quarta-feira, abril 22, 2026

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Pesquisadores apresentam avanços e desafios da acácia-negra


Pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) participaram de um encontro de viveiristas na sede da empresa Seta S/A, em Estância Velha. O evento, na tarde desta sexta-feira (10), reuniu apresentações técnicas sobre avanços na pesquisa com acácia-negra.

Durante a programação, foram destacados resultados de estudos sobre o uso de bioinsumos na produção de mudas. O pesquisador do DDPA Luciano Kayser Vargas apresentou avanços no uso dessas tecnologias, com base em cinco publicações em periódicos internacionais. “Entre os principais resultados, estão a identificação de alta diversidade de rizóbios noduladores em solos do Rio Grande do Sul, a eficiência das estirpes recomendadas, o aumento da germinação e do vigor de plântulas com a inoculação de sementes e o potencial de uso de bactérias para estimular o enraizamento de estacas”, elencou.

A adoção dessas tecnologias tem impacto direto na qualidade das plantas. “Estudos demonstram que mudas inoculadas com bioinsumos têm potencial de incremento de 15% no volume de madeira de florestas de acácia”, ressaltou o engenheiro florestal e coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante.

Em sua apresentação, Brilhante também enfatizou a importância do manejo adequado da fertilidade do solo. Segundo ele, é fundamental que o produtor realize a reposição dos nutrientes exportados pela colheita, especialmente cálcio (Ca) e magnésio (Mg). “Em média, a retirada de madeira e casca de acácia-negra implica a exportação de cerca de 300 quilos de cálcio por hectare e 100 quilos de magnésio por hectare, o que reforça a necessidade de práticas regulares de correção e adubação para garantir a sustentabilidade produtiva ao longo dos ciclos”, explicou.

Doenças e estratégias de controle

Outro destaque do encontro foi a palestra da pesquisadora do DDPA Andréia Mara Rotta de Oliveira, que abordou as principais doenças da acácia-negra e estratégias de controle. A apresentação contemplou ocorrências em sementes, viveiros e campo, com ênfase na gomose, causada por fungos do gênero Phytophthora, e na murcha-de-ceratocistose (Ceratocystis fimbriata).

Segundo a pesquisadora, a gomose é considerada a principal doença em plantações florestais no Brasil e em acácia, no Rio Grande do Sul, seguida pela murcha. Andréia também apresentou resultados de pesquisas em andamento voltadas à identificação de fungos fitopatogênicos em viveiros e à seleção de microrganismos com potencial para o controle biológico. “Estamos investigando a presença de fungos que limitam a produção de mudas e selecionando microrganismos capazes de atuar no controle desses fitopatógenos”, afirmou.

Para o diretor-presidente da Seta, Diogo Leuck, o encontro reforça a importância da integração entre pesquisa e produção. “Tudo começa no campo — e, na silvicultura, antes ainda, no viveiro. Por isso, realizamos anualmente o encontro com viveiristas, para informar, trocar experiências e aproximar a empresa e os órgãos do governo de quem aplica, na prática, a tecnologia e a inovação nas mudas”, sintetizou.





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Sefaz-AL paga mais de R$ 1,4 milhão em créditos da Nota Fiscal Cidadã


Os valores depositados correspondem a solicitações realizadas entre 20 de fevereiro e 9 de abril

A Secretaria da Fazenda de Alagoas (Sefaz-AL) efetuou, nesta sexta-feira (10), o pagamento de R$ 1.463.702,97 em créditos da Nota Fiscal Cidadã (NFC), contemplando consumidores e instituições sociais em todo o estado.

Os valores depositados correspondem a solicitações feitas entre 20 de fevereiro e 9 de abril, incluindo créditos do último sorteio, edição especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, e solicitações realizadas anteriormente.

Ao todo, foram registradas 1.573 solicitações, sendo 1.455 de pessoas físicas, vinculadas ao CPF, e 118 de instituições. A iniciativa integra o Programa de Educação Fiscal (PEF) e evidencia o comprometimento do Estado em devolver parte dos tributos à população, além de incentivar a cidadania fiscal e o apoio a instituições sociais em Alagoas.

“A Nota Fiscal Cidadã é uma das principais ações do Programa de Educação Fiscal. Ela amplia a conscientização da população sobre a importância dos tributos e contribui diretamente para o fortalecimento das políticas públicas”, destacou o gerente de Educação Fiscal da Sefaz-AL, Luiz Vasconcelos.

O resgate dos créditos pode ser realizado de forma totalmente online, por meio do site oficial da campanha: http://nfcidada.sefaz.al.gov.br/. Para acessar, o consumidor deve informar CPF e senha cadastrados.

 Após o login, é necessário selecionar a opção “Consultar”, na aba de “Conta Corrente” no menu principal para verificar a existência de saldo disponível. Caso haja créditos, basta clicar em “Utilizar Créditos” e solicitar a transferência para a conta bancária. O valor mínimo para resgate é de R$ 15, e o prazo para recebimento é de até 30 dias úteis.

Vale destacar que, a cada dez notas fiscais com CPF, o consumidor recebe um bilhete para concorrer aos sorteios. Caso opte por compartilhar as notas com uma instituição social cadastrada, o número de bilhetes é duplicado, aumentando as chances de premiação e contribuindo com entidades assistenciais.





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CNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores


(Foto: Aquicultura/Embrapa)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal a suspensão da exigência do Registro Geral da Atividade Pesqueira para aquicultores, prevista em nova portaria publicada nesta sexta-feira (10). A medida foi encaminhada aos ministérios da Pesca e Aquicultura e da Agricultura e Pecuária.

A obrigatoriedade consta na Portaria Interministerial nº 54, que determina, entre outros pontos, a inclusão do registro nas notas fiscais de pescados comercializados. Para a entidade, a exigência representa um entrave burocrático e aumento de custos para o setor produtivo.

Segundo a CNA, o controle sanitário, a rastreabilidade e as informações sobre a produção aquícola já são monitorados por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, o que tornaria a nova exigência redundante.

A entidade destaca ainda que os produtores já utilizam a Guia de Trânsito Animal acompanhada da nota fiscal para transporte e comercialização, mecanismo considerado suficiente para garantir a regularidade da atividade.

Diante disso, a CNA defende a suspensão da medida, com o objetivo de evitar duplicidade de exigências, reduzir burocracia e aumentar a eficiência regulatória no setor aquícola brasileiro.

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Forte demanda externa mantém preços do boi gordo em alta; confira as cotações do dia


boi
Foto: Fabiano Marques/Embrapa

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar alta nos preços ao longo da sexta-feira (10), em um cenário marcado mais por forte demanda do que por restrição de oferta. O movimento foi sustentado principalmente pela atuação dos frigoríficos exportadores, que seguem operando com baixa ociosidade para atender a demanda chinesa, enquanto ainda há disponibilidade da cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas definida na virada do ano.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado pode enfrentar forte volatilidade quando houver o esgotamento dessa cota, com possíveis picos de preços em momentos de exportação aquecida e quedas mais intensas na ausência da demanda chinesa.

No cenário interno, os preços do boi gordo ficaram da seguinte forma:

  • São Paulo (SP): R$ 370,42 por arroba (à prazo)
  • Goiás (GO): R$ 358,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 353,24 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 361,25 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 365,41 por arroba

Atacado

O mercado atacadista da carne bovina também apresentou alta nos preços nesta sexta-feira, com expectativa de novos reajustes no curto prazo. O movimento é influenciado pela entrada dos salários na economia, o que melhora a reposição entre atacado e varejo.

Por outro lado, o avanço mais forte das cotações ainda encontra limitação na concorrência com outras proteínas, mesmo com recuperação recente da carne de frango.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 20,10/kg (+R$ 0,10)

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,03%, cotado a R$ 5,0105 para venda e R$ 5,0085 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,0055 e R$ 5,0665, acumulando desvalorização semanal de 2,86%.

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RS terá vazio sanitário da soja de julho a setembro



Medidas buscam conter ferrugem asiática no estado



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta sexta-feira (10), por meio da Portaria nº 1.579/2026, as datas do vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul, definido entre 3 de julho e 30 de setembro. O calendário de semeadura terá início em 1º de outubro de 2026 e se estenderá até 28 de janeiro de 2027.

Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), os períodos seguem o mesmo padrão adotado nas duas últimas safras. “Os períodos de vazio sanitário e calendário de semeadura publicados pelo Mapa foram mantidos iguais nas últimas duas safras, sendo repetidos na próxima. Trata-se da consolidação de importante instrumento de manejo do patógeno no Estado, integrando defesa agropecuária e setor produtivo no enfrentamento à doença.”, afirmou o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti.

O estado mantém ainda o programa “Monitora Ferrugem”, que realiza o acompanhamento de esporos da doença nas regiões produtoras. De acordo com a Seapi, o sistema identifica a presença de esporos associada às condições meteorológicas e gera mapas que indicam o risco de ocorrência da ferrugem asiática da soja, auxiliando técnicos e produtores na tomada de decisão e na adoção de medidas de manejo.

A ferrugem asiática é considerada uma das principais doenças da cultura da soja, com potencial de causar perdas entre 10% e 90% da produção, dependendo das condições. A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

O vazio sanitário tem como objetivo reduzir a presença do fungo nas lavouras. Durante o período mínimo de 90 dias, não é permitido o plantio nem a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento nas áreas monitoradas. A medida busca limitar a sobrevivência do patógeno entre as safras e reduzir riscos para o ciclo seguinte.

Já o calendário de semeadura, adotado após o vazio sanitário, tem como finalidade organizar o período de plantio e contribuir para o manejo da doença, reduzindo a necessidade de aplicações de fungicidas e o risco de resistência. A medida integra as ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS).





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Produtor segue retraído e trava negócios da soja na semana; veja como ficaram as cotações hoje


Plano Safra recursos - grãos de soja dinheiro
Foto: Arquivo Canal Rural, aperfeiçoada por IA

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com baixa movimentação e poucos negócios, refletindo principalmente a queda do dólar e a perda de referência nos portos. Mesmo com alta na Bolsa de Chicago, o mercado interno não sustentou o movimento de valorização.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o câmbio foi o principal fator de pressão sobre os preços. “Apesar da CBOT ter subido, os preços caíram cerca de R$ 1 no porto por conta do dólar”, afirma. No físico, o produtor seguiu retraído, aguardando melhores níveis de negociação, o que manteve a comercialização fraca ao longo da semana.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): permaneceu em R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 124,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 119,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 129,00 para R$ 128,00 por saca
  • Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 129,00 por saca

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de
Chicago (CBOT), elevando os ganhos acumulados na semana. Um movimento de compras técnicas e o comportamento dos investidores procurando posicionar suas carteiras frente ao final de semana garantiram a sustentação dos contratos.

Antes das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio, os participantes preferiram a cautela e evitar correr riscos. O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) seguiu no radar, mas foi considerado neutro.
O destaque do dia fica por conta da forte alta do farelo. "O movimento tem origem predominantemente técnica e não reflete uma mudança nos fundamentos do mercado", alerta o analista de Safras & Mercado, Gabriel Viana. "O principal driver da alta é o desmonte de posições especulativas que vinham apostando simultaneamente na valorização do óleo de soja e na queda do farelo o chamado spread long oil/short meal", completou.
Segundo Viana, com o óleo recuando nesta sessão, operadores passaram a reverter essas posições, gerando pressão compradora artificial sobre o farelo independentemente de qualquer alteração nos fundamentos de oferta e demanda do derivado.
"Os fundamentos de médio prazo seguem apontando para um cenário mais pressionado para o farelo, com a expectativa de aumento do esmagamento nos Estados Unidos em decorrência dos novos mandatos de biodiesel, maior oferta sul-americana com o avanço da safra argentina e prêmios de exportação no Brasil ainda descolados da realidade de oferta crescente", conclui o analista.

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,90%, a US$ 11,75 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com elevação de 10,25 centavos de dólar ou 0,86%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 14,60 ou 4,59% a US$ 332,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,10 centavos de dólar, com perda de 0,60 centavo ou 0,88%.

Câmbio

O dólar encerrou o dia em queda de 1,03%, reforçando a pressão sobre os preços internos da soja e limitando a competitividade das exportações brasileiras.

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Tecnoshow Comigo 2026 reflete cautela no agro mas movimenta economia de Rio Verde


Tecnoshow Comigo 2026
Foto: divulgação

A Tecnoshow Comigo 2026, realizada nesta semana, reuniu cerca de 120 mil visitantes em Rio Verde (GO) e refletiu um cenário de maior cautela por parte do produtor rural. Com queda nos preços das commodities e crédito mais caro, o evento registrou redução de aproximadamente 30% no volume de comercialização em relação a edições anteriores.

Segundo a coordendor-geral do evento, Claudio Teoro, o momento do agronegócio exige planejamento e decisões mais criteriosas. “O agro passa por um momento difícil, com uma paridade de troca bem diferente de anos anteriores. Por isso, os expositores vieram para cá com essa consciência, empenhados em oferecer as melhores condições comerciais possíveis dentro do que o mercado permite”, disse.

Esse cenário influenciou principalmente os investimentos em bens de capital, como máquinas agrícolas, que apresentaram retração maior, analisa o presidente-executivo da Comigo, Dourivan Cruvinel. Já o segmento de insumos, segundo ele, teve recuo menos intenso, mantendo demanda por itens essenciais à produção.

Feira mantém foco em tecnologia e tomada de decisão

De acordo com os organizadores, mesmo com a redução nas vendas, a feira reforçou seu papel como espaço de difusão tecnológica. Foram mais de 200 horas de palestras técnicas, acompanhadas por cerca de 8,4 mil participantes, além de 30 áreas demonstrativas de cultivo.

A programação incluiu temas ligados à gestão rural, com destaque para o uso de inteligência artificial. Durante um dos painéis, especialistas apresentaram ferramentas que auxiliam produtores na análise de custos e na otimização do uso de máquinas, com base em dados coletados nas propriedades.

Evento impulsiona economia local

A realização da feira gerou impacto direto na economia de Rio Verde. De acordo com a prefeitura, o evento movimentou cerca de R$ 90 milhões no município ao longo da semana.

A rede hoteleira operou com ocupação total, enquanto a arrecadação local registrou aumento de 8,5%. No aeroporto municipal, foram contabilizadas 128 operações durante o período.

Estrutura reúne expositores e amplia participação

A edição contou com cerca de 710 expositores distribuídos em uma área de 65 hectares. O evento também apresentou mais de 500 animais e recebeu aproximadamente 70 mil veículos ao longo dos cinco dias.

Entre as ações de engajamento, iniciativas voltadas à interação entre visitantes registraram mais de 1,5 mil participações. Já na área ambiental, foram distribuídas 23 mil mudas de árvores nativas e coletadas 46 toneladas de resíduos recicláveis.

Próxima edição da Tecnoshow tem data definida

A organização confirmou a realização da próxima edição da feira entre os dias 5 e 9 de abril de 2027, em Rio Verde.

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O que faz uma fazenda dar lucro? Especialista aponta caminhos para aumentar ganhos


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Mais do que produzir, uma fazenda lucrativa hoje depende de gestão eficiente, planejamento e uso estratégico dos recursos. A avaliação é do consultor Rodrigo Gennari, que destaca o controle de indicadores como principal diferencial no resultado da atividade.

Segundo ele, propriedades rentáveis deixam de lado o “achismo” e passam a trabalhar com dados concretos, acompanhando de perto indicadores produtivos e financeiros.

“Uma fazenda rentável é uma fazenda que ela tem toda uma disciplina de anotar os seus números. Suas despesas, receitas, movimentações de gado, compra, venda, morte, nascimento e desmama”, destaca.

Com essas informações organizadas, o produtor consegue calcular o custo de produção, o valor de venda, o lucro por arroba e a rentabilidade por hectare, o que permite tomar decisões mais assertivas e traçar estratégias para melhorar os resultados.

“Uma fazenda rentável sabe o seu custo de produção, sabe quanto que vende, sabe quanto sobra, o lucro por arroba e a rentabilidade por hectare”, explica Gennari.

O uso de sistemas de gestão também tem sido um aliado nesse processo, automatizando dados e gerando indicadores que facilitam o acompanhamento da atividade.

Para o especialista, produtores que ainda não adotam esse controle acabam perdendo oportunidades de ganho.

“O pecuarista que ainda está no ‘achismo’, não anota nada, ele está deixando muito dinheiro em cima da mesa. Então, fazer gestão é uma característica de uma fazenda rentável”, completa Gennari.

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Zona de Convergência Intertropical traz chuvas acima de 100 mm e espalha instabilidade; saiba onde e quando


Foto: Freepik

A previsão do tempo indica aumento das chuvas nos próximos dias, com destaque para a região Centro-Norte do Brasil, além do Nordeste e do norte dos estados nordestinos. O cenário é provocado pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que intensifica a formação de áreas de instabilidade nessas regiões.

Segundo a meteorologia, estados como Amazonas, Pará e Maranhão devem registrar acumulados que podem ultrapassar 100 mm entre os dias 11 e 15 de abril, com volume expressivo de chuva nas lavouras de soja.

Já no Rio Grande do Sul, em municípios de forte produção agrícola como São Borja, a previsão indica chuvas nos próximos cinco dias, com volumes acima de dois dígitos, mantendo uma distribuição mais regular das precipitações até a metade da próxima semana.

16 a 20 de abril

Quando a previsão avança para o período de 16 a 20 de abril, a chuva se concentra e se intensifica novamente no Centro-Norte do país, especialmente no Pará, onde há áreas com potencial de acumulados acima de 200 mm.

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Calendário de semeadura e vazio sanitário da soja 26/27 é definido; CNA alerta importância do manejo


vazio sanitário da soja Tocantins
Foto: Keven Lopes/ Governo do Tocantins

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforçou a importância do manejo adequado da lavoura de soja após a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura para a safra 2026/2027.

As regras foram estabelecidas pela Portaria SDA/MAPA nº 1.579, publicada na sexta-feira (10) no Diário Oficial da União e assinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável pela definição das normas fitossanitárias no país.

Segundo a CNA, o cumprimento das medidas é essencial para garantir produtividade e reduzir a incidência de doenças, especialmente a ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura da soja.

O Ministério manteve, em grande parte do país, os mesmos períodos adotados na safra 2025/2026, mas promoveu mudanças na Bahia, que passou a ser dividida em quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, o conjunto de medidas é fundamental para interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática.

“O vazio sanitário segue como uma das principais ferramentas para interromper o ciclo do fungo, ao eliminar a presença de plantas vivas de soja no período de entressafra. Já o calendário de semeadura ajuda a reduzir a sobreposição de lavouras e a limitar a disseminação da doença ao longo do ciclo produtivo”, explicou.

Pereira alertou ainda para o aumento dos casos de ferrugem asiática na safra 2025/2026 em comparação ao ciclo anterior. No Paraná, os registros passaram de 66 para 156 casos; no Mato Grosso do Sul, de 12 para 70; e no Rio Grande do Sul, de 25 para 61 ocorrências.

Segundo ele, o cenário está relacionado a fatores climáticos favoráveis ao desenvolvimento do fungo e reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das normas fitossanitárias.

“O calendário de semeadura e o vazio sanitário são ferramentas complementares e fundamentais para o manejo da ferrugem. O aumento dos registros reforça que o foco precisa estar na execução, com controle rigoroso de plantas voluntárias e monitoramento”, destacou.

Calendário por estado

No Acre, o vazio sanitário ocorre de 22 de junho a 20 de setembro de 2026, e o calendário de semeadura vai de 21 de setembro de 2026 a 8 de janeiro de 2027.

Em Alagoas, o vazio sanitário começa em 1º de janeiro de 2027 e vai até 1º de abril de 2027, com semeadura de 2 de abril de 2027 a 10 de julho de 2027.

No Amapá, o vazio sanitário vai de 1º de dezembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, e a semeadura ocorre de 1º de março a 8 de junho de 2027.

No Amazonas, o vazio sanitário ocorre de 10 de junho a 10 de setembro de 2026, e a semeadura vai de 11 de setembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027.

Na Bahia, os períodos variam por região, com o vazio sanitário e a semeadura definidos em quatro zonas distintas ao longo de 2026 e 2027.

No Ceará, o vazio sanitário ocorre de 3 de novembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, e a semeadura de 1º de fevereiro a 31 de maio de 2027.

No Distrito Federal, o vazio sanitário vai de 1º de julho a 30 de setembro de 2026, e a semeadura de 1º de outubro de 2026 a 8 de janeiro de 2027.

Em Goiás, o vazio sanitário ocorre de 27 de junho a 24 de setembro de 2026, e a semeadura de 25 de setembro de 2026 a 2 de janeiro de 2027.

No Maranhão, os períodos variam por região, com diferentes janelas de vazio sanitário e semeadura entre julho de 2026 e março de 2027.

Em Minas Gerais, o vazio sanitário ocorre de 1º de julho a 30 de setembro de 2026, e a semeadura de 1º de outubro de 2026 a 8 de janeiro de 2027.

Em Mato Grosso, o vazio sanitário vai de 8 de junho a 6 de setembro de 2026, e a semeadura de 7 de setembro de 2026 a 7 de janeiro de 2027.

Já em Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário ocorre de 15 de junho a 15 de setembro de 2026, e a semeadura de 16 de setembro a 31 de dezembro de 2026.

No Pará, os períodos variam por região, com janelas de vazio sanitário e semeadura entre junho de 2026 e março de 2027.

No Paraná, o vazio sanitário ocorre entre junho e setembro de 2026, e a semeadura entre setembro de 2026 e janeiro de 2027, variando por região.

No Piauí, os períodos também variam por região, com vazio sanitário e semeadura entre julho de 2026 e março de 2027.

No estado do Rio de Janeiro, o vazio sanitário vai de 15 de junho a 28 de setembro de 2026, e a semeadura de 29 de setembro de 2026 a 6 de janeiro de 2027.

No Rio Grande do Sul, o vazio sanitário ocorre de 3 de julho a 30 de setembro de 2026, e a semeadura de 1º de outubro de 2026 a 28 de janeiro de 2027.

Em Rondônia, o vazio sanitário vai de 10 de junho a 10 de setembro de 2026, e a semeadura de 11 de setembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027.

Em Roraima, o vazio sanitário ocorre de 19 de dezembro de 2026 a 18 de março de 2027, e a semeadura de 19 de março a 26 de junho de 2027.

Em Santa Catarina, os períodos variam por região, com vazio sanitário e semeadura entre junho de 2026 e fevereiro de 2027.

Em São Paulo, os períodos também variam por região, com vazio sanitário entre junho e setembro de 2026 e semeadura entre setembro de 2026 e janeiro de 2027.

Por fim, em Tocantins, o vazio sanitário vai de 1º de julho a 30 de setembro de 2026, e a semeadura de 1º de outubro de 2026 a 15 de janeiro de 2027.

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