sexta-feira, abril 10, 2026
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Calendário de semeadura e vazio sanitário da soja 26/27 é definido; CNA alerta importância do manejo


vazio sanitário da soja Tocantins
Foto: Keven Lopes/ Governo do Tocantins

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforçou a importância do manejo adequado da lavoura de soja após a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura para a safra 2026/2027.

As regras foram estabelecidas pela Portaria SDA/MAPA nº 1.579, publicada na sexta-feira (10) no Diário Oficial da União e assinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável pela definição das normas fitossanitárias no país.

Segundo a CNA, o cumprimento das medidas é essencial para garantir produtividade e reduzir a incidência de doenças, especialmente a ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura da soja.

O Ministério manteve, em grande parte do país, os mesmos períodos adotados na safra 2025/2026, mas promoveu mudanças na Bahia, que passou a ser dividida em quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.

De acordo com o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, o conjunto de medidas é fundamental para interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática.

“O vazio sanitário segue como uma das principais ferramentas para interromper o ciclo do fungo, ao eliminar a presença de plantas vivas de soja no período de entressafra. Já o calendário de semeadura ajuda a reduzir a sobreposição de lavouras e a limitar a disseminação da doença ao longo do ciclo produtivo”, explicou.

Pereira alertou ainda para o aumento dos casos de ferrugem asiática na safra 2025/2026 em comparação ao ciclo anterior. No Paraná, os registros passaram de 66 para 156 casos; no Mato Grosso do Sul, de 12 para 70; e no Rio Grande do Sul, de 25 para 61 ocorrências.

Segundo ele, o cenário está relacionado a fatores climáticos favoráveis ao desenvolvimento do fungo e reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das normas fitossanitárias.

“O calendário de semeadura e o vazio sanitário são ferramentas complementares e fundamentais para o manejo da ferrugem. O aumento dos registros reforça que o foco precisa estar na execução, com controle rigoroso de plantas voluntárias e monitoramento”, destacou.

Calendário por estado

No Acre, o vazio sanitário ocorre de 22 de junho a 20 de setembro de 2026, e o calendário de semeadura vai de 21 de setembro de 2026 a 8 de janeiro de 2027.

Em Alagoas, o vazio sanitário começa em 1º de janeiro de 2027 e vai até 1º de abril de 2027, com semeadura de 2 de abril de 2027 a 10 de julho de 2027.

No Amapá, o vazio sanitário vai de 1º de dezembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, e a semeadura ocorre de 1º de março a 8 de junho de 2027.

No Amazonas, o vazio sanitário ocorre de 10 de junho a 10 de setembro de 2026, e a semeadura vai de 11 de setembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027.

Na Bahia, os períodos variam por região, com o vazio sanitário e a semeadura definidos em quatro zonas distintas ao longo de 2026 e 2027.

No Ceará, o vazio sanitário ocorre de 3 de novembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, e a semeadura de 1º de fevereiro a 31 de maio de 2027.

No Distrito Federal, o vazio sanitário vai de 1º de julho a 30 de setembro de 2026, e a semeadura de 1º de outubro de 2026 a 8 de janeiro de 2027.

Em Goiás, o vazio sanitário ocorre de 27 de junho a 24 de setembro de 2026, e a semeadura de 25 de setembro de 2026 a 2 de janeiro de 2027.

No Maranhão, os períodos variam por região, com diferentes janelas de vazio sanitário e semeadura entre julho de 2026 e março de 2027.

Em Minas Gerais, o vazio sanitário ocorre de 1º de julho a 30 de setembro de 2026, e a semeadura de 1º de outubro de 2026 a 8 de janeiro de 2027.

Em Mato Grosso, o vazio sanitário vai de 8 de junho a 6 de setembro de 2026, e a semeadura de 7 de setembro de 2026 a 7 de janeiro de 2027.

Já em Mato Grosso do Sul, o vazio sanitário ocorre de 15 de junho a 15 de setembro de 2026, e a semeadura de 16 de setembro a 31 de dezembro de 2026.

No Pará, os períodos variam por região, com janelas de vazio sanitário e semeadura entre junho de 2026 e março de 2027.

No Paraná, o vazio sanitário ocorre entre junho e setembro de 2026, e a semeadura entre setembro de 2026 e janeiro de 2027, variando por região.

No Piauí, os períodos também variam por região, com vazio sanitário e semeadura entre julho de 2026 e março de 2027.

No estado do Rio de Janeiro, o vazio sanitário vai de 15 de junho a 28 de setembro de 2026, e a semeadura de 29 de setembro de 2026 a 6 de janeiro de 2027.

No Rio Grande do Sul, o vazio sanitário ocorre de 3 de julho a 30 de setembro de 2026, e a semeadura de 1º de outubro de 2026 a 28 de janeiro de 2027.

Em Rondônia, o vazio sanitário vai de 10 de junho a 10 de setembro de 2026, e a semeadura de 11 de setembro de 2026 a 9 de janeiro de 2027.

Em Roraima, o vazio sanitário ocorre de 19 de dezembro de 2026 a 18 de março de 2027, e a semeadura de 19 de março a 26 de junho de 2027.

Em Santa Catarina, os períodos variam por região, com vazio sanitário e semeadura entre junho de 2026 e fevereiro de 2027.

Em São Paulo, os períodos também variam por região, com vazio sanitário entre junho e setembro de 2026 e semeadura entre setembro de 2026 e janeiro de 2027.

Por fim, em Tocantins, o vazio sanitário vai de 1º de julho a 30 de setembro de 2026, e a semeadura de 1º de outubro de 2026 a 15 de janeiro de 2027.

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