quarta-feira, abril 15, 2026
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Boi gordo registra alta superior a 3% em abril e sustenta mercado aquecido, aponta Cepea


boi gordo, frigoríficos
Foto: Ministério da Agricultura

O mercado do boi gordo segue com preços firmes em todo o Brasil, impulsionado pela oferta restrita de animais e pela necessidade de compra por parte dos frigoríficos. Na terça-feira (14), houve avanço nas negociações e melhora na liquidez em relação ao início da semana, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar do maior volume de negócios, as escalas de abate continuam curtas, variando entre 5 e 8 dias na maior parte do país, o que mantém a pressão altista sobre os preços. Em algumas regiões, como no Pará, as escalas chegam a apenas 3 a 6 dias, reforçando a urgência de compra por parte da indústria.

Indicador Cepea acumula alta

Em São Paulo, o indicador do boi gordo Cepea/Esalq fechou a terça-feira cotado a R$ 367,05 por arroba, com leve alta diária de 0,23% e valorização acumulada de 3,10% no mês.

No mercado futuro, o contrato para abril/26 na B3 foi negociado a R$ 362,50 por arroba, com recuo diário de 0,14% e queda de 0,79% no acumulado mensal, indicando ajuste técnico após as recentes altas.

Outros indicadores também mostram firmeza no mercado físico. O boi magro em São Paulo foi cotado a R$ 4.425,31 por cabeça, enquanto o bezerro em Mato Grosso do Sul chegou a R$ 3.356,62 por cabeça, com valorização mensal de 1,91%.

No atacado, a carcaça casada bovina também apresentou alta no mês. O boi casado em São Paulo foi negociado a R$ 25,22/kg, com avanço mensal de 3,19%, enquanto a carcaça da fêmea atingiu R$ 23,13/kg, acumulando alta de 4,05%.

Regiões enfrentam oferta limitada e negociações ajustadas

No Pará, as negociações se mantiveram estáveis, com preços entre R$ 340 e R$ 350 por arroba. A sustentação vem da baixa disponibilidade de animais e das escalas reduzidas dos frigoríficos.

Já no Rio Grande do Sul, a dificuldade de compra de boi gordo limita o ritmo do mercado. As escalas de abate partem de apenas dois dias, evidenciando a escassez de oferta. O preço médio do boi à vista no estado foi de R$ 24,65 por quilo de carcaça, com alta de 3,7% em abril, embora o mercado ainda apresente menor fluidez.

Em Dourados (MS), os pecuaristas seguem resistentes nas negociações, apostando em novas valorizações. Houve reajuste de R$ 5 por arroba, com negócios fechados entre R$ 350 e R$ 360. As escalas na região variam entre 6 e 8 dias.

Demanda no atacado reforça sustentação dos preços

No mercado atacadista, a demanda por carne bovina segue firme, com destaque para os cortes de dianteiro. Esse movimento tem levado frigoríficos a realizarem novos reajustes.

Na terça-feira, o dianteiro foi negociado a R$ 22,54/kg, com alta diária de 0,37%. A maior procura por esse tipo de corte contribui para a sustentação dos preços ao longo da cadeia.

Cenário segue positivo para a pecuária

O cenário observado na terça-feira reforça a tendência predominante desde o início do mês: preços firmes em todos os segmentos da pecuária, sustentados pela combinação de oferta restrita e demanda consistente.

A expectativa do mercado agora se volta para o comportamento das negociações nos próximos dias, diante de escalas ainda apertadas e produtores menos dispostos a vender nos níveis atuais.

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