teve a maior variação, de 1,46%, influenciada pelo açaí (12,79%) e pela gasolina (9,33%). Brasília registrou a menor taxa, de 0,41%, com recuo de passagem aérea (-10,88%) e produtos farmacêuticos (-0,61%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,39%. Em abril de 2025, a taxa havia sido de 0,43%. O IBGE informou que a coleta de preços ocorreu entre terça-feira (18 de março) e terça-feira (15 de abril). A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para quarta-feira (27 de maio).

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Governo federal deve lançar programa de renegociação de dívidas esta semana


Dario Durigan conversa com jornalistas em São Paulo
Foto: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27), que o governo espera a adesão de “dezenas de milhões de pessoas” ao programa de renegociação de dívidas, conhecido como Desenrola 2.0, cujo lançamento está previsto para esta semana. Conforme Durigan, houve compromisso dos bancos não só com a oferta de crédito, mas também com a educação financeira.

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Haverá restrições, por exemplo, para a realização de apostas pelos beneficiários do programa. Em entrevista coletiva no gabinete do ministério em São Paulo, Durigan afirmou que famílias endividadas receberão um chamado para que procurem os bancos e façam a renegociação. A ação, informou o ministro, acontecerá de forma “muito tranquila, direta e didática”.

O público-alvo serão pessoas com dívidas em três modalidades de crédito: cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial, em que as taxas de juros, pontuou o ministro, variam entre 6% e 10% ao mês.

“O governo está exigindo que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos”, disse Durigan, após antecipar que os bancos vão oferecer descontos de até 90%.

Segundo Durigan, o programa vai permitir que as famílias “se desenrolem” e ganhem fôlego financeiro. “Não vou entrar em detalhes das medidas, porque o presidente Lula vai anunciar isso em breve. Cabe ao presidente bater o martelo e anunciar as medidas com todos os detalhes. Mas pactuamos com os bancos uma taxa de juros menor”, disse o ministro.

FGTS

Aos jornalistas, Durigan confirmou que haverá a possibilidade também de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a quitação de dívidas, negando que o governo tenha desistido de oferecer essa opção aos endividados.

O ministro informou, sem abrir detalhes, que haverá uma limitação aos saques, que também serão vinculados aos pagamentos das dívidas do programa.

Conforme Durigan, a permissão para o uso de recursos do FGTS está condicionada agora ao pagamento de dívidas, ao contrário do que aconteceu no passado, quando o saque-aniversário era usado por trabalhadores para conseguir crédito.

“Agora, a possibilidade de uso do FGTS é para quitar a sua dívida. Então, você saca, limitado, para fazer uma quitação e prontamente estar em outra situação. Então, você não está se endividando a partir do FGTS, ao contrário, você está pagando a sua dívida com o seu FGTS”, explicou o ministro.

Alerta sobre recorrência

Durigan ainda alertou à população para que não conte com recorrência de renegociação de dívidas. De acordo com ele, que passou o dia em reuniões com banqueiros para acertar os detalhes da renegociação de dívidas no chamado Desenrola Brasil, o programa não se trata de um “Refis” (programa de regularização de débitos) periódico e tampouco de um pacote de bondades.

Ele fez o alerta ao ser questionado pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) se havia sido tratado com os bancos o receio do mercado de que, com essa nova renegociação das dívidas, se estabeleça o que se chama em economia de “moral hazard”, risco moral, que é a tendência de indivíduos ou instituições assumirem riscos maiores quando estão protegidos das consequências negativas de suas ações. Nesse cenário, os endividados ficam sempre na expectativa de uma nova renegociação.

“Veja, aqui é importante comunicar, inclusive para quem nos assiste, que isso não se trata de um Refis periódico. As medidas, tanto as que aconteceram no Desenrola de 2023 quanto agora são pontuais. As pessoas não devem contar com a recorrência deste tipo de medida. Nós estamos vivendo uma situação excepcional, as famílias têm um problema que ocorre pela guerra, tem alguns impactos que, muitas, fogem ao nosso controle, mas isso é importante dizer que não se trata de um refiz recorrente”, reforçou o ministro.

“É importante que a gente eduque as pessoas para que elas entendam que dívida é positivo em muitas vezes, desde que seja sustentável o orçamento da família. Parte da educação financeira que vai vir acompanhada de restrição com os jovens, por exemplo, parte desse princípio. Nós temos que entender a dívida como, como algo que é positivo, desde que seja sustentável”, explicou Durigan.

De acordo com ele, o diagnóstico com as instituições financeiras foi fundamental para se olhar os dados do Banco Central sobre endividamento das famílias e cruzar com os dados dos próprios bancos, para os quais há créditos sendo tomado sem educação financeira. “Isso acaba enrolando as famílias que não conseguem sair da dívida”, reforçou.

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Governo de São Paulo anuncia pacote de investimentos no agro durante Agrishow


Tarcísio discursa na Agrishow, em Ribeirão Preto
Foto: Agência SP

O governo de São Paulo deve anunciar nesta terça-feira (28), durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), um pacote de investimentos voltado ao agronegócio do estado.

Entre os destaques está a liberação de R$ 40 milhões em subvenção para a aquisição de máquinas agrícolas, com a expectativa de viabilizar até mil operações por meio do programa Protrator.

Outra frente envolve o seguro rural. Agricultores paulistas devem contar com um aporte de R$ 100 milhões. De acordo com a Secretaria de Agricultura, o programa pode alcançar milhares de apólices e bilhões de reais em produção protegida.

A iniciativa integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento do agronegócio paulista e eleva para cerca de R$ 400 milhões o total investido em seguro rural durante a atual gestão.

Tarcísio cobra mudanças no Plano Safra

Durante coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (27), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou a importância da previsibilidade para o setor e defendeu mudanças no modelo atual do Plano Safra.

“A gente tem falado que não pode todo ano entrar numa discussão interminável sobre o Plano Safra. A gente tem que dar perenidade ao Plano Safra. O produtor precisa saber exatamente que esse ano vai ter, que no ano que vem vai ter e em que condições ele vai ter.”

O governador também criticou as condições atuais de crédito.

“O Plano Safra muda todo ano, e o juro que está sendo cobrado hoje acaba sendo impraticável. O produtor já não tem como oferecer mais garantia.”

Segundo ele, é necessário reestruturar o sistema e dar maior estabilidade às políticas de financiamento.

“A gente precisa resolver o problema das dívidas passadas e estabelecer uma perenidade para o Plano Safra, como a gente está fazendo com o Feap aqui em São Paulo. Todo ano a gente tem manutenção de condições e de valores.”

Tarcísio reforçou ainda o papel do seguro rural e da previsibilidade para o desenvolvimento do setor.

“Não tem aquela situação de você reduzir o valor do seguro rural. Isso é muito importante, porque a gente sabe o peso que o agronegócio tem. A previsibilidade é a palavra-chave.”

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