quinta-feira, abril 23, 2026

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CNPJ obrigatório para produtor rural: entenda o que muda na prática


A reforma tributária em andamento no Brasil traz uma mudança estrutural para o campo: o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passará a ser obrigatório para todos os produtores rurais, independentemente de atuarem como pessoa física ou jurídica.

A exigência tem como objetivo unificar o controle fiscal no país e será a base para a nova sistemática tributária, que passa a ser vinculada à nota fiscal eletrônica. A adaptação será gradual, com implementação prevista até 2027.

Segundo a advogada Viviane Morales, especializada no tema, a medida busca padronizar a identificação dos produtores perante a Receita Federal. “O CNPJ passa a ser como um CPF da atividade rural. É ele que vai permitir o controle de quem será contribuinte ou não dos novos impostos”, explica.

Cadastro será obrigatório, independentemente do regime

Com a mudança, todos os produtores deverão possuir CNPJ, mesmo aqueles que continuam atuando como pessoa física. A obrigatoriedade não significa que o produtor terá de se tornar uma empresa, mas sim que precisará estar registrado na nova base de dados.

A definição sobre ser ou não contribuinte dos novos tributos dependerá do faturamento. Ainda assim, o cadastro será exigido para todos.

A partir de julho, a expectativa é que a plataforma da Receita Federal esteja disponível para adesão em todo o país. O registro será feito pela RedeSim, sistema já utilizado para abertura de empresas.

Impactos práticos: nota fiscal, crédito e integração ao mercado

Na prática, o CNPJ passa a ser essencial para a vida operacional do produtor. O cadastro permitirá a emissão de nota fiscal eletrônica, acesso a crédito rural, participação em programas oficiais e maior integração com cadeias produtivas.

A mudança acompanha a evolução do setor, que tem exigido mais rastreabilidade, digitalização e formalização das atividades.

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 5,58 milhões de produtores rurais, sendo a maior parte ainda atuando como pessoa física.

Custo inicial é baixo, mas exige atenção na abertura

De acordo com a especialista, a abertura do CNPJ não deve gerar custos imediatos obrigatórios. No entanto, o processo exige cuidado, já que erros no cadastro podem gerar problemas futuros.

“É importante preencher corretamente as informações, porque esse registro vai acompanhar toda a atividade. Alterações feitas de forma incorreta podem levar à perda de histórico e dificuldades operacionais”, alerta.

Situações como sucessão familiar, por exemplo, exigem atenção. A orientação é evitar o encerramento do cadastro e utilizar mecanismos legais para transferência de titularidade, preservando o histórico produtivo.

Pessoa física ou jurídica: decisão exige planejamento

Apesar da obrigatoriedade do CNPJ, o produtor ainda poderá optar por continuar como pessoa física ou migrar para pessoa jurídica. A decisão, segundo a advogada, deve ser baseada em análise individual.

Com a reforma, produtores com faturamento acima de R$ 3,6 milhões por ano estarão sujeitos aos novos tributos, independentemente do regime. Ainda assim, outros fatores seguem influenciando a escolha.

Entre eles estão a tributação sobre renda e dividendos, acesso a linhas de crédito, condições de seguro rural e custos operacionais.

“Não existe uma resposta única. O produtor precisa fazer contas e avaliar sua realidade antes de decidir”, afirma.

Ano de adaptação exige planejamento e informação

O ano de 2026 será de transição para o novo modelo. O período deve servir para testes, ajustes e entendimento das regras que ainda serão regulamentadas.

A recomendação é que produtores busquem orientação técnica e jurídica para evitar erros e se preparar para a nova exigência.

A formalização por meio do CNPJ representa uma mudança relevante na estrutura do agronegócio brasileiro e deve impactar a gestão das propriedades nos próximos anos.

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Maioria dos produtores dos EUA enfrenta dificuldades para comprar fertilizantes, diz pesquisa


fertilizantes
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

Uma pesquisa realizada pela American Farm Bureau Federation (AFBF) mostrou que a maioria dos agricultores dos Estados Unidos enfrenta dificuldades para adquirir fertilizantes em volumes suficientes para a safra deste ano.

De acordo com o levantamento, conduzido entre 3 e 11 de abril, 70% dos produtores afirmaram não ter condições financeiras de comprar todos os insumos necessários, refletindo o impacto do aumento dos custos no campo.

O estudo ouviu mais de 5,7 mil agricultores, incluindo membros e não membros da entidade, abrangendo todos os estados norte-americanos e Porto Rico. Quase 80% dos produtores do Sul do país relataram não conseguir arcar com os custos de fertilizantes para todo o ano, seguidos pelos agricultores do Nordeste (69%) e do Oeste (66%). No Meio-Oeste, importante região agrícola, a parcela é menor, mas ainda significativa, atingindo 48%.

A antecipação de compras também variou entre as regiões. Apenas 19% dos agricultores do Sul garantiram fertilizantes antes do início do plantio, enquanto no Nordeste e no Oeste os índices foram de 30% e 31%, respectivamente. No Meio-Oeste, 67% dos produtores fizeram aquisições antecipadas, embora cerca de um terço ainda tenha iniciado a temporada sem assegurar todas as necessidades de insumos.

O aumento expressivo dos preços está ligado, em grande parte, a fatores geopolíticos. A intensificação das tensões no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz reduziram o fluxo global de fertilizantes e petróleo, pressionando os custos. Desde o agravamento do conflito, os preços dos fertilizantes nitrogenados subiram mais de 30%, enquanto os custos combinados de combustível e fertilizantes avançaram entre 20% e 40%. O preço da ureia, por sua vez, disparou 47% desde o fim de fevereiro.

Diante desse cenário, muitos dos produtores entrevistados afirmaram que vão deixar de aplicar fertilizantes nesta primavera, apostando em uma eventual queda de preços ao longo da safra.

Segundo o presidente da entidade, Zippy Duvall, o aumento dos custos pode resultar em menor produtividade, redução de áreas plantadas e impactos na oferta de alimentos. A pesquisa também mostrou que 94% dos agricultores relataram piora ou estagnação em sua situação financeira em relação ao ano anterior.

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AgroNewsPolítica & Agro

Comercialização de soja em MT passa de 63%: vender agora ou esperar?



Produtor mantém cautela diante da pressão nos preços



Foto: Divulgação

A comercialização da soja da safra 2025/26 em Mato Grosso superou metade da produção prevista e alcançou 63,31% em março de 2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço foi de 6,73 pontos percentuais em relação ao relatório anterior e de 8,34 pontos na comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar da evolução nas vendas, o ritmo de negociação segue moderado. Segundo o Imea, a volatilidade dos preços continua sendo um dos principais fatores a limitar novos negócios no estado. Parte expressiva do volume já comercializado está ligada a contratos fechados anteriormente, em um contexto mais favorável ao produtor.

A leitura do mercado indica que os sojicultores têm adotado uma postura mais cautelosa diante do atual cenário. Com preços considerados pouco atrativos para novas fixações, muitos produtores optam por segurar a comercialização e acompanhar os movimentos do mercado antes de avançar com novas negociações.

Em março, o preço médio da saca de soja em Mato Grosso ficou em R$ 105,54, o que representa queda de 1,53% frente a fevereiro. De acordo com a análise divulgada, o recuo foi influenciado pelo cenário geopolítico do período, que pressionou as cotações e reduziu o apetite por novas vendas.

O comportamento mais conservador também aparece nas negociações da próxima temporada. Para a safra 2026/27, a comercialização atingiu 7,31% da produção esperada, com avanço mensal de 3,35 pontos percentuais. Os negócios registrados para esse ciclo ocorreram a um preço médio de R$ 108,36 por saca.

O cenário reforça que, mesmo com boa parte da safra atual já comprometida, o produtor mato-grossense segue atento às oscilações do mercado antes de ampliar a comercialização. 





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Mariangela Hungria: cientista brasileira entra na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time


Foto: Antonio Neto/arquivo Embrapa
Foto: Antonio Neto/arquivo Embrapa

A pesquisadora Mariangela Hungria entrou na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista norte-americana Time, divulgada nesta quarta-feira (15).

Pesquisadora da Embrapa e vencedora do Prêmio Mundial da Alimentação – conhecido como o “Nobel da Agricultura” – Mariangela é reconhecida por desenvolver microrganismos que permitem às plantas absorver nitrogênio do ar de forma mais natural.

A partir da combinação desses agentes, Hungria comprovou ganhos de até 16% na produtividade da soja, o dobro do avanço alcançado com técnicas anteriores. No milho, as descobertas permitiram que bactérias brasileiras hoje estejam presentes em mais de 40% da safra de inverno e em 30% da safra de verão – quase 8 milhões de hectares.

Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa Soja, é laureada com Prêmio Mundial da Alimentação
Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa Soja, é laureada com Prêmio Mundial da Alimentação. Foto: reprodução / Embrapa Soja

O impacto da pesquisas da Embrapa liderada por Mariangela é notável. Somente na soja, a substituição de fertilizantes nitrogenados pelos microrganismos desenvolvidos economizou US$ 27 bilhões na safra mais recente, e 260 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, evitando emissões que seriam geradas pela produção e uso de adubos.

Em entrevista recente ao programa Giro do Boi, Mariangela destacou que o Brasil “possui a faca e o queijo na mão” para liderar a agricultura e pecuária biológica mundial, substituindo insumos caros por vida microscópica. “Nós temos soluções na prateleira que permitiriam substituir até 40% ou 50% dos químicos”, afirmou a pesquisadora.

Confira:

Reconhecimento global

No ano passado, a pesquisadora conquistou o World Food Prize, o principal prêmio global da área de alimentação. O título ampliou sua voz no cenário internacional, permitindo destacar o protagonismo da agricultura brasileira em biológicos, plantio direto e sistemas integrados.

Mariangela Hungria
Foto: Embrapa

Atualmente, seu legado impacta diretamente mais de 1 bilhão de pessoas, ao contribuir para uma agricultura mais produtiva, sustentável e acessível.

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Exportações de soja devem crescer 23% em abril, aponta Anec


soja - grãos
Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

As exportações brasileiras de soja em grão devem alcançar 16,668 milhões de toneladas em abril de 2026, segundo estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Se confirmado, o volume representará um aumento de aproximadamente 23,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o país embarcou 13,496 milhões de toneladas.

O ritmo de embarques segue elevado ao longo do mês. Entre os dias 5 e 11 de abril, o Brasil exportou 3,881 milhões de toneladas de soja. Para a semana entre 12 e 18 de abril, a previsão é de novos embarques de 4,579 milhões de toneladas.

No acumulado de 2026, os embarques de soja já somam 43,750 milhões de toneladas, indicando forte demanda internacional pelo produto brasileiro.

Farelo de soja também avança

As exportações de farelo de soja também devem apresentar crescimento em abril. A Anec projeta embarques de 3,102 milhões de toneladas no mês, o que representa uma alta de cerca de 44% frente às 2,153 milhões de toneladas registradas em abril de 2025.

Na semana entre 5 e 11 de abril, o país embarcou 500,390 mil toneladas de farelo. Para o período entre 12 e 18 de abril, a expectativa é de 750,947 mil toneladas. No acumulado do ano, os embarques de farelo de soja já atingem 8,429 milhões de toneladas.

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Apesar de recuperação dos preços, produtores de arroz mantêm cautela


Arroz Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

Nos último dias, os preços do arroz tiveram recuperação no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar da crescente, a liquidez do mercado segue baixa.

Pesquisadores relatam que produtores estão cautelosos, com seu foco voltado nas lavouras e no aguardo de melhores preços. Enquanto isso, compradores dão prioridade para produtos disponíveis nos estoques internos, receosos com a disponibilidade e os preços do cereal.

Importação e exportação

Em contraponto, impulsionadas pela necessidade e competitividade de produtos importados, as importações do arroz ganharam força no terceiro mês do ano.

De acordo com dados a Secex, a importação brasileira do cereal chegou a 176,1 mil toneladas no período, números que comparados a fevereiro subiram 55,67%. No comparativo ao mesmo período de 2025, a crescente foi de 70%. As quantidades são as de maior volume desde 2024.

Em março as exportações também tiveram avanços. Totalizando 240,7 mil toneladas, a quantidade é a maior registrada dos últimos três meses, 12,1% a mais que fevereiro e 78,79% em comparação anual.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr

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Boi gordo registra alta superior a 3% em abril e sustenta mercado aquecido, aponta Cepea


boi gordo, frigoríficos
Foto: Ministério da Agricultura

O mercado do boi gordo segue com preços firmes em todo o Brasil, impulsionado pela oferta restrita de animais e pela necessidade de compra por parte dos frigoríficos. Na terça-feira (14), houve avanço nas negociações e melhora na liquidez em relação ao início da semana, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar do maior volume de negócios, as escalas de abate continuam curtas, variando entre 5 e 8 dias na maior parte do país, o que mantém a pressão altista sobre os preços. Em algumas regiões, como no Pará, as escalas chegam a apenas 3 a 6 dias, reforçando a urgência de compra por parte da indústria.

Indicador Cepea acumula alta

Em São Paulo, o indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou a terça-feira cotado a R$ 367,05 por arroba, com leve alta diária de 0,23% e valorização acumulada de 3,10% no mês.

No mercado futuro, o contrato para abril/26 na B3 foi negociado a R$ 362,50 por arroba, com recuo diário de 0,14% e queda de 0,79% no acumulado mensal, indicando ajuste técnico após as recentes altas.

Outros indicadores também mostram firmeza no mercado físico. O boi magro em São Paulo foi cotado a R$ 4.425,31 por cabeça, enquanto o bezerro em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 3.356,62 por cabeça, com valorização mensal de 1,91%.

No atacado, a carcaça casada bovina também apresentou alta no mês. O boi casado em São Paulo foi negociado a R$ 25,22/kg, com avanço mensal de 3,19%, enquanto a carcaça da fêmea atingiu R$ 23,13/kg, acumulando alta de 4,05%.

Regiões enfrentam oferta limitada e negociações ajustadas

No Pará, as negociações se mantiveram estáveis, com preços entre R$ 340 e R$ 350 por arroba. A sustentação vem da baixa disponibilidade de animais e das escalas reduzidas dos frigoríficos.

Já no Rio Grande do Sul, a dificuldade de compra de boi gordo limita o ritmo do mercado. As escalas de abate partem de apenas dois dias, evidenciando a escassez de oferta. O preço médio do boi à vista no estado foi de R$ 24,65 por quilo de carcaça, com alta de 3,7% em abril, embora o mercado ainda apresente menor fluidez.

Em Dourados (MS), os pecuaristas seguem resistentes nas negociações, apostando em novas valorizações. Houve reajuste de R$ 5 por arroba, com negócios fechados entre R$ 350 e R$ 360. As escalas na região variam entre 6 e 8 dias.

Demanda no atacado reforça sustentação dos preços

No mercado atacadista, a demanda por carne bovina segue firme, com destaque para os cortes de dianteiro. Esse movimento tem levado frigoríficos a realizarem novos reajustes.

Na terça-feira, o dianteiro foi negociado a R$ 22,54/kg, com alta diária de 0,37%. A maior procura por esse tipo de corte contribui para a sustentação dos preços ao longo da cadeia.

Cenário segue positivo para a pecuária

O cenário observado na terça-feira reforça a tendência predominante desde o início do mês: preços firmes em todos os segmentos da pecuária, sustentados pela combinação de oferta restrita e demanda consistente.

A expectativa do mercado agora se volta para o comportamento das negociações nos próximos dias, diante de escalas ainda apertadas e produtores menos dispostos a vender nos níveis atuais.

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Safra atual do café fica marcada por queda nas exportações


saca de café
Foto: Unsplash

A safra do café 2025/26 registrou queda nas exportações em relação a temporada anterior. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), no período de julho de 2025 e março de 2026, as embarcações tiveram total de 20,09 milhões de sacas de 60kg. Os números representam uma diminuição de 21,2% comparado com o intervalo de tempo do ano anterior. O volume registrado na parcial é o menor desde 2022/23.

Apesar disso, o mês de março ficou marcado por uma melhora. O acumulo chegou a 3,04 milhões de sacas, quantidade 15,4% maior que a de fevereiro.

Mesmo com a melhora no período, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ressalta que o cenário ainda é de restrição, visto que a produção menor da safra e os estoques nacionais historicamente curtos, continuam a limitar as saídas.

Produtores do grão que já dispõem de pouco café, além de capitalizados pelos altos preços ao longo da temporada, não enxergam motivos para pressa nas vendas.

De acordo com o centro de pesquisas, a exportação contida deve se manter até que a nova safra 2026/27 ganhe força. A previsão para esse aumento de corpo é para meados de maio.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens é anunciada


A Embrapa e a Unipasto anunciaram o lançamento da BRS Carinás, primeira cultivar brasileira de Brachiaria decumbens, nesta semana. A nova variedade é indicada para o bioma Cerrado e apresenta produção de até 16 toneladas de matéria seca por hectare, com destaque para a elevada produção de folhas e adaptação a sistemas integrados.

Entre as características, a cultivar apresenta baixa exigência em fertilidade do solo, com tolerância a ambientes ácidos e com baixos níveis de fósforo, além de maior capacidade de suporte animal e ganho de peso por área em comparação à cultivar Basilisk. Esses fatores ampliam o potencial de uso em sistemas de produção pecuária.

“É uma excelente alternativa para diversificar áreas hoje ocupadas pela cultivar Basilisk, também conhecida como ‘braquiarinha’. A Carinás se adapta bem ao período seco do ano e pode ser usada estrategicamente, como no planejamento de ser vedada no fim do verão e reservada para uso na época da seca”, afirma o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Sanzio Barrios.

A cultivar também pode ser utilizada em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com produção de palhada e forragem destinada ao pastejo na entressafra. Segundo as instituições, o material não interfere na produtividade de culturas anuais, o que amplia sua aplicação em sistemas integrados.

Até então, a Basilisk era a única cultivar disponível da espécie Brachiaria decumbens no mercado brasileiro, tendo sido introduzida no país na década de 1960. A nova cultivar amplia as opções para produtores que utilizam essa espécie forrageira.

Em comparação com a Basilisk, a BRS Carinás apresenta maior desempenho produtivo. “Quando vedada para uso no período seco, a BRS Carinás oferece 40% a mais de massa de forragem em relação à cultivar Basilisk, da qual a maior parte [53%] é material vivo [folhas e hastes]”, explica o pesquisador da Embrapa Cerrados, Allan Kardec Ramos.

Testes indicaram que a cultivar não apresentou acamamento, mesmo em áreas vedadas ou sob crescimento livre, característica relevante para materiais com maior porte e produção de forragem. Esse comportamento contribui para a manutenção da qualidade e facilidade de manejo.

Em relação à tolerância ao encharcamento, ensaios iniciais mostraram desempenho semelhante ao de outras cultivares amplamente utilizadas, com novos testes previstos em condições de solos mal drenados para ampliar a avaliação agronômica.

Em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária, a BRS Carinás demonstrou compatibilidade com culturas anuais, sem competição significativa, conforme testes realizados em consórcio com milho, o que reforça seu potencial de uso em sistemas produtivos diversificados.

As sementes da nova cultivar serão disponibilizadas por meio dos associados da Unipasto, com oferta prevista já no início do segundo semestre, permitindo a adoção pelos produtores no primeiro ano após o lançamento.





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Brasília vive ‘faz de conta’ institucional enquanto crise avança no Brasil


palácio do planalto - agencia brasil
Foto: Agência Brasil

O Brasil vive hoje uma espécie de alucinação coletiva institucional. Nos salões de mármore da capital, a prioridade é o próximo palanque, a próxima emenda ou a próxima retaliação entre tribunais e plenários.

Do lado de fora, o país real lida com um cenário de terra arrasada. Esse abismo não parece figurar na agenda de prioridades do poder.

O teatro das instituições

Vivemos a era do “faz de conta”. Faz de conta que as instituições estão em harmonia enquanto o Legislativo sequestra o Orçamento.

Faz de conta que o Executivo governa, quando, na verdade, ele apenas reage. O país funciona hoje em modo de campanha eleitoral permanente.
A realidade, porém, é brutal. O endividamento no Brasil atingiu níveis alarmantes e não escolhe CPF ou CNPJ.

O peso de um Estado sem freios

Nesse cenário, o governo gasta demais e parece não medir as consequências do amanhã. A conta da expansão desenfreada de gastos públicos chega rápido, seja via inflação ou pela manutenção de juros altos que travam o setor produtivo.

Não é apenas o Estado que está no limite. São famílias que não fecham o mês e empresas que operam no sufoco, esmagadas por uma política fiscal que ignora o rigor necessário para o país crescer.

A euforia que não chega à mesa

O descolamento da realidade é gritante quando olhamos para os indicadores financeiros desta quarta-feira (15).

Enquanto o Ibovespa flerta com a marca histórica dos 200 mil pontos e o dólar recua para a casa dos R$ 4,98, a Faria Lima parece viver em um país diferente daquele que habita os subúrbios.

O rali das bolsas, impulsionado pelo capital externo, é um espasmo de otimismo que não chega à mesa do cidadão comum.

Para quem deve ao cartão de crédito, o dólar baixo é uma abstração. Ele não reduz o peso dos juros, nem o custo de vida que segue corroendo o consumo.

Um comando voltado para o umbigo

Para piorar, o mundo lá fora não está para amadores. O cenário externo é de gravidade extrema, com conflitos geopolíticos que exigem um comando firme.

Mas o Brasil parece olhar apenas para o próprio umbigo. O governo perdeu a capacidade de conexão com as urgências práticas.

A comunicação oficial e a articulação política miram o eleitor de 2026. Ignoram o cidadão que precisa de respostas hoje. A gestão virou refém do marketing e da sobrevivência política imediata.

O risco do vácuo de confiança

Essa desconexão cria um vácuo perigoso. O cidadão percebe que o Estado gasta energia em brigas de poder enquanto sua vida financeira desmorona.

Com isso, a confiança nas instituições derrete. Instituições fortes não são aquelas que ocupam espaço na mídia com conflitos de autoridade.

São aquelas que entregam estabilidade. O que temos hoje é um teatro de sombras: muita movimentação, muito barulho, mas nenhuma solução para o abismo sob os pés dos brasileiros.

O Brasil não precisa de mais um capítulo de briga entre poderes. Precisa, urgentemente, voltar para a realidade. Antes que o “faz de conta” se torne um ponto de não retorno.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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